DREAM ROCK (A ROCHA DO SONHO)
6ª Edição

![]()
Dados Internacionais de
Catalogação (CIP)
![]()
Catalagação RJ
Copyright©2014
Edição Arch
Bibliografia.
ISBN
65-9898-8988
Aautor: Guilherme Palhares
Diretor:
Erick McBreg
Editor:
Edward Rhozter
Tradução:
Willian Ratsbonne
Revisão:
Wania Bradford
Ilustração: Jhon Packman
Catalogação: Dyman Throika
Diagramação: Racquel Blast
Coordenação: Amanda Kitchener
Introução e seleção Sylvie &
Debs
Patativa Pinheiro
01-564-800
CDD-023
Índices para catálogo
sistemáticos
I Crime – 035
II Aventura – 039
Editora® Delartes
1985
Maps
World Diagramation
ÍNDICE
EPILOGO......................................5
INTRODUÇÃO...................................6
A
ENCOMENDA..................................7
UMA
NOVA VISÃO..............................10
O
PLANO PARA SALVAR O CLUBE.................13
A
CILADA....................................18
O
TRIBUNAL..................................26
A
FUGA......................................34
A
VIAJEM À ROMA.............................44
EM
ROMA.....................................46
O
REENCONTRO................................52
A
EXPLICAÇÃO DA FUGA........................55
O
LABORATÓRIO DE HENRRY.....................61
O
GALPÃO....................................64
A
AMEAÇA....................................67
O
CONTRATO..................................71
O
PLANO.....................................74
O
CHAMADO...................................77
O
CANDIDATO.................................81
A
INFILTRAÇÃO...............................88
FIM
DO PRAZO................................94
O
ACORDO....................................99
A
NEGOCIAÇÃO...............................103
AS
VENDAS..................................107
O
ANÚNCIO..................................109
A
ABSORÇÃO DA PEDRA JASPE..................120
O
COMÍCIO..................................124
A
ELEIÇÃO..................................126
A
INVESTIDA................................131
DESVIO
DE VERBA............................136
NOTA
EXTRA.................................138
BIOGRAFIA
DO AUTOR.........................140
EPILOGO
Roma é a capital
da Itália, é uma comuna italiana e está na região do Lácio. Roma se espalha
pelas margens do rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas
sete colinas: Palatino, Aventino, Capitólio, Quirinal, Viminal, Esquilino e
Célio. Segundo o mito romano, a cidade foi fundada por volta do ano 753 a.C.
data convencionada por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são
atualmente símbolos da cidade.
Desde então a
região tornou-se o centro da Roma Antiga, o Reino de Roma, a República Romana,
o Império Romano e, mais tarde, os Estados Pontifícios, o Reino de Itália e,
por fim, a República Italiana.
No interior da
cidade encontra-se a Cidade do Vaticano, sede da Igreja Católica Apostólica
Romana e residência do Papa, que também é bispo de Roma. É a única cidade do
mundo a hospedar no seu interior um Estado estrangeiro, por tal motivo com freqüência
definido como capital de dois estados.
É uma das cidades
com maior importância na História mundial, sendo um dos símbolos da civilização
européia. Conserva muitas ruínas e monumentos na parte antiga da cidade,
especialmente da época do Império Romano e do Renascimento, o movimento
cultural que nasceu na Itália.
INTRODUÇÃO
A
Rocha do Sonho é a intrigante continuação da série Delivery compondo a sexta
parte da história. A ausência do principal líder do clube Barony será o
principal fato responsável pelo engrandecimento financeiro externo e isto a
partir da convocação de Bernard para o gerenciamento das entregas.
Uma
argilosa sabotagem foi sendo esquematizada por uma gama quanto as vendas de
antibióticos. O embuste lançado pela epidemia então tornou-se o segundo fato
responsável pelo lucro afinal. A entrega continua emocionante e acirrada, a
perseguição policial a fuga e o julgamento contribuem para uma viajem à Roma,
local onde o grupo surgirá como o clube Wingard.
Jhason,
um dos principais lideres, se torna um astuto articulador da fuga e após várias
medidas para salvar as finanças do clube acaba por conceder seu próprio nome ao
novo setor em Roma. A cidade aos poucos surge como um novo ponto de encontro e
após cumprir pena, Flammer retorna com fôlego e pronto para desenvolver um novo
plano de ostentação financeira.
É importante
frisar sobre alguns personagens da história que foram escritos baseados em
nomes já existentes de outros roteiros cômicos, mas nada o bastante para
alterar a dinâmica do clube.
A ENCOMENDA
As vendas ocorriam normais, como
previsto, se limitaram em torno da cidade de Mumbai. No outro dia a notícia é
transmitida através do visor sobre a cômoda da sala de estar onde pela manhã o
clube se reunia.
_O
antídoto da atual epidemia, foi aprovado pelo ministro da saúde pública Jeffrey
Nitspark após sofrer crises de tosses. O medicamento foi eficaz e já está
disponível ao público. O primeiro-ministro japonês Yuko Toya disse que vai
examinar a questão e enviará recursos filantrópicos para a sanidade pública. O
premiê indiano, Mahomad adverte sobre a incidência da epidemia que se limita
apenas nas fronteiras de Mumbai e regiões de Bangladesh.
A notícia de que Bangladesh havia sido
atacada pela epidemia alarmou os cientistas devido a longa rota do comércio. Um
dos espiões revela:
_Fomos informados de que a lavoura
também realiza embarques para Bangladesh.
_Impossível. Não temos condições de
transportar a mercadoria para fazer as futuras encomendas, além do mais, não há
transportes disponíveis. - comentou Bernard ao lançar o relatório entregue por
seu capanga sobre a mesa.
_A não ser que Sebastian Pig entre em
acordos preeminentes. – sugeriu.
_Sebastian Pig pode ser uma má escolha,
não é nada confiável. Sobreviveu ao nosso ataque contra o Pig's clube, é um
oponente arteiro. - disse Jhason.
_Portanto penso que não devo me envolver
nas relações comerciais em Bangladesh, tenho péssimas relações com Sebastian
Pig.
_Entrarei em contatos secretos. Uma
oferta irrecusável será proposta, seus caminhões serão auxiliares com as
próximas encomendas.
Em outra hora, por telefonema à
Sebastian Pig, traficante de Bangladesh, Bernard negocia o transporte das
cargas. Após alguns toques a ligação é recebida:
_Sebastian Big Pig, make a tomb to
dig, a place of the lig...
Uma mensagem automática foi enviada em
um tom de voz grave.
_Faça uma tumba a cavar o lugar da moda?
- indagou - Este sujeito é mais estranho do que eu imaginava. - tentou mais uma
chamada.
Os toques se repetem e finalmente:
_Sebastian Pig? - atendeu.
_Sou Bernard Lang. - disse pela
descrição de um pseudo sobre-nome sabendo que Sebastian poderia reconhecê-lo
como parentesco próximo de Flammer.
_Sou traficante de drogas na Índia, atuo
em Mumbai e tenho uma proposta a negociar.
_Disponha-se!
_Uma mercadoria de drogas farmacêuticas
de Mumbai até a cidade de Dacka em Bangladesh. Meus cargueiros se encontram
indisponíveis, temos muitas encomendas a realizar na cidade e talvez não saiba,
mas uma epidemia assola Bangladesh?
_Realmente algo muito estranho está
afetando as pessoas de modo assombroso em Dacka. As noticias se espalham e
parece que o cáos se originou exatamente em Mumbai.
_Devo confessá-lo sobre uma secreta
sabotagem?
_Sabotagem?
_Este clima está acontecendo devido aos
nossos planos. Sabotamos uma lavoura na região. Aditivamos uma substância
alucinógena nas verduras, de sorte, é uma fornecedora de Bangladesh, portanto,
mantenha-se fora da alimentação de legumes e verduras durante estes dias e
estará isento da epidemia.
_Mirabolante. Evitarei as verduras e farei
o transporte assim que me informar o local.
_Deverá manter sigilo.
_Não se preocupe.
_Seu transporte realizará o percurso de
vinda até nosso ponto, - informou os dados do local onde se encontra a
mercadoria - lhe entregarei toda carga farmacêutica e vinte por cento do
material será paga como sua parte no plano.
_Perfeito. Estarei à caminho.
Uma nova negociação se confinou com
Sebastian Pig, um antigo rival do clube, e uma nova aventura estava para
acontecer.
UMA NOVA VISÃO
Bernard ainda permanecia inerte na sala
de estar, procurava se aliviar da tensão do seu impulso respiratório após se
disfarçar. A falsa informação emitida à seu rival dava a impressão de alguém
realmente fora de alianças com Flammer. Um gole de wisk foi tomado em frações de segundos. Afrouxou sua gravata ao
mesmo tempo em que se movia em direção à poltrona.
A porta toca em seguida, Bernard coloca
a taça sobre a bandeja de alumínio, era Jhason, trabalhava como motorista de um
dos caminhões cargueiros e estava hospedado na mansão.
Bernard se levanta surpreso pela visita,
parecia não esperar por ninguém, tomou um suspiro de satisfação, era tarde da
noite de um dia bastante agitado e Bernard não parecia a espera de alguém.
_O que devo a honra de sua visita?
_Tenho algo importante à comunicá-lo.
_Entre, por favor.
Ambos se acomodam nas duas poltronas do
quarto. Outra taça é oferecida à visita.
_Então, como foram as últimas entregas?
_As cargas foram distribuídas em várias
farmácias da cidade, não houve suspeitas, tivemos um lucro de quase oitenta por
cento, Leighland em fim, se contentou com a encomenda. Uma delas realizou
compra à curto prazo. Por outro lado, Ryah teve um desempenho similar, realizou
entregas especiais para as farmácias ao sul. Rajid ajudou com um dos veículos
emprestados por Leighland.
_Quanto as entregas à Bangladesh
realizei contatos com Sebastian Pig, seus transportes estarão à caminho logo
pela manhã. A estratégia foi perfeita, Marunagh conseguiu convencer o
secretário da saúde pública sobre o antídoto e as notícias se espalham pela
cidade.
_A fabricação das pílulas parece não ser
suficiente para toda demanda. LeFeghts se empenha diariamente com a proporção
das substâncias.
Bernard toma um gole da bebida.
_Afinal o que tem a dizer?
_Talvez não tenha observado, mas
recuperei a pedra-Jaspe após vendê-la.
_Soube dos seus presságios nas últimas
missões e... lamento pelos acontecimentos.
A pedra-Jaspe, desde o princípio,
produzia efeitos de previsões pelo modo natural. E a separação de sua
ex-namorada era um dos presságios identificados.
_Esta é uma parte da pedra que
confeccionei após reencontrá-la em Nova Delhi. - retirou um dos colares foliado
a ouro do bolso feito por uma das três partes separadas do cristal verde -
Tenho um novo presságio. – suspirou.
Alguns segundos se passam e Jhason
finalmente desabafa:
_A pedra-Jaspe revelou-me uma nova
previsão!
Bernard se surpreende, mas descarta em
seguida:
_Devo admitir que todos os presságios
antepassados foram realizados como previsto, mas como Flammer, não sou tão supersticioso
a ponto de acreditar nestes fatos, contudo, diga o que tem a dizer.
_A busca pela carga de Sebastian Pig
será bem sucedida, porém a volta acontecerá uma grande emboscada policial.
Bernard deixa escapar um sorriso
meticuloso.
_Tenha bons sonhos Jhason, o plano foi
perfeitamente trabalhado para que a substância fosse fácil de ser encontrada e
seguramente transportada. Não temos outras escolhas, não imaginava que a
lavoura era uma distribuidora filial de Bangladesh e esta entrega será
suficiente para concluir a missão, em breve descobrirão sobre o alucinógeno.
_Tenho algo a dizer, além disso. – tomou
um rápido gole - Flammer está para sair, em menos de um mês retornará ao clube.
_Ótima notícia. Farei uma visita à
embaixada de Nova Delhi para apurar as ações do clube. Deixarei tudo pronto
para sua vinda.
Após ouvi-lo dizer sobre sua ida à
embaixada de Nova Delhi, Jhason sugere:
_Um brinde. - levantou a taça – Por
Flammer e pelo lucro afinal.
Bernard havia ignorado o sonho revelado,
não poderia impedir as mercadorias a serem enviadas, talvez pelo atraso das
entregas descobrissem sobre a venda ilegal. Jhason ao contrário seguia afinco
as revelações que recebia durante o sonho e preferiu agir em torno do próximo
fato a acontecer para garantir a segurança do clube Barony.
Alguns segundos de silêncio se passam e
lembrando-se novamente sobre a ida de Bernard à embaixada do clube Jhason
pergunta:
_À propósito, em que hora será a sua
visita.
_Às quatro. – respondeu após um rápido
gole.
O PLANO PARA SALVAR O CLUBE
No outro dia à tarde, Jhason elabora um
novo plano. Aproveitando a ausência de Bernard em seu escritório, passou a
averiguar todos os seus documentos, inclusive, o atestado patrimonial do clube
que por ele mesmo já era sabido sobre a transferência do nome de Flammer à
outro membro do clube para sustentação financeira.
De modo muito estranho, Jhason tentava
encontrar algo entre os documentos armazenados em um dos compartimentos da
estante embutida. Algumas pastas e outros envelopes pardos eram retirados
agressivamente de seus lugares. Inicialmente Jhason tomou documentos originais
que indicavam os dados específicos de Bernard, inclusive a cópia de sua
identidade. Em seguida, separou particularmente o atestado patrimonial do
clube.
Antes que alguém o flagrasse naquele ato
condicional, Jhason devolve cada envelope ao compartimento da estante embutida.
Caminhou lentamente em direção à cadeira de Bernard que estava posta de frente
a mesa e, misteriosamente, colocou um dos colares confeccionados pela pedra-Jaspe
em seu bolso interno do palitó que se pendurava sobre a cadeira.
Em outro compartimento do clube, Jhason
instintivamente opera uma ligação:
_Embaixador público de empresas
privadas, em que posso ser útil? – o receptor atende por uma voz grave e aguda
ao mesmo tempo.
_Senhor Rodney? – Jhason se sobressai.
_Sim!
_É da promotoria do Clube Barony, quero
uma entrevista para as três e quarenta e cinco.
_Seu pedido é uma ordem, estarei o
aguardando.
Ainda por aquelas horas do dia Bernard
decidi ir à embaixada de Nova Delhi como prometido por ele mesmo. A situação
atual do clube bem como o gerenciamento das últimas vendas deveriam ser
consultados. Passando pela avenida turbulenta Bernard demorava a chegar ao
local pretendido, o trânsito era intenso e às vezes congestionado.
Antes de chegar ao local, Jhason já se
ocupava coincidentemente por uma cadeira de frente à uma pessoa que mais seria
o responsável por algumas averiguações documentais do clube. Sobre a sua cabeça
observava-se um relógio cujo ponteiro marcava três e cinqüenta.
_Cinco minutos de atraso. – advertiu.
Em seguida o convida:
_Acomode-se!
Um gerente dotado de conhecimentos
contábeis trajava uma roupa de tecido fino, permanecia atento às demais
informações do computador, era tempo de calor na cidade. Jhason ao contrário
usava roupas sociais. Inquiria naquele exato momento a transferência do clube
para seu próprio nome.
_Venho tratar da transferência.
Jhason ainda não se conformava sobre a
revelação que teve em sonho onde as últimas entregas seriam perdidas no caminho
de volta.
O contador observava atento aos papéis,
entre os quais, estavam documentos originais do proprietário além do contrato a
ser assinado pela transferência do nome, que na verdade, seria uma cópia do
original a ser autenticada. Antes de qualquer coisa o contador adverte:
_Tudo parece estar em mãos, contudo
devemos ter a concordância do proprietário por sua assinatura legitima.
_Tínhamos combinado, ele parece estar
atrasado! – dissimulou ao olhar para o relógio de modo preocupado.
Alguns minutos de suspense se passam,
Jhason irritava seu anel discretamente enquanto ambos aguardavam pela chegada
da terceira pessoa. O relógio finalmente aponta para as quatro horas e alguns toques
surgem por trás da porta. Era Bernard a tratar dos assuntos internos. Jhason se
surpreende em seu íntimo. O plano corria como imaginado. O contador se levanta
e ao abrir a porta recebe-o direcionando a mão para saldá-lo.
_Estávamos a sua espera!
Bernard ainda permanecia parado, sua
pupila se contraía, um estranho êxtase lhe veio à mente e certamente surgia
pela interferência da pedra-Jaspe usada por Jhason, que confeccionada em seu
anel, era friccionada discretamente.
O contador não entendia sobre a reação
de Bernard que de modo imparcial não se movia para a saudação.
_Algum problema? – perguntou um pouco
retraído após gaguejar.
Alguns segundos se passam e Bernard
finalmente anda robusto em direção ao segundo assento por onde se acomodou
inflexível.
O contador que antes suspendia sua mão
em sinal de saudação agora o direciona para a segunda cadeira. Tentava se
despistar da recusa, mas agiu em sinal do convite.
_O contrato, - informou Jhason por uma
voz rígida e bastante hipnotizadora após mover as folhas em sua direção.
_Deve assinar como combinado. – o pedido
surgia ainda mais indutivo do que sugerido.
Sem alternativa, Bernard move sua mão em
direção a caneta e, movido pela influência mental, assina o termo sem ao menos
saber sobre o que seria. Para Jhason não era algo a ser boicotado de seu sócio,
mas continuava a pensar sobre a segurança do clube. Uma gota de suor corria por
seu braço, o plano estava feito.
Em seguida, o contador aciona a
transição usando as teclas do computador e após receber a autenticidade, emite
a folha de contrato do clube como ordenado por Jhason. Após a confirmação da
transferência do clube para seu próprio nome, Jhason se retira apressadamente
com todos os documentos.
Bernard permanecia em êxtase, o contador
sem entender sua presença faz uma pergunta:
_Algo mais senhor? – Bernard não atende.
O contador move sua mão sobre seus olhos
que paralisados permaneciam imóveis.
_Senhor?
Bernard finalmente atende. Suas pupilas
retornam ao normal, talvez Jhason tivesse tomado distância suficiente para
terminar a influência mental criada pela pedra-Jaspe confeccionada em seu anel
em sintonia com o colar colocado propositalmente no bolso interno do palitó de
Bernard.
_Ah sim... – assustou.
_Parece abatido, deseja um copo de água?
_Sim obrigado.
O contador se move para o bebedor e
retorna com um copo de água.
Após saborear um gole, Bernard
finalmente revela sua verdadeira ida ao local.
_Desejo saber sobre o
extrato atual da conta financeira do clube Barony, preciso saber sobre o
gerenciamento interno.
O pedido parecia bem diferente do que
Jhason desejava, contudo, o plano estava feito. O contador acessa o computador
em seguida e a impressão é feita no mesmo instante.
A CILADA
As notícias do outro dia precediam a
origem da epidemia, o grupo tinha pouco tempo e uma última encomenda estava
destinada à Bangladesh. Flammer, como dito por Jhason, estava perto em ser
livre da prisão.
_O número de infectados se encontra em
constate equilíbrio. A sanidade sob o efeito do antídoto chega à oitenta por
cento. Alguns exames de urina apontam definitivamente a verdura como o
principal efeito da epidemia após várias análises medicinais. Os médicos
aconselham exames médicos, constante consumo de água e a prevenção de
verduras...
_Parece
que estes são os últimos estoques. - comentou Leighland enquanto assistia ao
noticiário - De sorte, o nosso antibiótico foi produzido em relativa proporção
às encomendas.
_Cem hectares de verduras para cerca de
um litro do alucinógeno. A quantia parece perfeita, todavia, é um plano muito
arriscado.
_Parece que temos visitas! - apontou um
dos membros pela varanda superior após observar um caminhão cargueiro se
aproximar.
_Permaneçam todos aqui até meu aviso. –
Bernard imediatamente ordena após constatar a presença dos dois carros de
Sebastian Pig.
Aproximavam-se da mansão de Leighland
lentamente, estavam incumbidos ao serviço de entrega dos antibióticos. O
negociante agia de acordo com o trato feito com o clube no dia anterior.
Um dos capangas internos percebendo a
presença dos inimigos alça sua mão à arma posta em seu coldre direito. Bernard
que vinha andando pelo corredor principal o interrompe ao mover contra a arma.
_Transportarão as últimas mercadorias à
Bangladesh, realizei contato para poupar nossos transportes.
O grupo é ordenado à ajudá-los com a
mercadoria. As embalagens foram sendo postadas sobre os cargueiros. Bernard o
atendia em particular pela sala de visitas na parte inferior. Pretendia com
isto ocultá-lo do restante do grupo que poderia rapidamente fazê-lo se
desconfiar.
_Seja bem-vindo. – convidou-o após
direcionar seu braço à um dos estofados da sala de visitas.
_Sinto-me honrado por sua visita, antes,
devo-lhe desculpas pela distância percorrida.
_Nada como o exorbitante pagamento para
alimentar meus pneus por estas estradas rumo à Mumbai.
_Como disse, depositei a parte do lucro
da encomenda. Tudo estará em perfeito plano.
_Devemos nos apressar, a crise parece
não poupar os afetados. Alguns sofrem alucinações, de modo que eu consumiria o
alucinógeno antes mesmo de se sintetizar com a verdura.
Bernard deixa escapar um sorriso unânime
e em seguida sugere:
_Tenho algo conveniente ao seu desejo.
Despejou um pouco de alguma substância
em pó sobre o vidro da mesa central. Incluía alguns compostos de morfina.
_Serve para recobrar a atenção na
estrada.
Sebastian Pig exala a substância através
de uma tenaz.
_Não se preocupe. Conheço a rota melhor
do que qualquer outro. Além disso, tenho a companhia de mais dois carros,
Hector e Tasko escoltarão a carga.
_Ótimo.
Em seguida Bernard ativa o comando. O
transporte foi devidamente pago por cheque à vista e os caminhões partiam ao
seu destino como idealizado.
Antes da saída do distrito, porém, ocorre
uma interdição policial. Sebastian Pig prosseguia à alguns quilômetros pela
frente.
_Veja Hector o que é aquilo?
Um conjunto de cinco carros policiais se
agrupava pelo acostamento adiante. As sirenes vermelhas permaneciam ligadas e
aleatórias, a lateral azul dos carros se fundia com o branco predominante. Nas
partes laterais, os brasões da corporação davam destaque.
_É um bloqueio policial.
Sebastian Pig reduz a velocidade, cerca
de quinhentos metros separava o bloqueio dos traficantes. Um suor de
preocupação lhe corria pelo rosto, talvez fossem ordenados a estacionar para as
devidas checagens. O caminhão se aproxima.
O comunicador é ativado, Tasko e o
restante do grupo são avisados pelos carros que seguiam atrás.
_Preparem-se, há um bloqueio policial
logo adiante.
Agora poucos metros separavam o veículo do
bloqueio. Sebastian Pig apenas aguardava pela sinalização dos policiais. Uma
linha de cinco carros ainda passava lenta pela patrulha, o suor corria pelos
poros de seus braços. Até aquele momento não havia carros suspeitos. Na outra
pista poucos carros vinham.
O momento tornou-se angustiante. Tudo apenas
dependia da reação do guarda principal que se posicionava entre um e outro
carro pelo acostamento numa operação formada por cinco viaturas. Um dos guardas finalmente acena com as mãos
pedindo para que o veículo fosse estacionado.
_É uma emboscada! – manuseou a marcha
pronto para a fuga.
O caminhão até determinado momento
surgia em velocidade reduzida, porém ao notarem a ordem emitida pela
sinalização de um dos policiais, o grupo se prepara para a fuga.
_Acionem as armas, temos companhia. –
comunicou ao restante.
Uma derrapagem frenética surgiu entre o
pneu e o asfalto. O volante é movido compulsivamente a fim de se desviarem da
patrulha. Logo em seguida, um rifle calibre doze é sacado por Sebastian Pig.
Antes que os policiais mais adiante reagissem, Sebastian dispara o primeiro
tiro no carro conseguinte. O grupo se divide, o primeiro carro Focus cor
marron-pardo invade a pista pela contra-via fazendo com que outros carros se
desviassem pelo acostamento. Sebastian Pig toma a linha central pela frente, enquanto
o segundo carro Pólo seguia a mesma trajetória passando rapidamente pelos
policiais.
A polícia se alarma, o comandante tomava
a frente enquanto comunicava o ocorrido pelo comunicador-central. Em pouco
tempo Sebastian é alcançado, dois carros o cercava pelos lados, o primeiro é
danificado ao sofrer um tiro no pneu. Logo em seguida, o segundo é deslizado
pelo acostamento ao ser impulsionado por uma colisão lateral.
Os dois carros restantes surgiam
velozes, disparavam incessantes tiros contra a lateral do caminhão. Seguiam adiante
e ordenavam o fim da fuga. Sebastian Pig reage, porém não obteve êxito ao
detê-los, os tiros em contra partida foram quebrando o vidro dianteiro.
Durante a fuga algumas alamedas em cujas
bifurcações existiam entradas eram observadas pelo motorista, Tasko e o
restante são ordenados:
_Reduzam a velocidade e permitam que os
policiais façam a ultrapassagem. Faremos uma fuga de contorno. – desligou o
comunicador.
_Eliminarei o último veículo. - disse ao
co-piloto.
Os dois carros adiante reduziam a
velocidade como ordenado. De modo que andavam à frente do veículo para
escoltá-lo. O segundo carro policial não teve dificuldade ao se desviar dos
dois veículos de Sebastian Pig que foram reduzidos, andava pela pista da
esquerda na contra-via. Se posicionava um pouco atrás do caminhão sendo
orientado pelo primeiro carro policial que bloqueava a pista no sentido
principal.
Observando a redução, o primeiro carro
policial converge pelo acostamento, uma nuvem de poeira se formou pelo desvio, mas
em poucos segundos retornou ao sentido original. Os dois carros dos fugitivos andavam
pela mesma pista de ida. Não reagiram aos disparos contra o caminhão até que
uma fuga fosse esquematizada.
Hector passa pelos carros, não sabia o
que o chefe pretendia ao emitir aquela ordem. O último carro policial que
seguia pela lateral traseira da esquerda do motorista apenas observou o desvio
do caminhão para a passagem dos dois carros reduzidos.
O traficante, que antes o impedia pelos
tiros de rifle, bloqueia a ultrapassagem. Certo carro da estrada se aproximava,
Sebastian Pig retorna ao sentido original para evitar uma colisão. Ao avistar a
viatura com a sirene ligada, o motorista daquele simples carro prefere fazer o
desvio pelo acostamento.
A perseguição continuava acirrada. O
único elemento após a passagem daquele simples carro agora seria um viaduto à
aproximadamente um quilômetro. Seria cruzado em breve. Sua largura de
aproximadamente cinqüenta metros apenas fazia a junção da pista superior por
onde outros carros transitavam. A pista parecia pouco oportuna para saídas
colaterais, após o acostamento uma junção terrestre do viaduto com a pista
principal surgia bloqueando as saídas formando uma espécie de mureta em ambos
os lados.
Ao observar a junção Sebastian Pig pensa
na hipótese de fuga. As muretas impedindo as saídas laterais sem dúvidas dariam
oportunidade de fuga após encurralar a primeira viatura.
_Vou convergir o veículo ao máximo, se
segure. – avisou à seu companheiro de bordo.
Ambos, porém, contavam com o outro
perseguidor:
_E quanto ao segundo carro? – o ajudante
se preocupa.
_Não temos escolha! – disse após se
aproximar acerca de quinhentos metros do viaduto. O ponteiro do acelera alcança
o limite máximo.
Nada obstante Sebastian Pig derrapa
sobre o asfalto acerca de trezentos metros do viaduto.
A carroceria aos poucos se deslizava,
prosseguia continuamente ao preencher a pista em ambos os lados, o chiado do
barulho estendeu por toda área. O primeiro carro policial apenas acelerou para
não ser tragado pela carroceria que, após formar um ângulo de noventa graus,
impedia qualquer tipo de mudança na convergência.
O veículo finalmente estaciona ao
colidir contra a mureta do viaduto, impedindo o carro à frente.
O último carro policial, percebendo o
acidente adiante, se desvia pela esquerda, não teve alternativa. O motorista
sentia ludibriado pela movimentação do fugitivo. Pouco cogitou sobre a
possibilidade do impacto. Colidiu, portanto, sobre uma das muretas do viaduto.
Os freios foram ineficazes.
Sebastian Pig descia da cabine
desajeitado. Seus passos rápidos e embaraçosos unidos ao seu pesado rifle
calibre doze o fez tropeçar pela pista, em seguida vinha Hector ao lado do
segundo carro do grupo que foram reduzidos. Após se esforçar Sebastian Pig
consegue entrar no carro junto com seu ajudante. Na viatura os policiais se
atrapalhavam com o airbag ao mesmo
tempo em que tentavam desativar o botão de destrave do cinto de segurança.
Sebastian Pig ganha tempo para fugir e embora
alguns tiros ainda fossem disparados do último carro policial colidido contra a
mureta, a fuga estava feita. O crime é descoberto e como previsto pelo sonho de
Jhason, uma cilada verdadeiramente havia ocorrido.
Após algumas horas, Sebastian Pig entra
em contactos com Bernard. O telefone toca, uma voz surgia rouca e afobada
_Tenho péssimas notícias! – tentava
encontrar fôlego, suspirava ofegante preocupado mesmo após algumas horas da
fuga..
_O que houve. – assustou Bernard.
_Uma emboscada. Levaram toda mercadoria
da encomenda.
O negociador se levanta da poltrona de
súbito. Sua taça foi abandonada ao lado quase que por derramar o wisk sobre a bandeja.
_Realizarei uma viajem à Nova Delhi, as
investigações decorrentes da fuga poderão levar ao nosso paradeiro. Retornarei
a ligar com mais informações. – desligou de modo rude, frisou os lábios
remoendo os dentes.
O grupo é informado sobre o ocorrido e
em pouco tempo realizariam a viajem.
O TRIBUNAL
Os
dias se passam, a epidemia é solucionada, o grupo havia conquistado uma grande
fortuna, porém, uma grande perca afetou gravemente as negociações do clube. De
volta à Nova Delhi, Bernard recebe uma intimação. A polícia havia descoberto a
ilegalidade do transporte em cuja condução estava Sebastian Pig. Foi o
principal suspeito da carga enviada à Bangladesh. As investigações revelavam o
recibo de um dinheiro emitido pelo negociante identificado como Bernard
Yriodit. Ambos são intimados à depor na delegacia de Mumbai, região onde foi
encontrado a carga.
_Não pode ser! – bradou Bernard.
_O que houve? – perguntou Ryah que
assentava ao seu lado no escritório.
_Uma intimação! – desabafou após uma
observação da correspondência.
_Fomos suspeitos da fuga realizada em Mumbai.
– prosseguiu.
_Um flagrante?
_Não. Sebastian Pig assegurou-me de que
as placas de identificação eram falsas. Não poderão descobrir o responsável. –
levantou chocado – irei contatá-lo.
Enquanto ambos saiam da sala, Jhason surgia
por outro compartimento dos fundos no mesmo escritório após ouvir a conversa.
Aproximou rapidamente da gaveta no escrínio e procurou pelos documentos de
Sebastian Pig quando em negociações com o clube. Um envelope pardo com alguns
registros é encontrado. Um contrato referente ao transporte de cargas continha
a numeração da placa do veículo.
Em seguida Jhason acessa à rede de
transportes pelo computador ao lado. A tela surgia em imagem completamente
preta, as letras em branco surgiram com a descrição do responsável após a
inscrição da placa digitada mediante as teclas. O código do veículo aparece
após uma variação de números e registros. A opção imprit no painel de controle é misteriosamente acionada. Uma folha
imprimida se destacava aos poucos. Foi retirada da impressora e posta com
cuidado em um envelope amarelo-pardo. Jhason se retira rapidamente ao colocar o
envelope sobre o bolso interno do seu palitó. Algo muito estranho estava
prestes a acontecer.
Sebastian Pig e Bernard como principais suspeitos
do crime combinam o silêncio definitivo sobre o ocorrido:
_Espero que o silêncio agora seja o
melhor meio de manter nosso acordo ativo. Certamente farei o retorno do cheque.
– disse ao negociador após um breve diálogo entre ambos.
_Não se preocupe, vou manter o sigilo a
respeito do nosso acordo e quanto ao cheque, poderá ser usado para um eventual
suborno, os promotores deverão ficar isentos do caso.
Bernard realiza a viajem à Mumbai
conforme a intimação. Um amplo tribunal se dividia por dois setores públicos
onde as pessoas se assentavam como espectadores. Os bancos de madeira formavam um
conjunto similar ao púlpito do juiz que se dividia em três compartimentos sendo
a coluna central feita de molduras em mogno sondada até o fim das tribunas
laterais. Eram concluídas pelas separações dos jures. Pela esquerda e direita,
os respectivos réus se posicionavam à frente do juiz.
Bernard se assentava de um lado,
Sebastian Pig do outro. Os advogados de defesa dos réus se apresentam perante o
juiz, enquanto que por aquelas laterais se posicionavam os promotores. Um
escrivão permanecia em uma parte independente, usava um micro-comupador
conectado à rede interna de identificações sociais para os devidos processos e
esclarecimentos. Jhason e os outros permaneciam como convidados nos fundos onde
pela parte frontal se estendia uma divisória entre o público. Na parte da
frente os advogados e os respectivos convidados. O interrogatório foi
realizado, a advogada de Bernard se apresenta. O juiz inicia:
_Foi encontrado um veículo para
transportes de carga média, em uma largura de dois metros e vinte, três de altura
e doze de comprimento. Carroceria cromada para abertura traseira, cabine
dianteira azul e preto, marca Wolvo, em cujo interior havia uma mercadoria de
pílulas medicinais, conhecidas como, oxazolidina.
_Segundo o agente policial e comandante
da patrulha Max Rusttin, - continuou - o veículo foi encontrado na segunda
rodovia à oeste pelas fronteiras de Mumbai em estado de danificação nas partes
dianteiras e laterais. Segundo a perícia, as placas dianteiras e traseiras de inscrição
2531 PIG não apresentam o responsável pelo veículo e o chassi não possui
nenhuma identificação. – concluiu ao abrir o inquérito.
Em seguida uma promotora se levanta para as
devidas perguntas.
_Um veículo policial foi danificado
pelas rodas dianteiras, e o outro pela lateral. Todos apresentam estado
precário.
Alguns segundos se passam, a promotora
faz um rápido suspiro acompanhado de um olhar intimador. Observou obliqua
através da parte superior das lentes de seu óculos. Finalmente a promotora
arrisca uma pergunta.
_O conflito ocorreu pela inexistência do
registro na identificação do veículo? Isto é, seu bando fugia por não conseguir
provar a respeito da veracidade das placas referente ao registro do veículo. –
após uma pausa a promotora observa o réu, retornou à leitura rapidamente
impedindo que a resposta fosse dada após o intervalo:
_Pelo transporte irregular? Isto é, o
veículo estava isento de registros fiscais como vasculhado pelo policial Max
Rusttin.
Novamente a promotora retorna à leitura
do questionário e em seguida conclui:
_Ou pelo produto clandestino? Isto é,
seu grupo transportava mercadorias ilegais e não tinha como provar a veracidade
do material aos policiais. – perguntou ao réu.
Após concluir a promotora encara o réu
por completo:
_O conflito ocorreu por nenhuma dessas
alternativas. – respondeu otimista.
_Resposta errada. – a promotora retruca.
_Já disse que o veículo não me pertence.
– bradou Sebastian Pig - Não sei se este transporte era irregular ou se os
produtos eram clandestinos.
_Segundo a perícia, não foi encontrado
nenhum documento nas partes internas do veículo que constatasse a regularidade
do transporte. – a promotora continua.
_Outras investigações afirmam a
inexistência da propriedade jurídica inscrito nos códigos das embalagens, eram
falsas?
_Nunca trabalhei com transportes
irregulares. – respondeu cansativo através de muita insistência. Seu corpo
transpirava, complementou mesmo sabendo que suas cargas eram todas
clandestinas.
A promotora apela para um segundo
indício:
_De acordo com a inscrição das placas,
encontramos a cidade de Dacka. Embora não houvesse ninguém responsável,
conseguimos encontrá-lo a partir das investigações no tocante aos
transportadores de cargas e mercadorias. Entre estes transportadores, ninguém
poderia ser reconhecido como Pig, senão Sebastian. – agora seu olhar era
direcionado ao juiz.
_Procurei entre advertências policiais e
descobri sobre este apelido Pig. – a promotora faz um suspense ao direcionar
seu olhar ao público e após o intervalo conclui:
_Por sinal, é o mesmo inscrito na placa.
O público se manifesta, o juiz apenas
ouvia os boatos longínquos sobre aquela declaração. Deduziu que o manifesto
seria sobre as várias possibilidades de encontrarem o mesmo apelido com pessoas
diferentes. Porém, muitas cargas eram transportadas por Sebastian quando em
poucas probabilidades de fiscalizações.
_Silêncio. – bradou o juiz após bater
seu martelo de madeira à mesa.
_Tempo esgotado. – interveio.
Em seguida ordena:
_Apresente-se o advogado do réu a depor.
O advogado de defesa de Sebastian Pig se
levanta após o sinal:
_De fato Sebastian realizou muitos
transportes de cargas, mas nada que possa elucidar o verdadeiro responsável. Na
verdade estudei a advertência policial e não há nada que possa dizer se
verdadeiramente Sebastian possuí este apelido. O uso do termo pode também ser
atribuído à outra pessoa. Tratando-se de uma briga, esta pessoa teria usado o
impropério Pig contra o inocente do caso, e nesta ocasião o nome do réu se
encontra suspenso.
Uma discussão estendeu pelo tribunal. O juiz
agora entendia o tom de conformismo entre alguns prováveis parentescos do réu.
_Sebastian? – o juiz redireciona o
questionário ao júri após sua tradicional batida com o martelo.
_Realmente Pig trata de um apelido
íntimo meu, porém, tenho muitos amigos e alguns usam o nome Pig como símbolo,
mesmo porque, sou proprietário de um restaurante que atende pelo mesmo nome.
_Sebastian permitiu que uma pesquisa
fosse feita a partir de seus registros financeiros. – disse a promotora
interferindo no caso – Realmente não há registros sobre nenhuma empresa de
transportes. – concordou.
_Contudo, - a promotora insiste com sua
refuta ao retornar a leitura do inquérito - há uma transferência no banco,
exatamente um dia anterior do crime, no valor de vinte mil dólares no nome de
Bernard Yriodit. – observou o réu ao conferir o nome em uma folha contábil -
Por este motivo o convido a depor.
Sua pulsação se eleva, mas logo
contesta:
_Usei este dinheiro para fazer um
pagamento de um antigo débito pessoal.
_E o que se refere?
_Pérolas.
_Bom, devo pedi-lhe autorização para a
checagem de seus bens pessoais para analise de transições financeiras.
_Não, - bradou assustado ao mesmo tempo
em que estendia o braço. Era uma manifestação pouco inerente ao seu disfarce –
quero dizer, - gaguejou.
Bernard tentava encontrar argumentos,
mas admitiu severamente:
_Não posso aceitar. – despistou.
Uma nova discussão estende no tribunal.
O juiz entende que o público poderia pensar sobre um suposto serviço forçado.
Os indícios corriam contra Bernard, porém ainda não havia a checagem. O martelo
instantaneamente bate sobre a mesa.
_Silêncio. – bradou após direcionar seus
olhos ao escrivão. O juiz sabia que uma checagem instantânea no computador
poderia rapidamente incriminar o réu declarando o fim do interrogatório.
O juiz arrisca:
_Talvez tenha algo que não queira
informar à policia. Despesas, negociações secretas, desvios?
_Autorização negada. – insistiu.
Bernard permanecia tenso, o domínio das
ações do clube em seu nome poderia ser o fim da picada e das tais
investigações. Logo descobririam sobre os segredos do clube e Bernard estaria
detido.
A promotora observa o juiz e solicita:
_Tendo a prova de uma transição bancária
no nome do réu, em data aproximada ao ocorrido e em valor superior aos outros.
Exijo que sejam feitas as verificações dos bens para as devidas investigações.
O juiz por alguns segundo permaneceu
indeciso, por pouco compartilhava do mesmo entusiasmo do público. Ao contrário
do que esperavam os membros do clube Barony o juiz confirma:
_Pedido concedido.
Bernard assina uma autorização com o
número de acesso contábil, a promotora segue rumo ao legislador.
_Robert. – apontou ao escrivão que
realizou a pesquisa em seguida.
Alguns segundos se passam, finalmente o
resultado é revelado:
_Não há nenhum bem em seu nome! –
assegurou o escrivão ao observar um vazio na tela por onde apenas conseguia-se
notar descrições referentes ao imposto do carro do réu.
_Como? – a promotora se estranha.
Os comentários se dissolviam. Os membros
do clube Barony olhavam entre si, Bernard não mais aparecia como responsável
pelo clube. O juiz declara um intervalo de trinta minutos.
A FUGA
No momento do intervalo Jhason
permanecia pensativo, observou atentamente os dois guardas que acompanhavam
Bernard. Pela saída da galeria procurava pela advogada Sheyla Shyn. Entre os
corredores internos havia vários compartimentos, alguns escritórios e outros
departamentos. Jhason andava pelos setores apressado, muitas salas estavam
vazias ou fechadas.
De repente algo o surpreende. Uma sala
com a porta semi-fechada transmitia sons de vozes. Entre esta sala e o corredor
havia um pequeno compartimento onde os casacos de cada policial permaneciam
sobre os postiços na parede. Era intervalo, talvez estivessem discutindo sobre
o assunto do tribunal ou tomando um rápido café. Um deles segurava uma xícara.
O pequeno local parecia próprio para
recepção e identificação das pessoas antes da entrada. Era um ambiente escuro,
tão-somente zelava sobre seus arredores alguns casacos policiais. Eram roupas
típicas dos agentes que operavam durante a noite. Um escrínio do lado direito
estava vazio. O ambiente era realmente escuro, as luzes estavam apagadas e a
qualquer momento alguém poderia surgir.
Aproveitando a melhor oportunidade antes
de ser avistado, Jhason retira algo estranho do seu bolso. Parecia ser não
somente um objeto, mas vários. Instintivamente foram postos nos quatro bolsos
diferentes de cada policial.
Eram cristais neutros e sem cores.
Possuíam tamanho entre três à cinco centímetros. Apesar do tamanho, eram
consistentes e pesados. Jhason se apressa. Postou os cristais em vários bolsos
diferentes. Foram bem distribuídos para causar a menor impressão do peso.
Ao sair da sala um dos membros do
tribunal passa ao seu lado quase o apanhado em flagrante. Este o pergunta:
_O que anda fazendo por aqui? – disse
não muito desconfiado, porém recíproco - Precisa de alguma coisa?
_Estou procurando a advogada de defesa,
seu nome é Sheyla Shyn.
_Por aqui. – apontou-lhe o local onde se
congregavam alguns advogados durante o intervalo.
Jhason, se aproximando da porta de
entrada acena com a mão de modo bastante discreto. Sheyla o reconhece, era uma
mulher de cabelos claros e boa aparência, vestia um palitó cinza e um suéter
branco. Foi contratada pelo clube a defender Bernard. Ela se aproxima:
_Quero conversar em particular.
_Pode dizer aqui mesmo.
_É sobre o caso, quero que não diga
sobre as negociações estrangeiras.
_Seria realmente difícil se as ações
estivessem surgidas no nome de Bernard. Neste caso, porém, não devo nada a
declarar. Nenhuma ação se encontra mais em seu nome e Bernard havia garantido
sobre a existência de tal empresa em Nova Delhi. – estranhou.
_Tenho outra sugestão. Temos as notas
contábeis que comprovam a compra das pérolas. Sebastian Pig pode inocentá-lo se
tudo ocorrer bem.
_De fato já esteve envolvido com esta
venda. No entanto se Sebastian Pig for acusado, Bernard também será acusado.
_Por qual motivo?
_Sebastian dirá sobre o pagamento da
mercadoria através deste dinheiro. Quero que conteste isto alegando a nota
contábil que tenho lhe falado referente a pérolas.
_Precisaremos de averiguação e tempo.
Talvez as datas não sejam relativas?
_Devo entregar-lhe algo. – interrompeu
Jhason ao retirar do seu palitó uma das três pedras-Jaspes lapidada no colar de
ouro – Aceite isto como gratificação, transmitirá sorte e concentração.
_Obrigada. – disse enquanto Jhason
suspendia sobre seu pescoço.
_Tenha boa sorte. – retirou-se
discretamente.
Um novo inquérito iniciou após o
intervalo. A promotora introduz
_Segundo a descrição das principais
características do criminoso dadas pelo policial e comandante Max Rusttin, o
motorista responsável pelo transporte o assemelha em muitos aspectos e segundo
a descrição da placa com o idêntico nome signo do réu, solicito que seja aberto
uma futura investigação no tocante às devidas ações.
_Pedido concedido. – o juiz declara - O
réu terá um prazo de vinte e quatro horas para se declarar. – confirmou.
_De acordo com a etiologia da fórmula do
produto transportado à Dacka pelo governo, existe uma cópia ilegal da droga.
Neste caso, segundo o artigo, Sebastian poderá ser autuado em flagrante por
tentativa de fuga e transporte de mercadoria ilegal.
_Advoga Sheyla Shyn, apresente-se para
as devidas conclusões.
Levantou lentamente sobre o banco onde
se assentava. Iniciou o discurso após alguns segundos de silêncio. Os membros
do clube Barony permaneciam apreensivos.
_O veículo não possui informações
explicitas, a carga foi transportada ilegalmente, ambos são suspeitos... –
andava enquanto lia alguns artigos sobre a folha - senhor Sebastian, de acordo
com sua ficha de ocorrências havia um conflito entre seu grupo e Benayla
Yriodit, parentesco de Bernard. Este conflito foi referente a uma dívida. Este
dinheiro, portanto, foi transferido sob ameaças?
_De forma nenhuma.
_O senhor estava ciente desta dívida?
_Sim.
_Sendo Bernard membro do outro grupo do
conflito e se tratando de uma rivalidade quanto ao pedido da encomenda, talvez
Sebastian não se interessasse em realizar novos acordos com Bernard, primeiro
por ser parente do seu rival e segundo por ter que ainda enfrentar vários
quilômetros até a cidade. Mas tratando da dívida fica evidente a transferência
referente às pérolas.
Por algum momento Sebastian permaneceu
calado, sabia que o processo corria mais a favor de Bernard que observava
discretamente.
A voz de Sheyla se cala. De repente lhe
sobreveio um êxtase, a advogada se apresenta sob um aspecto pálido, mudou
repentinamente. Não parecia estar bem. Permanecia concentrada, sua pupila se
contrai, algo estranho lhe ocorria no momento. Aproximou-se da tribuna, e
relatou:
_Tenho o responsável pelo veículo...
O público a favor contestava em tons de
vozes. Os boatos se espalham pelo tribunal. O martelo é tocado.
_Silêncio. – ordenou o Juiz – O que está
dizendo? – espantou após acenar ao escrivão.
Um escrivão nos fundos seria capaz de
fazer um breve relatório em um microcomputador capaz de se conectar a
corregedoria central para conseguir detalhes sobre a legalização jurídica de
propriedades.
Atenta a advogada prossegue:
_O número do chassi não identificado
é...
_9,
B, V.
Uma voz profunda e oculta surgia por sua
mente indicando a região geográfica do veículo, país e fabricante. Jhason ao
mesmo tempo esfregava seu anel de modo bastante apreensivo. O fenômeno
realmente estava relacionado à pedra-Jaspe.
_9, B, V. – repetiu após ouvir a voz.
_H,
E, 2...– a mesma voz continuava hipnótica e profunda.
_Carroceria Hatch, motor 180 cavalos.
–confirmava o escrivão.
À medida que Robert anotava, mais os
dados referentes ao veículo de Sebastian Pig apareciam. O olhar de Sheyla era
estranho, algo muito diferente ocorria por sua mente. No banco Jhason apenas
friccionava o anel bastante preocupado. Havia um suspense entre o público.
_H, E, 2. – continuou.
Sebastian Pig já se levantava
desconfiado de algo. Aturdido questionava:
_Do que ela está falando?
Alguns segundos passam:
_1, J, X... 150 132. – concluiu após um
súbito desmaio.
Finalmente o escrivão confirma:
_Número de série pertinente à...
Sebastian.
_Cabine preto e azul com detalhes
brancos, cabine cromada, exatamente como relatado pela promotora. Multas
atrasadas, transporte ilegal de mercadorias, drogas ilícitas, drogas
adulteradas, narcóticos...
O réu se levanta injuriado, aspecto
bruto, tornou-se pálido. Um grande alvoroço surgiu entre os convidados.
_Do que está dizendo? – bradou entre o
público que formava um clamor de especulações.
_Detenha-o. – ordenou o juiz – Considero
culpado pelos delitos citados até que haja outro veículo da mesma espécie em
seu domínio.
Os guardas se aproximavam.
_Tínhamos combinado miserável! - se
exaltou contra Bernard ao apontá-lo.
Em seguida o réu se vira em direção ao
juiz.
_Este também é o responsável pela
encomenda, - dizia enquanto tentava escapar das mãos dos policiais que o
mobilizava - o nome de Bernard encontrado como responsável pelo depósito do
dinheiro encontrado no relatório bancário, trata-se de um pagamento efetuado
pela entrega, tenho o contracheque da gratificação.
_Detenha-os. – ordenou para que Bernard
também fosse detido.
_Tenho a prova. – sua voz saia pelos
fundos.
A advogada parecia não se sentir bem,
estava inconsciente, alguns acudiam enquanto permanecia ao chão. Em seu pescoço
o colar confeccionado pela pedra-Jaspe dava destaque. Quatro policiais se
aproximavam para detê-los.
Bernard por outro lado era levado para
fora aos fundos de modo separado da imprensa interna.
No mesmo instante, próximo da saída nos
corredores dos fundos, um agente seguia andando distraído. Vasculhava no bolso
de seu casaco algo que o fazia sentir além de seus acessórios. Passando por uma
porta entre o corredor o mesmo guarda sofre um desmaio. A porta fechada se abre
no mesmo instante. Do ponto de vista da porta principal do corredor, apenas
observava-se os pés do guarda sendo arrastado para dentro daquela sala.
Logo em seguida, vindo da mesma porta
principal, Bernard era conduzido por um dos policiais. A porta se escancarou de
súbito, o barulho do alvoroço apenas cessou após a união das divisórias. O
agente permanecia tenso, carregava consigo a chave da viatura. Era o
responsável pelo caso de ambos os réus.
De repente, ao passar pela mesma porta
central, o agente cai cineticamente ao chão. Sofreu um desmaio coincidente ao
outro. Algo muito estranho havia ocorrido. Outro agente policial surge da sala
central após a queda. A porta antes fechada abre de repente, Bernard se assusta
com o que acontecia:
_Não se mova. – o mesmo agente aponta
sua arma.
_Olhe para frente. – disse ao mesmo
tempo se agachando para acudir o outro agente desmaiado. Rapidamente ele se
levanta, tomou a chave da viatura e antes de qualquer coisa o policial ordena:
_Prossiga, não olhe para trás. – pegou
pelas suas algemas dando-lhe um empurrão para frente e o conduzia pelas costas
ao toque do revolver.
Do lado de fora havia uma multidão,
muitas fotos eram tiradas pelos jornalistas, um grupo permanecia à espera.
Apenas um policial acompanhava Bernard. Seu quepe ainda o tampava metade da
fronte. Sua face parecia estranha, os flash’s se demoviam. Colocou Bernard no
veículo compulsivamente e acionou a sirene do carro. Este ainda não o
reconhecia.
No banco traseiro, Bernard sem nada
entender ainda permanecia algemado, tentava focalizar o rosto do policial pelo
retrovisor central. Ao distanciarem da imprensa, o motorista de olhos
verdes-claros e cabelo longo finalmente se revela ao mover seu rosto antes
reclinado em direção ao retrovisor central:
_Segura-se. – convergiu uma rua ao
derrapar dos pneus.
_Jhason?
Era Jhason. Por incrível que pareça,
havia livrado Bernard da confusão. No mesmo instante um policial sem fardas
surge da porta de saída:
_Peguem-nos.
Usava apenas uma cueca. O carro ruía os
pneus sob o atrito com o solo. Ambos seguiram para um determinado porto da
cidade. O motorista desce do carro para tirar as algemas. Se aproximando do
píer de frente ao rio em um lugar bastante seguro Bernard ainda espantado
questiona:
_Como conseguiu tal proeza?
_Como disse, a previsão foi confirmada.
Ou não se lembra quando o disse em seu quarto quando estávamos em Mumbai sobre
a emboscada policial?
_Realmente a mercadoria foi apreendida.
_Pela segunda vez disse sobre isto.
_E como conseguiu este disfarce?
_Foram os poderes místicos da
pedra-Jaspe. Além da previsão, a pedra-Jaspe em contacto com o cristal neutro
pode causar o êxtase repentino.
_Sim, discutimos sobre isto ao conferir
a notícia da mineradora.
_Coloquei alguns cristais nos bolsos dos
guardas que o acompanhava, foram extasiados pela aproximação da pedra-Jaspe
confeccionada em meu anel.
_Impressionante.
_Porém, um terceiro poder está contido
neste cristal. Foi revelado por uma cigana. Recuperei a pedra e confeccionei
três colares diferentes.
_E sobre o que se trata o terceiro
poder?
_Energia mental, as duas partes do mesmo
cristal em aproximação pode gerar esta energia. Primeiro entreguei à advogada
um dos colares como uma lembrança qualquer. Obviamente a advogada não sabia
sobre o crime. Pela influência da energia consegui revelar o chassi de
Sebastian.
_Havíamos combinado.
_Planejei a fuga antes.
_E as outras duas?
_Uma entreguei à Rebeca Colibeuf, uma
dançarina indiana quando estivemos em Mumbai.
_Não consigo compreender como não
perceberam.
_O momento de transe é místico, as
lembranças são vagas. Isto também explica como fiz a transferência do seu nome
como possuidor do Clube Barony para o meu.
_Quando suas ações foram apuradas na
embaixada de Nova Delhi para a chegada de Flammer em Mumbai, resolvi segui-lo.
Sob a influência do cristal realizei a transferência.
_Isto é fantástico!
_Pensei levar a sério o presságio da
pedra-Jaspe e como meio de se prevenir de uma eventual procuração policial após
sua encomenda realizei tal tarefa.
_Então foi por isto que não
identificaram o clube em meu nome após as investigações no tribunal.
_E talvez não tenha notado, mas seu
casaco é o mesmo quando assinou o contrato em meu escritório, portanto o
terceiro colar está contigo.
Bernard extremamente impressionado
retirou a terceira e última parte da pedra-Jaspe no colar ao tocar no bolso
interno. Observou o molde pendendo o colar sobre a mão.
_Creio que após esta fuga, meu carro
será desapropriado. Devo fugir por alguns tempos pelo exterior. Devo encontrar
disfarce. O clube estará seguro em seu nome.
_Tenho algo que poderá ajudá-lo. –
caminhou em direção à viatura e pegou certo envelope. Ao retornar, entregou-lhe
um documento onde se inseria os principais dados de um dos réus julgados - como
procurado pela polícia talvez seja impedido de embarcar ao exterior.
Bernard pega os documentos.
_Sebastian Shaw?
_Este é o sobre-nome de Sebastian Pig.
Use estes documentos como disfarce.
_Obrigado. Nos encontraremos em breve. –
abraçaram-se.
A VIAJEM À ROMA
Os dias se passam, o clube crescia
esporadicamente, as importações de drogas farmacêuticas e pedras-preciosas
chegavam até os limites da Europa. Flammer junto à Jhason e Ryah mantinha uma
economia secreta jamais vista entre os traficantes. Bernard se mudou para Itália
onde se uniu à Henrry Leighland que possuía grandes investimentos em Toscana.
_Sr. Sebastian Shaw, - aproximou-se o
garçom de um elegantíssimo hotel – telefonema de Jhason Wingard.
_Como vão os negócios de meu novo
cliente Sebastian Shaw com seu honorário sócio Henrry Leighland?
_Tudo sob perfeito controle companheiro.
– disse em tom de comodidade ao se declinar no luxuoso sofá da sala de estar –
Teremos em breve muitas encomendas de antibióticos.
_Realizaremos uma viajem à Itália,
trataremos de negócios bilionários com um diplomata americano.
Após uma longa conversa, Bernard desliga
o telefone pondo-lo sobre a mesa. Uma televisão em sua frente avisava sobre os
noticiários.
_Em
Verona uma grave epidemia ataca várias pessoas com sintomas de tosses. Ainda
não se sabe a origem, muitos suspeitam do vírus da gripe...
O garçom novamente surgia com sua
bandeja para servi-lo.
_Verduras senhor? – reclinou-se cortes.
_Até
agora já são cinqüenta e dois infectados... – a voz do noticiaria surgia
aguda pelos fundos.
Alguns segundos se passam, Bernard
mantinha sua postura, seu traje fino, seu óculos escuro, finalmente responde:
_Não obrigado...
EM ROMA
Vários
dias se passam após a grande demanda de vendas de antibióticos produzidos pelo
então negociante secreto, Bernard Yriodit. Um novo laboratório foi alugado
temporariamente em Toscana. As regiões de Verona é o foco principal da epidemia.
Uma nova cilada originou o crescimento econômico do mais novo setor do clube
Barony, que ao longo dos tempos já conquistava muitas filiais laboratoriais em
dois países globais tais como Índia e recentemente em Roma na Itália.
A
produção de substâncias nucleares havia gerado um grande interesse para o
grupo. Por outro lado uma longa polêmica se disseminava por parte da política e
do exército italiano. O principal responsável dos acordos, um embaixador
asiático na Itália, Mahomed Nuh, tornou-se o sócio aquisitivo do clube em
negociações com Jhason Wingard.
Durante
sua administração, Jhason tratou em estabelecer um novo setor na Itália. A
implantação legalizada pelo governo através dos documentos originais daria
novas oportunidades para a criação de artifícios secretos e bioquímicos, novas
experiências estavam sendo planejadas.
A
companhia foi modificada e as ações foram transferidas para administração de
Jhason mediante um plano secreto para garantir a segurança de Bernard o antigo
administrador. O grupo em fim tornou-se o clube Wingard.
Jhason
agora atuava em comparação à Benayla Yriodit, o Flammer, que restabeleceu seu
poder na Índia após ressurgir da pena criminal imposta sobre condicional de
dois anos.
Várias
negociações foram feitas para que a absolvição fosse finalmente declarada.
Agora apenas administrava seus investimentos. Concordou a princípio com o novo
nome atribuído ao clube, Wingard seria uma homenagem ao sobre-nome de Jhason.
Flammer reconstituiu sua propriedade em Nova Delhi, mas para ele, o clube ainda
seria operado como antigamente.
O
plano ocorria como previsto em Roma, Flammer ao lado de Nycolas havia marcado
uma viajem para se reencontrarem com Bernard e usaria uma suposta reunião com
certo diplomata americano. Coincidentemente atuava em Roma durante seu
intercâmbio na Itália, período conhecido por ele mesmo como cartel do crime.
Enquanto isso, na mesma cidade em Roma, Henry Leighland planeja dar início a
uma nova substância química. Sua produção em escala progressiva seria o
protótipo para uma nova revolução química jamais vista na Itália.
Tendo
em vista o término das vendas de antibióticos para sanar a epidemia
propositalmente causada na Itália. Tudo aconteceu de acordo com os planos
arquitetados na Índia. A transfusão
química seria o principal método para o desenvolvimento da próxima substância
que sendo passada por uma reação química, transformaria um estado primitivo
sólido para o estado gasoso.
Em
seu escritório Bernard recebe uma ligação confidencial de Flammer.
_Sebastian
Shaw - disse em referência ao pseudonômio do seu sócio para evitar suspeita das
negociações.
_Sim,
em que posso ser útil.
_Tenho
uma nova sugestão conforme os planos de Leighland.
_Flammer.
– reconheceu-o pela voz.
_Como
nos velhos tempos.
_Sobre
o que se trata?
_Soube
dos planos de Leighland para produzir uma nova linha de antibióticos
vaporizados em Roma. Isto seria uma experiência revolucionária. Recebi o
convite para participar do plano e queria propor o uso da máquina de
transferência de calor radioativo para sublimação das substâncias. Nycolas me
acompanhará nesta missão.
Embora
Nycolas fosse um dos mais acirrados concorrentes do narcotráfico, Flammer ainda
mantinha negociações vinculadas e às vezes confidenciais.
_Esplendido,
diga-me mais sobre esta máquina.
_Trata-se
de um modelo nuclear produzido no Irã, possui seis combos para reações
químicas, placas de controle digital, tensão de duzentos volts para uma
potência de até oitocentos wats. Uma escala de temperatura equivalente à mil
trezentos graus celsius negativos não revela dúvidas a respeito da fusão e do
intervalo de tempo. Um aparelho irrecusável analisado por alguns dos meus
espiões durante minhas negociações no Irã.
_Estaremos
a espera deste modelo, no entanto, precisamos saber se a fusão se adequará bem
aos antibióticos que serão produzidos em uma escala comercial.
_Inicialmente
este modelo serviu para experiências de substâncias nucleares solidificados. A
radiação foi suficiente para produzir duzentos tonéis de produtos químicos
gaseificados, sendo o urânio o principal deles. Posteriormente, foram usados
como energia atômica e após o rompimento das guerras civis, foram então
produzidos como bombas nucleares, capazes de desterrar até cem hectares de
terras.
_Conseqüentemente
foram usados para aplicação de gases de morfina, além disso, construções em
massa nas áreas remotas do país. Realizei o pedido de um modelo, Domini estará
a bordo em um dos jatos que alçará vôo pela manhã do próximo dia. O grupo
partirá de viajem hoje, faremos uma escala no Irã, por pouco tempo estaremos no
país para conseguirmos o manual de instruções da máquina que tenho falado.
_Compareceremos
ao local a espera de sua chegada no aeroporto Fiumicino, o Leonardo da Vinci.
_Quanto
a vinda do jato tenho uma referência a entregá-lo para o pouso seguro em um
hangar local próximo das colinas do rio Ádige.
_Tenho
um encontro marcado com um dos meus sócios, tratei em reservar uma reunião em
um hotel específico de Roma. Em breve nos encontraremos.
A
ligação é encerrada, um novo plano estava para ser executado. Em outra área
aparte, pelos cômodos da incrível mansão oferecida por Leighland após se
associar ao clube Wingard, Bernard relatava sobre o acordo e a vinda dos
principais sócios do clube e sobre a falsidade ideológica definitiva no país.
O
ocorrido também surgiu devido a perca dos documentos originais nas buscas
investigativas.
_Temos
um novo encontro com Flammer e Nycolas, partirão de viajem hoje ainda.
_Estava
aguardando por esta notícia, - surpreendeu-se enquanto retirava seu óculos após
uma observação telescópica - algumas ligações foram feitas a fim de associá-los
nesta missão.
_Soube
da ida de Jhason e Flammer ao Irã em busca de armas bélicas para munição do
clube. Aproveitando a idéia de que neste país existe uma grande demanda de
experiências químicas e nucleares, ordenei para que uma nova pesquisa fosse
feita em torno de modelos sofisticados de máquinas radioativas.
_Pensei
que estes modelos fossem suficientes.
_Em
pouca proporção. - disse enquanto caminhava em direção à um compartimento de
análise científica restrito no mesmo laboratório.
Segurando
uma lâmina metálica contendo dois frascos de substâncias gaseificadas Leighland
deposita sobre um refrigerador.
_Estes
reatores ainda são impotentes para toda operação desejada. – disse enquanto
observava a grande neblina do vapor se dissolver por toda superfície da
incubadora metálica.
O
modelo de experiência seria útil para o tratamento de problemas
cardiovasculares, sendo inserido na forma de gás às glândulas pulmonares. A
substância condicionaria a sobrevivência infalível do paciente em estado de
respiração aguda.
_O
novo elemento sendo capaz de oferecer respiração oxigenada pelo gás pode manter
o controle cardíaco até por doze horas. – explicou Leighland enquanto fechava
um dos armazenadores da incubadora.
Como se não bastasse, um novo inimigo do clube
usaria o modelo para o surgimento de uma substância ilícita e alucinógena, que
sendo injetada à população de Roma, tornaria o principal fator da guerra entre
as máfias rivais.
No
dia seguinte à tarde Bernard recebe uma nova ligação.
_Sebastian
Shaw! – atendeu.
_Estamos
a caminho, finalmente embarcamos da Índia. – suspirou Flammer após algumas
chamadas interrompidas pela falta de radiação infra-vermelha na maior parte
percorrida pelo avião - Após a escala ao Irã, retornarei a ligação.
_E
quanto ao jato?
_Domini
alcançou as colinas seguramente, Ryan chegou em sua companhia.
_Ryan?
_Decidi
enviá-lo. Nossas próximas negociações exigirá reforços nas bases internas do
clube, precisaremos de toda equipe.
_Estarei
aguardando. – despediu.
Após
algumas horas de viajem, os grupos se reencontram. O carro se aproximava
partindo do Pincio, em seguida descia até à Piazza del Popolo e passando
através da elegante Via del Corso, seguia em direção ao caminho principal à
mansão de Leighland.
O REENCONTRO
Finalmente
o conversível carro de Sebastian Shaw se aproximava da entrada na mansão onde o
restante permanecia. Ele trazia-os do aeroporto. Do luxuoso sofá da sala
principal, Leighland se levantava contente ao recebê-los. Ainda segurava um dos
seus drinques retirados da butique privada da sala de estar.
_Sejam
bem-vindos, aguardei até este momento para dizer sobre as últimas entregas.
_Este
é Benayla Yriodit, o Flammer.
_Henry
Leighland. – apresentou-se ao estender a mão.
_Soube
da epidemia em Mumbai, e confesso ter sido um excelente plano. Trouxe-nos muito
lucro, inclusive para tratarmos deste novo acordo.
_Não
teríamos conseguido se não fossem as pesquisas de Leighland. Um de seus sócios,
o cientista Bert LeFeghts foi o responsável pela composição do antídoto
produzido.
_Este
plano foi algo que obrigou a população de Mumbai a investir em produtos
particulares, que não oferecesse lucros ao governo. Desta forma, após a fuga de
Sebastian Shaw, decidimos realizar uma segunda investida. – tomou um suave gole
após a explicação do fato - Na verdade, - suspirou após perceber que Flammer o
suspeitava por um plano sem precedentes - deveríamos ter feito desta forma para
nos habituarmos com as vendas na cidade.
_Estas
foram as últimas demandas. – confirmou Sebastian – Precisamos elaborar um novo
esquema de vendas.
_Acomode-se
Flammer. – apontou Leighland – Tenho uma proposta a dizer.
Os
visitantes se assentam.
_Antes,
gostaria de saber mais sobre como foi feito a fuga de nosso ilustre Sebastian
Shaw em Mumbai. – disse curiosamente acompanhado por um tom ironizado –
Gostaria de saber também como Bernard conseguiu usar este pseudonômio?
Uma
cilada foi esquematizada pela polícia no auge das entregas em Mumbai. Um
caminhão contendo uma mercadoria de antibióticos abandonado, era a principal
pista da polícia. Bernard foi intimado suspeito ao lado de Sebastian Pig, que,
embora fosse o principal rival de Flammer, teria sido contratado pelo grupo a
realizar a última entrega dos antibióticos. Sebastian Shaw era o falso nome
usado por Bernard após fugir do julgamento em pleno tribunal. Este é o nome
real de Sebastian Pig.
_O
julgamento aconteceu muito rápido, pensei que Bernard houvesse sido absolvido.
– comentou Ryan.
_Não
deveria ter feito acordos com Sebastian Pig, - interrompeu Flammer – ele não é
nada confiável.
_Não
tivemos outras escolhas, por coincidência, as mercadorias das verduras
infectadas pelo alucinógeno estavam destinadas à Bangladesh. Somente Sebastian
Pig poderia nos favorecer com a entrega dos antibióticos.
De
certa forma Bernard tinha razão, Sebastian Pig era o único entregador habitando
em Bangladesh que poderia realizar a busca dos antibióticos para sanar a
população infectada por um alucinógeno injetado nas verduras através dos
membros do clube Barony.
Porém
outro fator implicava no fracasso daquela entrega e nada poderia estar tão
relacionado ao fato, senão, a visão de Jhason.
_Os
transportes estavam todos em operação na cidade, o acordo foi inevitável. –
confirmou Ryan.
_Talvez
não tenha sido este o principal motivo da cilada. Na verdade, - disse Jhason –
havia revelado antecipadamente uma visão que mostrava o embuste da polícia.
_Isto
significa que estes presságios são definitivamente obrigados a acontecerem? –
perguntou Flammer, estranhando o fato.
Não
era a primeira vez que Jhason dizia sobre um presságio e não era a primeira vez
que um presságio vinha a se realizar.
_Como
disse e continuo dizendo, foram os poderes mentais da pedra Jaspe.
A EXPLICAÇÃO DA FUGA
Desde
o princípio, quando o grupo se aventurou na exploração de uma mina abandonada
em Bangladesh, alguns presságios eram revelados. Uma misteriosa pedra verde foi
descoberta nesta exploração, a partir de então, muitos fatos aconteciam
conforme relatado por Jhason.
_Antes
da saída da última carga à Bangladesh, informei à Bernard sobre o que aconteceria.
Tentei evitar, mas Bernard estava determinado. Por outro lado, sempre confiei
nestas visões, sempre aconteciam durante meu sono. Sabendo do que estava para
acontecer, procurei então alertar Bernard a respeito das ações do clube.
Convenci de que isto deveria ser feito na embaixada de Mumbai para que a
chegada de Flammer em Nova Delhi, prevista para aquele período, fosse
satisfatória. Bernard atendeu, contudo, usei deste fator para dominá-lo através
da pedra-Jaspe, a fim de que a transferência do clube Barony fosse feita.
_O
poder desta inútil pedra não poderia ocasionar a transferência do clube para
seu próprio nome. – Flammer suspeita - Já nos bastam estes estranhos
presságios!
_Além
das visões, esta pedra também é capaz de transmitir influências mentais.
Consultei uma cigana em Nova Delhi e fui informado sobre o segredo desta pedra.
Este mineral, - disse-lhe apontando a peça que estava acoplada em seu anel
posto no dedo médio – é de uma raridade extrema, segundo a cigana, é possível
transmitir influências mentais em contato com cristais neutros tal como o
quartzo. E por incrível que pareça, este mineral também é capaz de controlar as
pessoas em contato com outra pedra-Jaspe da mesma espécie.
_Isto
explica porque consegui fazer a transferência do clube. – continuou - Antes da
saída de Bernard à embaixada para consultar as ações e outros requisitos, lhe
entreguei um pingente confeccionado pela mesma pedra-Jaspe usada em meu anel.
Como disse, o contato com ambas as pedras pode ocasionar o efeito mental. Sabendo
das economias do clube em suas mãos, não poderia deixar de fazer a
transferência.
_Já
chega, - disse Flammer se direcionando à Bernard – quero que não esteja
envolvido com subornos.
_Confesso
que, de fato, não percebi o momento da transferência. Talvez o que Jhason tenha
a dizer será a prova definitiva de que estes poderes existem.
_Então,
como previsto, - prosseguiu Jhason – o embuste policial havia encurralado
Sebastian Pig, que por sorte, conseguiu fugir. No tribunal, após serem
intimados, permaneci apreensivo ao inquérito, sabia que a transferência do
clube foi a melhor opção para nos acobertar das investigações. Uma consulta
imediata foi exigida pelos advogados. Bernard negou, sabia que esta consulta
poderia levá-los ao paradeiro e aos crimes do clube, mas sua palavra não
poderiam se opor à decisão do juiz que aceitou a exigência dos advogados.
_No
mesmo instante os bens de Bernard foram analisados no sistema do tribunal por
um escrivão. Senti definitivamente que a transferência feita foi realmente a
última opção para nos acobertar.
_Os
advogados nada constataram, Bernard ainda sem saber, sentiu seu alívio
instantâneo por não terem encontrado as ações em seu nome.
_Ainda
que a transferência tenha sido feita, não posso acreditar que tenha sido a
pedra-Jaspe. - Flammer desconfia.
_A
fuga de Bernard explica, porque sem dúvidas, foram os poderes da pedra Jaspe.
Um
pingente confeccionado pela pedra-Jaspe é exibido por Bernard:
_Este
é o pingente mencionado por Jhason, não tinha o percebido, foi posto discretamente
no bolso interno do meu paletó. Talvez eu não tivesse aceitado, Jhason disse
sobre a mesma coisa em Nova Delhi.
_Apesar
das ações terem sido escondidas pela transferência, - continuou - as
investigações caminhavam para um indício maior. Mais cedo ou mais tarde
descobririam sobre o crime. Ainda no tribunal, durante o intervalo, entreguei
outro pingente confeccionado com a mesma pedra-Jaspe em meu anel à advogada de
defesa de Bernard.
_Ainda
que ambos os suspeitos tenham planejado o silêncio sobre o ocorrido, eu sabia
que algum culpado deveria ser identificado. A perícia não descansaria até
encontrá-lo. Foi pensando nessa hipótese, que usei minha própria precaução para
o clube Barony. Então, o mesmo poder mental usado com Bernard foi também usado
para revelar os números de identificação do veículo de Sebastian Pig. Isto
aconteceu enquanto a advogada relatava seu depoimento.
No
dia do julgamento, apesar de Sebastian Pig ter sido inocentado pela ausência de
seu nome na identificação do veículo abandonado, foi culpado após a informação
mental de Jhason, dada através da advogada de defesa de Bernard revelando o
número do chassi. O que realmente não pôde ser contestado pela consulta
imediata no sistema do tribunal.
_Ainda
não devo acreditar. Os números de série poderiam ter sido entregues
antecipadamente à advogada.
_Não
seria muita ambição minha revelar o culpado. Sebastian Pig não permitiria que
Bernard fosse inocentado. Foi o que realmente aconteceu, Bernard também foi
sentenciado. Talvez assim eu tivesse toda a economia do clube em minhas mãos,
porém uma fuga foi esquematizada. Ainda no intervalo, enquanto os agentes
discutiam em uma sala nos fundos, coloquei pequenas pedras de cristais de
quartzo no bolso de cada casaco policial.
_De
acordo com os efeitos da pedra-Jaspe, - prosseguiu - o contato aproximado da
pedra principal com outra pedra de cristal quartzo, pode originar outro tipo de
efeito. Assim, ao me aproximar de um dos agentes nos corredores internos,
consegui deixá-lo inconsciente após uma súbita queda ao chão. Este trata do
efeito quando uma pedra-Jaspe entra em contato com a pedra de cristal neutro em
áreas muito próximas. Em seguida me vesti com aquele uniforme, Bernard estava
prestes a sair, o mesmo efeito acometeu aquele policial que o conduzia para a
saída.
_Não
acha que foi muito arriscado?
_Os
cristais foram posto em vários casacos.
_Digo
pelo fato de serem descobertos?
_Talvez
isto fosse muito arriscado, porém, sabia que o mesmo comandante daquele
corredor era o mesmo que cuidava do caso de Sebastian Pig. Após o efeito da
pedra Jaspe, tomei as chaves do comandante caído ao chão, levei Bernard para um
local distante e lhe entreguei os documentos de Sebastian Pig, para que uma
fuga fosse feita.
_Neste
caso, poderemos usar o efeito da pedra-Jaspe para alguns casos que nos
favoreçam. No entanto, temos outros assuntos a tratar aqui na Itália. Uma
proposta gerencial, incluindo a implantação do nome do clube à este setor. –
disse à Leighland.
_Bom,
de acordo com o que foi dito, e através da máquina nuclear oferecida por
Jhason, teremos uma produção relativa a transfusões química. – disse Leighland
- O modelo será útil para o tratamento de problemas cardiovasculares, sendo
inserido na forma de gás às glândulas pulmonares, isto condiciona a sobrevivência
do paciente em estado de respiração fraca.
_Sem
dúvida está sendo a melhor opção, não atrairá ameaças iminentes. Podemos,
talvez, ser promovidos ao prêmio Nobel. – o grupo sorri.
_De
fato será uma inovação. Contudo, devo sabe sobre qual será sua proposta com
relação aos nossos planos aqui na Itália? – perguntou Flammer.
_Tudo
deverá ocorrer como previsto, o laboratório será disponibilizado, a produção
será feita em ambientes secretos, a economia terá circulação em bancos
nacionais. A porcentagem financeira, porém, será correspondente a divisão de
cada componente do grupo. Devemos conquistar a área onde será operada toda
produção dos remédios.
Leighland
se levanta para pegar um mapa de uma região pacata da cidade onde muitos
galpões eram abandonados e onde o grupo poderia ter maior segurança para operar
o plano.
_Aqui
está. – estendeu o grande mapa – Esta região se encontra abandonada pelo
governo da cidade, não há quem habite, talvez não haja registro. O objetivo é
seu grupo conquistar todo hectare desta área. Então, todo investimento possível
será feito. O único risco será sobre outros traficantes neste local, onde por
algumas vezes tenho ouvido falar sobre vendas de drogas ilícitas.
_Sem
problemas. Em breve, conquistaremos esta área, investiremos e implantaremos
nossas tecnologias para as próximas demandas. – aceitou.
O LABORATÓRIO DE HENRY
_Quero
que conheçam meu laboratório.
Ainda
na mansão, Leighland os conduzia para um setor químico. Assim como em Mumbai e
na Arábia, a engenharia do laboratório era baseada na integração interna de
cada local. Um espaço abrangente e arejado mantinha uma linha de equipamentos
ainda mais sofisticados. Uma forte iluminação se destacava sobre todo
compartimento, Leighland ressalta:
_Estes
equipamentos serão todos enviados aos galpões quando forem conquistados.
Alguns
passos à frente e Leighland finalmente explica:
_Por
muito tempo estive pensando na produção destes elementos gasosos e este então
seria o aparelho químico responsável pela sublimação das substâncias. – retirou
uma capa cinzenta que cobria um dos aparelhos da estante metálica.
_Na
verdade, o modelo nuclear enviado por Domini conseguirá realizar as devidas
fusões químicas. Além de ser um aparelho móvel, diferente deste que não nos
possibilita levá-lo ao futuro galpão, possui também seis combos para a
produção. – disse Jhason.
_Este
ao contrário, contém apenas um. – disse Leighland em tom cordial.
_Precisaremos
de outros equipamentos, não-somente para realizar a sublimação, mas também para
realizar as reações químicas. Os remédios sólidos ainda continuam em produção.
– disse Flammer.
_Como
disse, os equipamentos necessários serão disponibilizados.
_O
aparelho entregado por Domini é compatível a este, pode se adaptar pela
comporta direcional. – observou Bernard.
_Porém,
nunca conseguirá fazer a sublimação de substâncias mais rígidas, somente este é
capaz de fazê-la. Cristais de quartzo ou esta pedra que está no anel de Jhason,
por exemplo, podem ser facilmente fundidas neste aparelho.
_Tudo
será planejado quando os depósitos estiverem prontos, por enquanto vamos nos
preocupar com o investimento. – disse Flammer.
Novamente
na sala de estar o grupo se reúne. Leighland ressalta:
_Jhason,
já parou para pensar em como esta pedra-Jaspe poderia ser transformada de
estado sólido para gasoso pela fusão química e absorvida à sua mente?
_Nunca
pensei nisto antes, talvez não haja nenhum efeito após a experiência.
_Posso
garantir que sim, um dos meus aparelhos é capaz de injetar substâncias
específicas ao cérebro em casos especiais em que se necessite de reação neural.
Uma incrível experiência poderá fazê-lo único dominador mental da pedra Jaspe.
Tenho grande convicção de que esta experiência seria possível. Proponho apenas
uma única informação sobre sua influência e a permanência do poder mental por
tempo indeterminado não será nenhuma desvantagem.
_Isto
seria um mirabolante plano. – comentou Flammer – Mas devemos guardar esta
possibilidade em algum caso de extrema necessidade. Não é minha intenção
dominar esta cidade através desta influência a fim de atrair os compradores das
próximas substâncias a serem produzidas.
_Isto
realmente seria a última causa que me levaria a pensar nesta fusão química.
Acredito que Jhason também não aceitaria. A não ser que ele queira partir para
um plano separado do que temos a fazer?
_Concordo
que devemos manter este segredo guardado. Vamos nos preocupar com os galpões.
_Certo.
– alertou Flammer.
_Ao
trabalho!
O GALPÃO
Alguns
tempos mais tarde, após um extenso investimento para conquistarem os galpões,
finalmente o Clube Wingard consegue as regiões pretendidas por Leighland. Uma
área de aproximadamente cento e vinte e cinco hectares se localiza em um bairro
pouco explorado pela política e pelas táticas de seguranças. Embora houvesse
muita movimentação de carros e pessoas em uma rua paralela, a área estava ainda
muito longe das operações governamentais.
Várias
circunstâncias favoreciam a movimentação do tráfico entre os grupos. O mesmo
galpão encontra-se ao lado de um dos principais viadutos da cidade. Por outros
lados encontram-se entradas estreitas e típicas das cidades italianas. Alguma
distância adiante via-se o antigo estádio do Coliseu. A parte inferior, por
onde os carros entravam, era um local de maior vigilância. Vários capangas se
sustentavam sobre armas e rádios comunicadores para se prevenirem de qualquer
ataque.
Este
era o local que Leighand havia sugerido para iniciarem com as vendas. A
estrutura, antes arruinada pela falta de cuidado e toda a área abandonada pelo
governo, foram reformadas e outros espaços foram construídos. Seriam próprios
para a administração interna. Desta forma, o grupo caminhava em direção a
muitas negociações secretas. As máquinas de fabricações especiais, assim como
muitos outros equipamentos bioquímicos, foram transferidas para os depósitos
reformados após a conquista e conforme prometido. Todo espaço foi entregue à
Leighland após se certificarem de que ninguém operava por aquela área. Em pouco
tempo tudo estava pronto.
Por
outra parte Jhason direcionava um dos caminhões de carga média para entrar em
uma garagem interna, estava por inaugurar as vendas. Usava trajes pretos e
equipamentos de comunicação tal como o microfone de ouvido. O aroma de tinta
fresca ainda era notável.
Gesticulando
com as mãos, Jhason acenava contra o retrovisor do motorista. Em sua outra mão
observava-se um rádio comunicador. Era a chegada das primeiras mercadorias.
_Tudo
pronto! – disse Ryan ao sair do veículo.
_Quantos
quilos? – perguntou Jhason.
_Duas
toneladas só para a primeira demanda. – informou enquanto retirava suas luvas
das mãos.
_Vamos
acionar os outros. Temos encomendas a fazer.
_Algumas
drogas deverão ser estocadas nas cartelas, mas não se preocupe, o produto é de
boa qualidade.
No escritório interno do novo galpão Jhason
surge inesperadamente:
_Flammer.
– disse ainda encostado na maçaneta da porta semi-aberta após a entrada de
Ryan.
Ao
lado de Flammer estavam Nycolas e Sebastian Shaw. Elijah e Rajid faziam parte
de outros grupos dos assistentes.
_Finalmente.
– disse aliviado após algum tempo de espera – Estava preocupado, algumas
notícias sobre viaturas nas principais rodovias da Suíça foram alarmantes.
_Fizemos
tudo como ordenado, de fato não encontraríamos narcóticos e êxtase senão pela
Suíça. Um dos laboratórios clandestinos parece ser o único fornecedor de drogas
ilegais para Amsterdã. De sorte, não tivemos problemas com a polícia.
_Magnífico,
em breve conquistaremos toda a área econômica da cidade, realizei novos
investimentos e a rotação financeira se encontra em extrema estabilidade. Neste
intervalo de tempo, consegui a quarta e última conta secreta em um banco de
Zurique.
_E
quanto à Leighland?
_Nos
encontraremos em breve para as próximas negociações. Por enquanto, vamos
comemorar a chegada dos produtos.
O
grupo finalmente atinge o êxito de todo investimento feito na Itália. Um famoso
restaurante de Roma, agora se torna o principal cenário por onde o secreto
Clube Wingard toma as primeiras partidas ao mercado ilegal.
A AMEAÇA
Muitos
dias se passam, o clube operava como desde o início. As vendas atingiam o
apogeu financeiro e tudo caminhava em perfeito plano. Era dia comum na cidade,
a área cada vez mais era conhecida por outros traficantes de drogas que eram
atraídos pelas vendas. No galpão principal Jhason andava acompanhado de
Flammer, trajava um terno social preto, ao seu lado se destacava uma maleta
negra. Ambos caminhavam em direção aos carros estacionados.
_Desde
o princípio, após a transferência das propriedades do clube para minha posse,
tenho pensado em mudar definitivamente o nome do grupo.
_Já
temos conversado sobre isto antes.
_Porém,
as notas contábeis ainda continuam com o antigo nome.
_Embora
a maioria dos investimentos na Itália houvessem surgidos das nossas economias
na Índia, não foi o suficiente para que nossos setores em Dacka e Nova Delhi
fossem extintos.
_Imaginava
que para isto, alguns de nós deveriam estar nestes setores operando.
_Sempre
precisei que todos trabalhassem aqui. Um novo empreendimento requer a reunião
unânime. Porém, estes setores estão reservados para eventuais negociações. A
economia prossegue estagnada.
_Precisamos
definir isto antes que nosso setor principal entre em negociações mais delicadas.
Talvez seja preciso um novo emblema ao grupo, o antigo módulo pode trazer
alguma suspeita, não é de se espantar que Bernard ainda use seu pseudonômio.
_Jhason.
– Flammer para por um instante – Nada mudou, as coisas continuam as mesmas, o
que modificou foram apenas as drogas que se qualificaram, conseguimos a
legalidade de algumas vendas e acrescentamos o teor alucinógeno das drogas
específicas.
_Para
mim, estamos a caminho de uma nova era.
_Iremos
tratar disto em uma eventual reunião, não se preocupe, a propriedade do clube
ainda continua em sua posse. – disse enquanto ativava o alarme do carro ainda
em alguns passos distantes.
Neste
mesmo momento algo parece assustar a dupla, alguns tiros de metralhadora
inesperadamente atravessam o portão principal. Jhason salta desesperadamente
para trás do veículo para se defender. Flammer, ao tomar um tiro de raspão na
perna, cai sem entender o que estava acontecendo. Rastejando em contra posição,
procurava se defender em uma das pilastras. Os tiros eram incessantes, partiam
por todas as áreas, em pouco tempo os reflexos das luzes formadas pelos
orifícios no portão foram invadindo o escuro local interno.
Protegido
pelo carro, Jhason saca seu revólver, talvez a aproximação de algum invasor
poderia transformá-lo em um refém. Embora os tiros houvessem acertado os
vidros, a lateral impedia que Jhason fosse atingido pelo metal mais resistente.
Após quase um minuto de tiroteio, tudo volta ao normal, ambos pelo lado interno
aguardavam por algum sinal, suspiravam ofegantes após o ocorrido.
Alguns
segundos se passam, Jhason finalmente se levanta para conferir a área. Andando
pela beirada, em um espaço próprio para estacionamento de carros, mantinha seu
revólver engatilhado.
Segurava-o
pelas duas mãos e apoiando-lo sobre o peito andava em pegadas lentas. Passaram-se
quase cinco minutos quando o controle remoto para acionar a abertura da porta
finalmente é direcionado ao sensor. Um pouco temeroso Jhason aperta o botão de
abertura. O portão se erguia lentamente. De longe observava-se quatro pernas
vestidas de quatro calças sociais negras à frente das rodas de dois carros
estacionados verticalmente pela entrada.
Em
alguns centímetros depois pela abertura do portão, observava-se ternos, algumas
gravatas e seis armas brutais, sendo duas sustentadas por outros dois membros.
Quando tudo é aberto observava-se, portanto, um dos principais vilões da
cidade, o asqueroso e temível, Vladmir Ron Koney à frente de seus outros
auxiliares.
Jhason
se aproxima, ainda mantinha seu revólver engatilhado:
_O
que estão fazendo aqui? – arriscou ao se aproximar.
_Sou
o vereador Vladmir Ron Koney, tenho más notícias a informar. – quase no mesmo
instante seus auxiliares retira dois galões dos porta-malas e começam a
despejar uma substância química no chão pelo espaço entre os dois traficantes.
Ron
Koney segurava uma metralhadora em contra posição e um papel ao lado.
_Este
é o registro deste galpão, - apresentou-lhe o papel - esperei quando tudo
estivesse pronto para lhe informar sobre isto. Na verdade conseguiu registrar
antes mesmo do governo abandonar esta área. Mantive guardado e, política a
parte, estamos pretendendo invadir esta área o quanto antes e tomar posse de
tudo.
_Fazemos
parte de uma mesma idéia de tráfico. – revelou.
_Nunca
conseguirá um passo adiante.
_Não
seja insolente, como vereador posso conquistar esta área. Este é o pedido para
sua despeja.
O
derramamento da substância seria uma forma de Ron Koney chamar atenção
importunando-los pelo aviso. Em seguida ordena:
_Entregue-o.
– disse ao olhar para um dos auxiliares que estava desprovido dos galões.
Jhason
estranhamente recebe o aviso, tudo parecia confirmar o que o vereador havia
dito. Em seguida, um dos auxiliares lança um isqueiro prateado sobre a poça de
querosene fazendo erguer uma cortina de fogo vertical.
Ron
Koney mantinha seu aspecto bruto, seu rosto surrado o encarava pelo lado de
fora:
_Tem
um prazo de trinta dias para conseguir regularizar este lugar. O que será muito
difícil. – sorriu escarnecendo da notícia.
Por
outro lado Jhason o observava irritado pelo que estava acontecendo. Seus olhos
o direcionava com atenção, apenas via-se um rosto vulgar entre as chamas. Um
novo desafio estava lançado entre os grupos e o Clube Wingard tinha apenas
trinta dias para resolver o assunto.
O CONTATO
No
escritório interno, após tornarem tranqüilos, Jhason explica à Flammer sobre o
aviso:
_Isto
é um insulto. – se irritou – Como conseguiremos registrar esta área, sem dúvida
descobrirão sobre as drogas adulteradas e os narcóticos.
Tomou
uma dose de wisk.
_Devemos
aniquilar este salafrário o mais rápido possível. – disse Flammer.
_Impossível!
Como pode observar, Ron Koney possui armas potentes, não será um oponente
fácil. Além disso, este sujeito disse ser um político na cidade.
_As
notas não contestam, realmente trata-se de um político, é por isto que contém
os registros, mas é estranho não ter avisado sobre isto antes.
_Ron
Koney também confessou pertencer a uma espécie de máfia tal como nosso clube.
_Mesmo
sendo um político?
_Este
foi o motivo pelo que nos ameaçou invadir.
_Não
temos escolha, vamos atacá-lo.
_Talvez
não, precisamos consultar Leighland antes.
Em
outra hora, nas mesas externas de um restaurante comum da cidade, Sebastian
Shaw apreciava um breve refresco enquanto observava a movimentação nos
arredores. Era uma tarde de verão, embora houvesse muito calor, Sebastian Shaw
ainda mantinha-se vestido por uma blusa social de mangas compridas.
Inesperadamente alguém se aproxima:
_Boa
tarde. – cumprimentou enquanto retirava seu óculos escuros – Posso assentar?
_Claro,
fique a vontade.
Uma
jovem mulher vestia-se atraente por um suéter branco decotado que unindo-se ao
vestido bege combinava à outros detalhes ao longo do corpo tal como a pulseira
e o colar.
_Sou
jornalista, meu nome é Emma Frost, preciso de um minuto da sua atenção para me
responder algumas perguntas.
_Sem
problemas.
_Qual
é o seu nome?
_Sebastian
Shaw.
_Ofício?
_Vendas
secretas.
_Qual
tipo de produto? – questionava enquanto anotava os dados na agenda posta ao lado.
_Drogas,
sedativos, alucinógenos, narcóticos e outros.
_Utiliza
transportes?
_Sim.
_Qual
tipo.
_Veículos
de categoria média.
_É
natural da Itália?
_Não.
_Habita
o país?
_Sim.
_É
casado?
_Não.
_Possui
parentescos em seu trabalho?
_Sim.
_Tipo
de sangue?
_O
quê? – estranhou.
_Drogas
disponíveis neste instante?
Sebastian
Shaw observava enquanto a jornalista parecia escrever sobre a agenda.
_O
que diabos está falando? – pegou a agenda em seguida.
_Não
está escrevendo nada. – se irritou.
Alguns
segundos se passam, Emma o observa e vai direto ao assunto:
_Tudo
bem, talvez esteja imaginando que eu seja alguma investigadora. Sei que é um
vendedor de drogas ilegais, preciso de um êxtase com urgência.
_Como
sabe disso?
_Tenho
comprado algumas pílulas em seu depósito secreto antes.
_Pegou-me
de surpresa. - disse enquanto retirava uma cartela do bolso – Ótimo disfarce,
podemos ser vistos. – entregou-lhe.
_Pensei
que fosse jornalista, tem estilo para isto.
_Eu
sou jornalista.
_E
porque vai consumir estes estimulantes?
_Adrenalina,
preciso de mais empolgação para realizar as próximas notícias.
_Quero
que não diga nada a respeito.
_Não
se preocupe, conheço pessoas traficantes do mesmo tipo de vendas, mas suas
drogas parecem ser mais interessantes. Tome meu cartão, qualquer coisa, entre
em contato. – se despediu.
O PLANO
Era
noite, o grupo se reunia na mansão de Leighland após alguns dias da ameaça de
Ron Koney. Um olhar preocupante se destacava pela face de Flammer. O discurso é
iniciado:
_Como
sabem, estamos frente à uma grande ameaça. O vereador Ron Koney é o nosso
principal adversário nessa etapa, nos propôs o registro de toda área
conquistada no prazo de trinta dias. Ainda não tenho idéia de como teremos
estes registros em mãos. Por outro lado não podemos nos envolver em acordos
políticos. A não ser que haja algum outro político que se associe ao nosso
grupo, o que realmente será muito difícil.
_Parece
que um contra-ataque não será uma boa alternativa, precisamos elaborar algum
plano específico. – prosseguiu - Caso contrário, nossos dias de trabalho, assim
como nossos equipamentos, serão todos perdidos.
_Não
devemos nos precipitar, ainda que o prazo se esgote devemos enfrentar Ron Koney
e defender nossa área. – disse um dos componentes do grupo.
_Isto
seria em vão, após o conflito não conseguiremos nos manter por muito tempo,
para isto teríamos que conquistar uma área própria como no antigo setor.
Uma
discussão se dissolvia entre os membros. Jhason ainda permanecia em silêncio,
para ele apenas uma causa os conduziria a uma saída perfeita.
_Eu
tenho uma sugestão, – o grupo lhe observa - nos infiltraremos na política sem
sermos percebidos.
_O
que está dizendo? – irritou Flammer.
_Algum
de nós se apresenta como suposto candidato à político!
Um
súbito silêncio dominou o ambiente. Jhason continua:
_Assim
enfrentaremos Ron Koney pela mesma moeda.
_Seria
melhor se encontrássemos algum político ou advogado para suborná-lo. – comentou
Sebastian Shaw.
_Ainda
que tenham vários, não existem políticos desonestos nestas cidades. – disse
Leighland – Seria perca de tempo e dinheiro que, ao contrário de suborno, seria
o bastante para entrarmos na política em secreto.
_Em
todos os casos o dinheiro nunca será tanto para compensar o que podemos
recuperar em nosso ataque. - Flammer interrompe.
Novamente
surge um súbito silêncio, mas antes de alguém se convergir do assunto uma voz
se sobressai:
_Neste
caso eu me ofereço a candidatura.
Nycolas
declara. O grupo o observa.
_O
modo mais fácil de superar a área em relação ao direito político dos invasores
é entrarmos no governo.
_Clonaremos
um documento de dados de algum político afastado e nos infiltrarmos no governo.
– continuou.
_Era
sobre exatamente isto que eu estava falando. – interferiu Jhason – Se
conseguirmos esta proeza, aceito a idéia de Leighland a respeito da
pedra-Jaspe.
_Sendo
possível ser absorvida e sendo possível seu poder mental, conseguirei induzir
um de nós à política interna sem muito esforço. Caso contrário, não teríamos
nenhuma chance.
_Como
disse, há possibilidade, - Henrry confirma - existem equipamentos específicos
em meu laboratório. Após a absorção, certamente produzirá efeitos maiores e
talvez desconhecidos.
_Seria
um plano perfeito, - disse Flammer – mas não podemos esquecer que para surtir a
influência mental, precisaríamos de outras pedras de cristais neutros para
entrarem em contato com a energia da pedra-Jaspe.
_Isto
não será problema, - disse Sebastian Shaw – novas negociações com Ganiev, o
joalheiro, pode nos levar à uma grande venda de cristais de quartzo e
diamantes.
Uma
nova sugestão estava em plano. A absorção da pedra-Jaspe parecia ser a única
alternativa para Jhason, quando nada obstante, a infiltração no governo surgia
como nova hipótese. Porém, somente a combinação com outros cristais neutros
poderia produzir o principal efeito da pedra Jaspe, ou seja, a influência
mental.
Ganiev,
um empresário russo, que opera na Índia, possui uma das maiores linhas de
pedras-preciosas, o Radiance. Surge assim como o principal elemento para
execução do plano.
_Antes
de tudo precisaríamos de documentos ou atestados governamentais, sem os quais
não podemos operar.
_Sem
dúvidas. – disse Nycolas - Se conseguirmos os documentos, como dito, me
disponho a candidato político e se de fato nos infiltrarmos no governo, então
Jhason aceita a absorção.
_Conheço
alguém que pode nos ajudar com estes documentos. – disse Sebastian Shaw.
_Temos
pouco tempo, quero que estes documentos sejam obtidos. – ordenou Flammer.
O CHAMADO
Um temível plano está para ser executado,
documentos secretos deverão ser procurados e o tempo parece curto para todo
trabalho.
Em
outra hora Jhason discutia pelas partes internas do laboratório secreto onde ao
seu lado estava Henrry Leighland. O assunto comentado seria sobre a absorção da
pedra-Jaspe. Algumas máquinas de fusão nuclear foram sendo apresentadas pelo
cientista:
_Esta
é a máquina que será responsável pela transfusão do gás após a sublimação.
_Acha
mesmo que após a absorção terei poder ainda para manipular a energia pela
influência mental?
_Não
tenha dúvidas Jhason, substâncias altamente rigorosas já foram adaptadas nesta
máquina. Isto significa que a pedra-Jaspe continuará com seu mesmo poder e
talvez ainda maior. Seria como esconder seu anel por debaixo do seu casaco,
porém após a absorção, a pedra estará escondida em sua mente.
_Me
recordo de ter ouvido-lo dizer sobre o tempo limitado em que a pedra-Jaspe
permanecerá em minha mente. Não queria perder esta energia após a experiência.
_De
fato esta pedra terá duração indeterminada em sua mente, não se sabe quando seu
poder se tornará inoperante. Contudo, não temos escolhas, estamos diante de uma
grave ameaça, temos que agir o quanto antes.
_Vamos esperar primeiro para nos certificar
da infiltração de Nycolas no governo.
Passaram-se
alguns dias após a última reunião. Era dia de clima árido, uma manhã de vinte e
três graus centígrados, céu nublado, véspera de feriado. Ainda em seu aposento,
na mesma mansão onde ocorreu as primeira experiências com as drogas a serem
distribuídas, Sebastian Shaw realiza uma ligação:
_Senhorita
Frost?
_Sim,
quem fala?
_Sebastian
Shaw.
_Desculpe
senhor Shaw, mas no momento estou muito ocupada. – disse enquanto organizava
alguns papéis sobre uma mesa de escritório – Se for sobre as drogas, estou
precisando de alguns sedativos. Ando muito agitada ultimamente.
_Não
é sobre as drogas, preciso que me ajude com alguns tramites. Como jornalista
talvez consiga o que pretendo obter. Estarei esperando no mesmo restaurante de
sempre.
_Tudo
bem, não se esqueça do frasco do sedativo.
Minutos
mais tarde ambos se reencontram no mesmo restaurante onde anteriormente havia
sido feito uma das primeiras vendas no local.
_Olá.
– disse Emma se aproximando.
Naquele
momento seu sorriso exibia charme através do seu batom vermelho. Estava
perfeitamente vestida. Seu cabelo loiro era bastante atraente, assentou em
seguida após ser recebida cordialmente por Sebastian Shaw.
_Acomode-se.
Embora
houvesse pouca claridade do sol naquela manhã, Emma preferiu manter seu óculos
escuro de lentes marrom. Na mesma mesa onde se assentavam, um guarda-sombras
mantinha a combinação de toda decoração.
Um
ambiente muito agradável ainda estava pouco movimentado.
_Tenho
algo urgente, um tramite a ser procurado e sei que pode me ajudar. – disse
discretamente por um tom de voz aguda.
_Talvez
sim. – estranhou.
Sebastian
Shaw se reclina novamente pelo seu assento ajustando seu blazer.
_É
a respeito de cópias de documentos de identidade. – desabafou.
_Como!
– forçou um argiloso sorriso após certo suspense - Pensei que fosse algo mais
grave. Encontrou a pessoa certa!
_Tem
certeza?
_Posso
conseguir estes documentos em pouco tempo.
_A
cópia não será um documento qualquer, preciso que encontre pessoas com dados
originais, especificamente políticos.
_Documentos
pessoais custam uma fortuna. – alertou.
_Pago
qualquer preço, mas preciso que encontre algum político. Será que isto seria
possível?
Retirou
uma maleta contendo alguns maços de dinheiro.
_É
possível. Tenho uma credencial que me permite investigar estes tipos de
documentos. Meu trabalho jornalístico também é um pouco investigativo, assim,
posso conseguir acessar documentos de pessoas detidas, falecidas ou que
abandonaram seus cargos por razões desconhecidas, dívidas, ameaças eu não sei,
mas posso acessar estes documentos como se fosse uma suposta investigação.
_Então
esta será a recompensa inicial. – colocou um maço de dinheiro na mesa ao
retirar da pasta – Se tudo der certo, então multiplicaremos este dinheiro,
correto?
Por
certo momento Emma sentiu um pouco tensa, a proposta era quase irrecusável, mas
um trabalho bastante minucioso deveria ser feito no departamento de
investigação.
_Tudo
bem, farei o possível para encontrar este político.
_Nos
encontraremos em breve. – despediu-se.
Agora
Sebastian Shaw aguarda apenas para que o resultado das buscas seja favorável ao
preeminente plano. O coincidente encontro com a jornalista Emma Frost seria
definitivamente o único motivo para que a pedra-Jaspe fosse absorvida por
Jhason. Tal plano levará assim uma influência mental jamais vista na Itália e
cujo apoio do governo será direcionado ao futuro candidato político.
O CANDIDATO
No
depósito interno do galpão principal alguns membros do grupo aguardavam a vinda
do restante. Um novo encontro estava marcado ainda para aquela noite, havia se
passado quinze dias desde a ameaça de Ron Koney e uma nova decisão deveria ser
tomada. Enquanto permanecia no escritório, acompanhado de Elijah e Ryan que
foram direcionados ao serviço de transportes de drogas por um dos caminhões
cargueiros, Flammer prensava uma pílula retirada de um dos frascos mais caros
do estoque a fim de consumi-la pela narina.
_Isto
nos manterá acordados nesta noite. – disse ao inserir a primeira porção.
_Tome.
- disse em tom ofegante – Contém pequena substância de morfina. – entregou-lhe
um pequeno canudo prateado.
Um
dos componentes toma em seguida, mas Flammer reclama.
_Parece
que temos apenas notícias ruins. – disse enquanto observava o monitor que
emitiam as imagens externas do galpão – Se de fato, for hoje o dia em que o
grupo de Ron Koney nos atacará como nos informou Ryan, então faremos plantão
até pela manhã.
_Ron
koney disse trinta dias hoje a soma não ultrapassa quinze dias?
_Todo
cuidado é pouco, talvez venham nos afrontar.
No
mesmo instante alguém abre a porta, era Rajid, estava de vigia pelo portão de
entrada da garagem.
_Flammer,
chegaram!
Em
seguida se aproximam Jhason e Sebastian Shaw, vinham das vendas de drogas
particulares.
_Como
foram as vendas?
_Perfeito,
- disse Jhason ao lançar um maço de dinheiro sobre a mesa – algumas pessoas
ainda procuram tarjas maiores.
_Demoraram
mais tempo que Elijah, têm alguma notícia?
_Consegui
o primeiro passo para suplantarmos o cargo político no governo italiano. –
revelou Sebastian.
_As
cópias dos documentos necessários estão nesta pasta. – ergueu a pasta após
apoiá-la sobre a mesa.
As
travas da mala são cuidadosamente abertas, alguns segundos de suspense se
passam. Os papéis são finalmente revelados e todos observavam atônitos.
_Porque
não nos revelou antes, estava quase evacuando a área de todo galpão para não
sofrermos com os prejuízos internos. Porém agora, com estas cópias em mãos,
permaneceremos até o fim do mês.
_Preferi
até quando tudo estivesse pronto.
Em
seguida chamou por um tom de voz alto:
_Senhorita
Frost.
Aproximou-se
dos fundos.
_Entre,
por favor.
Esperou
até que ela se aproximasse.
_Seja
bem-vinda. – estendeu-lhe a mão tomando-la cuidadosamente pelas pontas dos
dedos entre os quais havia um que se destacava por um precioso anel ametista.
_Este
é Flammer. – apresentou-lhe.
_Emma
Frost. – estendeu a mão cordialmente.
Flammer
a recebe através de um ósculo na mão. Além da suspeita de que Emma Frost também
estivesse cooperado com o fabuloso plano, Flammer observava sua beleza a parte.
_Como
disse, contratei esta pessoa para conseguir informações e documentos políticos.
– entregou a pequena pasta negra em cujo interior armazenavam-se os documentos
políticos.
_Estes
são os registros oficiais de um político ex-corrupto que agia especificamente
em uma era remota e precária da política italiana. Após revogar sua causa se
justificando dos seus antigos atos, realizou alguns empreendimentos dignos ao
cargo de um político honorário, candidatou-se uma vez à um cargo superior. Porém
se refugiou misteriosamente deixando apenas o seu registro de identidade, que
até hoje permanece ativo, pelo menos no banco de custódia de Frankfurt.
Um
registro era destacado:
_Seu
nome é Donald Pierce. – concluiu.
Flammer
admira impressionado, o plano dava sua continuidade.
_Nycolas
estudará o caso. – entregou-lhe a mala.
_Nossa
incrível companheira também é uma jornalista, tratou em conseguir este
documento.
_Para
conseguir a usurpação completa, deverá usar disfarces ao se assemelhar a nossa
vítima. – disse Emma ao lhe apresentar uma pequena fotografia em preto e
branco.
_Isto
não será muito difícil. Nycolas apresenta traços faciais similares. – concluiu.
_Então
nosso próximo passo será a candidatura. De acordo com alguns estudos
particulares, temos pouco menos que um ano até as eleições.
_Isto
é mais que suficiente para Ron Koney invadir nossa área. – comentou Jhason.
_Contudo,
o troco será dado pela mesma moeda.
_Devemos
atacá-los. Assim talvez nosso grupo sofra menos prejuízo. – disse Jhason ao
mesmo tempo em que se preocupava devido o fato de ter que absorver a pedra-Jaspe
após a infiltração de Nycolas no governo.
_Como
disse, isto será em vão, sendo Ron Koney um vereador, conseqüentemente atrairá
a política para nossos negócios. Este é o único motivo que o torna ofensivo,
mas basta esperarmos até que tudo seja feito.
_De
acordo com seus estudos, como é feito a seleção dos candidatos? – perguntou
Sebastian Shaw.
_Vários
políticos são candidatos e pelo que tenho visto, Donald Pierce será ideal para
o cargo de senador. – Emma explica - Após a seleção de alguns, ocorre a faze
final entre dois, onde finalmente os eleitos são votados.
_Posso
fazer a ficha completa de Donald Pierce, incluí-lo na lista dos principais
candidatos e como jornalista ainda consigo favorecer os votos manipulando-os
para chegar até a próxima fase, mas preciso que o pagamento seja feito
antecipadamente.
_Não
se preocupe, faça todo o esquema. Me informe apenas quando for necessário. Temos
ainda muito tempo até as eleições.
_À
medida que for prosseguindo com o plano, lhe darei recompensas. – garantiu
Jhason.
_Sebastian
Shaw, por favor, faça companhia à senhorita Frost até a saída, tenho um assunto
em particular a tratar com Jhason e o grupo.
_Prazer
em conhecê-la. – despediu-se.
Sebastian
se retira a fim de levar Emma seguramente ao seu lar. No depósito do clube
ainda permaneciam Jhason e o restante, discutiam sobre a produção de novos
produtos. Flammer com um olhar austero introduz:
_Como
disse novas experiências foram feitas no laboratório de Leighland. Como
negociado anteriormente, teremos substâncias gaseificadas que serão
introduzidas nas próximas linhas de estoques.
_Isto
será bastante útil para uma produção de escala progressiva. – comentou Jhason.
_Lembre-se
que temos pouco tempo até esgotar o prazo, vamos esperar pelas eleições até o
confinamento desta produção.
_Soube
que nossa máquina de fusão nuclear é adaptável ao difusor do laboratório.
_Esta
máquina possui tensão de duzentos volts para uma potência de até oitocentos
watts é adaptável em qualquer máquina.
_Tenho
remorso em saber que estas máquinas permanecerão durante este tempo sem uso. –
irritou Jhason – Não temos como negociar, Ron Koney não permitirá que a
produção seja executada.
_Obviamente
vamos transferir estas máquinas antes de sermos despejados.
_Leighland
gastou muito para trazê-las, além disso, esperou por este momento para pensar
na hipótese de que seu laboratório venha ser vendido.
_Podemos
alugar algum galpão.
_Seria
uma boa saída, mas temos que fazer todo investimento possível para a campanha
eleitoral.
_Nos
manteremos ativos contra o grupo de Ron Koney, qualquer movimentação brusca,
então o apanharemos na emboscada.
_E
quanto a próxima produção? – perguntou Jhason.
_Leighland
negociará o remédio cardiovascular com a entidade responsável pela saúde do
estado de Roma a fim de convencê-los dos efeitos incluídos na nova substância
gaseificada. Para ele será um plano bastante minucioso, mas prefiro não
interferir neste assunto. É difícil assumir algumas das minhas propriedades
pessoais, ainda mais quando se trata de autenticidade. Talvez Leighland consiga
aprovação desta entidade e conseqüentemente, sua própria autenticidade.
_Esta
substância não passa de mais uma insignificante fórmula. – se desviou Jhason -
Em breve estarão desenvolvendo novos recursos para aperfeiçoar a invenção, de
tal forma que também não me comoverei a se unir às futuras amostras de
Leighland.
_Por
outro lado gostaria de comunicá-lo a respeito de algumas entregas a serem
feitas à Suíça. O mesmo proprietário do laboratório clandestino soube de algumas
fórmulas adicionadas no cloridato.
_Prefiro
permanecer no galpão até o último momento.
_Tenha
calma, esta viajem não custará muito tempo. – consolou-o ao apoiar sua mão sobre
seu ombro.
_Acompanharei
tudo de perto, quero estar pronto a qualquer ataque.
Jhason
mantinha sua preocupação, apoiando-se sobre a mesa, demonstrava-se cansado. Por
um lado, a idéia de infiltrarem na política seria uma grande missão. Isto
evitaria um terrível conflito contra o grupo de Ron Koney e seria até mesmo um
modo de salvarem a economia do clube.
Na
porta de entrada da casa da jornalista, Sebastian Shaw estaciona seu carro a
fim de se despedir de Emma.
_Seja
bem-vinda ao clube. – ergueu a mão em sinal de despedida.
_Precisarei
de algo para a próxima missão.
_O
quê, por exemplo?
_Remédio
para urinar.
_Tem
certeza? - estranhou.
_Sim,
o mais eficaz.
_Tudo
bem, farei tudo que pedir, mas preciso que me passe todas as informações
necessárias.
_Até
logo. – despediu.
A INFILTRAÇÃO
Admirando as luxuosas butiques, Emma
aguardava pelo sinal de trânsito, era tarde do dia, uma temperatura estável
conservava todo ambiente com umidade relativa em Roma, contudo, seu
ar-condicionado realizava a circulação interna. No final da rua encontrou a
Piazza Venezia, dominada pelo Altare della Pátria. Parecia estar com hora
marcada, olhava sucessivamente para os ponteiros do relógio embutido no painel
de controle do carro sempre quando estacionava em algum sinal de trânsito.
Após
algum tempo, Emma percorre a Via dei Fori Imperiali, estacionou em uma vaga
adjacente ao Fórum, realizou o último retoque do batom, tomou alguns documentos
importantes, desceu repentinamente. Estava mesmo de hora marcada.
Nas
camadas internas da corte romana, no palácio principal do Fórum, Emma Frost se
aproximava pelos corredores de acesso ao gabinete do principal governante. Este
era Vincent, o magistrado político que administrava o estado em seu domínio. Foi
comunicado antecipadamente sobre a visita que tratava-se de uma suposta
entrevista.
_Tenho
uma consulta marcada com o senhor Vincent. – disse ao demonstrar sua credencial
para um dos soldados que permanecia sobre a entrada da principal porta de
acesso ao corredor na área administrativa.
O
soldado se uniformizava por uma roupa tradicional de cor verde musgo em
contrastes ofuscados, detalhes vermelhos pelas bordas dos ombros e detalhes
dourados ao longo da cintura, tal como o brasão contendo o emblema de Roma no
lado esquerdo. Sustentava uma longa espingarda, usava um capacete lustrado que
se fixava pela aba ao contorno do maxilar. Olhando-a atentamente, permitiu a
entrada. Em seguida Emma passa pelas duas grandes portas de vidros. As
pilastras ornamentadas, assim como as estátuas dos antigos imperadores pela
parte interna, denotavam a real impressão de estar nos antigos tempos.
Antes
do acesso aos gabinetes, havia uma espécie de recepção. Um setor bastante
movimentado era protegido por dois agentes do governo pelo lado de fora e uma
recepcionista pelo lado interno. Vestidos de terno e gravata, um destes
interrompe Emma antes de entrar.
_Documentos,
por favor.
Uma
breve análise foi feita, tudo estava correto. Seus objetos tal como a bolsa
foram inspecionados naquele mesmo momento. A movimentação no corredor era
relativa, pessoas andavam apressadamente carregando papéis. Emma finalmente
entra no gabinete após alguns toques na porta.
_Senhorita
Frost. – recebeu sua visita com certa satisfação – Seja bem-vinda! –
levantou-se em seguida.
_Governador
Vincent. – cumprimentou após erguer a mão.
_Tenho
ouvido falar de muitas notícias interessantes vindas de suas publicações. –
disse enquanto se acomodava em sua cadeira – Confesso que tem sido um excelente
trabalho.
_Muitas
entrevistas foram importantes para minha promoção no jornal, tenho recebido
propostas de outras empresas.
_Talvez
seja uma grande vantagem, desde que não se afaste dos nossos assuntos já
tratados.
_Este
é um dos motivos pelo que tenho negado as propostas, algumas destas empresas
fazem parte de países exteriores tal como Alemanha.
_Não
gostaria de saber sobre seu prestigioso trabalho sendo executado em Alemanha.
_Antes
de tudo, porém, preciso terminar este fatídico trabalho.
_Era
sobre isto que queria saber. O que realmente me faz a honra de sua visita?
_O
assunto é sobre a campanha política e seus candidatos.
_Ótimo,
uma entrevista com o governador Vincent lhe renderá lugar na capa principal. –
sorriu contente em saber sobre o assunto.
_Bom,
na verdade trouxe uma ficha e algum questionário. – colocou sua pasta sobre a
mesa.
Propositalmente
Emma foliava as folhas por dentro, que eram escondidas pela abertura da segunda
lateral da pasta. Aquela atitude parecia um pouco estranha, uma foliação era
feita a fim de fazer Vincent pensar em alguma coisa dinâmica para mudar a
tensão daquele momento de muito suspense. Apoiando o dedo sobre o maxilar,
Vincent olhava apreensivo. Alguns segundos se passam e finalmente um pedido foi
feito:
_É,
- interrompeu – senhorita Frost?
A
jornalista reclina o rosto um pouco obstruído pela parte lateral da pasta e o
observava atenta ainda em silêncio.
_Desejaria
um copo de café?
_Ah
sim, obrigado.
Retornou
a procura da folha, que na verdade já havia sido identificada. Rapidamente o
governador comunica pelo telefone:
_Por
favor, quero duas xícaras de café em meu setor.
_Quero
sem açúcar. – Emma interrompe.
_Uma
xícara sem açúcar.
Aquele
realmente era o propósito de Emma, conseguiu demonstrar sua satisfação ao
fechar a pasta logo em seguida após receber a oferta de Vincent que era
compatível ao seu desejo.
_Aqui
está. – sorriu forçadamente como se realmente tivesse perdido a ordem das
folhas – Preencha esta ficha, por favor. – entregou-lhe.
Alguns
segundos se passam, Emma começa a apalpar os bolsos, em seguida se assusta.
_Desculpe
senhor Vincent, parece que deixei minha chave do carro na recepção. – levantou
assustada.
_Se
me permite?
_Sim,
claro. – por um instante desviou seu olhar para permiti-la enquanto lia o
artigo contendo algumas normas e parágrafos.
Emma
saía às pressas, parecia de fato ter perdido sua chave do carro. Algumas
pessoas transitavam pelos corredores naquele mesmo momento. Emma tentava
identificar alguma coisa, talvez fosse o agente da recepção. De repente avistou
o garçom que serviria o café à Vincent. Ao se aproximar foi interrompido por um
chamado. Ambos estavam ainda um pouco distante da porta de entrada do gabinete.
_Por
favor! – o garçom atende.
_Parece
que este é o café solicitado do governador Vincent?
_Sim,
senhora.
_Eu
estou ao lado de Vincent em visita no gabinete, meu café solicitado é sem
açúcar. – apontou o dedo invariavelmente demonstrando sua dúvida em relação a
xícara certa.
Mantinha
a expectativa de que o garçom lhe mostrasse.
_É
este aqui senhorita. – informou.
_Obrigada!
– despediu.
Em
seguida malevolamente Emma retira um pequeno objeto do bolso, tratava de um
pequeno frasco branco, sem informações e pontiagudo que sendo apertado, ejetava
pequenas gotas. Desta mesma forma, Emma inseria algumas gotas na xícara de
café. Logo após o feito, virou-se para trás repentinamente. Caminhado
apressadamente o chamou antes de entrar na sala:
_Garçom!
– este se vira para trás um pouco antes de entrar.
Emma
se aproxima.
_Este
está com açúcar. – suspirou
_Desculpe
senhorita. – corrigiu ao lhe entregar a outra xícara.
O
primeiro passo do plano estava feito.
Alguns
minutos se passam e novamente Emma se reencontra com o governador.
_Conseguiu
as chaves?
_Sim,
estão aqui. – exibiu.
_Desculpe
senhorita Frost, mas a segunda parte da ficha terá que ser feita
necessariamente pelos dados de algum candidato político?
_Sim,
senhor.
_Na
verdade não conheço muito bem sobre estes candidatos, meu dever é selecionar
dois entre estes para a fase final. Mas tudo bem, vou conferir entre estas
pastas o registro de algum candidato.
Levantou-se
em direção à um porta-arquivo ao lado e em seguida abriu uma das gavetas
utilizando uma de suas chaves de cadeado.
_Aqui
está. – disse ao lhe exibir uma das pastas.
Ao
se assentar novamente, algo estranho ocorre com o governador. Uma sensação
instantânea começou a incomodá-lo, tocou intuitivamente as mãos sobre o busto e
a barriga. De modo assustado revela:
_Desculpe
senhorita Frost! – disse através de uma voz rouca e afobada.
_O
que houve governador?
_Acho
que tenho que ir ao banheiro. – levantou rapidamente, parecia ser um súbito
desejo de urinar.
Esperando
pelo melhor momento da saída do governador, Emma se levanta após tomar um dos
documentos dentro da pasta. Observando atentamente os dados de Donald Pierce,
colocou entre os outros registros dos políticos candidatos pré-escolhidos. A
segunda parte do plano estava feita. Algum tempo mais tarde, Vincent retorna:
_Vamos
continuar.
_Está
tudo bem?
_Sim,
foi apenas um mal-estar.
A
entrevista prosseguia como dissimulado pela jornalista Frost, que até agora,
mais parecia ser um recém membro do clube Wingard. Os dados do misterioso
Donald Pierce é infiltrado estrategicamente entre os principais candidatos à
senador. Se não fosse por isto, talvez seria impossível incluí-lo na lista. As
exigências, as regras e até mesmo as investigações não permitiriam que muitos
passassem por aquela fase. Porém Emma, usando uma extraordinária façanha,
consegue prosseguir com o esquema e uma prometida recompensa estava a sua
espera.
FIM DO PRAZO
Alguns
dias mais tarde finalmente uma notícia comprova a missão de Emma Frost no Fórum
romano. Lançando o jornal sobre a mesa Sebastian Shaw ressalta:
_Congratulações
de seu fidedigno e suposto secretário público, meu caro Donald Pierce. – disse
contagiante à Nycolas que o observava assentado.
O
nome de Donald Pierce estava na lista dos candidatos a passarem pela próxima
fase onde somente dois seriam escolhidos pela enquête e pelo plenário.
_Perfeito.
Quero todo plano em execução, de acordo com que foi estudado, temos poucos
meses até a seleção dos dois principais.
Quase
que no mesmo instante um telefonema surgia pelo aparelho de Flammer.
_Sim!
– atendeu.
_Tenho
um presentinho que combina muito com sua cara.
_Do
que está falando.
Uma
voz saia sorrateira pelo fone.
_Quem
é, responda? – urrou.
_Espero
que algum dos seus monitores responda por mim.
Flammer
instintivamente pressiona uma das teclas do painel de monitoração interna
ativando o zoom de uma das câmeras do galpão de mercadorias.
_O
que é isto?
_Surpresa!
– dava gargalhadas enquanto acenava contra a câmera.
Uma
cortina de chama era produzida rente a um dos depósitos de drogas.
_O
que diabos está fazendo?
_Fim
do prazo Flammer, esta área é nossa!
_Será
aniquilado!
_Não
tem saída, está cercado.
Flammer
observava pelos monitores as câmeras externas, havia um cerco para invadir o
território. O telefone é desligado, em seguida ativou Ryah na segunda cabine.
_Ryan
rápido, temos companhia. Vladmir Ron Koney invadiu um de nossos depósitos,
estamos cercados, vamos fugir.
Ryan,
Elijah e os capangas iniciam o tiroteio pela parte de cima usando
metralhadoras. Alguns invasores entravam pelas tubulações superiores do canto
direito, um dos capangas atirava contra a lateral metálica impedindo que
avançassem.
_Acione
os carros, vamos fugir. - ordenou Sebastian Shaw que vinha acompanhado de dois
guarda-costas.
Ambos
se apressam pela garagem, Rajid acompanhava logo em seguida pela mesma parte em
um carro diferente. Jhason Wingard recebia a informação quando estava para
chegar de uma missão.
_Convirja
o carro, estamos cercados! – o informou um pouco antes da entrada.
Um
tiroteio formou pela parte externa, as metralhadoras foram causando estilhaços
pelas laterais dos carros que fugiam do galpão. Os grupos se dividem, uma
perseguição era feita pelo carro de Rajid que dirigia ao lado de quatro
capangas. Conseguiu atrair os oponentes percorrendo a via dei Fori Imperiali e
encontrando-se em frente ao espetáculo único do Coliseu.
Inevitavelmente
o carro é danificado pelos tiros. Uma forte derrapada é feita antes da entrada
principal ao estádio. Rajid foge. Por outro lado Sebastian Shaw fugia pelas
ruas estreitas também rumo ao Coliseu. Ryan e Elijah eliminam os invasores, mas
fogem ao saber da invasão vinda por outro galpão. Sebastian Shaw fica sem saída
em uma das ruas, iniciou a fuga por lugares secretos entre as ruínas adjacentes
ao grande Coliseu.
Enquanto
corria era atacado por tiros. Sebastian Shaw tentava se defender de algumas
pilastras ainda dentro de um jardim romano próximo às ruínas. Uma luta
corpo-a-corpo era feita ao perder uma metralhadora. Enquanto isso, Flammer
revidava alguns tiros contra o próprio Ron Koney, o carro sofre um forte
impacto em uma coluna seguindo ao Coliseu. Instintivamente abandona o veículo.
No
saguão do estádio um tiroteio se formou quando Ron Koney os seguia escondido.
Algumas estátuas de imperadores foram sendo destruídas enquanto Flammer fugia
acompanhado de seus capangas. Jhason, avisado do ocorrido, surgiu para
defendê-lo, mas saltou para trás de uma coluna ao se proteger dos tiros. Alguns
oponentes eram eliminados, o conflito se estendeu por toda aquela região. No
jardim romano Sebastian Shaw finalmente atinge seu último oponente que caiu
subitamente na água central, fugiu através de outro carro.
No
Coliseu finalmente Jhason se encontra com Flammer:
_Soube
que perdeu o carro!
_Jhason.
_Por
aqui! – ambos fogem.
Por
último restou Rajid que também conseguiu fugir após um rápido conflito pela
arquibancada. Infelizmente o prazo tinha terminado e o clube Wingard ainda
estava em fase de desenvolvimento do plano. Algumas horas se passam, todos se
reuniam na mansão de Leighland. Em pouco tempo Rajid surge com outros
assistentes.
_Finalmente!
– aliviou Flammer – Estava aguardando apenas sua chegada para revelar algumas
informações ao grupo, serviu-lhe uma taça em seguida.
Ainda
preocupado com a fuga, Flammer andava em silêncio em um determinado canto da
sala onde se reuniam. Segurava uma taça de bebida servida não somente para
brindar a fuga, mas também para se refrescar da agitação. Pensava sobre como
seriam as coisas após o conflito enquanto aguardava pela vinda do último
fugitivo.
_Infelizmente
tivemos que abandonar os galpões, porém gostaria de informar que o esquema de
infiltração política prossegue como planejado.
Nycolas
se sobressai:
_Como
previsto Emma Frost conseguiu me incluir na lista de políticos candidatos à
próxima fase eleitoral. A partir de hoje me chamem de Donald Pierce!
Ergueu
a taça em sinal de brinde.
_Salve.
– disse Jhason Wingard.
_E
a respeito dos galpões. – comentou Sebastian Shaw.
_Como
disse, muitas armas foram procuradas ao longo dos tempos. Não foi em vão que
nosso grupo conseguiu escapar com sucesso, na verdade teríamos chances de
acabar com Ron Koney até mesmo por uma arma de destruição em massa, tal como
analisada no Oriente Médio. Mas prefiro deixar tudo como está até o momento
final, onde concluiremos com nosso plano.
_No
entanto, - prosseguiu após um gole – precisaremos entrar em contatos com o
joalheiro Ganiev o quanto antes. Os cristais deverão ser vendidos por todas as
partes de Roma para que o último passo do plano seja feito, ou seja, a
manipulação mental de Jhason pela aproximação com outros cristais neutros tal
como o quartzo.
_Devemos
nos preocupar primeiro com a campanha eleitoral.
_Quanto
a isso, não nos preocupemos, Emma estará incumbida em um perfeito plano. Vamos
apenas aguardar pelos resultados.
O ACORDO
Em
outro setor da mansão de Leighland algo parecia dar continuidade ao assunto
tratado naquela mesma manhã. Uma chamada interurbana era realizada à
Bangladesh, o destinatário era Wald Ganiev, um dos mais afamados joalheiros do
seu empreendimento funcional na Índia.
Possui joalherias em Nova Delhi, trabalha algumas vezes com exploração de
pedras-preciosas e negociações exteriores através de distribuidoras de jóias.
Ganiev
teria sido um dos primeiros negociantes de Flammer no início de suas
negociações com a empresa quando o clube havia saído em busca por
pedras-preciosas. Após alguns toques de telefone o destinatário finalmente
atende:
_Radiance
Line, gabinete presidencial, Wald Ganiev, em que posso ser útil?
_Sou
Flammer, um antigo negociante de Bangladesh e dos diamantes provenientes de
Sylhet.
_Sim,
meu notório Flammer. Na verdade, passaram-se alguns anos após nosso primeiro
acordo.
_De
fato sim, porém, tenho novos negócios a propor. Para isto preciso que faça uma
viajem à Roma, com urgência.
_Talvez
isto venha a se atrasar um pouco, tenho discutido sobre o lançamento de uma
jóia da linha Cartier na Rússia. Após a definição da pedra-preciosa a ser
confeccionada nos artigos, estarei a caminho. Isto deve demorar em torno de uma
semana.
_Não
se preocupe, sua hospedagem estará incluído no pacote de viagem assim que
confirmar.
_Comunicarei
quando chegar. – desligou.
Flammer
permanecia em um cômodo a parte da mansão, estava ainda insatisfeito com tudo
que estava acontecendo. A invasão de Ron Koney no galpão secreto foi
inesperada, tudo parecia perdido. Tomando alguns comprimidos do pequeno pote
laranja feito de plástico transparente ao lado da pequena mesa revestida de
vidro onde por cima se destacava um abajur metálico, Flammer se reclinava no
estofado de couro cinza a procura de descanso após digeri-los. O remédio seria
útil para sanar um pouco da sua agitação ao longo do dia, mas algo parece
definir de fato sua aflição:
_Tenho
recebido informações de que Ron Koney propõe uma quantia inestimável de
dinheiro em troca do território. – disse um dos assistentes.
_Sabe
quanto?
_Algo
em torno de dois milhões de dólares. – confirmou Elijah.
_Salafrário!
– enfureceu ao se levantar – Continue observando, cada movimento é fundamental
para nosso próximo ataque que provavelmente será dado por uma arma nuclear.
_De
fato, - concordou – os valores negociados desde a última proposta não são nada
convenientes.
_Seria
uma grande vantagem.
_Se
isto acontecer estamos sujeitos à fuga e talvez o dinheiro no cofre bancário
aqui em Roma não seja suficiente para os próximos investimentos.
Após
uma pausa, o agente responsável pela tesouraria emite um suspiro de
insatisfação:
_Prefiro
pensar em aniquilar Ron Koney. – desabafou.
_Para
que isto aconteça é necessário destruir o depósito em cujo interior está toda
nossa economia. – disse o usurpador após saborear um gole da bebida.
_Poderíamos
atraí-lo para fora das delimitações do depósito para que a bomba então seja
lançada sem nenhum perigo às mercadorias. – prosseguiu sem descartar a idéia de
que a arma poderia ser lançada contra o oponente.
_Nada
do que seja feito terminará senão pela vinda da polícia, e nesse caso, teremos
ainda a intervenção do próprio governo. Nunca acabaremos com todos ao mesmo
tempo senão pela destruição do depósito. – explicou Flammer.
_Não
se preocupe, vamos aguardar agora pelos resultados dos candidatos favoritos ao
cargo de senador. – consolou Jhason - Tudo deverá ser feito sem nenhuma margem
de erros. A propósito, já temos a soma de tudo que ficou em nossos depósitos
após a invasão de Ron Koney?
_Lamento,
mas toda mercadoria necessária para que um novo investimento seja feito após
abandonarmos tudo. – o tesoureiro explica.
_Será
que continuará com o plano político?
_Como
sabe este é o único modo que temos para nos livrar da ameaça de Ron Koney. Após
a usurpação teremos pouco tempo até que uma investigação minuciosa descubra
sobre a armação. O plano, em fim, será recuperar nossa economia para operarmos
uma fuga com segurança.
_Agora
vá, quero todas as informações sobre como andam a seleção dos candidatos no
fórum romano.
Uma
longa conversa ocorre após uma surpreendente ameaça de Ron Koney, mas nada que
modificasse a primazia do plano. Uma semana passou rapidamente, Flammer se
encontrava novamente sozinho pela sala de estar. A visita de Ganiev finalmente
é avisada por uma ligação interurbana:
_Flammer,
- introduziu-se após a saudação – tenho ótimas noticias.
_Prossiga.
_As
negociações na Rússia foram encerradas, consegui arrecadar grande percentual
financeiro pelas vendas das pedras-preciosas. Portanto, estou a caminho de
Roma, iremos tratar do assunto sugerido na semana passada, hoje mesmo
realizarei a viajem.
_Excelente,
estarei aguardando por sua vinda no aeroporto.
Ambos
se despedem, um novo acordo estava para ser feito, por sinal, isto seria uma
negociação fundamental quanto a absorção da pedra-jaspe.
A NEGOCIAÇÃO
Após
as negociações com Ganiev, um antigo sócio do grupo, um novo plano se decorre
entre os componentes do clube Wingard. A ansiedade predomina os mais nobres
assentos da sala de reuniões, uma proposta foi feita e para Ganiev, a
importação dos quilates de diamantes apenas seria possível se as vendas
atingissem um bom percentual financeiro. Ainda acomodado sobre o estofado e ao
lado de Flammer, separado à poucos centímetros, Ganiev entra em questão:
_De
acordo com a negociação devo confiar-lhe toda porção requerida em troca de cinqüenta
por cento do que for adquirido. Contudo existe um prazo de venda e, além disso,
tenho a garantia de sua hospedagem. Talvez eu não enfatize sobre a sua
responsabilidade com a mercadoria, nossas antigas negociações lhe assegura de
minha confiança, porém sua primeira metade deverá ser paga antecipadamente.
_Não
se preocupe, a parcela estará em mãos quando nada obstante me isentar dos
eventuais juros caso fosse computada em conta privada. Ao contrário disso farei
o pagamento à vista como no saldo liquidado do saque anterior e todo o dinheiro
será transferido. Antes, gostaria que sua parte fosse acrescentada por mais
diamantes.
_Vamos
respeitar primeiro o prazo de venda, talvez não seja o bastante para a
devolução do dinheiro excedente? – sugeriu Ganiev de modo a abster-se de
qualquer imprevisto.
_Certamente não
conseguirá manter o dobro do valor ofertado por muito tempo, uma desvalorização
dos diamantes pode transtornar as vendas em qualquer momento. – prosseguiu.
_Sei que será o valor mínimo desempenhado
através de acordos prévios, a próxima porção provará isso.
_Dessa
forma proponho inicialmente duzentas e quinze gramas.
_Devo
abranger mais, uma grande parcela dos cidadãos romanos deverá comprar em uma
região bastante restrita, portanto, solicito mais oitenta e cinco gramas
totalizando os trezentos.
Ganiev
ainda preservava sobre sua face uma expressão pouco otimista, mas concordou
afinal após um diálogo unânime entre os componentes do grupo. Por outro lado,
chegava a hora em que os dois principais senadores seriam eleitos para ocuparem
a camada administrativa equivalente a Roma e seus arredores.
Por aquele tempo
vários senadores eram nomeados para presidirem os respectivos distritos do
país, um só governador estaria incumbido na escolha dos principais senadores e
ninguém poderia ser, senão, o governador Vincent.
Para o clube
Wingard não bastava apenas a inclusão de Donald Pierce como um dos candidatos
na escolha do Governador Vincent, era preciso estar atento ao dia da nomeação
de ambos os senadores a disputar o cargo. Oito candidatos confidenciais já
estavam selecionados, apenas o Governador conhece sobre estes e antes que um
estudo mais detalhado fosse feito, Emma Frost havia alterado os papéis.
Outras datas
seriam inúteis, talvez abordassem sobre a nomeação de senadores a ocuparem as
camadas administrativas de regiões distintas de Roma, o que não seria
equivalente ao plano, aplicado principalmente a resolver o assunto territorial
de uma pequena região situada na própria cidade dominada recentemente por outro
representante político.
No
salão do clube Flammer se aproximava de longe e passando por perto de Nycolas
reparou em sua barba:
_Mantenha
o tamanho ideal dos pelos para não se diferenciar da imagem original do
candidato a ser usurpado, além disso, parte do seu cabelo deverá ter tons
grisalhos.
_O
dia da nomeação dos senadores está próximo, ainda penso que o acordo com Ganiev
não foi uma medida segura e viável. Deveríamos esperar primeiro pela
confirmação da nossa vítima. – advertiu Nycolas com um olhar petulante e
calculista.
_Assim
como você para se sobressair em público, este também é um receio de Jhason, que
aguarda pela nomeação de Donald Pierce para aceitar a fusão da pedra-Jaspe.
_Além
disso, não teríamos muito espaço para as vendas. - respondeu após se mover ao
frigobar dos fundos por onde permaneciam as bebidas escolhidas da estante a
serem apreciadas – O governo oferece pouco tempo para as campanhas políticas de
cada candidato. Neste intervalo os
compradores de diamantes já deverão possuir suas jóias em mãos para que no
decorrer das campanhas, o poder mental articulado por Jhason tenha maior
impacto sobre a população romana.
Um
clima de tensão sonda a expectativa dos mais conservados membros do clube
Wingard e uma data de nomeação dos candidatos está por vim. Para Flammer apenas
as negociações com Ganiev o interessava. Com as vendas de cristais neutros tais
como o quartzo, o clube teria em mão o primeiro passo do plano mental, visto
que o primeiro passo do plano pragmático teria sido a inclusão do falso
candidato. A infalível alteração de Emma Frost não poderia ser uma mera invencionice
da articuladora do crime devido ao que já era notório e conforme constatava os
noticiários.
O
segundo passo do plano mental então estava previsto para as campanhas
eleitorais. Embora a inclusão do usurpador não fosse definida à eleição final,
para o clube as peças deveriam ser vendidas. Os cidadãos romanos com o uso dos
supostos cristais vendidos serão, portanto, as principais vítimas quando nada
obstante possuírem o único elemento que pode fazer a interferência mental em
contato com a pedra-Jaspe, isto é, o próprio cristal neutro.
Porém
Jhason não poderia se antecipar com a absorção da pedra-Jaspe sem a definição
final do candidato, caso contrário poderia ser em vão, ainda mais porque Jhason
tinha o direito de articular seu poder mental em contato com outra pedra da
mesma espécie. A qual está predestinada ao próprio Governador, que influído
pelo colar da pedra-Jaspe, será eventualmente impulsionado à escolha do falso
candidato, isto é, Donald Pierce.
AS
VENDAS
Pouco tempo
passou após a negociação com Ganiev e as primeiras peças de diamantes já
poderiam ser vistas usadas por muitos cidadãos. Era o resultado da continuação
do plano dado pelo clube Wingard. Muitas jóias se discerniam sobre o olhar de Jhason
que apreciava atento os quilates cristalizados. As peças restantes se ajustavam
nas diversas formas de pulseiras, colares, anéis, brincos e pingentes. Ainda
permaneciam espalhadas sobre um extenso pano aveludado quando Ganiev entrou em
detalhes:
_Como
podem ver, as peças estão intactas e genuínas, entre essas existem o
Crow-angle, ideal-diamond, deph e quartzo. Quanto ao material prateado
circundando os diamantes, não se preocupe, já foram descontados no preço.
_Perfeito,
- admirou Jhason ao suspender um pingente – consigo sentir as vibrações mentais
com o uso do meu próprio anel. – disse referindo-se a pedra-Jaspe confeccionada
em seu anel.
_Breve
a população romana estará ornamentada por estas insignificantes jóias, que na
verdade, são os principais mediadores do poder mental exercido por Jhason.
Flammer
vibra e em seguida ordena para que o restante do grupo se preparasse para as
vendas. Em pouco tempo foram surgindo pontos estratégicos e exclusivos em Roma
para negociações das jóias. Muitos capangas saiam a oferecer pelos bares
durante a noite, outros tratavam em divulgar as peças.
Sebastian Shaw com
o uso de suas técnicas persuasivas conquistava a atenção de alguns clientes
lojistas na Barberini, não demorou muito para que as primeiras peças fossem
vendidas e adicionadas ao estoque e assim como Henrry Leighland, utilizava
métodos tradicionais de vendas.
Muitos
compradores aderiram o material não porque ambos explicavam ser jóias de origem
rara, mas sim porque Jhason, por muitas vezes usava seu famoso anel
confeccionado com a pedra-Jaspe para atrair os clientes compradores.
Flammer
permanecia a administrar os grupos e as vendas, agia em negociações diretas com
empresas especiais. Ryan, ao contrário, saia a ofertar o material usando apenas
um suporte aveludado para suspender as jóias e ao seu lado, o companheiro
Rajid. Por outro lado, Elijah procurava as melhores rotas para divulgação dos
diamantes.
Dessa forma, a
venda de diamantes atingia seu auge. Várias peças eram negociadas através do
empenho do clube e, embora ainda não fosse o bastante para eliminar toda
quantidade, algumas porções ainda eram encomendadas para as entregas
posteriores.
O
ANÚNCIO
Uma extensa venda
não deixava rastros de preocupações. O dia em que os dois principais candidatos
seriam eleitos pelo governador Vincent havia chegado. O grupo permanecia apreensivo,
Nycolas por muitas vezes se ocupava com as palavras a serem ditas no discurso e
para Jhason, bastava apenas uma lembrança ao governador. No escritório,
Sebastian Shaw se ocupava com o andamento das vendas, vários papéis se
acumulavam na mesa, Jhason se aproxima, um pedido deveria ser feito:
_Ainda nos restam
uma pequena porção das peças, certamente serão vendidas antes da nomeação dos
senadores. - disse Sebastian Shaw ao analisar a última folha que demonstrava o
resultado das vendas.
_Ao contrário disso,
queria lhe fazer um pedido. - sobressaiu após se assentar - Talvez se lembre do
último colar da pedra-Jaspe deixado em seu palitó para conclusão da fuga?
_Tenho guardado
com segurança. Apesar da preciosidade não faço uso devido o poder mental que
pode ser despertado e que realmente foi revelado em contato com a sua
pedra-Jaspe no anel.
_Preciso que este
colar esteja com o governador antes da nomeação. Assim conseguirei manipular a
escolha de Donald Pierce pelo poder mental ao governador.
_Sinceramente não
havia pensado nessa hipótese antes.
_O colar deverá
ser entregue à Emma que por mera simpatia, conseguirá se aproximar do
governador e lhe entregar a pedra-Jaspe.
_Diga a Emma o
que deverá ser feito.
_Farei como
ordenado e à noite nos encontraremos no mesmo local.
A noite do
anúncio dos senadores candidatos finalmente alcança a hora marcada. Por um
longo tempo Nycolas esteve ocupado para buscar a posse política, permanecia em
local secreto.
Um recinto
alugado pelo clube foi equipado para dar a falsa impressão de um lugar comum e
habitado pelo falso candidato. Embora sua característica física em semelhança à
Donald Pierce fosse recente, muitas fotografias eram transformadas em
preto-e-branco e às vezes com cenários falsos dos porta-retratos o que realmente
dava a impressão de ser um lugar comum e habitado por mais tempo pelo impostor.
As entrevistas eram todas bem-sucedidas.
Ao lado da
estante permaneciam os papéis elaborados pelo clube, foram memorados
antecipadamente para o depoimento final.
Nycolas ainda em
casa permanecia a espera do choffer
que breve chegaria para levá-los à cerimônia, embora impaciente, tinha sua
convicção da posse. Ao seu lado estava um diplomata norte-italiano. Tinha o
acompanhado em algumas entrevistas pela rede de televisão, aceitou o convite de
acordo político em que sua aliança parlamentar e seu apoio com o candidato lhe
daria cargos honoríficos e subornos.
A sorte de ser
elegido estava em pauta e ambos saiam em direção ao carro. Além desses,
permaneciam mais dois seguranças de Nycolas que, apesar da aparência
condolente, eram oriundos do secreto clube Wingard.
Na mansão de Herry
Leighland o grupo permanecia a espera, Jhason se posicionava ansioso e ao seu
lado, Sebastian Shaw. Esperavam por Flammer que estava por vim de um setor
interno. À pouco tempo juntos e Jhason não havia comentado sobre o colar
confeccionado com a pedra-Jaspe, antes porém, Sebastian Shaw o confirma:
_O colar foi
seguramente entregue à Emma. Retornei uma ligação para saber sobre o plano e
tudo foi feito como ordenado.
_Não se esqueceu
de dizer sobre o cuidado em persuadi-lo a usar o colar no momento do anúncio?
_Não esqueci e,
além disso, tratei em pedir para que o colar fosse entregue momentos antes do
anúncio. A confirmação da entrega do colar não tem mais do que trinta minutos.
Certamente o colar será usado como pretendido.
Alguns segundos
se passam e finalmente Flammer surge. Ambos levantam, Henrry teria saído
antecipadamente. O motorista Ryan e o restante completavam o grupo a chegar no
local.
_Faltam poucos
minutos, - observou o relógio – prepare o anel. – advertiu à Jhason.
_Soube que o nome
de Donald Pierce esteve incluído junto aos outros candidatos devido o trabalho
de Emma Frost e talvez antes dessa fase teríamos o perigo de não tê-lo como
escolhido?
_De certa forma
sim, não seria meramente sorte. O plano estava destinado à essa etapa, onde os
oito candidatos já estão selecionados e essa é a segunda fase antes da terceira
e última fase, isto é, a eleição final.
_Caso contrário
não poderíamos contar com a sorte de tê-lo como escolhido e nesse caso a
pedra-Jaspe teria que ser usada primeiro e novamente agora. – disse enquanto
ainda se preparavam na sala de estar da mansão.
_De fato isso
seria algo muito trabalhoso. Emma Frost, contudo, nos garantiu também pela
sorte, talvez o governador Vincent soubesse a respeito dos oito candidatos
selecionados e depois descartasse o nome de Donald Pierce e assim o plano
político estaria fracassado. Mas tratando-se de um trabalho muito minucioso,
então o nome do nosso futuro político foi recebido como já apurado pelo Fórum
Romano, assim, portanto, entre os oito selecionados para a fase final. –
comentou Sebastian Shaw.
_Não temos
dúvidas de que foi um trabalho argiloso, os jornais confirmam a inclusão do
nome de Donald Pierce, mas entre os outros candidatos somente dois serão
escolhidos.
_Como sabemos
apenas dois são escolhidos, talvez fossem já confirmados como na etapa anterior
e isso seria impossível para o clube Wingard. Para isso o governador Vincent
teria que sofrer amnésia múltipla e permanente, caso contrário, logo se
desconfiaria do falso candidato. Sebastian Shaw foi informado por Emma sobre
mais detalhes do anúncio.
_Nessa penúltima
etapa ocorrerá um sorteio, cada pessoa candidata terá seu nome selado em
envelopes e marcados por números. Então no sorteio, apenas duas cartas serão
escolhidas e assim o anúncio será dado aos que continuarão para a última etapa.
_E qual seria o
número de Donald Pierce? – perguntou Jhason ao se mover para a entrada do
carro.
_O número quatro.
- respondeu Sebastian ao se acomodar nos bancos dos fundos.
Oito envelopes
estão a frente do governador. Para muitos os dois escolhidos para as eleições
finais é uma questão de sorte. Talvez para o governador trate de uma questão de
suborno, visto que sua escolha é indiferente, mas para Jason é uma questão
mental e seu poder não poderá ser revelado senão por direcionar a escolha do
governador ao envelope quatro.
_Estes números
podem ser conhecidos somente pelos que atuam no setor interno do Fórum Romano.
Estes têm o direito de perguntarem ao governador, mas dificilmente alguém
saberia por se tratar de uma escolha de sorte e ninguém como Emma Frost ficaria
sem saber a respeito do número de nosso candidato pela sua afinidade com o
governador. De acordo com suas próprias informações, o número do envelope é o
quatro.
_Além do mais
temos a sorte da ausente polemica em relação a troca do candidato.
_Existem vários
departamentos dos quais apenas o parlamento tem o direito de escolher os
candidatos. A decisão do governador é irrevogável, talvez assim não se
precisasse da última fase quanto a escolha dos dois.
A hora do anúncio
estava próxima, alguns candidatos e seus respectivos convidados se ocupavam no
saguão. O clube Wingard se unia em uma da ponta esquerda, um ambiente bastante
arejado e translúcido trazia conforto à todos convivas. Um som de fundo surgia
de modo agudo e discreto. Uma conversação se disseminava por toda área.
A diplomacia e o
partidarismo se uniam em um único aspecto de exuberância e nada poderia ser,
senão, o anúncio dos dois principais concorrentes a disputarem o eminente cargo
senatorial.
Após alguns
minutos introdutórios realizados por outros assessores na preparação do evento,
o barulho do microfone finalmente emite o ruído de longe. Algumas pessoas que
se acomodavam sobre os assentos agora eram atraídas pelo ruído. O governador
Vincent, após a abertura, dava início ao sorteio. De longe Jhason tentava
captar o colar sobre seu pescoço. Sebastian, ao contrário, apenas esperava pelo
resultado final. Soube antecipadamente em outra ocasião sobre a entrega do
colar através de Emma, que afinal, havia se retirado momentos antes para dar
cobertura junto a imprensa para as entrevistas finais.
Jhason ainda
insistia em identificar o colar e após um movimento lateral de Vincent para
pedir os envelopes marcados, finalmente um feche de brilho se expande ao longe,
era a confirmação do colar entregue por Emma. As cartas vinham acompanhadas por
um guarda fardado. Deveriam ser zeladas em todo momento para garantir o sigilo
da escolha. Após algumas palavras iniciais de agradecimentos e cortesias, uma
pausa ocorre para a escolha das duas cartas entre as oito posicionadas sobre o púbito.
Jhason, que por algumas vezes friccionava o anel na expectativa de estabelecer
o primeiro contato, já tinha sua certeza pessoal e toda segurança do efeito
mental a ser operado no governador Vincent.
Antes de avistar
o brilho emitido pelo colar, Jhason apenas conseguia sentir algumas vibrações
remotas. Posicionado à menos de cem metro de distância do púbito sabia que nada
além poderia interferir. A outra pedra-Jaspe confeccionada no colar estava
presente. Uma garantia parcial, porém, não poderia fazê-lo usar o poder mental
imediato para ter segurança completa sobre o alvo.
Uma inesperada
interferência psíquica poderia ser percebida. Alguns reflexos sensoriais
surgindo do governador não seria o bastante para impedir o efeito, talvez antes
a pedra-Jaspe do colar fosse eliminada por precaução na tentativa de
identificar o contraste, mas Vincent tentou solucionar o problema ao pedir um
copo de água. O grupo permanecia apreensivo, um dos assessores atende o pedido,
novamente o microfone é movido, o ruído torna a repetir, sua mão tremula movia
lentamente à determinado envelope.
Por outro lado Jhason
tentava se concentrar para obter o domínio mental entre o governador e os
envelopes. Um pequeno devaneio tão-somente lhe fez conhecer sobre o número do
envelope a ser escolhido como também não permitiu que o poder fosse operado
ainda naquele momento. Um movimento brusco do governador fez com que o envelope
fosse escolhido antecipadamente e após o rápido reflexo o selo é
indecorosamente rompido. O anúncio é dado com suspense:
_E o número do
primeiro elegido é... – uma pausa é feita, os semblantes se associavam em
expectativas, o número é revelado por um dos assessores:
_Sete. – veio
subitamente após todo o silêncio.
O público ainda
mantinha a imparcialidade, apesar do número, apenas o governador sabia sobre o
nome do primeiro candidato. O envelope é transferido ao promotor para
anunciá-lo, o suor corria pelas axilas de Jhason, o promotor ressalta:
_Albert Escobar.
– as palmas finalmente se sobressaem entre os convidados.
Flammer preocupado sinalizava à Jhason através
de sua expressão, mas de modo bastante estranho e apreensivo Jhason tentava se
concentrar ao máximo. Uma gota de suor lhe corria pela face, o anel novamente é
friccionado e um novo devaneio lhe fez conhecer sobre a intenção do governador
na escolha do envelope.
Antes de agir a
energia mental produzida pelo anel lhe veio como um choque. Uma estranha
sensação subitamente o conduziu ao desvio de sua decisão. Suas pupilas se
contraem, sua ação se neutraliza e sua mão direcionada ao envelope do número um
estava incontrolável. Porém, através de uma súbita influência, sua mão se
convergia forçadamente para outro caminho. De modo misterioso o governador é
obrigado a mudar sua escolha. Sua mão movia lentamente e tremula em direção ao
envelope do número quatro.
A escolha
finalmente é feita, o assessor anuncia:
_E o número do
segundo elegido é... – naquele momento Jhason sentia mais facilidade em
conduzir seu poder mental. Sentia alívio antes mesmo do número ser anunciado.
Por outro lado,
havia uma interferência na sintonia estabelecida pela emissão dos impulsos
neurais, a dificuldade em obter o domínio completo da influência no primeiro
anúncio não poderia ser a quantidade de pessoas ou o espaço arejado e
abrangente do salão. E tão-pouco poderia ser a mesma dificuldade no segundo
anúncio com algo relacionado aos aspectos exteriores, porém o número um do
segundo envelope a ser escolhido aparecia vagamente em seus pensamentos na
interferência mental como uma opção pré-definida do governador. Mas nada o bastante para impedir Jhason de
fazer revelá-lo sobre a escolha a ser feita através do impulso:
_Quatro. - o
número é revelado. O público permanecia em silêncio e depois de entregar o
envelope ao promotor cumprindo com o mesmo procedimento do primeiro anúncio, o
governador Vincent sente mal-estar. Movendo-se de modo incômodo para os fundos,
era auxiliado pelos assistentes que percebiam seu rosto abatido.
Após a retirada
inesperada do governador, o promotor finalmente conclui:
_Donald Pierce.
A gota de sua
agora caia da mandíbula de Jhason passando pelo maxilar, o plano estava feito,
era o fim do impulso mental. Os aplausos soavam novamente entre os convidados e
se expandindo por toda a área, mas não tanto como no primeiro anúncio. Nycolas
se levanta em dissimulação, chegou ao púbito e se posicionava ao lado do
primeiro elegido a esperar pelo pronunciamento final.
Um sinal de
satisfação é direcionado à Jhason por através de Flammer, o mesmo sinal é
emitido pelo grupo enquanto parabenizavam pela escolha. O grupo brinda. Nos
fundos o governador é dispensado dos assistentes que tentavam auxiliá-lo após
um mal-estar. Preferiu permanecer sozinho em seu camarim, recusou qualquer tipo
de apoio.
A
ABSORÇÃO DA PEDRA-JASPE
Todo alvoroço fez
com que alguém misteriosamente entrasse no camarim, antes mesmo do governador.
Sem percebê-lo Vincent se assenta um pouco aliviado pela reposição das
energias, pensou tratar de uma queda de pressão, tentou recuperar o fôlego, mas
a pessoa presente no camarim não poderia ser motivo de alívio.
Após retomar a
direção do seu rosto reclinado, Vincent foca o espelho e uma pessoa é
identificada por trás. O governador agora se dá conta do que seria aquela
inesperada visita e ainda mais preocupado por saber que aquela visita também
seria mais um motivo para não pensar que aquele mal-estar seria uma mera queda
de pressão.
_Vladmir Ron
Koney? – assustou e se virou em seguida de modo desajeitado através das rodas
da cadeira giratória.
_Não escolheu o número um? – pegou-lhe pela
gola de modo precipitado e com um olhar afano e inquisitivo tentava encontrar a
resposta.
_Eu fiz o
possível – disse por palavras roucas e abafadiças.
Ron Koney o solta
e se vira para si mesmo preocupado.
_Apenas dois
envelopes devem ser rompidos, devo cumprir as regras! – disse aliviado ao
ajustar a blusa procurando argumentos para se explicar.
_A escolha era
sua e de mais ninguém. Não diga que esqueceu o número?
_Algo muito
estranho interferiu nessa escolha...
Antes que Vincent
terminasse de se explicar Ron Koney exige:
_Quero o dinheiro
do suborno de volta. – pegou firme pela armação do colar confeccionado com a
pedra-Jaspe.
_Qual dinheiro à
mais poderia ter feito mudar de idéia. Será que entrou em acordos com os dois
escolhidos ao mesmo tempo?
_Já disse que não
sei como explicar!
_Devolverá à
curto prazo. – se retirou em seguida com o colar da pedra-Jaspe em mãos.
O governador
permanecia preocupado, não teria sido uma investigação policial, mas nem mesmo
ele podia explicar sobre a escolha. Enquanto isso no salão, as taças de champagne novamente soavam pela mesa do
clube Wingard.
O plano ocorria
como esperado pelo clube, um prazo para as campanhas políticas foi estabelecido
pelo governador e a absorção da pedra-Jaspe estava próximo a ser realizada
assim como prometido por Jhason.
Em outra hora
pelo salão da mansão de Henrry Leighland, o grupo se reunia ainda em
comemoração a escolha. Flammer fazia erguer sua taça em sinal de honra à Donald
Pierce. O som do brinde se expandia pelo salão. Aproveitando a ocasião e movido
por uma pequena embriaguez, Henrry sugeri:
_Talvez agora
seja o momento em que a máquina difusora venha agir na transfusão da
pedra-Jaspe para permanência definitiva na mente de Jhason e por tempo
indeterminado?
_Temos que ser
ágeis, as campanhas estão por vim e Jhason deverá estar recuperado da operação
para trabalhar a manipulação mental ao público com mais segurança.
_Não temos tempo
a perde. – Henrry faz abrir as portas automáticas do laboratório secreto. O
grupo surge em seguida.
Henrry se
aproxima de uma máquina específica para transfusões neurais:
_Este é o grande
artifício que será usado para a absorção da pedra-Jaspe à mente de Jhason. –
retirou o pano que cobria por cima.
Uma máquina de
tecnologia ultra-moderna possuía sua parte de inclinação horizontal
semi-embutida na parede. Um painel de controle se alojava pela lateral e toda a
cobertura emitia armações metálicas em cada repartição de abertura da cúpula.
Ao deitar sobre a confortável esteira, a pessoa tende a se mover
automaticamente para dentro. As repartições internas e externas de ajuste
dorsal e clavicular permitiam que toda a anatomia do crânio fosse adequada ao
apoio das quatro pontas de agulha que estavam prestes a serem injetadas, sendo
que cada ponto se dividia para duas em cada lado do crânio.
_Como disse, esse
modelo é comumente usado para pacientes com problemas neurais tais como perca
de memória e distúrbios bipolares. Porém, em todos os casos, pequenas doses de
substâncias específicas para recomposição dos órgãos internos do crânio deverão
ser aplicadas ao cilindro. – apresentou-lhes – Após a fusão da pedra-Jaspe do
estado sólido para o estado gasoso através da proeminente máquina e com o
adaptador M2A de origem nuclear oferecido pelo clube, teremos a primeira fase
de processo de transfusão. No entanto as partículas gasosas terão que se unir à
substâncias de cálcio. – retirou uma pipeta volumétrica que se encaixava na
mufla de uma das guarnições de oxigenação e por onde se exalava bastante vapor
devido a incidência de nitrogênio.
_Esta pequena
dosagem de cálcio deve ocorrer para que o tempo de duração do efeito da
pedra-Jaspe seja maior e caso contrário não seria o bastante para Jhason
permanecer recuperado até o dia da eleição do candidato. As dosagens se
fundirão por toda região externa se fixando nas partes de introspecção neural.
A substância contida na pedra-Jaspe passará primeiro por toda região interna
agindo de modo semelhante ao fungo que é produzido por vapores da atmosfera e
se fixa em algumas partes de plantas específicas.
_O adaptador do
transfusor está neste laboratório, - se recordou Sebastian – temos que primeiro
operar a fusão da pedra-Jaspe.
_Apenas retire o
anel. – informou Henrry à Jhason.
No mesmo instante
o anel é retirado do dedo, Henrry conduz a peça à uma das bandejas prateadas da
mesa de objetos. Após inserir uma substância corrosiva para facilitar a remoção
do cristal e usando uma tenaz de apoio com um outro cortador, a pedra-Jaspe é
desprendida da confecção. Em seguida é posta em um cubo metálico próprio do
transfusor e por onde seria convertida à estado gasoso após uma rotação de
quase quatrocentos e quarenta watts radioativos.
_Preparados? –
perguntou Henrry.
O grupo confirma
o processo e em frações de segundos a máquina inicia a rotação de fusão
química. Várias ramificações elétricas se circulavam em torno da peça criando
um único feche brilhante em todo cilindro, por onde dali mesmo seria passado à
outra máquina para injeção definitiva. Henrry usava uma luva e a temperatura
permaneceria a mesma. Retirou o cilindro em seguida.
Após uma breve
refrigeração, o tom natural da pedra-Jaspe retornava ao modo natural. A cor
verde predominava pela superfície. Jhason é orientado a deitar sobre a cúpula
de transfusão neural. Pequenas doses eram lançadas em outro cilindro semelhante
contendo substâncias específicas por onde apenas fazia aumentar o vapor. Tudo
foi feito como ordenado e aos poucos Jhason era movido para a parte interna
pelo sistema automático. Henrry manipulava os controles em uma cabine ao lado.
Um minuto de suspense circundava o ambiente. As injeções se posicionavam ao
pressionar das teclas de Henrry, que no último comando, programou as agulhas
para serem aplicadas.
Um toque apenas
na tecla de comando operacional e as agulhas se moviam em direção aos dois
lados do crânio de Jhason aproximando-se a poucos centímetros. Quatro adesivos
foram simetricamente aplicados, seriam úteis para a injeção correta das
agulhas, evitando também, qualquer preocupação com a interferência dos cabelos
de Jhason.
Pequenas doses de
morfina foram injetadas primeiras. Trinta minutos de ocorrência fez apenas com
que Jhason estivesse mórbido. Outro toque na tecla do painel eletrônico é dado.
Uma neblina de vapor se espalhava por toda câmara interna. Um movimento
reflexivo dos pés indicava a aplicação correta das agulhas. Em seguida outras
substâncias foram devidamente injetadas. Era o fim do processo de absorção.
Após algumas
horas de operação, Jhason é movido para a fora já consciente do efeito. O vapor
retido agora se espalhava em torno da máquina e em todo o laboratório. Ao se
levantar comenta:
_Sinto-me duas
vezes mais ágil.
Enquanto isso,
pelos setores internos do antigo balcão do clube Wingard, o vereador Vladmir
Ron Koney trabalhava com sua equipe usando as mercadorias saqueadas quando
deixadas no interior de um dos depósitos. Além disso, as máquinas instaladas
pelo clube eram usadas de modo abusivo. Ron Koney havia ordenado a retirada dos
componentes originais usando documentos de posse legítima da área. Apesar de
não ter conseguido provar sobre a posse da mercadoria e das máquinas importadas,
Ron Koney ainda mantinha o uso de tudo através de ameaças colaterais.
E acima de tudo,
fazia com que as máquinas trabalhassem a seu favor para produzir drogas
ilícitas e de alto teor alucinógeno.
Enquanto isso, na
mansão de Henrry Leighland, os componentes se ocupavam em jogos de cartas. Jogavam
uma espécie de jogo tático. Para o clube Wingard, somente alguém nas mesmas
condições políticas de Ron Koney poderia virar o jogo de cartas e ninguém agora
estaria tão próximo da cartada final, senão, Donald Pierce.
O
COMÍCIO
O dia do comício
planejado pelo clube havia chegado. O palanque se estendia por quase seus
quinze metros de largura. Pelas partes superiores algumas guirlandas em
vermelho e azul se destacavam pela ornamentação do evento. O palanque bem como
os auxiliares se ocupavam em determinada área da cidade. Este seria também um
ponto estratégico, por onde outrora, houve maior incidência de compradores das
relíquias de diamantes oferecidas pelos assistentes do clube Wingard.
Muitos convidados
assim como as pessoas atraídas pela campanha se aproximavam para assistir ao
discurso do candidato.
Tudo estava
preparado. Donald Pierce se equipava para exibir suas propostas, que apesar da
audácia persuasão, possuía em suas práticas promissórias bastante distantes e
às vezes equivocas. A farsa não poderia ser identificada facilmente pelo
público, senão, por estarem isentos das técnicas de atração desenvolvidas pelo
clube, entre estas, práticas de hipnotismo executadas pelo próprio Donald
Pierce.
As propostas
estavam por ser declaradas. Ao seu lado permaneciam membros do clube e outros
aliados à campanha. Entre os convidados muitas faixas indicavam o nome do
candidato em sinais favoráveis à sua candidatura. Após algumas horas de expectativa,
Donald Pierce inicia o pronunciamento acompanhado da abertura de fogos de
artifícios.
O político
enfatiza sobre a saúde com a promessa de remédios, antibióticos e pílulas
gratuitas. Haja visto ser uma especialidade do próprio clube Wingard.
Jhason pelo canto
inferior se posicionava de pé pelo lado esquerdo. Permanecia ao longe e já não
mais necessitava do seu anel e, após identificar uma grande demanda de pessoas
usando colares, brincos, pulseiras, pingentes e relógios confeccionados pelas
mesmas relíquias de diamantes negociadas pelo clube, apenas administrava o
poder mental ao transmitir sintonias positivas a respeito do voto à Donald
Pierce. No fim havia urros de comemorações pelas propostas feitas e inclusive
pela ação mental produzida por Jhason.
Apesar de ter
sido considerada uma campanha exemplar a ponto de se assemelhar a uma comissão
convocada pelo próprio Fórum Romano, o grupo ainda mantinha seus mistérios. As
campanhas chegavam ao fim. O dia da eleição estava próximo e o clube Wingard
achava ser necessário algo mais para garantir a vitória de Donald Pierce. Dessa
forma, Emma Frost, que desde o início do plano acompanhava o grupo nas
campanhas políticas, propôs-se a adulterar o resultado dos jornais em cujas
estimativas foram indicados cálculos sobre a opinião do público, ao candidato
favorito, a ser eleito ocupando o preeminente cargo.
Embora Donald
Pierce tivesse mantido por um longo período uma diferença de oito por cento do
favoritismo em comparação a Albert Roston, Emma fez evoluir para quinze por
cento de diferença. E isto, após trabalhos secretos na imprensa interna.
A
ELEIÇÃO
O último dia
antes das eleições havia chegado. O grupo novamente se reunia na sala de estar
da mansão de Henrry Leighland. Aguardavam para a ida ao estúdio onde estariam
presentes os principais políticos candidatos no debate eleitoral. O evento foi
algo rápido e amistoso. Cerca de trinta minutos foram concedidos à cada
político para expor suas propostas.
À noite, após
toda preocupação do grupo quanto aos erros na sobressaída de Donald Pierce em
seu pronunciamento, Jhason preferiu permanecer em recinto a parte. Nada grave
poderia ser a causa de sua consternação. Embora um ou dois traços faciais
viesse a escapar das características originais do usurpador, nenhum erro na
concordância havia surgido do debate.
As cortinas do
quarto estavam fechadas. Por algumas vezes se moviam pelo vento espesso vindo
de uma pequena ruptura. As luzes apagadas transmitiam um aspecto sombrio do
ambiente. Seu olhar embora obliquo e arteiro, seria mais um complemento de sua
preocupação do que um sentimento de satisfação. E isto surgia porque, apesar da
ausência dos antigos presságios produzidos irrevogavelmente pela influência
natural da pedra-Jaspe, ainda havia a responsabilidade com o uso de outros
poderes mentais. Ainda mais preocupante porque os antigos presságios estavam
ausentes.
Jhason evitou
dormir, procurou concentrar e desenvolver seu poder mental. Era notório que se
tratando de um presságio advindo do sonho, algum poder além do que fosse
naturalmente produzido pela pedra-Jaspe poderia ser despertado por sua própria
mente. Sua concentração chegava ao ápice do que poderia ser o êxito da
manipulação mental produzida através dos contatos com as réplicas dos diamantes
cristalizados. Uma sintonia maior era articulada para tentar descobrir sobre um
novo tipo de poder. Assentado em um luxuoso estofado, permanecia neutralizado
por várias horas. Alguns comprimidos eram digeridos com freqüência para
manter-se despertado.
Era altas horas
da matina quando Jhason foi transportado à uma dimensão produzida por sua
própria mente. Algo inusitado e sobrenatural não podia se assemelhar a outro
fenômeno mental. Talvez fosse apenas um sonho, porém Jhason conseguia se mover
e agir espontâneo como em campo físico e terrestre. Nada obstante, desejou que
diferentes tipos de eleitores viessem a comparecer naquele ambiente para serem
persuadidos através de palavras de apoio ao candidato.
Uma pessoa se
aproximava ao longe do ambiente que, diferente do lugar original onde Jhason
estava, apresentava suas partes brancas e brilhantes, não tinha saídas. A
pessoa parecia sonhar estando em serviço. Levava sua pasta ao lado. Seu aspecto
era pálido e seu semblante era sonolento. Jhason se aproximando adverte:
_Vote em Donald
Pierce.
A pessoa
permanecia em silêncio e concentrada. Após imaginar uma sala de visitas com
duas cadeiras, Jhason fez surgir outro cenário. Era semelhante a uma sala de
estar. Outra pessoa surge. Uma mulher esbelta e atraente vestia uma roupa
carmesim. Parecia sonhar estando em uma festa de gala.
Após se assentar,
Jhason adverte sobre o candidato a ser votado:
_Deve votar em
Donald Pierce.
E à medida que Jhason
imaginava, um novo cenário tendia surgir.
Depois de usar um
botequim, imaginando sempre duas cadeiras e ter advertido à um empresário que
usava terno e gravata, Jhason usa o último cenário.
Um jardim com
plantas opulentas surgia com a visita de outra vítima. Este por fim parecia ser
um capitão militar a sonhar estando em serviço.
O transe mental
chega ao fim. Jhason desperta e torna ao lugar de origem. Sentiu tontura, mas
em toda viajem mental procurou convencer as pessoas a votar em Donald Pierce. O
último implemento desenvolvido por Jhason parecia definir o candidato mesmo
antes das votações. Tudo correspondia a posse de Donald Pierce.
No outro dia as
urnas eram visitadas pelos eleitores. Os bilhetes eram preenchidos e
assinalados em referência a um dos candidatos. Muitos entre as pessoas eram
vítimas de vozes ocultas que eram percebidas pelo subconsciente e
coincidentemente usavam peças cristalinas em torno do corpo. As mesmas réplicas
das jóias de cristais e quartzos vendidas pelos componentes do clube. As jóias
pareciam ser um simples acessório e talvez ideal para serem usadas em um
feriado do dia. De fato seriam, ainda mais se tratando de um dia de votação,
mas nada sabiam que para Jhason Wingard, seria o único fator que permitiria a
sua influência mental.
Dessa forma, um
dos eleitores no momento de votar, ao perceber o nome de Donald Pierce ressoar
por sua mente, mudou sua opinião a respeito do candidato que por pouco seria Albert
Roston. Porém acabou votando no político sugerido pela influência mental ao
mover a caneta devagar em direção ao outro campo a ser assinalado.
No dedo menor de
sua mão, o cristal do anel reverberava seu feche de brilho.
As votações
vieram a cabo no final daquele dia e durante todo o dia posterior ao dia das
votações muitos dirigentes se ocupavam em locais protegidos e vigiados para a
apuração dos votos. Quando pouco próximo ao pôr do sol o anúncio do governador
Vincent é declarado em público. Além disso as notícias se espalhavam por vários
meios de comunicações e ninguém poderia ser o vencedor senão, Donald Pierce.
Finalmente o
clube Wingard consegue concluir o plano de infiltração política. Vários meses
de pesquisas e trabalhos secretos se passaram.
De modo muito
extraordinário Donald Pierce sobe ao palanque para o pronunciamento de posse.
Vários procedimentos seriam acompanhados até quando em fim o vencedor se
assentaria sobre uma cadeira da tribuna política referente a administração de
Roma.
No mesmo salão da
mansão de Henry Leighland, o grupo se reunia em comemoração. Um Champagne era servido por Sebastian
Shaw. Oferecia um brinde de honra à Donald Pierce que após todo o alvoroço,
permanecia junto aos outros membros do clube. Emma Frost, mesmo depois do árduo
trabalho na cobertura final das entrevistas, fazia erguer sua taça.
_Sua atuação como
político lhe concede direitos públicos e jurídicos. – disse Flammer, um dos
articuladores do plano – Sei que não nos desapontará ao trazer de volta o
galpão secreto do clube.
_Estarei trabalhando
em prioridade desse assunto. Pouco tempo nos separa até quando tudo estiver
pronto.
Em seguida Henry
Leighland interrompe:
_Sabia que a
máquina de transfusão neural não nos decepcionaria. Antes, devemos agradecer à
Jhason Wingard.
_De fato a
absorção foi bastante eficaz e um dos principais motivos para a escolha do
candidato. Contudo, Emma conseguiu reduzir a maior parte do trabalho com a
alteração das estatísticas.
_Confesso que se
não fosse Sebastian Shaw, muitas coisas não teriam acontecido.
_Em breve
sairemos ao encalço de Vladmir Ron Koney e recuperaremos o galpão bem como os
equipamentos. – disse Sebastian Shaw ao erguer a taça em direção aos outros e
em seguida declara o brinde final:
_Ao clube
Wingard.
A
INVESTIDA
Pouco tempo
depois os papéis referentes ao domínio da área que abrangia o galpão secreto
estavam prontos como prometido por Donald Pierce. Uma extensa área de
aproximadamente cento e vinte e cinco hectares preservava grande espaço para
estacionamento além dos setores internos. Não seria algo a ser desprezado pelo
clube a ponto de entrarem em conflitos paralelos. As bases de sustentação não
suportariam o impacto contra Ron Koney e sua equipe, porque embora viesse a
resistir no primeiro encontro, talvez não fosse o bastante no que seria
revidado pelo mesmo oponente através de simples papéis políticos.
Ainda que armas
nucleares estivessem acessíveis para o clube, nada poderia ser correspondido
senão pelos papéis de propriedade legítima.
Enquanto isso Ron
Koney se equipava com seu grupo no antigo galpão. Trabalhavam nos setores
internos preparando as mercadorias de drogas a serem vendidas quando nada
obstante recebem uma inesperada invasão. Vários tiros eram dados em torno do
segundo andar. Algumas partes destruídas intimidavam os primeiros capangas que
abandonavam as tarefas.
Na cabine
superior o chefe se preparava para a fuga. No exato momento, porém, Sebastian
Shaw impedia sua saída ao lado de Jhason que, apontando sua arma à um dos
capangas de Ron Koney a recolher os malotes, consegue desarmá-lo sem opção para
reagir.
Deixou o que
tentava levar do cofre em cima da mesa e levantando os braços permanecia
paralisado. Ron Koney ao contrário, andava passos lentos e desajustados para
trás. Alguns utensílios eram esbarrados e caiam ao chão na tentativa de pegar
sua arma na gaveta.
De modo afobado o
oponente ameaça:
_Não conseguirão
recuperar o galpão! – sorriu por um sorriso argiloso e cínico - Ainda que
dominem tudo e consigam provar sobre a construção, no Fórum Romano o contrato
tecnicamente está em minhas mãos e em meu domínio.
Antes que alguém
convergisse Donald Pierce surge de surpresa e em seguida ressalta:
_Talvez o
contrato não esteja mais em suas mãos. – apresentou-lhes os papéis com notas
autenticadas.
_Senador? – pegou
o revolver de súbito – Deve estar mentindo? – urrou assustado.
_E mesmo se não
estivesse, - pausou revestido por um tom de suspense - isto não me impedirá de
agir. – apontou seu revolver antes oculto pelo aparador da mesa e em seguida
direcionou à Donald Pierce.
Seu capanga
entende o sinal de ataque e mobiliza Jhason que estava mais próximo de sua
posição e em desvantagem. Tudo ocorreu após uma breve distração. Enquanto o
capanga lhe segurava por trás, Ron Koney diz uma nova ameaça:
_O jogo acabou! –
se reposicionou astuto - Largue a arma. – bradou.
Sebastian Shaw
observando a reação do oponente obedece.
Em seguida Ron
Koney ordena:
_Entregue os papéis.
– disse à Donald Pierce ao mover de seu revólver.
Sem se mover o
alvo retruca:
_Não pode fazer
nada, será preso antes de sair.
_Não diga do que
sou capaz. – um misterioso tiro é disparado do revolver de Ron Koney.
O suspense dominou o olhar de todos. Talvez
fosse o fracasso do plano caso Donald Pierce estivesse ferido. Um barulho da
queda ao chão ao contrário do que parecia ter sido na primeira impressão foi a
prova de que o ferido foi o seu próprio capanga que se desprendia lentamente de
Jhason Wingard e em cinética.
_Mas que diabos!
– assustou Ron Koney ao perder o manuseio do revolver – não consigo mover o
gatilho.
Jhason se aproximava
lento em sua direção. Seu revolve era direcionado contra si mesmo. Aquele
fenômeno parecia ser algo incomum para quem não conhecia sobre a manipulação
mental produzida pelo contato das pedras-Jaspe e pegando sua arma ressalta:
_Eu digo do que
sou capaz. – golpeou-lhe na face.
O cartucho é
desativado, o colar confeccionado com a pedra-Jaspe estava coincidentemente
suspendido em seu pescoço. A peça é agarrada como que por revelar sobre a
verdadeira causa daquele fenômeno.
_Fim do jogo! –
disse após desprendê-la com um forte impulso.
Com um
radiotransmissor Donald Pierce ordena a entrada dos agentes que operavam na
parte inferior. Aguardavam ausentes por medidas preventivas. Subiram logo após
a derrota de Ron Koney. Em pouco tempo os agentes invadem a área e mobilizam o
alvo.
Era o desfecho da
invasão e a retomada do galpão do clube. O colar confeccionado com a
pedra-Jaspe de Ron Koney era o mesmo que foi roubado do governador Vincent no
dia do anúncio e por incrível que pareça, era o mesmo usado desde o inicio por
Sebastian Shaw. E como em um ciclo de chuva que apresenta aspectos redundantes
assim também acontecia no corredor após se dispensarem da ação dos agentes
policiais. Jhason finalmente entrega o colar à seu companheiro.
Após vários meses
na política, Donald Pierce age como arquitetado pelo grupo. Embora houvesse
garantido a confiabilidade pública pela distribuição de remédios gratuitos, não
poderia abandonar o plano, que na verdade, se exigia muito cuidado.
Um milhão de
dólares estava em questão. Enquanto
isso, pelas partes internas do clube, Flammer permanecia assentado em uma das
poltronas do living. Atento ao
gerenciamento das pílulas transgênicas e ao mesmo tempo precavido, Flammer
recebe uma notícia.
_As notas de
autenticidade jurídica. - disse Donald Pierce ao passar algumas folhas
admitidas por órgãos da política externa.
_Ótimo.
_Com estes papéis
temos, inclusive, a prova jurídica de vendas. Com este contrato será possível
vender nossos remédios genéricos e também, realizar nossas entregas sem a
intromissão da polícia.
_Por algum
período estive trabalhando em torno desse assunto e como sabemos, não poderia
deixar de citar outro nome além do clube Wingard como alguém responsável. Veja
que o nome de Jhason está ilegal no país.
Apesar de estar
muito mais próximo do nome original do clube, ainda não seria adequado para o
controle mais específico. – após foliar alguns papéis, entregou um, entre os
quais seria a promissória comercial no exterior – Emma Frost permitiu que seu
nome fosse usado como referência, ainda mais por sua carreira exemplar aqui no
país.
_Por isso a
empresa Frost está muito mais perto de se tornar o nome padrão nos Estados
Unidos, - continuou – não porque talvez o comércio venha a falir após o último
plano, mas porque o nome tende a evoluir de pessoa para empresa e o nome de
qualquer outro dificilmente seria incluído após nossa fuga ao exterior, onde
certamente não haverá nenhuma chance de progresso político.
Em seguida
adverte:
_Hoje deverá
convocar todos os membros do clube para uma reunião solene, uma surpresa nos
aguarda.
Flammer
permanecia ansioso, não sabia o que poderia ser aquele pedido simplório de
reunião recebido em seu escritório interno do galpão. Uma data foi marcada e um
dos setores da grande mansão de Henrry Leighland foi o lugar decidido para o
encontro.
DESVIO
DE VERBA
À noite logo
chega acompanhada de um clima fresco. Apesar do tempo fechado e coberto por
nuvens em tons avermelhados, havia ventos e nenhuma ameaça de chuva. Em pouco
tempo o salão é ocupado pelos membros, inclusive outros que vinham dos setores
externos. Algo muito importante estava para ser revelado.
As cadeiras foram
preenchidas aos poucos, alguns capangas aguardavam de pé e outros assentados. O
local não era muito espaçoso e todos que ali estavam eram de confiança. Em
pouco tempo Donald Pierce chega após um árduo trabalho no Fórum Romano.
Uma maleta vinha
em sua companhia e dois capangas ao seu lado. No salão Flammer o recebe
aliviado após algum tempo de espera. Ao seu lado estava Sebastian Shaw. Este
havia demorado um pouco devido a um encontro com Racquel Morrison, uma
estudante de turismo que vinha acompanhando o clube desde a viajem da Índia.
Foi responsável
pelas reservas de hospedagem no hotel Pantheon e por várias pesquisas
turísticas. Recebeu o último colar de presente. A maleta é posta sobre a mesa,
em seguida, as duas traves são desarmadas. Um milhão de dólares se reluziam aos
olhos do grupo.
_Informarei sobre
a fuga. – Flammer se posiciona e continua em tom de voz grave:
_Hoje será o dia
em que a fuga será operada. As verbas financeiras foram devidamente desviadas.
_Como sabem, -
prosseguiu - não podemos ficar por muito tempo. Alguma coisa pode ser
desvendada pelo governo. Além disso, uma voa filial foi implantada em Roma para
melhor mantermos as relações comerciais aqui no país. Alguns nomes foram
selecionados para cuidarem do gerenciamento, estes saberão como agir.
O dinheiro,
claro, desde o início esteve destinado a fuga.
Se não fosse por isso talvez o trabalho não viesse a equivaler pelo
esforço. Antes fosse o uso de armas em troca de uma fuga pouco satisfatória,
mas a permanência no clube para verificação correta das vendas, nunca poderia
suceder senão acompanhada por todo aquele clima de mistério e tensão.
NOTA
EXTRA
Ainda no salão da
mansão de Leighand em Toscana o clube se reunia:
_Jhason foi um
importante elemento para conclusão do plano. Através da absorção da
pedra-Jaspe, foi capaz de realizar coisas incríveis. Após toda a experiência,
talvez haja algum novo poder mental despertado? – perguntou Flammer e em
seguida Jhason se aproxima:
_Basta apenas
fecharem os olhos e se concentrarem...
O grupo obedece.
Enquanto isso Jhason atraía o poder mental em sintonia dimensional. Alguns
segundos se passam e um misterioso cenário mental é criado.
As roupas sociais
modernas, o terno e a gravata se convertiam à tecidos finos e elegantes típicos
da segunda metade do século dezenove. Uma arandela central descia como uma
cascata, o brilho dos cristais se fundia à toda extremidade.
As taças eram
erguidas pelos convidados. Enquanto isso alguns dançavam uma música clássica
que surgia aguda pelo salão. Um tipo de valsa se sintonizava com o cenário do
sonho. Quatro pessoas surgiram de repente naquele instante. A primeira, apesar
de ser uma dançarina de origem indiana, não se diferenciava da roupa usada pelos
convidados. Rebeca Colibeuf foi direcionada por Flammer a participar da dança.
Em seguida surge a advogada Sheyla Shin, mantinha também o mesmo estilo de
roupa, foi recebida por Donald Pierce. Logo após da segunda pessoa, surge a
cigana Wanda Kassid que se uniu à Henrry Leighland. E por último surge a
estudante Racquel Morrison, dançava ao lado de Sebastian Shaw. Todas usavam
coincidentemente os colares confeccionados pela pedra-Jaspe. Wanda Kassid em
exceto havia feito um colar separadamente para si. Porém todas foram vítimas do
efeito psíquico produzido por Jhason Wingard, inclusive pelo contato das pedras
em sintonia com a influência mental do condutor.
Mestre mental
poderia ser agora uma referencia ao responsável por todo aquele cenário. Assim,
Emma Frost, que permanecia com o grupo desde o início, não se necessitou do
colar, portanto foi a última a ser convidada e diferente das outras, usava um
vestido alvejante que se reluzia aos olhos de todos os convidados. Recebeu um
anel de cristal de Jhason Wingard.
No fim de todo
mistério, a fuga é feita, um milhão de dólares estava em jogo. O clube se
instala em território norte-americano. Com o dinheiro investiram em novos
setores e tudo novamente ocorria bem aos ambiciosos recém membros da empresa
Frost.
FIM
BIOGRAFIA DO AUTOR
Em 1988 Neil Odenkir Kholer, roteirista
cômico e escritor surge da união de Weil Piter Kholer e Hallen Odenkir em Kiev,
Ucrânia. A cidade possui uma das mais
antigas unidades de ensino elementar da Ucrânia. Hallen Odenkir habitou a
cidade de Primorsko Akhtarsk na Rússia em 1975 para trabalhar como funcionária
do restaurante indiano Sagar, teve Veroneil, Odneil como os primeiros filhos.
Conheceu um dos sócios diplomatas chamado Acemir Éber que atuava como gerente
em Primorski Akhtarsk e possuía um restaurante associado em Karli Bhaja na
Índia. Hallen gerou Neilah em 1987, retornou à Kiev em 1988, mas as revoltas
políticas de 1989 na cidade causaram a separação pelo cartório de Hallen e
Piter em 1990. Os primeiros filhos receberam o nome do avô Omar Iddysthan porque
Hallen ainda não havia registrado seu casamento no cartório.
Em
1990 ocorre o reencontro de Éber que se uniu com Hallen. Passava as férias em
Primorski Akhtarsk após quase um ano da separação com Weil. Os conflitos
socialistas também causaram a perca do restaurante. A economia se enfraquece
obrigando Éber e Hallen à se refugiarem para a cidade indiana de Karli Bhaja em
1994 à trezentos quilômetros da costa oeste na Índia, onde outro restaurante
Sagar poderia manter a economia em vigor. Dos irmãos Veroneil e Odneil, apenas
Odenkir Kholer e sua irmã habitaram Karli Bhaja. Aprendeu o idioma lusitano
básico com a colonização portuguesa nas regiões de Pradesh.
Em 1997 um dos depósitos de carne do
famoso restaurante Sagar da cidade foi herdado após a morte do sócio Éber que
teve uma filha adotiva chamada Epfânya. Com apenas onze anos, em 1999, Odenkir
Khole dava início ao seu primeiro roteiro cômico. Em 2002 Odenkir completa o
aprofundamento científico e retorna à Primorsko Akhtarsk com Hallen Odenkir que
usou parte da herança para habitar a cidade. No mesmo ano Odenkir Kholer
retornou à casa de sua tia Enyd Odenkir em Kiev. Estudou Recursos Humanos,
Noções Filosóficas e Ensino Teocrático na Universidade de Melitopol em Donetsk,
poucos quilômetros de Primorsko Akhtarsk. Situada entre o Mar de Azov e a
represa de Kremenchug, a metrópole de Donetsk se estende pela Bacía de Azov e
chega a possuir partes do litoral leste da alfândega ucraniana com a Rússia o
que facilitava as viagens à leste no intercâmbio do roteirista.
Os métodos foram responsáveis pelos primeiros livros não
publicados de Odenkir. Encerrou os estudos em 2008, mas foi para o reformatório
no mesmo ano por uso de bebidas alcoólicas após se debater com Hallen, que
desejava sua permanência em Kiev. Hallen era contra sua carreira como
roteirista em Chicago. A família Odenkir estava perto da falência, o
restaurante na Índia foi desapropriado. Hallen Odenkir muda definitivamente
para Donetsk e a economia do restaurante Ratna de Primorsko Akhtarsk foi toda
voltada sob administração de Enyd sua irmã.
Hallen conhece Kassío em Donetsk onde
uma última filial foi construída, concluindo a companhia formada pelos
restaurantes Ratna em Kiev, Rhaja em Donetsk, e o Dracna em Primorsko Akhtarsk,
reaberto com a emissão das verbas internas após o apoio filantrópico de sua
irmã judia Silmah e a pensão de Éber admitido em cinqüenta por cento à Epfânya.
O nome foi modificado por sugestão de Silmah.
Um de seus primeiros livros 'Delivery' em 2009 foi iniciado
no centro de recuperação química quando Odenkir Kholer recebeu recursos de seu
pai Weil Piter Kholer para estudar Aprofundamento Ortográfico. A nova tarefa o
incentiva na criação de novos projetos. Após dois anos Odenkir Kholer retorna
do tratamento com ajuda de sua tia Silmah Odenkir e estuda Geopolítica.
A crise ainda afetava a família, havia falta de dinheiro e
dificuldades com as despesas em Primorsko Akhtarsk. O idioma inglês, usado em
algumas partes da Ucrânia, nas colônias de Donetsk e Primorsko Akhtarsk, era um
dialeto praticado desde o início de seus estudos na Índia até seu último curso.
Após seu primeiro livro em 2009, chamado Crystal Green, Odenkir Kholer decide
estudar em Krivoy quando conseguiu seu próprio financiamento publicitário e com
o aluguel do Dracna, desapropriado por insuficiência administrativa em
Primorsko Akhtarsk.
Os métodos foram responsáveis pelos
primeiros livros não publicados de Odenkir. Encerrou os estudos em 2008, mas
foi para o reformatório no mesmo ano por uso de bebidas após se debater com
Hallen, que desejava sua permanência em Primorsko Akhtarsk. Hallen era contra
sua carreira como roteirista em Chicago. Odenkir Kholer queima seus primeiros
livros de mistério e filosofia não publicados após o incidente na delegacia. Fugiu
de casa no mesmo ano. A família Odenkir estava perto da falência. O restaurante
na Índia foi desapropriado, Hallen Odenkir muda definitivamente para Kiev e a
economia de Primorsko Akhtarsk foi toda voltada para uma nova filial na cidade
sob administração de Enyd.
Krivoy, uma cidade metropolitana da Ucrânia onde se encontra
um dos mais importantes centros universitário de ensino foi habitada durante um
ano. Realizou seu segundo livro Delivery em 2010, estudou Ortografia
Sistemática e se graduou em Psicologia quando se fixou em Chicago. Conseguiu
seu próprio financiamento publicitário. Saiu de casa no mesmo ano com recursos
do Dracna, após exercer influência financeira. Decidiu desapropriá-lo por
insuficiência administrativa.
Em 2011 concluiu o terceiro livro Medal Silver. Em 2012
escreveu ‘Shell’. Em 2013 deu continuidade com o seu quinto livro chamado 'Epidemic'.
Odenkir Kholer conseguiu finalmente ingressar na faculdade de
Chicago quando próximo de esgotar seu investimento nos Estados Unidos.
A
notícia de sua viajem foi revelada somente após conseguir seu estudo por
definitivo, era tarde de mais, seu avô Iwan Davi Dant Stan era falecido. Alguns
parentes diziam que Odenkir Kholer seria a principal causa da crise na família,
mas Odenkir Kholer não desistiria enquanto terminado seus estudos e realizados
os seus objetivos. Em 2011 concluiu a terceira parte do seu trabalho com o
livro 'Epidemic'. No mesmo ano conseguiu publicar seu primeiro livro ‘Dream
Rock’, por uma editora local.
Seu
livro foi então catalogado pela International
Standard Book Number, este talvez seja o prenúncio do gênero criminal e
aventureiro prometido pelo autor e finalmente o lançamento do seu sétimo livro
‘copperfield’. Em Dezembro foi reconhecido pela Library of Congress (Biblioteca do Congresso Americano)
que contribuiu na divulgação do livro ‘Delivery’ e na publicação do livro ‘Shell’
em janeiro de 2012.
Nenhum comentário:
Postar um comentário