domingo, 16 de dezembro de 2012

Gambit&Morlocks



Episódio 9

Gambit chega em casa exausto, havia passado um dia de grandes perseguições. Sua mãe adotiva Jeane Lebeau desde o início era considerada como tia biológica, aguardava assentada sobre a mesa de jantar lendo um livro. Gambit cumprimenta com um beijo no rosto.
_Estive preocupada, não dormiu em casa ontem, saiu cedo hoje, não avisou para onde ia. – retirou o óculos de leitura - Alimentou-se? -
_Sai à procura de emprego fui ao restaurante. Muitos locais proíbem o trabalho dos mutantes, algumas manifestações reivindicam a divisão dos mutantes na cidade. Devo morar sozinho algum tempo em Nova Orleans até amenizar a situação.
_Seu tio Jean Luc ligou, virá amanhã para uma visita.
_Trouxe este dinheiro. – colocou um março de grana sobre a mesa – Para as despesas.
_Onde conseguiu?
_Pacote financeiro e correção monetário do último emprego. - Gambit se levanta em direção ao quarto tentando se disfarçar da origem do dinheiro.
_O jantar está quase pronto.
_Estou sem apetite!

Em uma universidade da cidade, o sinal do intervalo é acionado. Era manha, Lucid andava pelos corredores à procura de sua amiga Deise, uma atraente aluna de cabelos loiros-castanhos. Um encontro era combinado na escrivaninha. Enquanto pelo lado de fora surgia uma patrulha policial, um aglomerado tentava saber o motivo da manifestação. Muitos protestavam a saída dos mutantes na escola. O diretor explica:
_Tentaremos identificar aqueles que possuem algum tipo de habilidade especial. Serão testados para continuarem os estudos. Aqueles que apresentarem alguma ocorrência ou algum poder prejudicial à sociedade serão investigados.
Um policial se aproxima:
_Estamos à procura de um mutante conhecido como Lucid, devemos interrogá-lo à respeito de um envolvimento com uma liga de ladrões conhecida como os Morlocks.
_Acompanhe-me.
Lucid ainda pelos corredores identifica Deise de longe, aproximou alguns passos, finalmente pergunta:
_Mandou me chamar aqui?
_Uma amiga viajou para Chicago e deixou sua chave comigo. Esqueci seu código preciso que use seu poder para identificar seu compartimento.
_O que devo localizar?
_Um livro de capa vermelha, estojo branco, adesivos brilhantes. – Lucid observava enquanto Deise descrevia os detalhes dos objetos de sua amiga
_Bolsa azul, - continuou enquanto Lucid andava observando através dos armários - caneta...
_Amarela? – perguntou ao conciliar os objetos – É este!
Deise consegue abrir e agradece, em seguida surge um inesperado aluno, era o seu irmão.
_Posso saber o que está havendo aqui? – pegou Deise de modo severo - Já disse que não é para se envolver com mutantes.
_Me larga. – soltou-se.
_Pega leve. – tomou-o pela manga.
_Caia fora. – empurrou Lucid.
_Cuidado cara.
O jovem ataca sem precedentes, Lucid esquiva, defendeu três golpes até acertar um chute no busto, o alvo desliza o corredor até uma porta nos fundos.
_Corra Lucid estão à sua procura. – disse Deise quando alguém a informava em secreto.
Lucid observava da janela, iniciou uma fuga pelos corredores internos esbarrando em alguns alunos. Alguns guardas já o seguiam por dentro. Lucid salta algumas escadas, lutava contra alguns perseguidores pelo caminho. Usando seu poder consegue identificar um policial à sair da porta, o mutante se esconde antes da curva de entrada.  Novamente o poder é usado para identificar uma saída subterrânea no porão.
Um local vazio possuía duas escadas de entradas, sendo uma na direita e outra pela esquerda. Ambas as portas são abertas, os guardas apontam as armas quase no mesmo instante, mas nada foi identificado senão uma tampa de esgoto que ainda se movia tremula sobre a borda.
_O aluno fugiu! – informou pelo rádio.
À noite Jeane Lebeau preparava os talheres para o jantar enquanto Jean luc Lebeau permanecia à espera de seu sobrinho, observava a lareira, usava um casaco pardo e um óculos para leitura. Gambit chega em casa, parecia ter feito alguma viajem longínqua, estava exausto,
_Remy! – a visita se felicita ao se levantar do sofá.
_Tio Luc. – abraçou.
_Meu querido Remy. – tocou palmas sobre seu dorso.
_Remy porque demorou? – sua tia se aproximava com os pratos para pô-los à mesa.
_Fui à Nova Orleans estudar algumas cotas mobiliares. O combustível da motocicleta acabou algumas milhas após a alfândega. Tive que andar uma légua até algum posto da cidade.
_Assente-se? – Jean Luc o direciona ao estofado.
_Prefiro manter-me assim, venho de uma viajem longínqua, minhas roupas estão sujas.
_Bom, sua tia me contou sobre sua idéia em se mudar, tenho ouvido as notícias sobre a discriminação contra os mutantes e decidi contratar um profissional para diagnosticar seu caso. Sua retina será remodelada, sua íris sofre grande possibilidade em tornar-se normal novamente, modificaremos geneticamente?
_Desculpe tio, mas não posso aceitar.
_Remy. – insistiu Luc Lebeal – A possibilidade de se adaptar à sociedade aumentará, você pode adquirir um novo emprego.
_Não devo negar o fato de ser um mutante. Conheço as dificuldades em lidar com a hostilidade e a carência de estadia e lazer.
_Não se ponha no lugar dos renegados, seu papel é mais importante, sua classe é superior, sua tia o sustentará.
_Escute seu tio Remy! – bradou Jeane pela cozinha.
_Não se iluda tio, tia Jeane já passou por várias dificuldades, aprendi em enfrentar minhas necessidades. Isto aparentemente pode ser sustentável, existe a alta sociedade, algo além disso deve ser conquistado. Devo seguir meu destino como mutante.
_Siga seu destino como um homem qualquer. – tocou-lhe os ombros – você deve ser internado e permanecer aqui.
_Minhas habilidades não se restringirão neste espaço tio, – soltou-lhe das mãos - devo usar meu poder para conquistar o meu apogeu.
_Como? Roubando? Suspeito da polícia? – exauriu-se ao tomar um jornal ao lado e apontar para Remy que era tido como um suspeito de um crime.
Gambit toma o jornal e o lança na lareira.
_Escute tio. - tomou-o pela gola. Jean Luc o frisava remoendo os dentes – Não aceitarei esta proposta tola, isto só me afasta do meu apogeu. – soltou.
_Remy! – espantou Jeane.
_Não tem recursos Remy? – Gambit encaminhava para porta.
_Encontrarei!
_O Apogeu é seu destino! – bradou de longe.
Gambit encerra a porta aborrecido.
_O que deu nesse garoto. – afagou o rosto preocupado ao se vira para lareira.
No fundo Jean Luc sabia que Remy deveria de fato encontrar seu destino.

Gambit&Morlocks



EPISÓDIO 7 – Uma fuga sagaz

            As viaturas policiais surgiam alarmantes por todas as partes da cidade. Uma delas anunciava por cima do esconderijo:
            _Um roubo no Museu de Óvnis em Manhattam, originou de um grupo disfarçado após a invasão no local com armas escondida por volta das quatorze e vinte. Segundo relatos dos guardas internos, poderes mutantes foram usados para ocultar as armas. O acesso ocorreu de modo passivo, o anúncio do assalto gerou pânico entre os visitantes, ninguém ficou ferido. Até agora são quatro suspeitos do crime, todos pertencem à uma liga de ladrões conhecida como os Morlocks...
            O veículo no mesmo instante passava pela rua onde os Morlocks estavam escondidos. Nada sabiam sobre o esconderijo, Gambit permanecia assentado à espera do grupo, havia fugido com Caliban momentos antes da saída do cofre. Leech finalmente chega ao local:
_Lucid, Facad, tragam o cofre.
Ambos surgem com o cofre colocando-o sobre a mesa a beira da parede. Gambit se aproxima:
_Magnífico. Um modelo com seis códigos sucessivos. – girou a roleta do cofre - Este modelo é bastante complexo, em seu interior possui uma catraca codificada, a agulha somente avança o registro após os seis números conferidos. Lucid deverá observar por trás do metal as posições que as agulhas estão reguladas.
O mutante se aproxima e diz:
_0-0-2-6-1-4.
À medida que os números eram citados, Gambit manejava a roleta do cofre. Em poucos segundos a porta é aberta. Um março de dinheiro é analisado cobiçosamente pelo mutante.
_Levarei esta quantia como recompensa, não tenho muito tempo, devo pagar uma conta no Marauders’ club. – disse ao colocar o março em um bolso interno de seu cinturão.
_Gambit, não se preocupe! – alertou Leech - quando precisar conte conosco. Você sempre será bem-vindo. – toco-lhe pelo ombro.
_Devo partir agora. – andou alguns passos.
_Espere, - Leech se aproxima – muitos policiais estão à procura dos mutantes, este crime deve ter sido o suficiente para que novas barreiras tenham sido formadas pela cidade. Talvez não seja o momento de ir.
_Partirei assim mesmo.
_Tenha cuidado, muito preconceituosos contra os mutantes poderão discrimina-lo ou denúncia-lo.
_Saberei como agir. – colocou uma mascara que cobria parte do seu maxilar até o queixo. O acessório freqüentemente era usado por Gambit a fim de substituir seu capacete.



Era noite em Nova York quando Gambit encontra um conhecido chamado Caliban, um mutante pálido, calvo, alto e estranho, membro dos Morlocks, trabalhava como estátua viva. Seu poder de retirar a pigmentação das cores tornando-as cinzas o transformava, às vezes, como uma estátua de pedra. Permanecia em uma praça arborizada e sombria da cidade, havia pouco movimento, sobre uma base de cimento em cuja placa de ferro se inseria o nome Caliban. As letras engastadas em alto relevo pareciam ser confeccionadas em atribuição específica ao local onde o mutante se posicionava pelo lado avesso.
Em frente à coluna, uma taça ornamentada feita do mesmo bronze sobre a placa, servia como recolhedor do dinheiro dado aos observadores que admiravam o movimento crônico de uma estátua aparentemente real. Uma senhora vestia um cachecol de plumas negras, reparava apreensiva no momento a estátua, que nada obstante se move em outra posição. Um susto sorrateiro ataca suas entranhas, mas nada que a impedisse de lançar mais uma moeda ao indivíduo, Caliban novamente se move em sinal de agradecimento. Enquanto se mantinha imóvel para atrair a atenção de algumas pessoas que passavam ao redor, algo parece lhe incomodar. Seu corpo se desequilibra, sua cor torna ao tom original, alguém queixa sem pagar alguma moeda se estranhando com o fato. Uma carta de baralho energizada ao lado de seu pé esquerdo o assusta, era Gambit, possui o poder de absorver energia elétrica.
_Tirou minha concentração? - reclamou ao mesmo tempo contente em revê-lo.
_Vamos à uma partida de cartas, tenho uma grana para apostas.
Em seguida Caliban veste seu casaco, tomou o pano azul aveludado sobre a pia de bronze recolhendo algumas moedas que eram postas por cima. A placa de ferro que se inseria o seu nome é reposicionada ao inverso e uma nova e original descrição surgia: Praça pública de Nova York, Taça de prata. Ambos saem ao bar, antes de entrar Caliban é impedido por um segurança entre as portas que o bloqueia por um forte impacto.
_O ingresso! - exigiu. Quase que por esquecido Caliban retira do bolso o papel, mas segurando-lo, demorou a entregá-lo usando seu poder.
_Cuidado com o casaco.
O segurança permaneceu sem entender, muitos na porta sorriam e zombavam da sua cara. Seu rosto havia se tornado cinza, o poder possuiu curta duração. Um salão de dança central era circulado por uma área superior onde muitos bebiam e jogavam cartas.
No jogo contra Apache, um dos vilões, Gambit e Caliban quase pagam pela vida. O dinheiro tornou-se insuficiente para pagar a última jogada, mesmo ainda com os truques de Caliban para tornar algumas fichas azuis em cinzas ou para tornar alguns números de cartas vermelhas em naipes preto-cinzento.
Gambit optou por uma última tentativa, a carta de Ás espadilha que faltava para a trinca de Apache.
_Parece que falta um Ás de espada para nosso caro Apache?
_Não tão depressa Gambit.
Sete ases já haviam passados pelo jogo e o que estava na mão de Apache era da carta vermelha, o que faltava teria que ser preto estava em jogo e nas mãos do adversário, foi escondido por Gambit.
_Suas cartas são de capas vermelhas e o Ás deverá vir preto. - confirmou Apache.
Comprou uma das últimas cartas pretas do monte, ainda não era a desejada. _Talvez esteja com seu parceiro?
A última carta de capa preta de sua mão é descartada.
_Se fosse eu teria comprado o descarte. - disse Caliban ao pegar a carta no monte.
A carta não foi percebida pelos seguranças e pelo jogador que compraria a próxima carta. Apache, porém, conseguiu notar a ausência da carta quando a última a ser comprada, tratava de uma cor preto, por sinal não era o Ás esperado. Observando as cartas vermelhas nas mãos dos oponentes, Apache reage e aponta sua arma contra Caliban, quando estava para jogar a sua vez. 
_Vasculhe-o, o Ás preto está com ele.
Afirmou ao descartar suas cartas sobre a mesa. Seus seguranças assustam, Caliban é revistado, mas nada é identificado. Os olhares são direcionados à Gambit que reage ao levantar a mesa contra Apache e fugir pela saída de emergência. Três perseguidores o acompanham. Uma luta ocorre com os três primeiros seguranças, Gambit vence-os e entra pelos galpões internos do recinto. Um segurança na porta de saída vigiava a entrada, tratava-se de um mutante extremamente forte.
_Proibido passar. – disse por uma voz grave e rouca.
Gambit enfrenta o segurança, as cartas são embaralhadas por uma acrobacia especial, as cartas ensaiadas saiam uma-a-uma. O mutante sofre fortes impactos, mas não foi suficiente para derrubá-lo por completo. Ambos lutam, Gambit sabia que o poder maior ainda estava armazenado. Uma outra tática é usada, o baralho novamente é embaralhado em acrobacia reunido em um só monte, o impacto de todas juntas confinou a luta, o segurança é atingindo abrindo passagem para a fuga. Gambit permaneceu sem cartas, corria dos seguranças de Apache que poderia pegá-lo à qualquer momento. Pelo lado de fora, uma esquina é dobrada por Gambit que se apóia em um poste para retornar em um giro de 360 graus com os dois pés sobre os dois perseguidores. Apache, porém, surge de repente e lhe impede de fugir apontando sua arma.
_Fim de jogo! Tapeou um Ás, deve pagar a aposta.
Alguns metros de distância separavam um do outro, Gambit ainda estava aperfeiçoando sua energia elétrica. Não havia outra saída.
_Passe o dinheiro do jogo. – Apache acena com a mão.
Sem outras chances Gambit pretende entregá-lo, sua mão é posta sobre o bolso aparentemente para pegar o dinheiro, alguns segundo se passam.
_Pensei que não fosse tão astuto para perceber. – uma última carta é identificada.
_Depressa! Minha bala calibre quarenta e quatro está faminta, e terá um enorme prazer em devorar sua costela - ordenou novamente.
Apache nada sabia que a carta roubada estava sendo esfregada para absorver a energia. Quando a maior energia é absorvida, Gambit olha atentamente o alvo e ataca contra o revólver. A carta preta de Ás espadilha girava aleatória e lentamente contra o adversário, estava carregada de energia cinestética, Apache é vencido. Gambit foge por uma grade nos fundos.
 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Gambit&Morlocks



EPISÓDIO 6 – Roubo do cofre



Museu de Óvnis de Nova York, treze e trinta da tarde, um dia em que os Morlocks se reúnem para um novo plano de roubo do cofre interno do museu. Os vilões possuem super poderes e tudo parece estar pronto para uma nova emboscada. Após uma rápida visita ao local liderada por Leech para observação dos detalhes das câmeras e do ponto de acesso ao cofre, o grupo consegue em mãos o esquema do roubo. O problema maior seria como entrar com as armas à lazer no local sabendo que os guardas estariam armados em todo momento e vigilantes assim como as câmeras e os sensores metálicos.
Enfrentar vinte guardas internos não seria tarefa fácil, talvez Masque conseguisse paralisar três ou quatro guardas com seu poder mutante, mas isto não seria o bastante.O plano seria uma invasão pelo disfarce de Leech usando armas à lazer escondidas pelo cinturão entre o capote espacial. Uma fusão dos poderes de Masque e Caliban fará com que Leech pareça ser uma verdadeira estátua.  Uma falsa nota de encomenda permitirá que os vilões entrem até os corredores internos com o disfarce.
Quando tudo pronto, o grupo chega próximo ao local de entrada. Ainda escondidos, Masque emite seu poder paralisando completamente Leech como pedra. Em seguida Caliban retira toda a pigmentação de sua roupa e de sua cor deixando-o totalmente cinza como estátua de mármore. Um transportador de encomendas foi retirado do veículo, tudo estava planejado e possesso pela combinação dos poderes de seus companheiros, Leech é retirado pelos entregadores disfarçados por uniformes típicos de guarda. Facade, Lucide andavam à frente de Masque que carrega o transportador até a entrada. A nota de encomenda é exibida, as armas escondidas por baixo da rouba de Leech faria com que as armas entrassem sem que os guardas percebessem. Um deles sinaliza à cabine interna em uma conferência com o diretor. A entrada é permitida, os entregadores são revistados, não havia nada, exceto, outros tipos de acessórios metálicos.
Um dos guardas intenta tocar a estátua, Caliban impede:
_É extremamente valiosa, não podemos tocá-la sem luvas. – conseguiu distrai-lo. O guarda compreende.
Um outro guarda estranha e comenta ter visto várias estátuas similares no museu tais como alienígenas e óvnis, mas não aparentando ser homem e vestido como daquela forma. A estátua lhe parecia comum para ser intocada. Leech possuía estatura baixa, cabelos lisos, orelhas pontudas e uma pele verde clara então ocultada pelos poderes de Caliban. A estátua passa pelos sensores que eram movidos pelos guardas ao contorno do corpo.
_Estão limpos. – declarou o guarda.
O outro sensor, porém, é acionado.
_O que significa isto? – perguntou após identificar um pequeno motor entre a bolsa.
_Ventilador eletrônico, serve para manter a estátua fora dos resíduos da atmosfera. – o guarda estranha, mas permite a entrada.
O alarme claro, foi acionado quando o sensor passava por Leech. Masque explica sobre um suposto ferro embutido.
_Revestimento de ferro na moldura interna. – arranjou argumento para ocultar as armas à lazer escondidas.
A entrada é permitida, o motor à vista dos guardas era o único objeto transportado pelo grupo, a bóia não foi identificada, tratava-se de um plástico inflável. Cinco guardas acompanhavam a estátua a fim de escoltá-la assim como exigiu Masque, na verdade isto diminuiria o número de adversários que o grupo teria que enfrentar após a passagem do efeito dos poderes mutantes aplicados.
O grupo chega no meio do saguão, Leech não poderia ser tocado, embora estivesse como estátua, seu corpo ainda poderia ser diferenciado pelo tato. Em certo momento, Leech já poderia ser visto quando os efeitos de Masque passou-se. Isto ocorreu devido o menor tempo do efeito tratando-se de um mutante tal como Leech. O tempo decorre em proporção ao nível do poder de cada mutante. As vibrações do seu corpo já poderiam ser percebidas, Facade à frente sente sua energia e percebe que o momento estava próximo. Seus olhos se abrem, sua pele ainda era cinza, o poder de Caliban era desproporcional e demorava mais tempo. Leech torna a fechar os olhos, os guardas adiante ainda não percebiam. Caliban é avisado discretamente por Facad após percebê-lo por seu poder sensorial.
 Caliban se aproxima da estátua para retornar o efeito da cor, isto levaria maior tempo de duração quando sucumbido pelo modo natural. Gambit esperava pelo momento em um local estratégico do museu. O mutante envia o sinal à um dos guardas:
_Posicionaremos a estátua neste pilar enquanto três guardas acompanhem Masque e Caliban até o diretor.
Em frente ao grupo havia um pilar desocupado. Uma coluna de sessenta centímetros aproximadamente seria a base por onde o mutante se posicionaria. O transportador é estacionado, Leech é movido tal como uma estátua sobre o pilar. Caliban acompanha Masque que se retira com o transportador.
 Dois guardas ainda permaneciam à vigiar dos visitantes. Um ao lado do outro observavam a estranha estátua. No mesmo instante a cor de Leech torna ao normal, no centro do salão, sobre o pilar, o assalto é anunciado. Um movimento brusco foi feito por dentro do capote rapidamente aberto por Leech. Duas armas foram sacadas na parte de trás do cinturão. As armas são lançadas para Facade e Lucid em giros aleatórios, ambos apontam contra os guardas que se assustam e atacam com suas armas apontando de frente aos mutantes em contra partida.  Estavam do lado direito e esquerdo defendendo Leech que foi mais rápido, sacou em seguida as duas armas na parte da frente do cinturão girando-as sobre o dedo, porém apontando ao contrário em direção ao público anulando as chances de serem impedidos.  
_Abaixados é um assalto. – gritou de modo perverso.
_Larguem as armas. – ordenou Facad.
As armas são abandonadas, outro guarda comunica o assalto pelo rádio comunicador. Masque estaciona o transportador, estava próximo da entrada interna do Museu de Óvnis. Andou alguns passos adiante ao perceber a notícia enviada pelo rádio dos guardas. Antes de entrarem no recinto, o grupo converge a fim de retornarem ao salão e impedirem os assaltantes.
_Não tão depressa. – Masque ataca o primeiro do grupo, Caliban ajuda.
Leech e os outros seguem em direção à entrada interna. Gambit surge de um salto.
_Cuide deles!
No local interior os guardas são vencidos, Caliban luta contra o segurança de entrada. Golpes ágeis e apurados mobilizam-nos. Masque paralisou o primeiro, o segundo recebeu vários golpes e foi desarmado, mas apenas caiu quando o efeito mutante passou. O primeiro retorna do efeito quando Masque cuidava do último também paralisado pelo poder, ambos lutam. Novamente o primeiro guarda é paralisado quando estava prestes a disparar um tiro. Masque direciona seu braço estendido rumo ao terceiro guarda, que estava para entrar em um golpe malicioso. Pela parte de baixo consegue aplicar seu poder sobre os três guardas simultaneamente. Assim como Caliban, Masque também é capaz de manipular seu poder em menor tempo pelo toque direto. Após direcionar a arma, em pouco tempo o terceiro guarda desperta do efeito, com apenas um toque, Masque consegue retirar o poder do primeiro e fazer com que o tiro fosse  disparado contra o último guarda quase por aferi-lo.
Leech surge e estabelece o desfecho da luta.
_Masque fuja pela segunda saída subterrânea e Caliban, dê cobertura à Gambit. – ordenou após pegar o transportador e invadir os compartimentos internos em direção ao cofre.
 No salão Gambit lança cinco cartas em tempos repartidos vencendo os guardas do salão, uma delas consegue desativar uma câmera filmadora. Em seguida Gambit inicia uma luta surpresa contra os guardas no salão superior. O assalto é anunciado nos compartimentos internos, Facad, Leech e Lucid seguiam pelo corredor interno. Facad à frente informava a quantidade de guardas nas cabines fechadas usando seu poder sensorial. Os guardas pelo caminho não conseguiram impedi-los. O poder de Lucid os conduzia até o cofre ao observar através das paredes, o grupo se preparava à medida que novas pessoas iam surgindo. Ainda pelo caminho Facade percebe três guardas escondidos na cabine pela percepção e abandona o grupo.
_Consigo sentir guardas por perto. – afastou - Tornarei em seguida.
As luzes são apagadas, Facad poderia vencê-los facilmente pelo poder sensorial. Pelas câmeras noturnas via-se os golpes. Os movimentos dos guardas eram perfeitamente sentidos. Lucid identifica o local do cofre ao reparar através das coisas:
_Por aqui! – informou com convicção o local certo de acesso ao cofre.
Caliban seguia pelos corredores superiores à procura de Gambit. No caminho dois guardas conseguem identificá-lo.
_Parado! – apontou o revólver.
            O mutante levanta a mão, mas reage em seguida. Um chute cruzado desarma o primeiro guarda. Alguns golpes conseguem distrair o segundo, Caliban é atacado pelas costa tendo que se livrar do casaco. Seus braços deslizam das mangas, um golpe o impulsiona para trás. Caliban foge antes do segundo guarda o alcançar, corria pela saída daquele corredor. Ao longo do trajeto havia muitas estátuas e esculturas peculiares de alienígena e extraterrestres. Uma destas representava um óvni com as mãos para frente, Caliban retira sua blusa, planejava usar seu poder de neutralizar a cor para se disfarçar entre alguma estátua. Sobre a base onde se posicionava o óvni, Caliban agacha, fechas os olhos e estende suas mãos para os lados. O segundo guarda passa direto, era o desfecho da luta.
Nas salas internas do Museu de Óvins, o grupo se aproximava do último recinto, em seguida invadem o local. Atirando para o alto, Lucid tentava intimidar o grupo restante de guardas. A última sala finalmente é acessada, Leech com o poder para-sônico dava cobertura dos alarmes. Um único lazer seguia direto entre as bordas da armação da porta de entrada ao cofre. O mutante se esforçava ao se agachar e erguendo as mãos em ambos os lados contra o lazer, mantinha os alarmes inativos. O suor corria pelo seu rosto, Leech lutava para manter o alarme bloqueado. Enquanto isto Facad e Lucid ajustavam o pequeno cofre ao transportador, as duas correias antes ajustadas à Leech, agora serviam para fixar o cofre sobre o transportador. Ambos passam ao lado do mutante para fugir, Leech se vira aliviado.
Na parte superior do salão, Caliban se encontra com Gambit. Um entroncamento do corredor horizontal possuía tão-somente uma saída à frente pelo corredor vertical. Atrás uma extensa armação revestida de vidro seguia todo o contorno da parede naquele corredor.
_Por ali! – sugeriu Caliban apontando adiante.
Ambos avançam pela frente, em alguns passos seguintes surge um guarda de surpresa. Seu revólver engatilhado intimida a dupla, ainda distante este ordena:
_Fim da linha!
Gambit arrisca atacar contra o guarda usando uma carta eletrizada que foi lançada contra o revólver. O guarda usa seu bom reflexo para acertar a carta e desviá-la de seu trajeto. A carta contorna à esquerda e acerta um pequeno reservatório de gás. Um cilindro metálico é atingido pela carta. Uma vazão instantânea de gás lacrimogênico se expandiu pela área.
_Vai explodir! – o guarda alerta ao correr para trás.
A dupla foge ao contrário em direção à vidraça. Uma explosão eletrizante impulsiona-os para fora do museu. Uma cortina de fogo estraçalha os vidros. Os mutantes fogem pela moto de Gambit. No local interno a bóia motorizada é instalada após acionar o compressor de ar. O pequeno cofre é conduzido ao local programado pelo mapa, uma ferramenta é usada para abrir a saída de esgoto, o cofre é abandonado após a abertura da tampa. O grupo se dispersa, foge pelos esgotos subterrâneos, a fuga é feita por saídas diferente e Leech conduzia o cofre pelo controle remoto ao passar pelas águas subterrâneas. Finalmente o plano estava concluído

Gambit&Morlocks


EPISÓDIO 5: Os Morlocks



Remy Lebeau, antes de freqüentar o Marauder's clube, um extenso bar comumente visitado por mutantes e antes de se tornar um dos principais jogadores de cartas, realizou roubos incríveis e ficou conhecido como, Gambit, um dos membros da liga dos ladrões conhecido como os Morlocks. O grupo se congregava em recinto secreto em uma plataforma subterrânea de metros em Manhattan, muitos mutantes se refugiavam e se abrigavam nos esgotos, este local, porém se diferenciava em muitos aspectos dos outros espaços. A sua dificuldade em se adaptar à sociedade e as constantes revoltas contra os mutantes, foram motivos cruciais para sua integração ao grupo.

Um dos terminais da cidade possuía um escritório abandonado. Este tornou o cenário principal de encontro dos cinco principais integrantes dos Morlocks. A única entrada do recinto foi modificada e bloqueada posteriormente, tornando o acesso exclusivo por uma tubulação de esgoto. Este seria mais um dos esconderijos do grupo, o local, porém, era mantido em secreto, poucos membros sabia de sua existência. Era dia, momento em que Gambit decide visitar o grupo. Estacionou a motocicleta em local estratégico, aproximou de uma tampa de esgoto discretamente, por ali mesmo se infiltrou pelas partes subterrâneas. Seu destino era encontrar o esconderijo, andou alguns passos reclinado devido os corredores estreitos até encontrar a grade de acesso ao local no teto. Duas cartas eletrizadas passaram em torno da grade. A tampa cai sobre o recinto, uma fumaça saia pelas bordas.

_Parece que temos visita. – disse Facade ao notar Gambit agachado sobre a grade do esgoto.

O local embora possuísse uma entrada estratégica, mantinha entre os outros cantos das paredes duas saídas de emergências e uma entrada principal.

_Gambit. – disse Leech – Seja bem-vindo. – o mutante se levanta.

Leech era um dos principais lideres, possuía uma pele verde pálida, estatura baixa e alto conhecimento tecnológico. Possuía o poder de neutralizar algumas energias mutantes.

_Participarei do plano.- disse referindo-se à um preeminente furto.

_Pensei que seu medíocre emprego fosse suficiente.

_Pensou errado, fui despedido, não me afastarei dos Morlocks por enquanto.

_Já suspeitava, esta sociedade está cada vez mais preconceituosa.

_Algumas manifestações reivindicam a retirada dos mutantes do meio.

_Não foi em vão que criamos este novo esconderijo. Podemos arquitetar planos mirabolantes.

_Quanto ao crime, pretendo conseguir vinte por cento da quantia. – propôs Gambit.

_Conseguirá até a metade se tudo ocorre bem.

_Este é o mapa do esgoto subterrâneo que percorre o Museu de Óvnis em Nova York, um pequeno cofre está mantido na parte dos fundos. – apontou ao mapa que se suspendia sobre a parede. - Chegaremos ao local e levaremos o cofre até o ponto exato de encontro com as águas subterrâneas. Antes serão instaladas duas bóias infláveis sobre a base do cofre e um pequeno motor automático para conduzi-lo até uma de nossas saídas. Um controle remoto será utilizado, fugiremos por saídas diferentes, porém em todas alternativas de fuga, nos encontraremos neste mesmo recinto. Após o percurso na tubulação, o cofre será alcançado não muito distante daqui.

_Como conseguiremos atacar os seguranças?

_Não foi em vão que o Museu de Óvnis foi escolhido. Uma grande arrecadação em dinheiro é feita nas partes internas, a tubulação é idêntica ao trajeto desempenhado pelo esgoto até nosso esconderijo e a maioria das estatuas são referentes à extraterrestres. Isto significa que ao me disfarçar de estátua, conseguiremos entrar com as armas pelos detectores de metais.

_Sua aparência é convincente, porém um movimento brusco e notarão o disfarce.

_Masque será responsável pela mobilização física. Possui o poder de mobilizar pessoas por algum tempo. Enquanto Caliban utilizará seu poder para neutralizar toda a cor do meu corpo, Caliban é capaz de absorver a pigmentação das cores tornando-as cinzentas. Esta fusão de poderes será essencial ao disfarce. Um transportador será usado, me apoiarei por cima como se fosse uma estátua encomendada ao museu por uma suposta doação. Um capote espacial será usado como disfarce. Por dentro levarei as armas escondidas para o crime. Lucid nos guiará ao local usando seu poder de ver através das paredes, não tenho o mapa interno, isto facilitará nossa entrada. Facad informará sobre as pessoas no local, possui o poder de identificar pessoas em distâncias aproximadas. Gambit cuidará dos guardas internos, certamente se distrairão com a emboscada, deverão ser distraídos.

_Este será o documento. – Leech se aproxima do pequeno computador e lhe entrega a folha.

_Doação governamental? – observou o documento que se assemelhava à um diploma testamental.

_Uma estátua aparentemente concedida pelo governo. Seremos conduzidos à uma breve avaliação, conseguiremos entrar no salão armados em direção ao diretor. Antes de descobrirem a farsa, entraremos em ação contra os guardas acompanhantes.

_Precisarei de baralho completo.

_Tomara que não haja carta rezando.

Leech o conduz à um compartimento ao lado.

_Por aqui, mostrarei os equipamentos que serão usados no crime.

Neste local trabalhava Caliban, usava uma ferramenta de confecção e soldagem. Reparava alguns detalhes de uma placa de ferro, tratava-se do último contorno da letra de seu próprio nome gravado. A placa se assemelhava à uma esquife, as letras surgiam em detalhes bronzeadas, Caliban usava uma máscara de proteção, tal como usado em soldagens. A centelha da ferramenta ainda expandia os fragmentos da confecção quando Leech aciona:

_Caliban? - o mutante encerra o trabalho, coincidentemente, o molde parecia pronto.

Em seguida levantou sua máscara de proteção sobre a cabeça, assoprou os resíduos sobre a superfície.

_Gambit fará companhia. Mostre-lhe o transportador.

Caliban deixa sobre a mesa a placa e segue em direção ao transportador. Um pano negro é retirado sobre o aparelho.

_Foi perfeitamente elaborado tal como os uniformes e a bóia motorizada que conduzirá o cofre. Decidiu participar do crime no momento certo de partida, dentro de poucas horas estaremos no local.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Gambit&Morlocks


EPISÓDIO 4 - Represália contra os mutantes



No outro dia, logo pela manhã, Remy saia a procura de uma nova proposta de emprego. O primeiro local observado parecia ser oportuno, talvez se não fosse a informação antes da entrada que dizia sobre a entrada proibida para mutantes. Em uma outra agência, Remy é rejeitado por um gerente que fazia a leitura de seus dados.

_Não aceitamos mutantes.

A próxima agência não foi diferente, uma secretária informou sobre o preconceito contra os mutantes. A terceira empresa por pouco havia o contrato, o gerente observava atento os seus dados:

_Remy LeBeau sua solicitação parece bastante convincente. – folheou o documento – Talvez esta mutação na íris deva ser algo insignificante. Retire o óculos por favor.

Remy usava óculos escuro obedeceu a ordem, mas foi contrariado por mais uma rejeição.

_Infelizmente não podemos contratá-lo, de fato nunca havia visto isto antes.

O mutante havia saído desorientado do recinto. Ativou sua moto rapidamente, estava irritado. Um clima de preconceito e rejeição circundava a cidade, muitos saiam para manifestações, outros faziam constantes denúncias. Dirigindo pelas ruas de Manhattan, Remy se depara com uma manifestação. A pista de carros seguia interditada até o local onde uma aglomeração de pessoas reivindicavam a exclusão e detenção dos mutantes. Um urro de voz bradava um dilema do protesto, Remy conseguiu passar facilmente entre o corredor de carros com sua motocicleta, de longe suspeitava-se dos manifestantes. Muitos recitavam o brado dando socos nos ares, algumas faixas descriminavam os mutantes por frases escritas ao governo e para mídia, muitos espectadores se reuniam em torno do manifesto, alguns cones laranjas de proteção de trânsito faziam o bloqueio da pista unindo-se às placas horizontais que informavam sobre a pista interditada e à um devido carro estacionado de modo irregular. Talvez o carro pertencesse à algum membros do movimento ou à um dos jornalistas que entre muitos faziam entrevistas, outros usavam câmeras. Os flashes eram emitidos com freqüência, uma amotinação poderia se transforma em um verdadeiro caos.

Nada obstante os cones junto com o carro estacionado são explodidos. Um estrondo espantou à todos, uma neblina de fogo ergueu-se à dois metros de altura. Entre s corredor dos carros surgia Remy, dirigia a moto engatada verticalmente, passou pela cortina de fogo. A multidão se afasta, muitas cartas de baralho são lançadas para o alto.

_O que é isto? – perguntou um dos manifestantes.

Remy havia eletrizado uma carta sobre o veículo passou pelo público de modo ofensivo. Em seguida o manifestante pega uma das cartas e observou alguma inscrição. Sobre o Ás de espadilha lia-se Gambit, como assinatura, era o pseudo-nome de Remy, sua apresentação indireta.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Gambit&Morlocks

Episódio 3 – O último emprego




Muitos anos passaram, Remy agora adulto, trabalhava como funcionário do Coquetel club. Local onde se reuniam diversas classes de pessoas em Manhattan, inclusive mutantes. Os principais produtos vendidos eram batidas, refrescos, sorvetes e coquetéis servidos em taças metálicas, porcelanas ou cristais. Um ambiente agradável preservava em torno de sua ilustre ornamentação, uma decoração elementar e moderna. As mesas se subdividiam entre duas colunas, outras se restringiam pelo salão superior. Os azulejos emitiam um contraste imaculado do brilho proveniente da polidez e dos reflexos das luzes das arandelas metálicas. Muitos garçons faziam o atendimento pela parte externa, usavam uniformes típicos, principalmente luvas e outros assessórios.

Muitos se ocupavam pelos compartimentos internos.

No setor de limpeza estava Remy e alguns funcionários que se ocupavam em diferentes tarefas. Um longo balcão era totalmente equipado para funções especificas, em algumas partes a ventilação eletrônica mantinha o clima arejado do local. Uma destas funções era exercida por Remy. Usava um jaleco de limpeza, luvas e óculos de proteção aos olhos tal como um equipamento de mergulho. Seria útil para disfarçar da íris vermelha nos olhos evitando a percepção esquizofrênica da mutação.

_Depressa! – alarmou o gerente ao entrar pela porta de impulso – Temos muitos pedidos, hoje será um dia de muito trabalho.

_Prepare os refrescos. – ordenou à um funcionário.

Andou alguns passo em direção ao local onde Remy lavava as taças.

_Apressa-se com isto garoto. – chamou sua atenção ao remoer os dentes – Se quiser seu dinheiro tente lavar estas taças... – virou contra a porta e disse em um tom de voz alto e áspero – Hector!

No mesmo instante um dos funcionários entra pela porta de impulso, usava tão-somente um jaleco, exibia um porte físico largo, em seu braço direito uma tatuagem discreta. Seu aspecto era rude, trazia uma bandeja cheia de taças.

_Quero que termine isto em um minuto. – ordenou de modo severo - Tudo estará limpo e seco! – ajustou o relógio.

Remy inicia uma lavagem rápida, enquanto isto pelo salão tudo parecia bem, de fato era um dia de bastante movimento. Os garçons saiam e entravam com as bandejas e os pedidos, um som de voz se dissolvia por todas as partes. As pessoas usavam trajes elegantes, um clima instável circundava o local, uma noite agradável parecia ser o cenário ideal para uma visita ao Coquetel club. Algo, porém, preocupava Remy, uma tarefa árdua deveria ser empenhada, a quantidade de taças era imensa. Entre os clientes havia um casal, um dos garçons logo surgia com o pedido, duas taças metálicas de framboesa com morangos na borda. As taças são postas sobre a mesa, o garçom se retira, a mulher do cliente o observava contente, este recebeu um susto ao tocar na taça. Uma pequena carga elétrica é misteriosamente emitida. Sua bebida é derramada, o cliente se estranha. Algo muito diferente havia ocorrido, o cliente solicita ajuda. Em pouco tempo outros clientes foram tendo a mesma frustração. As taças pareciam eletrizadas, muitos reclamavam pelas roupas finas agora manchadas pelo incidente. No local interno o gerente surgia enfurecido, as portas de impulso são movidas em um forte impacto.

Aproximando-se de Remy o gerente tentava diagnosticar a razão das reclamações.

_Tempo esgotado, um minuto. – disse enquanto secava as mãos.

O gerente ainda parecia insatisfeito, mantinha um aspecto bravo.

_Darei mais algum tempo para você explicar por que as taças estão eletrizadas? – Remy retira o óculos de proteção.

_Alguns clientes reclamam de pequenos choques elétricos, talvez haja algum cabo solto no armário, alguma tomada danificada. – reclinou pela parte inferior onde havia um pequeno depósito embutido, abriu duas gavetas, tentava diagnosticar o fundo da pia. Não encontrou nada se não as luvas que Remy usava.

_O que significa isto? - mostrou a luva da mão direita que apresentava sinais de queimadura. – Mostre-me sua mão.

Remy estende a mão, mas o gerente sabia que o ocorrido se originou do seu poder mutante.

_Como conseguiu fazer isto?

_Eu posso explicar.

_Está despedido. Já me basta este olho esquizofrênico e agora ter que lidar com o homem que fricciona taça e libera cento duzentos wats de eletricidade.

Remy saia constrangido por mais um conflito devido sua mutação. Tomou seu capacete, e fez um extremo ruído do pneu da moto sobre o asfalto. Da janela o gerente o observava. Aberração da natureza – indagou.