segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Edição 6 - Dream Rock

 

 

 

 

DREAM ROCK (A ROCHA DO SONHO)

6ª Edição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Dados Internacionais de Catalogação (CIP)

 


Catalagação RJ

Copyright©2014

Edição Arch

Bibliografia.

ISBN 65-9898-8988

 

Aautor: Guilherme Palhares

Diretor: Erick McBreg

Editor: Edward Rhozter

Tradução: Willian Ratsbonne

Revisão: Wania Bradford

Ilustração: Jhon Packman

Catalogação: Dyman Throika

Diagramação: Racquel Blast

Coordenação: Amanda Kitchener

 

Introução e seleção Sylvie & Debs

Patativa Pinheiro

01-564-800

                                    CDD-023

Índices para catálogo sistemáticos

I Crime – 035

II Aventura – 039

 

Editora® Delartes  1985

Maps World Diagramation

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE

 

EPILOGO......................................5

INTRODUÇÃO...................................6

A ENCOMENDA..................................7

UMA NOVA VISÃO..............................10

O PLANO PARA SALVAR O CLUBE.................13

A CILADA....................................18

O TRIBUNAL..................................26

A FUGA......................................34

A VIAJEM À ROMA.............................44

EM ROMA.....................................46

O REENCONTRO................................52

A EXPLICAÇÃO DA FUGA........................55

O LABORATÓRIO DE HENRRY.....................61

O GALPÃO....................................64

A AMEAÇA....................................67

O CONTRATO..................................71

O PLANO.....................................74

O CHAMADO...................................77

O CANDIDATO.................................81

A INFILTRAÇÃO...............................88

FIM DO PRAZO................................94

O ACORDO....................................99

A NEGOCIAÇÃO...............................103

AS VENDAS..................................107

O ANÚNCIO..................................109

A ABSORÇÃO DA PEDRA JASPE..................120

O COMÍCIO..................................124

A ELEIÇÃO..................................126

A INVESTIDA................................131

DESVIO DE VERBA............................136

NOTA EXTRA.................................138

BIOGRAFIA DO AUTOR.........................140

 

 

 

 

 

EPILOGO

 

 

 

Roma é a capital da Itália, é uma comuna italiana e está na região do Lácio. Roma se espalha pelas margens do rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas: Palatino, Aventino, Capitólio, Quirinal, Viminal, Esquilino e Célio. Segundo o mito romano, a cidade foi fundada por volta do ano 753 a.C. data convencionada por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são atualmente símbolos da cidade.

Desde então a região tornou-se o centro da Roma Antiga, o Reino de Roma, a República Romana, o Império Romano e, mais tarde, os Estados Pontifícios, o Reino de Itália e, por fim, a República Italiana.

No interior da cidade encontra-se a Cidade do Vaticano, sede da Igreja Católica Apostólica Romana e residência do Papa, que também é bispo de Roma. É a única cidade do mundo a hospedar no seu interior um Estado estrangeiro, por tal motivo com freqüência definido como capital de dois estados.

É uma das cidades com maior importância na História mundial, sendo um dos símbolos da civilização européia. Conserva muitas ruínas e monumentos na parte antiga da cidade, especialmente da época do Império Romano e do Renascimento, o movimento cultural que nasceu na Itália.

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

 

      A Rocha do Sonho é a intrigante continuação da série Delivery compondo a sexta parte da história. A ausência do principal líder do clube Barony será o principal fato responsável pelo engrandecimento financeiro externo e isto a partir da convocação de Bernard para o gerenciamento das entregas.

      Uma argilosa sabotagem foi sendo esquematizada por uma gama quanto as vendas de antibióticos. O embuste lançado pela epidemia então tornou-se o segundo fato responsável pelo lucro afinal. A entrega continua emocionante e acirrada, a perseguição policial a fuga e o julgamento contribuem para uma viajem à Roma, local onde o grupo surgirá como o clube Wingard.

      Jhason, um dos principais lideres, se torna um astuto articulador da fuga e após várias medidas para salvar as finanças do clube acaba por conceder seu próprio nome ao novo setor em Roma. A cidade aos poucos surge como um novo ponto de encontro e após cumprir pena, Flammer retorna com fôlego e pronto para desenvolver um novo plano de ostentação financeira. 

É importante frisar sobre alguns personagens da história que foram escritos baseados em nomes já existentes de outros roteiros cômicos, mas nada o bastante para alterar a dinâmica do clube.

 

 

 

 

 

A ENCOMENDA

 

 

 

As vendas ocorriam normais, como previsto, se limitaram em torno da cidade de Mumbai. No outro dia a notícia é transmitida através do visor sobre a cômoda da sala de estar onde pela manhã o clube se reunia.

_O antídoto da atual epidemia, foi aprovado pelo ministro da saúde pública Jeffrey Nitspark após sofrer crises de tosses. O medicamento foi eficaz e já está disponível ao público. O primeiro-ministro japonês Yuko Toya disse que vai examinar a questão e enviará recursos filantrópicos para a sanidade pública. O premiê indiano, Mahomad adverte sobre a incidência da epidemia que se limita apenas nas fronteiras de Mumbai e regiões de Bangladesh.

A notícia de que Bangladesh havia sido atacada pela epidemia alarmou os cientistas devido a longa rota do comércio. Um dos espiões revela:

_Fomos informados de que a lavoura também realiza embarques para Bangladesh.

_Impossível. Não temos condições de transportar a mercadoria para fazer as futuras encomendas, além do mais, não há transportes disponíveis. - comentou Bernard ao lançar o relatório entregue por seu capanga sobre a mesa.

_A não ser que Sebastian Pig entre em acordos preeminentes. – sugeriu.

_Sebastian Pig pode ser uma má escolha, não é nada confiável. Sobreviveu ao nosso ataque contra o Pig's clube, é um oponente arteiro. - disse Jhason.

_Portanto penso que não devo me envolver nas relações comerciais em Bangladesh, tenho péssimas relações com Sebastian Pig.

_Entrarei em contatos secretos. Uma oferta irrecusável será proposta, seus caminhões serão auxiliares com as próximas encomendas.

Em outra hora, por telefonema à Sebastian Pig, traficante de Bangladesh, Bernard negocia o transporte das cargas. Após alguns toques a ligação é recebida:

_Sebastian Big Pig, make a tomb to dig, a place of the lig...

Uma mensagem automática foi enviada em um tom de voz grave.

_Faça uma tumba a cavar o lugar da moda? - indagou - Este sujeito é mais estranho do que eu imaginava. - tentou mais uma chamada.

Os toques se repetem e finalmente:

_Sebastian Pig? - atendeu.

_Sou Bernard Lang. - disse pela descrição de um pseudo sobre-nome sabendo que Sebastian poderia reconhecê-lo como parentesco próximo de Flammer.

_Sou traficante de drogas na Índia, atuo em Mumbai e tenho uma proposta a negociar.

_Disponha-se!

_Uma mercadoria de drogas farmacêuticas de Mumbai até a cidade de Dacka em Bangladesh. Meus cargueiros se encontram indisponíveis, temos muitas encomendas a realizar na cidade e talvez não saiba, mas uma epidemia assola Bangladesh?

 

_Realmente algo muito estranho está afetando as pessoas de modo assombroso em Dacka. As noticias se espalham e parece que o cáos se originou exatamente em Mumbai.

_Devo confessá-lo sobre uma secreta sabotagem?

_Sabotagem?

_Este clima está acontecendo devido aos nossos planos. Sabotamos uma lavoura na região. Aditivamos uma substância alucinógena nas verduras, de sorte, é uma fornecedora de Bangladesh, portanto, mantenha-se fora da alimentação de legumes e verduras durante estes dias e estará isento da epidemia.

_Mirabolante. Evitarei as verduras e farei o transporte assim que me informar o local.

_Deverá manter sigilo.

_Não se preocupe.

_Seu transporte realizará o percurso de vinda até nosso ponto, - informou os dados do local onde se encontra a mercadoria - lhe entregarei toda carga farmacêutica e vinte por cento do material será paga como sua parte no plano.

_Perfeito. Estarei à caminho.

Uma nova negociação se confinou com Sebastian Pig, um antigo rival do clube, e uma nova aventura estava para acontecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UMA NOVA VISÃO

 

 

 

Bernard ainda permanecia inerte na sala de estar, procurava se aliviar da tensão do seu impulso respiratório após se disfarçar. A falsa informação emitida à seu rival dava a impressão de alguém realmente fora de alianças com Flammer. Um gole de wisk foi tomado em frações de segundos. Afrouxou sua gravata ao mesmo tempo em que se movia em direção à poltrona.

A porta toca em seguida, Bernard coloca a taça sobre a bandeja de alumínio, era Jhason, trabalhava como motorista de um dos caminhões cargueiros e estava hospedado na mansão.

Bernard se levanta surpreso pela visita, parecia não esperar por ninguém, tomou um suspiro de satisfação, era tarde da noite de um dia bastante agitado e Bernard não parecia a espera de alguém.

_O que devo a honra de sua visita?

_Tenho algo importante à comunicá-lo.

_Entre, por favor.

Ambos se acomodam nas duas poltronas do quarto. Outra taça é oferecida à visita.

_Então, como foram as últimas entregas?

_As cargas foram distribuídas em várias farmácias da cidade, não houve suspeitas, tivemos um lucro de quase oitenta por cento, Leighland em fim, se contentou com a encomenda. Uma delas realizou compra à curto prazo. Por outro lado, Ryah teve um desempenho similar, realizou entregas especiais para as farmácias ao sul. Rajid ajudou com um dos veículos emprestados por Leighland.

 

_Quanto as entregas à Bangladesh realizei contatos com Sebastian Pig, seus transportes estarão à caminho logo pela manhã. A estratégia foi perfeita, Marunagh conseguiu convencer o secretário da saúde pública sobre o antídoto e as notícias se espalham pela cidade.

_A fabricação das pílulas parece não ser suficiente para toda demanda. LeFeghts se empenha diariamente com a proporção das substâncias.

Bernard toma um gole da bebida.

_Afinal o que tem a dizer?

_Talvez não tenha observado, mas recuperei a pedra-Jaspe após vendê-la.

_Soube dos seus presságios nas últimas missões e... lamento pelos acontecimentos.

A pedra-Jaspe, desde o princípio, produzia efeitos de previsões pelo modo natural. E a separação de sua ex-namorada era um dos presságios identificados.

_Esta é uma parte da pedra que confeccionei após reencontrá-la em Nova Delhi. - retirou um dos colares foliado a ouro do bolso feito por uma das três partes separadas do cristal verde - Tenho um novo presságio. – suspirou.

Alguns segundos se passam e Jhason finalmente desabafa:

_A pedra-Jaspe revelou-me uma nova previsão!

Bernard se surpreende, mas descarta em seguida:

_Devo admitir que todos os presságios antepassados foram realizados como previsto, mas como Flammer, não sou tão supersticioso a ponto de acreditar nestes fatos, contudo, diga o que tem a dizer.

_A busca pela carga de Sebastian Pig será bem sucedida, porém a volta acontecerá uma grande emboscada policial.

Bernard deixa escapar um sorriso meticuloso.

_Tenha bons sonhos Jhason, o plano foi perfeitamente trabalhado para que a substância fosse fácil de ser encontrada e seguramente transportada. Não temos outras escolhas, não imaginava que a lavoura era uma distribuidora filial de Bangladesh e esta entrega será suficiente para concluir a missão, em breve descobrirão sobre o alucinógeno.

_Tenho algo a dizer, além disso. – tomou um rápido gole - Flammer está para sair, em menos de um mês retornará ao clube.

_Ótima notícia. Farei uma visita à embaixada de Nova Delhi para apurar as ações do clube. Deixarei tudo pronto para sua vinda.

Após ouvi-lo dizer sobre sua ida à embaixada de Nova Delhi, Jhason sugere:

_Um brinde. - levantou a taça – Por Flammer e pelo lucro afinal.

Bernard havia ignorado o sonho revelado, não poderia impedir as mercadorias a serem enviadas, talvez pelo atraso das entregas descobrissem sobre a venda ilegal. Jhason ao contrário seguia afinco as revelações que recebia durante o sonho e preferiu agir em torno do próximo fato a acontecer para garantir a segurança do clube Barony.

Alguns segundos de silêncio se passam e lembrando-se novamente sobre a ida de Bernard à embaixada do clube Jhason pergunta:

_À propósito, em que hora será a sua visita.

_Às quatro. – respondeu após um rápido gole.

 

O PLANO PARA SALVAR O CLUBE

 

 

 

No outro dia à tarde, Jhason elabora um novo plano. Aproveitando a ausência de Bernard em seu escritório, passou a averiguar todos os seus documentos, inclusive, o atestado patrimonial do clube que por ele mesmo já era sabido sobre a transferência do nome de Flammer à outro membro do clube para sustentação financeira.

De modo muito estranho, Jhason tentava encontrar algo entre os documentos armazenados em um dos compartimentos da estante embutida. Algumas pastas e outros envelopes pardos eram retirados agressivamente de seus lugares. Inicialmente Jhason tomou documentos originais que indicavam os dados específicos de Bernard, inclusive a cópia de sua identidade. Em seguida, separou particularmente o atestado patrimonial do clube.

Antes que alguém o flagrasse naquele ato condicional, Jhason devolve cada envelope ao compartimento da estante embutida. Caminhou lentamente em direção à cadeira de Bernard que estava posta de frente a mesa e, misteriosamente, colocou um dos colares confeccionados pela pedra-Jaspe em seu bolso interno do palitó que se pendurava sobre a cadeira.

Em outro compartimento do clube, Jhason instintivamente opera uma ligação:

_Embaixador público de empresas privadas, em que posso ser útil? – o receptor atende por uma voz grave e aguda ao mesmo tempo.

_Senhor Rodney? – Jhason se sobressai.

_Sim!

_É da promotoria do Clube Barony, quero uma entrevista para as três e quarenta e cinco.

_Seu pedido é uma ordem, estarei o aguardando.

Ainda por aquelas horas do dia Bernard decidi ir à embaixada de Nova Delhi como prometido por ele mesmo. A situação atual do clube bem como o gerenciamento das últimas vendas deveriam ser consultados. Passando pela avenida turbulenta Bernard demorava a chegar ao local pretendido, o trânsito era intenso e às vezes congestionado.

Antes de chegar ao local, Jhason já se ocupava coincidentemente por uma cadeira de frente à uma pessoa que mais seria o responsável por algumas averiguações documentais do clube. Sobre a sua cabeça observava-se um relógio cujo ponteiro marcava três e cinqüenta.

_Cinco minutos de atraso. – advertiu.

Em seguida o convida:

_Acomode-se!

Um gerente dotado de conhecimentos contábeis trajava uma roupa de tecido fino, permanecia atento às demais informações do computador, era tempo de calor na cidade. Jhason ao contrário usava roupas sociais. Inquiria naquele exato momento a transferência do clube para seu próprio nome.

_Venho tratar da transferência.

Jhason ainda não se conformava sobre a revelação que teve em sonho onde as últimas entregas seriam perdidas no caminho de volta.

 

 

 

 

O contador observava atento aos papéis, entre os quais, estavam documentos originais do proprietário além do contrato a ser assinado pela transferência do nome, que na verdade, seria uma cópia do original a ser autenticada. Antes de qualquer coisa o contador adverte:

_Tudo parece estar em mãos, contudo devemos ter a concordância do proprietário por sua assinatura legitima.

_Tínhamos combinado, ele parece estar atrasado! – dissimulou ao olhar para o relógio de modo preocupado.

Alguns minutos de suspense se passam, Jhason irritava seu anel discretamente enquanto ambos aguardavam pela chegada da terceira pessoa. O relógio finalmente aponta para as quatro horas e alguns toques surgem por trás da porta. Era Bernard a tratar dos assuntos internos. Jhason se surpreende em seu íntimo. O plano corria como imaginado. O contador se levanta e ao abrir a porta recebe-o direcionando a mão para saldá-lo.

_Estávamos a sua espera!

Bernard ainda permanecia parado, sua pupila se contraía, um estranho êxtase lhe veio à mente e certamente surgia pela interferência da pedra-Jaspe usada por Jhason, que confeccionada em seu anel, era friccionada discretamente.

O contador não entendia sobre a reação de Bernard que de modo imparcial não se movia para a saudação.

_Algum problema? – perguntou um pouco retraído após gaguejar.

Alguns segundos se passam e Bernard finalmente anda robusto em direção ao segundo assento por onde se acomodou inflexível.

O contador que antes suspendia sua mão em sinal de saudação agora o direciona para a segunda cadeira. Tentava se despistar da recusa, mas agiu em sinal do convite.

_O contrato, - informou Jhason por uma voz rígida e bastante hipnotizadora após mover as folhas em sua direção.

_Deve assinar como combinado. – o pedido surgia ainda mais indutivo do que sugerido.

Sem alternativa, Bernard move sua mão em direção a caneta e, movido pela influência mental, assina o termo sem ao menos saber sobre o que seria. Para Jhason não era algo a ser boicotado de seu sócio, mas continuava a pensar sobre a segurança do clube. Uma gota de suor corria por seu braço, o plano estava feito.

Em seguida, o contador aciona a transição usando as teclas do computador e após receber a autenticidade, emite a folha de contrato do clube como ordenado por Jhason. Após a confirmação da transferência do clube para seu próprio nome, Jhason se retira apressadamente com todos os documentos.

Bernard permanecia em êxtase, o contador sem entender sua presença faz uma pergunta:

_Algo mais senhor? – Bernard não atende.

O contador move sua mão sobre seus olhos que paralisados permaneciam imóveis.

_Senhor?

Bernard finalmente atende. Suas pupilas retornam ao normal, talvez Jhason tivesse tomado distância suficiente para terminar a influência mental criada pela pedra-Jaspe confeccionada em seu anel em sintonia com o colar colocado propositalmente no bolso interno do palitó de Bernard.

_Ah sim... – assustou.

_Parece abatido, deseja um copo de água?

_Sim obrigado.

O contador se move para o bebedor e retorna com um copo de água.

Após saborear um gole, Bernard finalmente revela sua verdadeira ida ao local.

_Desejo saber sobre o extrato atual da conta financeira do clube Barony, preciso saber sobre o gerenciamento interno.

O pedido parecia bem diferente do que Jhason desejava, contudo, o plano estava feito. O contador acessa o computador em seguida e a impressão é feita no mesmo instante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A CILADA

 

 

As notícias do outro dia precediam a origem da epidemia, o grupo tinha pouco tempo e uma última encomenda estava destinada à Bangladesh. Flammer, como dito por Jhason, estava perto em ser livre da prisão.

_O número de infectados se encontra em constate equilíbrio. A sanidade sob o efeito do antídoto chega à oitenta por cento. Alguns exames de urina apontam definitivamente a verdura como o principal efeito da epidemia após várias análises medicinais. Os médicos aconselham exames médicos, constante consumo de água e a prevenção de verduras...

_Parece que estes são os últimos estoques. - comentou Leighland enquanto assistia ao noticiário - De sorte, o nosso antibiótico foi produzido em relativa proporção às encomendas.

_Cem hectares de verduras para cerca de um litro do alucinógeno. A quantia parece perfeita, todavia, é um plano muito arriscado.

_Parece que temos visitas! - apontou um dos membros pela varanda superior após observar um caminhão cargueiro se aproximar.

_Permaneçam todos aqui até meu aviso. – Bernard imediatamente ordena após constatar a presença dos dois carros de Sebastian Pig.

Aproximavam-se da mansão de Leighland lentamente, estavam incumbidos ao serviço de entrega dos antibióticos. O negociante agia de acordo com o trato feito com o clube no dia anterior.

 

 

 

Um dos capangas internos percebendo a presença dos inimigos alça sua mão à arma posta em seu coldre direito. Bernard que vinha andando pelo corredor principal o interrompe ao mover contra a arma.

_Transportarão as últimas mercadorias à Bangladesh, realizei contato para poupar nossos transportes.

O grupo é ordenado à ajudá-los com a mercadoria. As embalagens foram sendo postadas sobre os cargueiros. Bernard o atendia em particular pela sala de visitas na parte inferior. Pretendia com isto ocultá-lo do restante do grupo que poderia rapidamente fazê-lo se desconfiar.

_Seja bem-vindo. – convidou-o após direcionar seu braço à um dos estofados da sala de visitas.

_Sinto-me honrado por sua visita, antes, devo-lhe desculpas pela distância percorrida.

_Nada como o exorbitante pagamento para alimentar meus pneus por estas estradas rumo à Mumbai.

_Como disse, depositei a parte do lucro da encomenda. Tudo estará em perfeito plano.

_Devemos nos apressar, a crise parece não poupar os afetados. Alguns sofrem alucinações, de modo que eu consumiria o alucinógeno antes mesmo de se sintetizar com a verdura.

Bernard deixa escapar um sorriso unânime e em seguida sugere:

_Tenho algo conveniente ao seu desejo.

Despejou um pouco de alguma substância em pó sobre o vidro da mesa central. Incluía alguns compostos de morfina.

_Serve para recobrar a atenção na estrada.

Sebastian Pig exala a substância através de uma tenaz.

_Não se preocupe. Conheço a rota melhor do que qualquer outro. Além disso, tenho a companhia de mais dois carros, Hector e Tasko escoltarão a carga.

_Ótimo.

Em seguida Bernard ativa o comando. O transporte foi devidamente pago por cheque à vista e os caminhões partiam ao seu destino como idealizado.

Antes da saída do distrito, porém, ocorre uma interdição policial. Sebastian Pig prosseguia à alguns quilômetros pela frente.

_Veja Hector o que é aquilo?

Um conjunto de cinco carros policiais se agrupava pelo acostamento adiante. As sirenes vermelhas permaneciam ligadas e aleatórias, a lateral azul dos carros se fundia com o branco predominante. Nas partes laterais, os brasões da corporação davam destaque.

_É um bloqueio policial.

Sebastian Pig reduz a velocidade, cerca de quinhentos metros separava o bloqueio dos traficantes. Um suor de preocupação lhe corria pelo rosto, talvez fossem ordenados a estacionar para as devidas checagens. O caminhão se aproxima.

O comunicador é ativado, Tasko e o restante do grupo são avisados pelos carros que seguiam atrás.

_Preparem-se, há um bloqueio policial logo adiante.

 Agora poucos metros separavam o veículo do bloqueio. Sebastian Pig apenas aguardava pela sinalização dos policiais. Uma linha de cinco carros ainda passava lenta pela patrulha, o suor corria pelos poros de seus braços. Até aquele momento não havia carros suspeitos. Na outra pista poucos carros vinham.

O momento tornou-se angustiante. Tudo apenas dependia da reação do guarda principal que se posicionava entre um e outro carro pelo acostamento numa operação formada por cinco viaturas.  Um dos guardas finalmente acena com as mãos pedindo para que o veículo fosse estacionado.

_É uma emboscada! – manuseou a marcha pronto para a fuga.

O caminhão até determinado momento surgia em velocidade reduzida, porém ao notarem a ordem emitida pela sinalização de um dos policiais, o grupo se prepara para a fuga.

_Acionem as armas, temos companhia. – comunicou ao restante.

Uma derrapagem frenética surgiu entre o pneu e o asfalto. O volante é movido compulsivamente a fim de se desviarem da patrulha. Logo em seguida, um rifle calibre doze é sacado por Sebastian Pig. Antes que os policiais mais adiante reagissem, Sebastian dispara o primeiro tiro no carro conseguinte. O grupo se divide, o primeiro carro Focus cor marron-pardo invade a pista pela contra-via fazendo com que outros carros se desviassem pelo acostamento. Sebastian Pig toma a linha central pela frente, enquanto o segundo carro Pólo seguia a mesma trajetória passando rapidamente pelos policiais.

A polícia se alarma, o comandante tomava a frente enquanto comunicava o ocorrido pelo comunicador-central. Em pouco tempo Sebastian é alcançado, dois carros o cercava pelos lados, o primeiro é danificado ao sofrer um tiro no pneu. Logo em seguida, o segundo é deslizado pelo acostamento ao ser impulsionado por uma colisão lateral.

 

Os dois carros restantes surgiam velozes, disparavam incessantes tiros contra a lateral do caminhão. Seguiam adiante e ordenavam o fim da fuga. Sebastian Pig reage, porém não obteve êxito ao detê-los, os tiros em contra partida foram quebrando o vidro dianteiro.

Durante a fuga algumas alamedas em cujas bifurcações existiam entradas eram observadas pelo motorista, Tasko e o restante são ordenados:

_Reduzam a velocidade e permitam que os policiais façam a ultrapassagem. Faremos uma fuga de contorno. – desligou o comunicador.

_Eliminarei o último veículo. - disse ao co-piloto.

Os dois carros adiante reduziam a velocidade como ordenado. De modo que andavam à frente do veículo para escoltá-lo. O segundo carro policial não teve dificuldade ao se desviar dos dois veículos de Sebastian Pig que foram reduzidos, andava pela pista da esquerda na contra-via. Se posicionava um pouco atrás do caminhão sendo orientado pelo primeiro carro policial que bloqueava a pista no sentido principal.

Observando a redução, o primeiro carro policial converge pelo acostamento, uma nuvem de poeira se formou pelo desvio, mas em poucos segundos retornou ao sentido original. Os dois carros dos fugitivos andavam pela mesma pista de ida. Não reagiram aos disparos contra o caminhão até que uma fuga fosse esquematizada.

Hector passa pelos carros, não sabia o que o chefe pretendia ao emitir aquela ordem. O último carro policial que seguia pela lateral traseira da esquerda do motorista apenas observou o desvio do caminhão para a passagem dos dois carros reduzidos.

O traficante, que antes o impedia pelos tiros de rifle, bloqueia a ultrapassagem. Certo carro da estrada se aproximava, Sebastian Pig retorna ao sentido original para evitar uma colisão. Ao avistar a viatura com a sirene ligada, o motorista daquele simples carro prefere fazer o desvio pelo acostamento.

A perseguição continuava acirrada. O único elemento após a passagem daquele simples carro agora seria um viaduto à aproximadamente um quilômetro. Seria cruzado em breve. Sua largura de aproximadamente cinqüenta metros apenas fazia a junção da pista superior por onde outros carros transitavam. A pista parecia pouco oportuna para saídas colaterais, após o acostamento uma junção terrestre do viaduto com a pista principal surgia bloqueando as saídas formando uma espécie de mureta em ambos os lados.

Ao observar a junção Sebastian Pig pensa na hipótese de fuga. As muretas impedindo as saídas laterais sem dúvidas dariam oportunidade de fuga após encurralar a primeira viatura.

_Vou convergir o veículo ao máximo, se segure. – avisou à seu companheiro de bordo.

Ambos, porém, contavam com o outro perseguidor:

_E quanto ao segundo carro? – o ajudante se preocupa.

_Não temos escolha! – disse após se aproximar acerca de quinhentos metros do viaduto. O ponteiro do acelera alcança o limite máximo.

Nada obstante Sebastian Pig derrapa sobre o asfalto acerca de trezentos metros do viaduto.

 

A carroceria aos poucos se deslizava, prosseguia continuamente ao preencher a pista em ambos os lados, o chiado do barulho estendeu por toda área. O primeiro carro policial apenas acelerou para não ser tragado pela carroceria que, após formar um ângulo de noventa graus, impedia qualquer tipo de mudança na convergência.

O veículo finalmente estaciona ao colidir contra a mureta do viaduto, impedindo o carro à frente.

O último carro policial, percebendo o acidente adiante, se desvia pela esquerda, não teve alternativa. O motorista sentia ludibriado pela movimentação do fugitivo. Pouco cogitou sobre a possibilidade do impacto. Colidiu, portanto, sobre uma das muretas do viaduto. Os freios foram ineficazes.

Sebastian Pig descia da cabine desajeitado. Seus passos rápidos e embaraçosos unidos ao seu pesado rifle calibre doze o fez tropeçar pela pista, em seguida vinha Hector ao lado do segundo carro do grupo que foram reduzidos. Após se esforçar Sebastian Pig consegue entrar no carro junto com seu ajudante. Na viatura os policiais se atrapalhavam com o airbag ao mesmo tempo em que tentavam desativar o botão de destrave do cinto de segurança.

Sebastian Pig ganha tempo para fugir e embora alguns tiros ainda fossem disparados do último carro policial colidido contra a mureta, a fuga estava feita. O crime é descoberto e como previsto pelo sonho de Jhason, uma cilada verdadeiramente havia ocorrido.

Após algumas horas, Sebastian Pig entra em contactos com Bernard. O telefone toca, uma voz surgia rouca e afobada

_Tenho péssimas notícias! – tentava encontrar fôlego, suspirava ofegante preocupado mesmo após algumas horas da fuga..

_O que houve. – assustou Bernard.

_Uma emboscada. Levaram toda mercadoria da encomenda.

O negociador se levanta da poltrona de súbito. Sua taça foi abandonada ao lado quase que por derramar o wisk sobre a bandeja.

_Realizarei uma viajem à Nova Delhi, as investigações decorrentes da fuga poderão levar ao nosso paradeiro. Retornarei a ligar com mais informações. – desligou de modo rude, frisou os lábios remoendo os dentes.

O grupo é informado sobre o ocorrido e em pouco tempo realizariam a viajem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O TRIBUNAL

 

 

 

Os dias se passam, a epidemia é solucionada, o grupo havia conquistado uma grande fortuna, porém, uma grande perca afetou gravemente as negociações do clube. De volta à Nova Delhi, Bernard recebe uma intimação. A polícia havia descoberto a ilegalidade do transporte em cuja condução estava Sebastian Pig. Foi o principal suspeito da carga enviada à Bangladesh. As investigações revelavam o recibo de um dinheiro emitido pelo negociante identificado como Bernard Yriodit. Ambos são intimados à depor na delegacia de Mumbai, região onde foi encontrado a carga.

_Não pode ser! – bradou Bernard.

_O que houve? – perguntou Ryah que assentava ao seu lado no escritório.

_Uma intimação! – desabafou após uma observação da correspondência.

_Fomos suspeitos da fuga realizada em Mumbai. – prosseguiu.

_Um flagrante?

_Não. Sebastian Pig assegurou-me de que as placas de identificação eram falsas. Não poderão descobrir o responsável. – levantou chocado – irei contatá-lo.

Enquanto ambos saiam da sala, Jhason surgia por outro compartimento dos fundos no mesmo escritório após ouvir a conversa. Aproximou rapidamente da gaveta no escrínio e procurou pelos documentos de Sebastian Pig quando em negociações com o clube. Um envelope pardo com alguns registros é encontrado. Um contrato referente ao transporte de cargas continha a numeração da placa do veículo.

Em seguida Jhason acessa à rede de transportes pelo computador ao lado. A tela surgia em imagem completamente preta, as letras em branco surgiram com a descrição do responsável após a inscrição da placa digitada mediante as teclas. O código do veículo aparece após uma variação de números e registros. A opção imprit no painel de controle é misteriosamente acionada. Uma folha imprimida se destacava aos poucos. Foi retirada da impressora e posta com cuidado em um envelope amarelo-pardo. Jhason se retira rapidamente ao colocar o envelope sobre o bolso interno do seu palitó. Algo muito estranho estava prestes a acontecer.

Sebastian Pig e Bernard como principais suspeitos do crime combinam o silêncio definitivo sobre o ocorrido:

_Espero que o silêncio agora seja o melhor meio de manter nosso acordo ativo. Certamente farei o retorno do cheque. – disse ao negociador após um breve diálogo entre ambos.

_Não se preocupe, vou manter o sigilo a respeito do nosso acordo e quanto ao cheque, poderá ser usado para um eventual suborno, os promotores deverão ficar isentos do caso.

Bernard realiza a viajem à Mumbai conforme a intimação. Um amplo tribunal se dividia por dois setores públicos onde as pessoas se assentavam como espectadores. Os bancos de madeira formavam um conjunto similar ao púlpito do juiz que se dividia em três compartimentos sendo a coluna central feita de molduras em mogno sondada até o fim das tribunas laterais. Eram concluídas pelas separações dos jures. Pela esquerda e direita, os respectivos réus se posicionavam à frente do juiz.

Bernard se assentava de um lado, Sebastian Pig do outro. Os advogados de defesa dos réus se apresentam perante o juiz, enquanto que por aquelas laterais se posicionavam os promotores. Um escrivão permanecia em uma parte independente, usava um micro-comupador conectado à rede interna de identificações sociais para os devidos processos e esclarecimentos. Jhason e os outros permaneciam como convidados nos fundos onde pela parte frontal se estendia uma divisória entre o público. Na parte da frente os advogados e os respectivos convidados. O interrogatório foi realizado, a advogada de Bernard se apresenta. O juiz inicia:

_Foi encontrado um veículo para transportes de carga média, em uma largura de dois metros e vinte, três de altura e doze de comprimento. Carroceria cromada para abertura traseira, cabine dianteira azul e preto, marca Wolvo, em cujo interior havia uma mercadoria de pílulas medicinais, conhecidas como, oxazolidina.

_Segundo o agente policial e comandante da patrulha Max Rusttin, - continuou - o veículo foi encontrado na segunda rodovia à oeste pelas fronteiras de Mumbai em estado de danificação nas partes dianteiras e laterais. Segundo a perícia, as placas dianteiras e traseiras de inscrição 2531 PIG não apresentam o responsável pelo veículo e o chassi não possui nenhuma identificação. – concluiu ao abrir o inquérito.

 Em seguida uma promotora se levanta para as devidas perguntas.

 

 

 

_Um veículo policial foi danificado pelas rodas dianteiras, e o outro pela lateral. Todos apresentam estado precário.

Alguns segundos se passam, a promotora faz um rápido suspiro acompanhado de um olhar intimador. Observou obliqua através da parte superior das lentes de seu óculos. Finalmente a promotora arrisca uma pergunta.

_O conflito ocorreu pela inexistência do registro na identificação do veículo? Isto é, seu bando fugia por não conseguir provar a respeito da veracidade das placas referente ao registro do veículo. – após uma pausa a promotora observa o réu, retornou à leitura rapidamente impedindo que a resposta fosse dada após o intervalo:

_Pelo transporte irregular? Isto é, o veículo estava isento de registros fiscais como vasculhado pelo policial Max Rusttin.

Novamente a promotora retorna à leitura do questionário e em seguida conclui:

_Ou pelo produto clandestino? Isto é, seu grupo transportava mercadorias ilegais e não tinha como provar a veracidade do material aos policiais. – perguntou ao réu.

Após concluir a promotora encara o réu por completo:

_O conflito ocorreu por nenhuma dessas alternativas. – respondeu otimista.

_Resposta errada. – a promotora retruca.

_Já disse que o veículo não me pertence. – bradou Sebastian Pig - Não sei se este transporte era irregular ou se os produtos eram clandestinos.

_Segundo a perícia, não foi encontrado nenhum documento nas partes internas do veículo que constatasse a regularidade do transporte. – a promotora continua.

_Outras investigações afirmam a inexistência da propriedade jurídica inscrito nos códigos das embalagens, eram falsas?

_Nunca trabalhei com transportes irregulares. – respondeu cansativo através de muita insistência. Seu corpo transpirava, complementou mesmo sabendo que suas cargas eram todas clandestinas.

A promotora apela para um segundo indício:

_De acordo com a inscrição das placas, encontramos a cidade de Dacka. Embora não houvesse ninguém responsável, conseguimos encontrá-lo a partir das investigações no tocante aos transportadores de cargas e mercadorias. Entre estes transportadores, ninguém poderia ser reconhecido como Pig, senão Sebastian. – agora seu olhar era direcionado ao juiz.

_Procurei entre advertências policiais e descobri sobre este apelido Pig. – a promotora faz um suspense ao direcionar seu olhar ao público e após o intervalo conclui:

_Por sinal, é o mesmo inscrito na placa.

O público se manifesta, o juiz apenas ouvia os boatos longínquos sobre aquela declaração. Deduziu que o manifesto seria sobre as várias possibilidades de encontrarem o mesmo apelido com pessoas diferentes. Porém, muitas cargas eram transportadas por Sebastian quando em poucas probabilidades de fiscalizações.

_Silêncio. – bradou o juiz após bater seu martelo de madeira à mesa.

_Tempo esgotado. – interveio.

Em seguida ordena:

_Apresente-se o advogado do réu a depor.

 

 

O advogado de defesa de Sebastian Pig se levanta após o sinal:

_De fato Sebastian realizou muitos transportes de cargas, mas nada que possa elucidar o verdadeiro responsável. Na verdade estudei a advertência policial e não há nada que possa dizer se verdadeiramente Sebastian possuí este apelido. O uso do termo pode também ser atribuído à outra pessoa. Tratando-se de uma briga, esta pessoa teria usado o impropério Pig contra o inocente do caso, e nesta ocasião o nome do réu se encontra suspenso.

Uma discussão estendeu pelo tribunal. O juiz agora entendia o tom de conformismo entre alguns prováveis parentescos do réu.

_Sebastian? – o juiz redireciona o questionário ao júri após sua tradicional batida com o martelo.

_Realmente Pig trata de um apelido íntimo meu, porém, tenho muitos amigos e alguns usam o nome Pig como símbolo, mesmo porque, sou proprietário de um restaurante que atende pelo mesmo nome.

_Sebastian permitiu que uma pesquisa fosse feita a partir de seus registros financeiros. – disse a promotora interferindo no caso – Realmente não há registros sobre nenhuma empresa de transportes. – concordou.

_Contudo, - a promotora insiste com sua refuta ao retornar a leitura do inquérito - há uma transferência no banco, exatamente um dia anterior do crime, no valor de vinte mil dólares no nome de Bernard Yriodit. – observou o réu ao conferir o nome em uma folha contábil - Por este motivo o convido a depor.

Sua pulsação se eleva, mas logo contesta:

 

_Usei este dinheiro para fazer um pagamento de um antigo débito pessoal.

_E o que se refere?

_Pérolas.

_Bom, devo pedi-lhe autorização para a checagem de seus bens pessoais para analise de transições financeiras.

_Não, - bradou assustado ao mesmo tempo em que estendia o braço. Era uma manifestação pouco inerente ao seu disfarce – quero dizer, - gaguejou.

Bernard tentava encontrar argumentos, mas admitiu severamente:

_Não posso aceitar. – despistou.

Uma nova discussão estende no tribunal. O juiz entende que o público poderia pensar sobre um suposto serviço forçado. Os indícios corriam contra Bernard, porém ainda não havia a checagem. O martelo instantaneamente bate sobre a mesa.

_Silêncio. – bradou após direcionar seus olhos ao escrivão. O juiz sabia que uma checagem instantânea no computador poderia rapidamente incriminar o réu declarando o fim do interrogatório.

O juiz arrisca:

_Talvez tenha algo que não queira informar à policia. Despesas, negociações secretas, desvios?

_Autorização negada. – insistiu.

Bernard permanecia tenso, o domínio das ações do clube em seu nome poderia ser o fim da picada e das tais investigações. Logo descobririam sobre os segredos do clube e Bernard estaria detido.

A promotora observa o juiz e solicita:

 

 

_Tendo a prova de uma transição bancária no nome do réu, em data aproximada ao ocorrido e em valor superior aos outros. Exijo que sejam feitas as verificações dos bens para as devidas investigações.

O juiz por alguns segundo permaneceu indeciso, por pouco compartilhava do mesmo entusiasmo do público. Ao contrário do que esperavam os membros do clube Barony o juiz confirma:

_Pedido concedido.

Bernard assina uma autorização com o número de acesso contábil, a promotora segue rumo ao legislador.

_Robert. – apontou ao escrivão que realizou a pesquisa em seguida.

Alguns segundos se passam, finalmente o resultado é revelado:

_Não há nenhum bem em seu nome! – assegurou o escrivão ao observar um vazio na tela por onde apenas conseguia-se notar descrições referentes ao imposto do carro do réu.

_Como? – a promotora se estranha.

Os comentários se dissolviam. Os membros do clube Barony olhavam entre si, Bernard não mais aparecia como responsável pelo clube. O juiz declara um intervalo de trinta minutos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A FUGA

 

 

No momento do intervalo Jhason permanecia pensativo, observou atentamente os dois guardas que acompanhavam Bernard. Pela saída da galeria procurava pela advogada Sheyla Shyn. Entre os corredores internos havia vários compartimentos, alguns escritórios e outros departamentos. Jhason andava pelos setores apressado, muitas salas estavam vazias ou fechadas.

De repente algo o surpreende. Uma sala com a porta semi-fechada transmitia sons de vozes. Entre esta sala e o corredor havia um pequeno compartimento onde os casacos de cada policial permaneciam sobre os postiços na parede. Era intervalo, talvez estivessem discutindo sobre o assunto do tribunal ou tomando um rápido café. Um deles segurava uma xícara.

O pequeno local parecia próprio para recepção e identificação das pessoas antes da entrada. Era um ambiente escuro, tão-somente zelava sobre seus arredores alguns casacos policiais. Eram roupas típicas dos agentes que operavam durante a noite. Um escrínio do lado direito estava vazio. O ambiente era realmente escuro, as luzes estavam apagadas e a qualquer momento alguém poderia surgir.

Aproveitando a melhor oportunidade antes de ser avistado, Jhason retira algo estranho do seu bolso. Parecia ser não somente um objeto, mas vários. Instintivamente foram postos nos quatro bolsos diferentes de cada policial.

 

Eram cristais neutros e sem cores. Possuíam tamanho entre três à cinco centímetros. Apesar do tamanho, eram consistentes e pesados. Jhason se apressa. Postou os cristais em vários bolsos diferentes. Foram bem distribuídos para causar a menor impressão do peso.

Ao sair da sala um dos membros do tribunal passa ao seu lado quase o apanhado em flagrante. Este o pergunta:

_O que anda fazendo por aqui? – disse não muito desconfiado, porém recíproco - Precisa de alguma coisa?

_Estou procurando a advogada de defesa, seu nome é Sheyla Shyn.

_Por aqui. – apontou-lhe o local onde se congregavam alguns advogados durante o intervalo.

Jhason, se aproximando da porta de entrada acena com a mão de modo bastante discreto. Sheyla o reconhece, era uma mulher de cabelos claros e boa aparência, vestia um palitó cinza e um suéter branco. Foi contratada pelo clube a defender Bernard. Ela se aproxima:

_Quero conversar em particular.

_Pode dizer aqui mesmo.

_É sobre o caso, quero que não diga sobre as negociações estrangeiras.

_Seria realmente difícil se as ações estivessem surgidas no nome de Bernard. Neste caso, porém, não devo nada a declarar. Nenhuma ação se encontra mais em seu nome e Bernard havia garantido sobre a existência de tal empresa em Nova Delhi. – estranhou.

_Tenho outra sugestão. Temos as notas contábeis que comprovam a compra das pérolas. Sebastian Pig pode inocentá-lo se tudo ocorrer bem.

_De fato já esteve envolvido com esta venda. No entanto se Sebastian Pig for acusado, Bernard também será acusado.

_Por qual motivo?

_Sebastian dirá sobre o pagamento da mercadoria através deste dinheiro. Quero que conteste isto alegando a nota contábil que tenho lhe falado referente a pérolas.

_Precisaremos de averiguação e tempo. Talvez as datas não sejam relativas?

_Devo entregar-lhe algo. – interrompeu Jhason ao retirar do seu palitó uma das três pedras-Jaspes lapidada no colar de ouro – Aceite isto como gratificação, transmitirá sorte e concentração.

_Obrigada. – disse enquanto Jhason suspendia sobre seu pescoço.

_Tenha boa sorte. – retirou-se discretamente.

Um novo inquérito iniciou após o intervalo. A promotora introduz

_Segundo a descrição das principais características do criminoso dadas pelo policial e comandante Max Rusttin, o motorista responsável pelo transporte o assemelha em muitos aspectos e segundo a descrição da placa com o idêntico nome signo do réu, solicito que seja aberto uma futura investigação no tocante às devidas ações.

_Pedido concedido. – o juiz declara - O réu terá um prazo de vinte e quatro horas para se declarar. – confirmou.

_De acordo com a etiologia da fórmula do produto transportado à Dacka pelo governo, existe uma cópia ilegal da droga. Neste caso, segundo o artigo, Sebastian poderá ser autuado em flagrante por tentativa de fuga e transporte de mercadoria ilegal.

_Advoga Sheyla Shyn, apresente-se para as devidas conclusões.

Levantou lentamente sobre o banco onde se assentava. Iniciou o discurso após alguns segundos de silêncio. Os membros do clube Barony permaneciam apreensivos.

_O veículo não possui informações explicitas, a carga foi transportada ilegalmente, ambos são suspeitos... – andava enquanto lia alguns artigos sobre a folha - senhor Sebastian, de acordo com sua ficha de ocorrências havia um conflito entre seu grupo e Benayla Yriodit, parentesco de Bernard. Este conflito foi referente a uma dívida. Este dinheiro, portanto, foi transferido sob ameaças?

_De forma nenhuma.

_O senhor estava ciente desta dívida?

_Sim.

_Sendo Bernard membro do outro grupo do conflito e se tratando de uma rivalidade quanto ao pedido da encomenda, talvez Sebastian não se interessasse em realizar novos acordos com Bernard, primeiro por ser parente do seu rival e segundo por ter que ainda enfrentar vários quilômetros até a cidade. Mas tratando da dívida fica evidente a transferência referente às pérolas.

Por algum momento Sebastian permaneceu calado, sabia que o processo corria mais a favor de Bernard que observava discretamente.

A voz de Sheyla se cala. De repente lhe sobreveio um êxtase, a advogada se apresenta sob um aspecto pálido, mudou repentinamente. Não parecia estar bem. Permanecia concentrada, sua pupila se contrai, algo estranho lhe ocorria no momento. Aproximou-se da tribuna, e relatou:

_Tenho o responsável pelo veículo...

O público a favor contestava em tons de vozes. Os boatos se espalham pelo tribunal. O martelo é tocado.

_Silêncio. – ordenou o Juiz – O que está dizendo? – espantou após acenar ao escrivão.

Um escrivão nos fundos seria capaz de fazer um breve relatório em um microcomputador capaz de se conectar a corregedoria central para conseguir detalhes sobre a legalização jurídica de propriedades.

Atenta a advogada prossegue:

_O número do chassi não identificado é...

_9, B, V.

Uma voz profunda e oculta surgia por sua mente indicando a região geográfica do veículo, país e fabricante. Jhason ao mesmo tempo esfregava seu anel de modo bastante apreensivo. O fenômeno realmente estava relacionado à pedra-Jaspe.

_9, B, V. – repetiu após ouvir a voz.

_H, E, 2...– a mesma voz continuava hipnótica e profunda.

_Carroceria Hatch, motor 180 cavalos. –confirmava o escrivão.

À medida que Robert anotava, mais os dados referentes ao veículo de Sebastian Pig apareciam. O olhar de Sheyla era estranho, algo muito diferente ocorria por sua mente. No banco Jhason apenas friccionava o anel bastante preocupado. Havia um suspense entre o público.

_H, E, 2. – continuou.

Sebastian Pig já se levantava desconfiado de algo. Aturdido questionava:

_Do que ela está falando?

Alguns segundos passam:

_1, J, X... 150 132. – concluiu após um súbito desmaio.

Finalmente o escrivão confirma:

_Número de série pertinente à... Sebastian.

_Cabine preto e azul com detalhes brancos, cabine cromada, exatamente como relatado pela promotora. Multas atrasadas, transporte ilegal de mercadorias, drogas ilícitas, drogas adulteradas, narcóticos...

O réu se levanta injuriado, aspecto bruto, tornou-se pálido. Um grande alvoroço surgiu entre os convidados.

_Do que está dizendo? – bradou entre o público que formava um clamor de especulações.

_Detenha-o. – ordenou o juiz – Considero culpado pelos delitos citados até que haja outro veículo da mesma espécie em seu domínio.

Os guardas se aproximavam.

_Tínhamos combinado miserável! - se exaltou contra Bernard ao apontá-lo.

Em seguida o réu se vira em direção ao juiz.

_Este também é o responsável pela encomenda, - dizia enquanto tentava escapar das mãos dos policiais que o mobilizava - o nome de Bernard encontrado como responsável pelo depósito do dinheiro encontrado no relatório bancário, trata-se de um pagamento efetuado pela entrega, tenho o contracheque da gratificação.

_Detenha-os. – ordenou para que Bernard também fosse detido.

_Tenho a prova. – sua voz saia pelos fundos.

A advogada parecia não se sentir bem, estava inconsciente, alguns acudiam enquanto permanecia ao chão. Em seu pescoço o colar confeccionado pela pedra-Jaspe dava destaque. Quatro policiais se aproximavam para detê-los.

 

Bernard por outro lado era levado para fora aos fundos de modo separado da imprensa interna.

No mesmo instante, próximo da saída nos corredores dos fundos, um agente seguia andando distraído. Vasculhava no bolso de seu casaco algo que o fazia sentir além de seus acessórios. Passando por uma porta entre o corredor o mesmo guarda sofre um desmaio. A porta fechada se abre no mesmo instante. Do ponto de vista da porta principal do corredor, apenas observava-se os pés do guarda sendo arrastado para dentro daquela sala.

Logo em seguida, vindo da mesma porta principal, Bernard era conduzido por um dos policiais. A porta se escancarou de súbito, o barulho do alvoroço apenas cessou após a união das divisórias. O agente permanecia tenso, carregava consigo a chave da viatura. Era o responsável pelo caso de ambos os réus.

De repente, ao passar pela mesma porta central, o agente cai cineticamente ao chão. Sofreu um desmaio coincidente ao outro. Algo muito estranho havia ocorrido. Outro agente policial surge da sala central após a queda. A porta antes fechada abre de repente, Bernard se assusta com o que acontecia:

_Não se mova. – o mesmo agente aponta sua arma.

_Olhe para frente. – disse ao mesmo tempo se agachando para acudir o outro agente desmaiado. Rapidamente ele se levanta, tomou a chave da viatura e antes de qualquer coisa o policial ordena:

_Prossiga, não olhe para trás. – pegou pelas suas algemas dando-lhe um empurrão para frente e o conduzia pelas costas ao toque do revolver.

Do lado de fora havia uma multidão, muitas fotos eram tiradas pelos jornalistas, um grupo permanecia à espera. Apenas um policial acompanhava Bernard. Seu quepe ainda o tampava metade da fronte. Sua face parecia estranha, os flash’s se demoviam. Colocou Bernard no veículo compulsivamente e acionou a sirene do carro. Este ainda não o reconhecia.

No banco traseiro, Bernard sem nada entender ainda permanecia algemado, tentava focalizar o rosto do policial pelo retrovisor central. Ao distanciarem da imprensa, o motorista de olhos verdes-claros e cabelo longo finalmente se revela ao mover seu rosto antes reclinado em direção ao retrovisor central:

_Segura-se. – convergiu uma rua ao derrapar dos pneus.

_Jhason?

Era Jhason. Por incrível que pareça, havia livrado Bernard da confusão. No mesmo instante um policial sem fardas surge da porta de saída:

_Peguem-nos.

Usava apenas uma cueca. O carro ruía os pneus sob o atrito com o solo. Ambos seguiram para um determinado porto da cidade. O motorista desce do carro para tirar as algemas. Se aproximando do píer de frente ao rio em um lugar bastante seguro Bernard ainda espantado questiona:

_Como conseguiu tal proeza?

_Como disse, a previsão foi confirmada. Ou não se lembra quando o disse em seu quarto quando estávamos em Mumbai sobre a emboscada policial?

_Realmente a mercadoria foi apreendida.

_Pela segunda vez disse sobre isto.

_E como conseguiu este disfarce?

_Foram os poderes místicos da pedra-Jaspe. Além da previsão, a pedra-Jaspe em contacto com o cristal neutro pode causar o êxtase repentino.

_Sim, discutimos sobre isto ao conferir a notícia da mineradora.

_Coloquei alguns cristais nos bolsos dos guardas que o acompanhava, foram extasiados pela aproximação da pedra-Jaspe confeccionada em meu anel.

_Impressionante.

_Porém, um terceiro poder está contido neste cristal. Foi revelado por uma cigana. Recuperei a pedra e confeccionei três colares diferentes.

_E sobre o que se trata o terceiro poder?

_Energia mental, as duas partes do mesmo cristal em aproximação pode gerar esta energia. Primeiro entreguei à advogada um dos colares como uma lembrança qualquer. Obviamente a advogada não sabia sobre o crime. Pela influência da energia consegui revelar o chassi de Sebastian.

_Havíamos combinado.

_Planejei a fuga antes.

_E as outras duas?

_Uma entreguei à Rebeca Colibeuf, uma dançarina indiana quando estivemos em Mumbai.

_Não consigo compreender como não perceberam.

_O momento de transe é místico, as lembranças são vagas. Isto também explica como fiz a transferência do seu nome como possuidor do Clube Barony para o meu.

_Quando suas ações foram apuradas na embaixada de Nova Delhi para a chegada de Flammer em Mumbai, resolvi segui-lo. Sob a influência do cristal realizei a transferência.

 

_Isto é fantástico!

_Pensei levar a sério o presságio da pedra-Jaspe e como meio de se prevenir de uma eventual procuração policial após sua encomenda realizei tal tarefa.

_Então foi por isto que não identificaram o clube em meu nome após as investigações no tribunal.

_E talvez não tenha notado, mas seu casaco é o mesmo quando assinou o contrato em meu escritório, portanto o terceiro colar está contigo.

Bernard extremamente impressionado retirou a terceira e última parte da pedra-Jaspe no colar ao tocar no bolso interno. Observou o molde pendendo o colar sobre a mão.

_Creio que após esta fuga, meu carro será desapropriado. Devo fugir por alguns tempos pelo exterior. Devo encontrar disfarce. O clube estará seguro em seu nome.

_Tenho algo que poderá ajudá-lo. – caminhou em direção à viatura e pegou certo envelope. Ao retornar, entregou-lhe um documento onde se inseria os principais dados de um dos réus julgados - como procurado pela polícia talvez seja impedido de embarcar ao exterior.

Bernard pega os documentos.

_Sebastian Shaw?

_Este é o sobre-nome de Sebastian Pig. Use estes documentos como disfarce.

_Obrigado. Nos encontraremos em breve. – abraçaram-se.

 

 

 

 

 

A VIAJEM À ROMA

 

 

 

Os dias se passam, o clube crescia esporadicamente, as importações de drogas farmacêuticas e pedras-preciosas chegavam até os limites da Europa. Flammer junto à Jhason e Ryah mantinha uma economia secreta jamais vista entre os traficantes. Bernard se mudou para Itália onde se uniu à Henrry Leighland que possuía grandes investimentos em Toscana.

_Sr. Sebastian Shaw, - aproximou-se o garçom de um elegantíssimo hotel – telefonema de Jhason Wingard.

_Como vão os negócios de meu novo cliente Sebastian Shaw com seu honorário sócio Henrry Leighland?

_Tudo sob perfeito controle companheiro. – disse em tom de comodidade ao se declinar no luxuoso sofá da sala de estar – Teremos em breve muitas encomendas de antibióticos.

_Realizaremos uma viajem à Itália, trataremos de negócios bilionários com um diplomata americano.

Após uma longa conversa, Bernard desliga o telefone pondo-lo sobre a mesa. Uma televisão em sua frente avisava sobre os noticiários.

_Em Verona uma grave epidemia ataca várias pessoas com sintomas de tosses. Ainda não se sabe a origem, muitos suspeitam do vírus da gripe...

O garçom novamente surgia com sua bandeja para servi-lo.

_Verduras senhor? – reclinou-se cortes.

_Até agora já são cinqüenta e dois infectados... – a voz do noticiaria surgia aguda pelos fundos.

Alguns segundos se passam, Bernard mantinha sua postura, seu traje fino, seu óculos escuro, finalmente responde:

_Não obrigado...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EM ROMA

 

 

 

Vários dias se passam após a grande demanda de vendas de antibióticos produzidos pelo então negociante secreto, Bernard Yriodit. Um novo laboratório foi alugado temporariamente em Toscana. As regiões de Verona é o foco principal da epidemia. Uma nova cilada originou o crescimento econômico do mais novo setor do clube Barony, que ao longo dos tempos já conquistava muitas filiais laboratoriais em dois países globais tais como Índia e recentemente em Roma na Itália.

A produção de substâncias nucleares havia gerado um grande interesse para o grupo. Por outro lado uma longa polêmica se disseminava por parte da política e do exército italiano. O principal responsável dos acordos, um embaixador asiático na Itália, Mahomed Nuh, tornou-se o sócio aquisitivo do clube em negociações com Jhason Wingard.

Durante sua administração, Jhason tratou em estabelecer um novo setor na Itália. A implantação legalizada pelo governo através dos documentos originais daria novas oportunidades para a criação de artifícios secretos e bioquímicos, novas experiências estavam sendo planejadas.

A companhia foi modificada e as ações foram transferidas para administração de Jhason mediante um plano secreto para garantir a segurança de Bernard o antigo administrador. O grupo em fim tornou-se o clube Wingard.

 

 

 

 

Jhason agora atuava em comparação à Benayla Yriodit, o Flammer, que restabeleceu seu poder na Índia após ressurgir da pena criminal imposta sobre condicional de dois anos.

Várias negociações foram feitas para que a absolvição fosse finalmente declarada. Agora apenas administrava seus investimentos. Concordou a princípio com o novo nome atribuído ao clube, Wingard seria uma homenagem ao sobre-nome de Jhason. Flammer reconstituiu sua propriedade em Nova Delhi, mas para ele, o clube ainda seria operado como antigamente.

      O plano ocorria como previsto em Roma, Flammer ao lado de Nycolas havia marcado uma viajem para se reencontrarem com Bernard e usaria uma suposta reunião com certo diplomata americano. Coincidentemente atuava em Roma durante seu intercâmbio na Itália, período conhecido por ele mesmo como cartel do crime. Enquanto isso, na mesma cidade em Roma, Henry Leighland planeja dar início a uma nova substância química. Sua produção em escala progressiva seria o protótipo para uma nova revolução química jamais vista na Itália.

Tendo em vista o término das vendas de antibióticos para sanar a epidemia propositalmente causada na Itália. Tudo aconteceu de acordo com os planos arquitetados na Índia.  A transfusão química seria o principal método para o desenvolvimento da próxima substância que sendo passada por uma reação química, transformaria um estado primitivo sólido para o estado gasoso.

      Em seu escritório Bernard recebe uma ligação confidencial de Flammer.

     

 

_Sebastian Shaw - disse em referência ao pseudonômio do seu sócio para evitar suspeita das negociações.

      _Sim, em que posso ser útil.

      _Tenho uma nova sugestão conforme os planos de Leighland.

      _Flammer. – reconheceu-o pela voz.

      _Como nos velhos tempos.

      _Sobre o que se trata?

      _Soube dos planos de Leighland para produzir uma nova linha de antibióticos vaporizados em Roma. Isto seria uma experiência revolucionária. Recebi o convite para participar do plano e queria propor o uso da máquina de transferência de calor radioativo para sublimação das substâncias. Nycolas me acompanhará nesta missão.

      Embora Nycolas fosse um dos mais acirrados concorrentes do narcotráfico, Flammer ainda mantinha negociações vinculadas e às vezes confidenciais.

      _Esplendido, diga-me mais sobre esta máquina.

      _Trata-se de um modelo nuclear produzido no Irã, possui seis combos para reações químicas, placas de controle digital, tensão de duzentos volts para uma potência de até oitocentos wats. Uma escala de temperatura equivalente à mil trezentos graus celsius negativos não revela dúvidas a respeito da fusão e do intervalo de tempo. Um aparelho irrecusável analisado por alguns dos meus espiões durante minhas negociações no Irã.

      _Estaremos a espera deste modelo, no entanto, precisamos saber se a fusão se adequará bem aos antibióticos que serão produzidos em uma escala comercial.

 

 

_Inicialmente este modelo serviu para experiências de substâncias nucleares solidificados. A radiação foi suficiente para produzir duzentos tonéis de produtos químicos gaseificados, sendo o urânio o principal deles. Posteriormente, foram usados como energia atômica e após o rompimento das guerras civis, foram então produzidos como bombas nucleares, capazes de desterrar até cem hectares de terras.

_Conseqüentemente foram usados para aplicação de gases de morfina, além disso, construções em massa nas áreas remotas do país. Realizei o pedido de um modelo, Domini estará a bordo em um dos jatos que alçará vôo pela manhã do próximo dia. O grupo partirá de viajem hoje, faremos uma escala no Irã, por pouco tempo estaremos no país para conseguirmos o manual de instruções da máquina que tenho falado.

      _Compareceremos ao local a espera de sua chegada no aeroporto Fiumicino, o Leonardo da Vinci.

_Quanto a vinda do jato tenho uma referência a entregá-lo para o pouso seguro em um hangar local próximo das colinas do rio Ádige.

      _Tenho um encontro marcado com um dos meus sócios, tratei em reservar uma reunião em um hotel específico de Roma. Em breve nos encontraremos.

      A ligação é encerrada, um novo plano estava para ser executado. Em outra área aparte, pelos cômodos da incrível mansão oferecida por Leighland após se associar ao clube Wingard, Bernard relatava sobre o acordo e a vinda dos principais sócios do clube e sobre a falsidade ideológica definitiva no país.

O ocorrido também surgiu devido a perca dos documentos originais nas buscas investigativas.

      _Temos um novo encontro com Flammer e Nycolas, partirão de viajem hoje ainda.

      _Estava aguardando por esta notícia, - surpreendeu-se enquanto retirava seu óculos após uma observação telescópica - algumas ligações foram feitas a fim de associá-los nesta missão.

_Soube da ida de Jhason e Flammer ao Irã em busca de armas bélicas para munição do clube. Aproveitando a idéia de que neste país existe uma grande demanda de experiências químicas e nucleares, ordenei para que uma nova pesquisa fosse feita em torno de modelos sofisticados de máquinas radioativas.

      _Pensei que estes modelos fossem suficientes.

      _Em pouca proporção. - disse enquanto caminhava em direção à um compartimento de análise científica restrito no mesmo laboratório.

      Segurando uma lâmina metálica contendo dois frascos de substâncias gaseificadas Leighland deposita sobre um refrigerador.

      _Estes reatores ainda são impotentes para toda operação desejada. – disse enquanto observava a grande neblina do vapor se dissolver por toda superfície da incubadora metálica.

      O modelo de experiência seria útil para o tratamento de problemas cardiovasculares, sendo inserido na forma de gás às glândulas pulmonares. A substância condicionaria a sobrevivência infalível do paciente em estado de respiração aguda.

 

 

_O novo elemento sendo capaz de oferecer respiração oxigenada pelo gás pode manter o controle cardíaco até por doze horas. – explicou Leighland enquanto fechava um dos armazenadores da incubadora.

 Como se não bastasse, um novo inimigo do clube usaria o modelo para o surgimento de uma substância ilícita e alucinógena, que sendo injetada à população de Roma, tornaria o principal fator da guerra entre as máfias rivais.

      No dia seguinte à tarde Bernard recebe uma nova ligação.

      _Sebastian Shaw! – atendeu.

      _Estamos a caminho, finalmente embarcamos da Índia. – suspirou Flammer após algumas chamadas interrompidas pela falta de radiação infra-vermelha na maior parte percorrida pelo avião - Após a escala ao Irã, retornarei a ligação.

      _E quanto ao jato?

      _Domini alcançou as colinas seguramente, Ryan chegou em sua companhia.

      _Ryan?

      _Decidi enviá-lo. Nossas próximas negociações exigirá reforços nas bases internas do clube, precisaremos de toda equipe.

      _Estarei aguardando. – despediu.

      Após algumas horas de viajem, os grupos se reencontram. O carro se aproximava partindo do Pincio, em seguida descia até à Piazza del Popolo e passando através da elegante Via del Corso, seguia em direção ao caminho principal à mansão de Leighland.

 

 

 

 

O REENCONTRO

 

 

 

Finalmente o conversível carro de Sebastian Shaw se aproximava da entrada na mansão onde o restante permanecia. Ele trazia-os do aeroporto. Do luxuoso sofá da sala principal, Leighland se levantava contente ao recebê-los. Ainda segurava um dos seus drinques retirados da butique privada da sala de estar.

      _Sejam bem-vindos, aguardei até este momento para dizer sobre as últimas entregas.

      _Este é Benayla Yriodit, o Flammer.

      _Henry Leighland. – apresentou-se ao estender a mão.

      _Soube da epidemia em Mumbai, e confesso ter sido um excelente plano. Trouxe-nos muito lucro, inclusive para tratarmos deste novo acordo.

      _Não teríamos conseguido se não fossem as pesquisas de Leighland. Um de seus sócios, o cientista Bert LeFeghts foi o responsável pela composição do antídoto produzido.

      _Este plano foi algo que obrigou a população de Mumbai a investir em produtos particulares, que não oferecesse lucros ao governo. Desta forma, após a fuga de Sebastian Shaw, decidimos realizar uma segunda investida. – tomou um suave gole após a explicação do fato - Na verdade, - suspirou após perceber que Flammer o suspeitava por um plano sem precedentes - deveríamos ter feito desta forma para nos habituarmos com as vendas na cidade.

_Estas foram as últimas demandas. – confirmou Sebastian – Precisamos elaborar um novo esquema de vendas.

      _Acomode-se Flammer. – apontou Leighland – Tenho uma proposta a dizer.

      Os visitantes se assentam.

      _Antes, gostaria de saber mais sobre como foi feito a fuga de nosso ilustre Sebastian Shaw em Mumbai. – disse curiosamente acompanhado por um tom ironizado – Gostaria de saber também como Bernard conseguiu usar este pseudonômio?

      Uma cilada foi esquematizada pela polícia no auge das entregas em Mumbai. Um caminhão contendo uma mercadoria de antibióticos abandonado, era a principal pista da polícia. Bernard foi intimado suspeito ao lado de Sebastian Pig, que, embora fosse o principal rival de Flammer, teria sido contratado pelo grupo a realizar a última entrega dos antibióticos. Sebastian Shaw era o falso nome usado por Bernard após fugir do julgamento em pleno tribunal. Este é o nome real de Sebastian Pig.

_O julgamento aconteceu muito rápido, pensei que Bernard houvesse sido absolvido. – comentou Ryan.

_Não deveria ter feito acordos com Sebastian Pig, - interrompeu Flammer – ele não é nada confiável.

_Não tivemos outras escolhas, por coincidência, as mercadorias das verduras infectadas pelo alucinógeno estavam destinadas à Bangladesh. Somente Sebastian Pig poderia nos favorecer com a entrega dos antibióticos.

De certa forma Bernard tinha razão, Sebastian Pig era o único entregador habitando em Bangladesh que poderia realizar a busca dos antibióticos para sanar a população infectada por um alucinógeno injetado nas verduras através dos membros do clube Barony.

 

Porém outro fator implicava no fracasso daquela entrega e nada poderia estar tão relacionado ao fato, senão, a visão de Jhason.

_Os transportes estavam todos em operação na cidade, o acordo foi inevitável. – confirmou Ryan.

_Talvez não tenha sido este o principal motivo da cilada. Na verdade, - disse Jhason – havia revelado antecipadamente uma visão que mostrava o embuste da polícia.

_Isto significa que estes presságios são definitivamente obrigados a acontecerem? – perguntou Flammer, estranhando o fato.

Não era a primeira vez que Jhason dizia sobre um presságio e não era a primeira vez que um presságio vinha a se realizar.

_Como disse e continuo dizendo, foram os poderes mentais da pedra Jaspe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A EXPLICAÇÃO DA FUGA

 

 

 

Desde o princípio, quando o grupo se aventurou na exploração de uma mina abandonada em Bangladesh, alguns presságios eram revelados. Uma misteriosa pedra verde foi descoberta nesta exploração, a partir de então, muitos fatos aconteciam conforme relatado por Jhason.

_Antes da saída da última carga à Bangladesh, informei à Bernard sobre o que aconteceria. Tentei evitar, mas Bernard estava determinado. Por outro lado, sempre confiei nestas visões, sempre aconteciam durante meu sono. Sabendo do que estava para acontecer, procurei então alertar Bernard a respeito das ações do clube. Convenci de que isto deveria ser feito na embaixada de Mumbai para que a chegada de Flammer em Nova Delhi, prevista para aquele período, fosse satisfatória. Bernard atendeu, contudo, usei deste fator para dominá-lo através da pedra-Jaspe, a fim de que a transferência do clube Barony fosse feita.

_O poder desta inútil pedra não poderia ocasionar a transferência do clube para seu próprio nome. – Flammer suspeita - Já nos bastam estes estranhos presságios!

_Além das visões, esta pedra também é capaz de transmitir influências mentais. Consultei uma cigana em Nova Delhi e fui informado sobre o segredo desta pedra. Este mineral, - disse-lhe apontando a peça que estava acoplada em seu anel posto no dedo médio – é de uma raridade extrema, segundo a cigana, é possível transmitir influências mentais em contato com cristais neutros tal como o quartzo. E por incrível que pareça, este mineral também é capaz de controlar as pessoas em contato com outra pedra-Jaspe da mesma espécie.

_Isto explica porque consegui fazer a transferência do clube. – continuou - Antes da saída de Bernard à embaixada para consultar as ações e outros requisitos, lhe entreguei um pingente confeccionado pela mesma pedra-Jaspe usada em meu anel. Como disse, o contato com ambas as pedras pode ocasionar o efeito mental. Sabendo das economias do clube em suas mãos, não poderia deixar de fazer a transferência.

_Já chega, - disse Flammer se direcionando à Bernard – quero que não esteja envolvido com subornos.

_Confesso que, de fato, não percebi o momento da transferência. Talvez o que Jhason tenha a dizer será a prova definitiva de que estes poderes existem.

_Então, como previsto, - prosseguiu Jhason – o embuste policial havia encurralado Sebastian Pig, que por sorte, conseguiu fugir. No tribunal, após serem intimados, permaneci apreensivo ao inquérito, sabia que a transferência do clube foi a melhor opção para nos acobertar das investigações. Uma consulta imediata foi exigida pelos advogados. Bernard negou, sabia que esta consulta poderia levá-los ao paradeiro e aos crimes do clube, mas sua palavra não poderiam se opor à decisão do juiz que aceitou a exigência dos advogados.

_No mesmo instante os bens de Bernard foram analisados no sistema do tribunal por um escrivão. Senti definitivamente que a transferência feita foi realmente a última opção para nos acobertar.

 

_Os advogados nada constataram, Bernard ainda sem saber, sentiu seu alívio instantâneo por não terem encontrado as ações em seu nome.

_Ainda que a transferência tenha sido feita, não posso acreditar que tenha sido a pedra-Jaspe. - Flammer desconfia.

_A fuga de Bernard explica, porque sem dúvidas, foram os poderes da pedra Jaspe.

Um pingente confeccionado pela pedra-Jaspe é exibido por Bernard:

_Este é o pingente mencionado por Jhason, não tinha o percebido, foi posto discretamente no bolso interno do meu paletó. Talvez eu não tivesse aceitado, Jhason disse sobre a mesma coisa em Nova Delhi.

_Apesar das ações terem sido escondidas pela transferência, - continuou - as investigações caminhavam para um indício maior. Mais cedo ou mais tarde descobririam sobre o crime. Ainda no tribunal, durante o intervalo, entreguei outro pingente confeccionado com a mesma pedra-Jaspe em meu anel à advogada de defesa de Bernard.

_Ainda que ambos os suspeitos tenham planejado o silêncio sobre o ocorrido, eu sabia que algum culpado deveria ser identificado. A perícia não descansaria até encontrá-lo. Foi pensando nessa hipótese, que usei minha própria precaução para o clube Barony. Então, o mesmo poder mental usado com Bernard foi também usado para revelar os números de identificação do veículo de Sebastian Pig. Isto aconteceu enquanto a advogada relatava seu depoimento.

No dia do julgamento, apesar de Sebastian Pig ter sido inocentado pela ausência de seu nome na identificação do veículo abandonado, foi culpado após a informação mental de Jhason, dada através da advogada de defesa de Bernard revelando o número do chassi. O que realmente não pôde ser contestado pela consulta imediata no sistema do tribunal.

_Ainda não devo acreditar. Os números de série poderiam ter sido entregues antecipadamente à advogada.

_Não seria muita ambição minha revelar o culpado. Sebastian Pig não permitiria que Bernard fosse inocentado. Foi o que realmente aconteceu, Bernard também foi sentenciado. Talvez assim eu tivesse toda a economia do clube em minhas mãos, porém uma fuga foi esquematizada. Ainda no intervalo, enquanto os agentes discutiam em uma sala nos fundos, coloquei pequenas pedras de cristais de quartzo no bolso de cada casaco policial.

_De acordo com os efeitos da pedra-Jaspe, - prosseguiu - o contato aproximado da pedra principal com outra pedra de cristal quartzo, pode originar outro tipo de efeito. Assim, ao me aproximar de um dos agentes nos corredores internos, consegui deixá-lo inconsciente após uma súbita queda ao chão. Este trata do efeito quando uma pedra-Jaspe entra em contato com a pedra de cristal neutro em áreas muito próximas. Em seguida me vesti com aquele uniforme, Bernard estava prestes a sair, o mesmo efeito acometeu aquele policial que o conduzia para a saída.

_Não acha que foi muito arriscado?

_Os cristais foram posto em vários casacos.

_Digo pelo fato de serem descobertos?

_Talvez isto fosse muito arriscado, porém, sabia que o mesmo comandante daquele corredor era o mesmo que cuidava do caso de Sebastian Pig. Após o efeito da pedra Jaspe, tomei as chaves do comandante caído ao chão, levei Bernard para um local distante e lhe entreguei os documentos de Sebastian Pig, para que uma fuga fosse feita.

_Neste caso, poderemos usar o efeito da pedra-Jaspe para alguns casos que nos favoreçam. No entanto, temos outros assuntos a tratar aqui na Itália. Uma proposta gerencial, incluindo a implantação do nome do clube à este setor. – disse à Leighland.

_Bom, de acordo com o que foi dito, e através da máquina nuclear oferecida por Jhason, teremos uma produção relativa a transfusões química. – disse Leighland - O modelo será útil para o tratamento de problemas cardiovasculares, sendo inserido na forma de gás às glândulas pulmonares, isto condiciona a sobrevivência do paciente em estado de respiração fraca.

      _Sem dúvida está sendo a melhor opção, não atrairá ameaças iminentes. Podemos, talvez, ser promovidos ao prêmio Nobel. – o grupo sorri.

      _De fato será uma inovação. Contudo, devo sabe sobre qual será sua proposta com relação aos nossos planos aqui na Itália? – perguntou Flammer.

      _Tudo deverá ocorrer como previsto, o laboratório será disponibilizado, a produção será feita em ambientes secretos, a economia terá circulação em bancos nacionais. A porcentagem financeira, porém, será correspondente a divisão de cada componente do grupo. Devemos conquistar a área onde será operada toda produção dos remédios.

      Leighland se levanta para pegar um mapa de uma região pacata da cidade onde muitos galpões eram abandonados e onde o grupo poderia ter maior segurança para operar o plano.

      _Aqui está. – estendeu o grande mapa – Esta região se encontra abandonada pelo governo da cidade, não há quem habite, talvez não haja registro. O objetivo é seu grupo conquistar todo hectare desta área. Então, todo investimento possível será feito. O único risco será sobre outros traficantes neste local, onde por algumas vezes tenho ouvido falar sobre vendas de drogas ilícitas.

      _Sem problemas. Em breve, conquistaremos esta área, investiremos e implantaremos nossas tecnologias para as próximas demandas. – aceitou.

 

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O LABORATÓRIO DE HENRY

     

 

 

      _Quero que conheçam meu laboratório.

Ainda na mansão, Leighland os conduzia para um setor químico. Assim como em Mumbai e na Arábia, a engenharia do laboratório era baseada na integração interna de cada local. Um espaço abrangente e arejado mantinha uma linha de equipamentos ainda mais sofisticados. Uma forte iluminação se destacava sobre todo compartimento, Leighland ressalta:

_Estes equipamentos serão todos enviados aos galpões quando forem conquistados.

Alguns passos à frente e Leighland finalmente explica:

      _Por muito tempo estive pensando na produção destes elementos gasosos e este então seria o aparelho químico responsável pela sublimação das substâncias. – retirou uma capa cinzenta que cobria um dos aparelhos da estante metálica.

_Na verdade, o modelo nuclear enviado por Domini conseguirá realizar as devidas fusões químicas. Além de ser um aparelho móvel, diferente deste que não nos possibilita levá-lo ao futuro galpão, possui também seis combos para a produção. – disse Jhason.

_Este ao contrário, contém apenas um. – disse Leighland em tom cordial.

      _Precisaremos de outros equipamentos, não-somente para realizar a sublimação, mas também para realizar as reações químicas. Os remédios sólidos ainda continuam em produção. – disse Flammer.

_Como disse, os equipamentos necessários serão disponibilizados.

 

_O aparelho entregado por Domini é compatível a este, pode se adaptar pela comporta direcional. – observou Bernard.

_Porém, nunca conseguirá fazer a sublimação de substâncias mais rígidas, somente este é capaz de fazê-la. Cristais de quartzo ou esta pedra que está no anel de Jhason, por exemplo, podem ser facilmente fundidas neste aparelho.

_Tudo será planejado quando os depósitos estiverem prontos, por enquanto vamos nos preocupar com o investimento. – disse Flammer.

Novamente na sala de estar o grupo se reúne. Leighland ressalta:

_Jhason, já parou para pensar em como esta pedra-Jaspe poderia ser transformada de estado sólido para gasoso pela fusão química e absorvida à sua mente?

_Nunca pensei nisto antes, talvez não haja nenhum efeito após a experiência.

_Posso garantir que sim, um dos meus aparelhos é capaz de injetar substâncias específicas ao cérebro em casos especiais em que se necessite de reação neural. Uma incrível experiência poderá fazê-lo único dominador mental da pedra Jaspe. Tenho grande convicção de que esta experiência seria possível. Proponho apenas uma única informação sobre sua influência e a permanência do poder mental por tempo indeterminado não será nenhuma desvantagem.

_Isto seria um mirabolante plano. – comentou Flammer – Mas devemos guardar esta possibilidade em algum caso de extrema necessidade. Não é minha intenção dominar esta cidade através desta influência a fim de atrair os compradores das próximas substâncias a serem produzidas.

 

_Isto realmente seria a última causa que me levaria a pensar nesta fusão química. Acredito que Jhason também não aceitaria. A não ser que ele queira partir para um plano separado do que temos a fazer?

_Concordo que devemos manter este segredo guardado. Vamos nos preocupar com os galpões.

_Certo. – alertou Flammer.

_Ao trabalho!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O GALPÃO

 

 

 

      Alguns tempos mais tarde, após um extenso investimento para conquistarem os galpões, finalmente o Clube Wingard consegue as regiões pretendidas por Leighland. Uma área de aproximadamente cento e vinte e cinco hectares se localiza em um bairro pouco explorado pela política e pelas táticas de seguranças. Embora houvesse muita movimentação de carros e pessoas em uma rua paralela, a área estava ainda muito longe das operações governamentais.

Várias circunstâncias favoreciam a movimentação do tráfico entre os grupos. O mesmo galpão encontra-se ao lado de um dos principais viadutos da cidade. Por outros lados encontram-se entradas estreitas e típicas das cidades italianas. Alguma distância adiante via-se o antigo estádio do Coliseu. A parte inferior, por onde os carros entravam, era um local de maior vigilância. Vários capangas se sustentavam sobre armas e rádios comunicadores para se prevenirem de qualquer ataque.

      Este era o local que Leighand havia sugerido para iniciarem com as vendas. A estrutura, antes arruinada pela falta de cuidado e toda a área abandonada pelo governo, foram reformadas e outros espaços foram construídos. Seriam próprios para a administração interna. Desta forma, o grupo caminhava em direção a muitas negociações secretas. As máquinas de fabricações especiais, assim como muitos outros equipamentos bioquímicos, foram transferidas para os depósitos reformados após a conquista e conforme prometido. Todo espaço foi entregue à Leighland após se certificarem de que ninguém operava por aquela área. Em pouco tempo tudo estava pronto.

      Por outra parte Jhason direcionava um dos caminhões de carga média para entrar em uma garagem interna, estava por inaugurar as vendas. Usava trajes pretos e equipamentos de comunicação tal como o microfone de ouvido. O aroma de tinta fresca ainda era notável.

Gesticulando com as mãos, Jhason acenava contra o retrovisor do motorista. Em sua outra mão observava-se um rádio comunicador. Era a chegada das primeiras mercadorias.

      _Tudo pronto! – disse Ryan ao sair do veículo.

      _Quantos quilos? – perguntou Jhason.

      _Duas toneladas só para a primeira demanda. – informou enquanto retirava suas luvas das mãos.

      _Vamos acionar os outros. Temos encomendas a fazer.

_Algumas drogas deverão ser estocadas nas cartelas, mas não se preocupe, o produto é de boa qualidade.

 No escritório interno do novo galpão Jhason surge inesperadamente:

_Flammer. – disse ainda encostado na maçaneta da porta semi-aberta após a entrada de Ryan.

Ao lado de Flammer estavam Nycolas e Sebastian Shaw. Elijah e Rajid faziam parte de outros grupos dos assistentes.

_Finalmente. – disse aliviado após algum tempo de espera – Estava preocupado, algumas notícias sobre viaturas nas principais rodovias da Suíça foram alarmantes.

 

 

_Fizemos tudo como ordenado, de fato não encontraríamos narcóticos e êxtase senão pela Suíça. Um dos laboratórios clandestinos parece ser o único fornecedor de drogas ilegais para Amsterdã. De sorte, não tivemos problemas com a polícia.

_Magnífico, em breve conquistaremos toda a área econômica da cidade, realizei novos investimentos e a rotação financeira se encontra em extrema estabilidade. Neste intervalo de tempo, consegui a quarta e última conta secreta em um banco de Zurique.

_E quanto à Leighland?

_Nos encontraremos em breve para as próximas negociações. Por enquanto, vamos comemorar a chegada dos produtos.

O grupo finalmente atinge o êxito de todo investimento feito na Itália. Um famoso restaurante de Roma, agora se torna o principal cenário por onde o secreto Clube Wingard toma as primeiras partidas ao mercado ilegal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A AMEAÇA

 

 

 

Muitos dias se passam, o clube operava como desde o início. As vendas atingiam o apogeu financeiro e tudo caminhava em perfeito plano. Era dia comum na cidade, a área cada vez mais era conhecida por outros traficantes de drogas que eram atraídos pelas vendas. No galpão principal Jhason andava acompanhado de Flammer, trajava um terno social preto, ao seu lado se destacava uma maleta negra. Ambos caminhavam em direção aos carros estacionados.

_Desde o princípio, após a transferência das propriedades do clube para minha posse, tenho pensado em mudar definitivamente o nome do grupo.

_Já temos conversado sobre isto antes.

_Porém, as notas contábeis ainda continuam com o antigo nome.

_Embora a maioria dos investimentos na Itália houvessem surgidos das nossas economias na Índia, não foi o suficiente para que nossos setores em Dacka e Nova Delhi fossem extintos.

_Imaginava que para isto, alguns de nós deveriam estar nestes setores operando.

_Sempre precisei que todos trabalhassem aqui. Um novo empreendimento requer a reunião unânime. Porém, estes setores estão reservados para eventuais negociações. A economia prossegue estagnada.

_Precisamos definir isto antes que nosso setor principal entre em negociações mais delicadas. Talvez seja preciso um novo emblema ao grupo, o antigo módulo pode trazer alguma suspeita, não é de se espantar que Bernard ainda use seu pseudonômio.

_Jhason. – Flammer para por um instante – Nada mudou, as coisas continuam as mesmas, o que modificou foram apenas as drogas que se qualificaram, conseguimos a legalidade de algumas vendas e acrescentamos o teor alucinógeno das drogas específicas.

_Para mim, estamos a caminho de uma nova era.

_Iremos tratar disto em uma eventual reunião, não se preocupe, a propriedade do clube ainda continua em sua posse. – disse enquanto ativava o alarme do carro ainda em alguns passos distantes.

Neste mesmo momento algo parece assustar a dupla, alguns tiros de metralhadora inesperadamente atravessam o portão principal. Jhason salta desesperadamente para trás do veículo para se defender. Flammer, ao tomar um tiro de raspão na perna, cai sem entender o que estava acontecendo. Rastejando em contra posição, procurava se defender em uma das pilastras. Os tiros eram incessantes, partiam por todas as áreas, em pouco tempo os reflexos das luzes formadas pelos orifícios no portão foram invadindo o escuro local interno.

Protegido pelo carro, Jhason saca seu revólver, talvez a aproximação de algum invasor poderia transformá-lo em um refém. Embora os tiros houvessem acertado os vidros, a lateral impedia que Jhason fosse atingido pelo metal mais resistente. Após quase um minuto de tiroteio, tudo volta ao normal, ambos pelo lado interno aguardavam por algum sinal, suspiravam ofegantes após o ocorrido.

Alguns segundos se passam, Jhason finalmente se levanta para conferir a área. Andando pela beirada, em um espaço próprio para estacionamento de carros, mantinha seu revólver engatilhado.

 

Segurava-o pelas duas mãos e apoiando-lo sobre o peito andava em pegadas lentas. Passaram-se quase cinco minutos quando o controle remoto para acionar a abertura da porta finalmente é direcionado ao sensor. Um pouco temeroso Jhason aperta o botão de abertura. O portão se erguia lentamente. De longe observava-se quatro pernas vestidas de quatro calças sociais negras à frente das rodas de dois carros estacionados verticalmente pela entrada.

Em alguns centímetros depois pela abertura do portão, observava-se ternos, algumas gravatas e seis armas brutais, sendo duas sustentadas por outros dois membros. Quando tudo é aberto observava-se, portanto, um dos principais vilões da cidade, o asqueroso e temível, Vladmir Ron Koney à frente de seus outros auxiliares.

Jhason se aproxima, ainda mantinha seu revólver engatilhado:

_O que estão fazendo aqui? – arriscou ao se aproximar.

_Sou o vereador Vladmir Ron Koney, tenho más notícias a informar. – quase no mesmo instante seus auxiliares retira dois galões dos porta-malas e começam a despejar uma substância química no chão pelo espaço entre os dois traficantes.

Ron Koney segurava uma metralhadora em contra posição e um papel ao lado.

_Este é o registro deste galpão, - apresentou-lhe o papel - esperei quando tudo estivesse pronto para lhe informar sobre isto. Na verdade conseguiu registrar antes mesmo do governo abandonar esta área. Mantive guardado e, política a parte, estamos pretendendo invadir esta área o quanto antes e tomar posse de tudo.

_Fazemos parte de uma mesma idéia de tráfico. – revelou.

_Nunca conseguirá um passo adiante.

_Não seja insolente, como vereador posso conquistar esta área. Este é o pedido para sua despeja.

O derramamento da substância seria uma forma de Ron Koney chamar atenção importunando-los pelo aviso. Em seguida ordena:

_Entregue-o. – disse ao olhar para um dos auxiliares que estava desprovido dos galões.

Jhason estranhamente recebe o aviso, tudo parecia confirmar o que o vereador havia dito. Em seguida, um dos auxiliares lança um isqueiro prateado sobre a poça de querosene fazendo erguer uma cortina de fogo vertical.

Ron Koney mantinha seu aspecto bruto, seu rosto surrado o encarava pelo lado de fora:

_Tem um prazo de trinta dias para conseguir regularizar este lugar. O que será muito difícil. – sorriu escarnecendo da notícia.

Por outro lado Jhason o observava irritado pelo que estava acontecendo. Seus olhos o direcionava com atenção, apenas via-se um rosto vulgar entre as chamas. Um novo desafio estava lançado entre os grupos e o Clube Wingard tinha apenas trinta dias para resolver o assunto.

 

 

 

 

 

 

 

O CONTATO

 

 

 

No escritório interno, após tornarem tranqüilos, Jhason explica à Flammer sobre o aviso:

_Isto é um insulto. – se irritou – Como conseguiremos registrar esta área, sem dúvida descobrirão sobre as drogas adulteradas e os narcóticos.

Tomou uma dose de wisk.

_Devemos aniquilar este salafrário o mais rápido possível. – disse Flammer.

_Impossível! Como pode observar, Ron Koney possui armas potentes, não será um oponente fácil. Além disso, este sujeito disse ser um político na cidade.

_As notas não contestam, realmente trata-se de um político, é por isto que contém os registros, mas é estranho não ter avisado sobre isto antes.

_Ron Koney também confessou pertencer a uma espécie de máfia tal como nosso clube.

_Mesmo sendo um político?

_Este foi o motivo pelo que nos ameaçou invadir.

_Não temos escolha, vamos atacá-lo.

_Talvez não, precisamos consultar Leighland antes.

Em outra hora, nas mesas externas de um restaurante comum da cidade, Sebastian Shaw apreciava um breve refresco enquanto observava a movimentação nos arredores. Era uma tarde de verão, embora houvesse muito calor, Sebastian Shaw ainda mantinha-se vestido por uma blusa social de mangas compridas. Inesperadamente alguém se aproxima:

 

_Boa tarde. – cumprimentou enquanto retirava seu óculos escuros – Posso assentar?

_Claro, fique a vontade.

Uma jovem mulher vestia-se atraente por um suéter branco decotado que unindo-se ao vestido bege combinava à outros detalhes ao longo do corpo tal como a pulseira e o colar.

_Sou jornalista, meu nome é Emma Frost, preciso de um minuto da sua atenção para me responder algumas perguntas.

_Sem problemas.

_Qual é o seu nome?

_Sebastian Shaw.

_Ofício?

_Vendas secretas.

_Qual tipo de produto? – questionava enquanto anotava os dados na agenda posta ao lado.

_Drogas, sedativos, alucinógenos, narcóticos e outros.

_Utiliza transportes?

_Sim.

_Qual tipo.

_Veículos de categoria média.

_É natural da Itália?

_Não.

_Habita o país?

_Sim.

_É casado?

_Não.

_Possui parentescos em seu trabalho?

_Sim.

_Tipo de sangue?

_O quê? – estranhou.

_Drogas disponíveis neste instante?

Sebastian Shaw observava enquanto a jornalista parecia escrever sobre a agenda.

_O que diabos está falando? – pegou a agenda em seguida.

_Não está escrevendo nada. – se irritou.

Alguns segundos se passam, Emma o observa e vai direto ao assunto:

_Tudo bem, talvez esteja imaginando que eu seja alguma investigadora. Sei que é um vendedor de drogas ilegais, preciso de um êxtase com urgência.

_Como sabe disso?

_Tenho comprado algumas pílulas em seu depósito secreto antes.

_Pegou-me de surpresa. - disse enquanto retirava uma cartela do bolso – Ótimo disfarce, podemos ser vistos. – entregou-lhe.

_Pensei que fosse jornalista, tem estilo para isto.

_Eu sou jornalista.

_E porque vai consumir estes estimulantes?

_Adrenalina, preciso de mais empolgação para realizar as próximas notícias.

_Quero que não diga nada a respeito.

_Não se preocupe, conheço pessoas traficantes do mesmo tipo de vendas, mas suas drogas parecem ser mais interessantes. Tome meu cartão, qualquer coisa, entre em contato. – se despediu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PLANO

 

 

 

Era noite, o grupo se reunia na mansão de Leighland após alguns dias da ameaça de Ron Koney. Um olhar preocupante se destacava pela face de Flammer. O discurso é iniciado:

_Como sabem, estamos frente à uma grande ameaça. O vereador Ron Koney é o nosso principal adversário nessa etapa, nos propôs o registro de toda área conquistada no prazo de trinta dias. Ainda não tenho idéia de como teremos estes registros em mãos. Por outro lado não podemos nos envolver em acordos políticos. A não ser que haja algum outro político que se associe ao nosso grupo, o que realmente será muito difícil.

_Parece que um contra-ataque não será uma boa alternativa, precisamos elaborar algum plano específico. – prosseguiu - Caso contrário, nossos dias de trabalho, assim como nossos equipamentos, serão todos perdidos.

_Não devemos nos precipitar, ainda que o prazo se esgote devemos enfrentar Ron Koney e defender nossa área. – disse um dos componentes do grupo.

_Isto seria em vão, após o conflito não conseguiremos nos manter por muito tempo, para isto teríamos que conquistar uma área própria como no antigo setor.

Uma discussão se dissolvia entre os membros. Jhason ainda permanecia em silêncio, para ele apenas uma causa os conduziria a uma saída perfeita.

_Eu tenho uma sugestão, – o grupo lhe observa - nos infiltraremos na política sem sermos percebidos.

_O que está dizendo? – irritou Flammer.

_Algum de nós se apresenta como suposto candidato à político!

Um súbito silêncio dominou o ambiente. Jhason continua:

_Assim enfrentaremos Ron Koney pela mesma moeda.

_Seria melhor se encontrássemos algum político ou advogado para suborná-lo. – comentou Sebastian Shaw.

_Ainda que tenham vários, não existem políticos desonestos nestas cidades. – disse Leighland – Seria perca de tempo e dinheiro que, ao contrário de suborno, seria o bastante para entrarmos na política em secreto.

_Em todos os casos o dinheiro nunca será tanto para compensar o que podemos recuperar em nosso ataque. - Flammer interrompe.

Novamente surge um súbito silêncio, mas antes de alguém se convergir do assunto uma voz se sobressai:

_Neste caso eu me ofereço a candidatura.

Nycolas declara. O grupo o observa.

_O modo mais fácil de superar a área em relação ao direito político dos invasores é entrarmos no governo.

_Clonaremos um documento de dados de algum político afastado e nos infiltrarmos no governo. – continuou.

_Era sobre exatamente isto que eu estava falando. – interferiu Jhason – Se conseguirmos esta proeza, aceito a idéia de Leighland a respeito da pedra-Jaspe.

_Sendo possível ser absorvida e sendo possível seu poder mental, conseguirei induzir um de nós à política interna sem muito esforço. Caso contrário, não teríamos nenhuma chance.

 

 

_Como disse, há possibilidade, - Henrry confirma - existem equipamentos específicos em meu laboratório. Após a absorção, certamente produzirá efeitos maiores e talvez desconhecidos.

_Seria um plano perfeito, - disse Flammer – mas não podemos esquecer que para surtir a influência mental, precisaríamos de outras pedras de cristais neutros para entrarem em contato com a energia da pedra-Jaspe.

_Isto não será problema, - disse Sebastian Shaw – novas negociações com Ganiev, o joalheiro, pode nos levar à uma grande venda de cristais de quartzo e diamantes.

Uma nova sugestão estava em plano. A absorção da pedra-Jaspe parecia ser a única alternativa para Jhason, quando nada obstante, a infiltração no governo surgia como nova hipótese. Porém, somente a combinação com outros cristais neutros poderia produzir o principal efeito da pedra Jaspe, ou seja, a influência mental.

Ganiev, um empresário russo, que opera na Índia, possui uma das maiores linhas de pedras-preciosas, o Radiance. Surge assim como o principal elemento para execução do plano.

_Antes de tudo precisaríamos de documentos ou atestados governamentais, sem os quais não podemos operar.

_Sem dúvidas. – disse Nycolas - Se conseguirmos os documentos, como dito, me disponho a candidato político e se de fato nos infiltrarmos no governo, então Jhason aceita a absorção.

_Conheço alguém que pode nos ajudar com estes documentos. – disse Sebastian Shaw.

_Temos pouco tempo, quero que estes documentos sejam obtidos. – ordenou Flammer.

O CHAMADO

 

 

 

 Um temível plano está para ser executado, documentos secretos deverão ser procurados e o tempo parece curto para todo trabalho.

Em outra hora Jhason discutia pelas partes internas do laboratório secreto onde ao seu lado estava Henrry Leighland. O assunto comentado seria sobre a absorção da pedra-Jaspe. Algumas máquinas de fusão nuclear foram sendo apresentadas pelo cientista:

      _Esta é a máquina que será responsável pela transfusão do gás após a sublimação.

      _Acha mesmo que após a absorção terei poder ainda para manipular a energia pela influência mental?

      _Não tenha dúvidas Jhason, substâncias altamente rigorosas já foram adaptadas nesta máquina. Isto significa que a pedra-Jaspe continuará com seu mesmo poder e talvez ainda maior. Seria como esconder seu anel por debaixo do seu casaco, porém após a absorção, a pedra estará escondida em sua mente.

      _Me recordo de ter ouvido-lo dizer sobre o tempo limitado em que a pedra-Jaspe permanecerá em minha mente. Não queria perder esta energia após a experiência.

      _De fato esta pedra terá duração indeterminada em sua mente, não se sabe quando seu poder se tornará inoperante. Contudo, não temos escolhas, estamos diante de uma grave ameaça, temos que agir o quanto antes.

      _Vamos esperar primeiro para nos certificar da infiltração de Nycolas no governo.

 

      Passaram-se alguns dias após a última reunião. Era dia de clima árido, uma manhã de vinte e três graus centígrados, céu nublado, véspera de feriado. Ainda em seu aposento, na mesma mansão onde ocorreu as primeira experiências com as drogas a serem distribuídas, Sebastian Shaw realiza uma ligação:

      _Senhorita Frost?

_Sim, quem fala?

      _Sebastian Shaw.

      _Desculpe senhor Shaw, mas no momento estou muito ocupada. – disse enquanto organizava alguns papéis sobre uma mesa de escritório – Se for sobre as drogas, estou precisando de alguns sedativos. Ando muito agitada ultimamente.

      _Não é sobre as drogas, preciso que me ajude com alguns tramites. Como jornalista talvez consiga o que pretendo obter. Estarei esperando no mesmo restaurante de sempre.

      _Tudo bem, não se esqueça do frasco do sedativo.

      Minutos mais tarde ambos se reencontram no mesmo restaurante onde anteriormente havia sido feito uma das primeiras vendas no local.

      _Olá. – disse Emma se aproximando.

      Naquele momento seu sorriso exibia charme através do seu batom vermelho. Estava perfeitamente vestida. Seu cabelo loiro era bastante atraente, assentou em seguida após ser recebida cordialmente por Sebastian Shaw.

      _Acomode-se.

      Embora houvesse pouca claridade do sol naquela manhã, Emma preferiu manter seu óculos escuro de lentes marrom. Na mesma mesa onde se assentavam, um guarda-sombras mantinha a combinação de toda decoração.

 

Um ambiente muito agradável ainda estava pouco movimentado.

      _Tenho algo urgente, um tramite a ser procurado e sei que pode me ajudar. – disse discretamente por um tom de voz aguda.

      _Talvez sim. – estranhou.

      Sebastian Shaw se reclina novamente pelo seu assento ajustando seu blazer.

      _É a respeito de cópias de documentos de identidade. – desabafou.

      _Como! – forçou um argiloso sorriso após certo suspense - Pensei que fosse algo mais grave. Encontrou a pessoa certa!

      _Tem certeza?

      _Posso conseguir estes documentos em pouco tempo.

      _A cópia não será um documento qualquer, preciso que encontre pessoas com dados originais, especificamente políticos.

      _Documentos pessoais custam uma fortuna. – alertou.

      _Pago qualquer preço, mas preciso que encontre algum político. Será que isto seria possível?

      Retirou uma maleta contendo alguns maços de dinheiro.

      _É possível. Tenho uma credencial que me permite investigar estes tipos de documentos. Meu trabalho jornalístico também é um pouco investigativo, assim, posso conseguir acessar documentos de pessoas detidas, falecidas ou que abandonaram seus cargos por razões desconhecidas, dívidas, ameaças eu não sei, mas posso acessar estes documentos como se fosse uma suposta investigação.

      _Então esta será a recompensa inicial. – colocou um maço de dinheiro na mesa ao retirar da pasta – Se tudo der certo, então multiplicaremos este dinheiro, correto?

      Por certo momento Emma sentiu um pouco tensa, a proposta era quase irrecusável, mas um trabalho bastante minucioso deveria ser feito no departamento de investigação.

      _Tudo bem, farei o possível para encontrar este político.

      _Nos encontraremos em breve. – despediu-se.

      Agora Sebastian Shaw aguarda apenas para que o resultado das buscas seja favorável ao preeminente plano. O coincidente encontro com a jornalista Emma Frost seria definitivamente o único motivo para que a pedra-Jaspe fosse absorvida por Jhason. Tal plano levará assim uma influência mental jamais vista na Itália e cujo apoio do governo será direcionado ao futuro candidato político.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O CANDIDATO

 

 

 

      No depósito interno do galpão principal alguns membros do grupo aguardavam a vinda do restante. Um novo encontro estava marcado ainda para aquela noite, havia se passado quinze dias desde a ameaça de Ron Koney e uma nova decisão deveria ser tomada. Enquanto permanecia no escritório, acompanhado de Elijah e Ryan que foram direcionados ao serviço de transportes de drogas por um dos caminhões cargueiros, Flammer prensava uma pílula retirada de um dos frascos mais caros do estoque a fim de consumi-la pela narina.

      _Isto nos manterá acordados nesta noite. – disse ao inserir a primeira porção.

      _Tome. - disse em tom ofegante – Contém pequena substância de morfina. – entregou-lhe um pequeno canudo prateado.

      Um dos componentes toma em seguida, mas Flammer reclama.

      _Parece que temos apenas notícias ruins. – disse enquanto observava o monitor que emitiam as imagens externas do galpão – Se de fato, for hoje o dia em que o grupo de Ron Koney nos atacará como nos informou Ryan, então faremos plantão até pela manhã.

      _Ron koney disse trinta dias hoje a soma não ultrapassa quinze dias?

      _Todo cuidado é pouco, talvez venham nos afrontar.

      No mesmo instante alguém abre a porta, era Rajid, estava de vigia pelo portão de entrada da garagem.

      _Flammer, chegaram!

     

 

Em seguida se aproximam Jhason e Sebastian Shaw, vinham das vendas de drogas particulares.

      _Como foram as vendas?

      _Perfeito, - disse Jhason ao lançar um maço de dinheiro sobre a mesa – algumas pessoas ainda procuram tarjas maiores.

      _Demoraram mais tempo que Elijah, têm alguma notícia?

      _Consegui o primeiro passo para suplantarmos o cargo político no governo italiano. – revelou Sebastian.

_As cópias dos documentos necessários estão nesta pasta. – ergueu a pasta após apoiá-la sobre a mesa.

As travas da mala são cuidadosamente abertas, alguns segundos de suspense se passam. Os papéis são finalmente revelados e todos observavam atônitos.

      _Porque não nos revelou antes, estava quase evacuando a área de todo galpão para não sofrermos com os prejuízos internos. Porém agora, com estas cópias em mãos, permaneceremos até o fim do mês.

      _Preferi até quando tudo estivesse pronto.

Em seguida chamou por um tom de voz alto:

_Senhorita Frost.

Aproximou-se dos fundos.

_Entre, por favor.

Esperou até que ela se aproximasse.

_Seja bem-vinda. – estendeu-lhe a mão tomando-la cuidadosamente pelas pontas dos dedos entre os quais havia um que se destacava por um precioso anel ametista.

_Este é Flammer. – apresentou-lhe.

_Emma Frost. – estendeu a mão cordialmente.

Flammer a recebe através de um ósculo na mão. Além da suspeita de que Emma Frost também estivesse cooperado com o fabuloso plano, Flammer observava sua beleza a parte.

_Como disse, contratei esta pessoa para conseguir informações e documentos políticos. – entregou a pequena pasta negra em cujo interior armazenavam-se os documentos políticos.

_Estes são os registros oficiais de um político ex-corrupto que agia especificamente em uma era remota e precária da política italiana. Após revogar sua causa se justificando dos seus antigos atos, realizou alguns empreendimentos dignos ao cargo de um político honorário, candidatou-se uma vez à um cargo superior. Porém se refugiou misteriosamente deixando apenas o seu registro de identidade, que até hoje permanece ativo, pelo menos no banco de custódia de Frankfurt.

Um registro era destacado:

_Seu nome é Donald Pierce. – concluiu.

Flammer admira impressionado, o plano dava sua continuidade.

_Nycolas estudará o caso. – entregou-lhe a mala.

_Nossa incrível companheira também é uma jornalista, tratou em conseguir este documento.

_Para conseguir a usurpação completa, deverá usar disfarces ao se assemelhar a nossa vítima. – disse Emma ao lhe apresentar uma pequena fotografia em preto e branco.

_Isto não será muito difícil. Nycolas apresenta traços faciais similares. – concluiu.

 

 

 

_Então nosso próximo passo será a candidatura. De acordo com alguns estudos particulares, temos pouco menos que um ano até as eleições.

_Isto é mais que suficiente para Ron Koney invadir nossa área. – comentou Jhason.

_Contudo, o troco será dado pela mesma moeda.

_Devemos atacá-los. Assim talvez nosso grupo sofra menos prejuízo. – disse Jhason ao mesmo tempo em que se preocupava devido o fato de ter que absorver a pedra-Jaspe após a infiltração de Nycolas no governo.

_Como disse, isto será em vão, sendo Ron Koney um vereador, conseqüentemente atrairá a política para nossos negócios. Este é o único motivo que o torna ofensivo, mas basta esperarmos até que tudo seja feito.

_De acordo com seus estudos, como é feito a seleção dos candidatos? – perguntou Sebastian Shaw.

_Vários políticos são candidatos e pelo que tenho visto, Donald Pierce será ideal para o cargo de senador. – Emma explica - Após a seleção de alguns, ocorre a faze final entre dois, onde finalmente os eleitos são votados.

_Posso fazer a ficha completa de Donald Pierce, incluí-lo na lista dos principais candidatos e como jornalista ainda consigo favorecer os votos manipulando-os para chegar até a próxima fase, mas preciso que o pagamento seja feito antecipadamente.

_Não se preocupe, faça todo o esquema. Me informe apenas quando for necessário. Temos ainda muito tempo até as eleições.

_À medida que for prosseguindo com o plano, lhe darei recompensas. – garantiu Jhason.

 

_Sebastian Shaw, por favor, faça companhia à senhorita Frost até a saída, tenho um assunto em particular a tratar com Jhason e o grupo.

_Prazer em conhecê-la. – despediu-se.

Sebastian se retira a fim de levar Emma seguramente ao seu lar. No depósito do clube ainda permaneciam Jhason e o restante, discutiam sobre a produção de novos produtos. Flammer com um olhar austero introduz:

_Como disse novas experiências foram feitas no laboratório de Leighland. Como negociado anteriormente, teremos substâncias gaseificadas que serão introduzidas nas próximas linhas de estoques.

_Isto será bastante útil para uma produção de escala progressiva. – comentou Jhason.

_Lembre-se que temos pouco tempo até esgotar o prazo, vamos esperar pelas eleições até o confinamento desta produção.

_Soube que nossa máquina de fusão nuclear é adaptável ao difusor do laboratório.

_Esta máquina possui tensão de duzentos volts para uma potência de até oitocentos watts é adaptável em qualquer máquina.

_Tenho remorso em saber que estas máquinas permanecerão durante este tempo sem uso. – irritou Jhason – Não temos como negociar, Ron Koney não permitirá que a produção seja executada.

_Obviamente vamos transferir estas máquinas antes de sermos despejados.

_Leighland gastou muito para trazê-las, além disso, esperou por este momento para pensar na hipótese de que seu laboratório venha ser vendido.

_Podemos alugar algum galpão.

 

_Seria uma boa saída, mas temos que fazer todo investimento possível para a campanha eleitoral.

_Nos manteremos ativos contra o grupo de Ron Koney, qualquer movimentação brusca, então o apanharemos na emboscada.

_E quanto a próxima produção? – perguntou Jhason.

      _Leighland negociará o remédio cardiovascular com a entidade responsável pela saúde do estado de Roma a fim de convencê-los dos efeitos incluídos na nova substância gaseificada. Para ele será um plano bastante minucioso, mas prefiro não interferir neste assunto. É difícil assumir algumas das minhas propriedades pessoais, ainda mais quando se trata de autenticidade. Talvez Leighland consiga aprovação desta entidade e conseqüentemente, sua própria autenticidade.

_Esta substância não passa de mais uma insignificante fórmula. – se desviou Jhason - Em breve estarão desenvolvendo novos recursos para aperfeiçoar a invenção, de tal forma que também não me comoverei a se unir às futuras amostras de Leighland.

_Por outro lado gostaria de comunicá-lo a respeito de algumas entregas a serem feitas à Suíça. O mesmo proprietário do laboratório clandestino soube de algumas fórmulas adicionadas no cloridato.

_Prefiro permanecer no galpão até o último momento.

_Tenha calma, esta viajem não custará muito tempo. – consolou-o ao apoiar sua mão sobre seu ombro.

_Acompanharei tudo de perto, quero estar pronto a qualquer ataque.

 

 

Jhason mantinha sua preocupação, apoiando-se sobre a mesa, demonstrava-se cansado. Por um lado, a idéia de infiltrarem na política seria uma grande missão. Isto evitaria um terrível conflito contra o grupo de Ron Koney e seria até mesmo um modo de salvarem a economia do clube.

Na porta de entrada da casa da jornalista, Sebastian Shaw estaciona seu carro a fim de se despedir de Emma.

_Seja bem-vinda ao clube. – ergueu a mão em sinal de despedida.

_Precisarei de algo para a próxima missão.

_O quê, por exemplo?

_Remédio para urinar.

_Tem certeza? - estranhou.

_Sim, o mais eficaz.

_Tudo bem, farei tudo que pedir, mas preciso que me passe todas as informações necessárias.

_Até logo. – despediu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A INFILTRAÇÃO

 

 

 

      Admirando as luxuosas butiques, Emma aguardava pelo sinal de trânsito, era tarde do dia, uma temperatura estável conservava todo ambiente com umidade relativa em Roma, contudo, seu ar-condicionado realizava a circulação interna. No final da rua encontrou a Piazza Venezia, dominada pelo Altare della Pátria. Parecia estar com hora marcada, olhava sucessivamente para os ponteiros do relógio embutido no painel de controle do carro sempre quando estacionava em algum sinal de trânsito.

Após algum tempo, Emma percorre a Via dei Fori Imperiali, estacionou em uma vaga adjacente ao Fórum, realizou o último retoque do batom, tomou alguns documentos importantes, desceu repentinamente. Estava mesmo de hora marcada.

Nas camadas internas da corte romana, no palácio principal do Fórum, Emma Frost se aproximava pelos corredores de acesso ao gabinete do principal governante. Este era Vincent, o magistrado político que administrava o estado em seu domínio. Foi comunicado antecipadamente sobre a visita que tratava-se de uma suposta entrevista.

_Tenho uma consulta marcada com o senhor Vincent. – disse ao demonstrar sua credencial para um dos soldados que permanecia sobre a entrada da principal porta de acesso ao corredor na área administrativa.

O soldado se uniformizava por uma roupa tradicional de cor verde musgo em contrastes ofuscados, detalhes vermelhos pelas bordas dos ombros e detalhes dourados ao longo da cintura, tal como o brasão contendo o emblema de Roma no lado esquerdo. Sustentava uma longa espingarda, usava um capacete lustrado que se fixava pela aba ao contorno do maxilar. Olhando-a atentamente, permitiu a entrada. Em seguida Emma passa pelas duas grandes portas de vidros. As pilastras ornamentadas, assim como as estátuas dos antigos imperadores pela parte interna, denotavam a real impressão de estar nos antigos tempos.

Antes do acesso aos gabinetes, havia uma espécie de recepção. Um setor bastante movimentado era protegido por dois agentes do governo pelo lado de fora e uma recepcionista pelo lado interno. Vestidos de terno e gravata, um destes interrompe Emma antes de entrar.

_Documentos, por favor.

      Uma breve análise foi feita, tudo estava correto. Seus objetos tal como a bolsa foram inspecionados naquele mesmo momento. A movimentação no corredor era relativa, pessoas andavam apressadamente carregando papéis. Emma finalmente entra no gabinete após alguns toques na porta.

      _Senhorita Frost. – recebeu sua visita com certa satisfação – Seja bem-vinda! – levantou-se em seguida.

      _Governador Vincent. – cumprimentou após erguer a mão.

_Tenho ouvido falar de muitas notícias interessantes vindas de suas publicações. – disse enquanto se acomodava em sua cadeira – Confesso que tem sido um excelente trabalho.

_Muitas entrevistas foram importantes para minha promoção no jornal, tenho recebido propostas de outras empresas.

_Talvez seja uma grande vantagem, desde que não se afaste dos nossos assuntos já tratados.

_Este é um dos motivos pelo que tenho negado as propostas, algumas destas empresas fazem parte de países exteriores tal como Alemanha.

_Não gostaria de saber sobre seu prestigioso trabalho sendo executado em Alemanha.

_Antes de tudo, porém, preciso terminar este fatídico trabalho.

_Era sobre isto que queria saber. O que realmente me faz a honra de sua visita?

_O assunto é sobre a campanha política e seus candidatos.

_Ótimo, uma entrevista com o governador Vincent lhe renderá lugar na capa principal. – sorriu contente em saber sobre o assunto.

_Bom, na verdade trouxe uma ficha e algum questionário. – colocou sua pasta sobre a mesa.

Propositalmente Emma foliava as folhas por dentro, que eram escondidas pela abertura da segunda lateral da pasta. Aquela atitude parecia um pouco estranha, uma foliação era feita a fim de fazer Vincent pensar em alguma coisa dinâmica para mudar a tensão daquele momento de muito suspense. Apoiando o dedo sobre o maxilar, Vincent olhava apreensivo. Alguns segundos se passam e finalmente um pedido foi feito:

_É, - interrompeu – senhorita Frost?

      A jornalista reclina o rosto um pouco obstruído pela parte lateral da pasta e o observava atenta ainda em silêncio.

      _Desejaria um copo de café?

      _Ah sim, obrigado.

      Retornou a procura da folha, que na verdade já havia sido identificada. Rapidamente o governador comunica pelo telefone:

      _Por favor, quero duas xícaras de café em meu setor.

      _Quero sem açúcar. – Emma interrompe.

      _Uma xícara sem açúcar.

      Aquele realmente era o propósito de Emma, conseguiu demonstrar sua satisfação ao fechar a pasta logo em seguida após receber a oferta de Vincent que era compatível ao seu desejo.

      _Aqui está. – sorriu forçadamente como se realmente tivesse perdido a ordem das folhas – Preencha esta ficha, por favor. – entregou-lhe.

      Alguns segundos se passam, Emma começa a apalpar os bolsos, em seguida se assusta.

      _Desculpe senhor Vincent, parece que deixei minha chave do carro na recepção. – levantou assustada.

_Se me permite?

      _Sim, claro. – por um instante desviou seu olhar para permiti-la enquanto lia o artigo contendo algumas normas e parágrafos.

      Emma saía às pressas, parecia de fato ter perdido sua chave do carro. Algumas pessoas transitavam pelos corredores naquele mesmo momento. Emma tentava identificar alguma coisa, talvez fosse o agente da recepção. De repente avistou o garçom que serviria o café à Vincent. Ao se aproximar foi interrompido por um chamado. Ambos estavam ainda um pouco distante da porta de entrada do gabinete.

      _Por favor! – o garçom atende.

      _Parece que este é o café solicitado do governador Vincent?

      _Sim, senhora.

      _Eu estou ao lado de Vincent em visita no gabinete, meu café solicitado é sem açúcar. – apontou o dedo invariavelmente demonstrando sua dúvida em relação a xícara certa.

Mantinha a expectativa de que o garçom lhe mostrasse.

      _É este aqui senhorita. – informou.

      _Obrigada! – despediu.

      Em seguida malevolamente Emma retira um pequeno objeto do bolso, tratava de um pequeno frasco branco, sem informações e pontiagudo que sendo apertado, ejetava pequenas gotas. Desta mesma forma, Emma inseria algumas gotas na xícara de café. Logo após o feito, virou-se para trás repentinamente. Caminhado apressadamente o chamou antes de entrar na sala:

      _Garçom! – este se vira para trás um pouco antes de entrar.

      Emma se aproxima.

      _Este está com açúcar. – suspirou

      _Desculpe senhorita. – corrigiu ao lhe entregar a outra xícara.

      O primeiro passo do plano estava feito.

      Alguns minutos se passam e novamente Emma se reencontra com o governador.

      _Conseguiu as chaves?

      _Sim, estão aqui. – exibiu.

      _Desculpe senhorita Frost, mas a segunda parte da ficha terá que ser feita necessariamente pelos dados de algum candidato político?

      _Sim, senhor.

      _Na verdade não conheço muito bem sobre estes candidatos, meu dever é selecionar dois entre estes para a fase final. Mas tudo bem, vou conferir entre estas pastas o registro de algum candidato.

Levantou-se em direção à um porta-arquivo ao lado e em seguida abriu uma das gavetas utilizando uma de suas chaves de cadeado.

 

_Aqui está. – disse ao lhe exibir uma das pastas.

Ao se assentar novamente, algo estranho ocorre com o governador. Uma sensação instantânea começou a incomodá-lo, tocou intuitivamente as mãos sobre o busto e a barriga. De modo assustado revela:

_Desculpe senhorita Frost! – disse através de uma voz rouca e afobada.

_O que houve governador?

_Acho que tenho que ir ao banheiro. – levantou rapidamente, parecia ser um súbito desejo de urinar.

Esperando pelo melhor momento da saída do governador, Emma se levanta após tomar um dos documentos dentro da pasta. Observando atentamente os dados de Donald Pierce, colocou entre os outros registros dos políticos candidatos pré-escolhidos. A segunda parte do plano estava feita. Algum tempo mais tarde, Vincent retorna:

_Vamos continuar.

_Está tudo bem?

_Sim, foi apenas um mal-estar.

A entrevista prosseguia como dissimulado pela jornalista Frost, que até agora, mais parecia ser um recém membro do clube Wingard. Os dados do misterioso Donald Pierce é infiltrado estrategicamente entre os principais candidatos à senador. Se não fosse por isto, talvez seria impossível incluí-lo na lista. As exigências, as regras e até mesmo as investigações não permitiriam que muitos passassem por aquela fase. Porém Emma, usando uma extraordinária façanha, consegue prosseguir com o esquema e uma prometida recompensa estava a sua espera.

 

 

FIM DO PRAZO

 

 

 

Alguns dias mais tarde finalmente uma notícia comprova a missão de Emma Frost no Fórum romano. Lançando o jornal sobre a mesa Sebastian Shaw ressalta:

_Congratulações de seu fidedigno e suposto secretário público, meu caro Donald Pierce. – disse contagiante à Nycolas que o observava assentado.

O nome de Donald Pierce estava na lista dos candidatos a passarem pela próxima fase onde somente dois seriam escolhidos pela enquête e pelo plenário.

_Perfeito. Quero todo plano em execução, de acordo com que foi estudado, temos poucos meses até a seleção dos dois principais.

Quase que no mesmo instante um telefonema surgia pelo aparelho de Flammer.

_Sim! – atendeu.

_Tenho um presentinho que combina muito com sua cara.

_Do que está falando.

Uma voz saia sorrateira pelo fone.

_Quem é, responda? – urrou.

_Espero que algum dos seus monitores responda por mim.

Flammer instintivamente pressiona uma das teclas do painel de monitoração interna ativando o zoom de uma das câmeras do galpão de mercadorias.

_O que é isto?

_Surpresa! – dava gargalhadas enquanto acenava contra a câmera.

Uma cortina de chama era produzida rente a um dos depósitos de drogas.

_O que diabos está fazendo?

_Fim do prazo Flammer, esta área é nossa!

_Será aniquilado!

_Não tem saída, está cercado.

Flammer observava pelos monitores as câmeras externas, havia um cerco para invadir o território. O telefone é desligado, em seguida ativou Ryah na segunda cabine.

_Ryan rápido, temos companhia. Vladmir Ron Koney invadiu um de nossos depósitos, estamos cercados, vamos fugir.

Ryan, Elijah e os capangas iniciam o tiroteio pela parte de cima usando metralhadoras. Alguns invasores entravam pelas tubulações superiores do canto direito, um dos capangas atirava contra a lateral metálica impedindo que avançassem.

_Acione os carros, vamos fugir. - ordenou Sebastian Shaw que vinha acompanhado de dois guarda-costas.

Ambos se apressam pela garagem, Rajid acompanhava logo em seguida pela mesma parte em um carro diferente. Jhason Wingard recebia a informação quando estava para chegar de uma missão.

_Convirja o carro, estamos cercados! – o informou um pouco antes da entrada.

Um tiroteio formou pela parte externa, as metralhadoras foram causando estilhaços pelas laterais dos carros que fugiam do galpão. Os grupos se dividem, uma perseguição era feita pelo carro de Rajid que dirigia ao lado de quatro capangas. Conseguiu atrair os oponentes percorrendo a via dei Fori Imperiali e encontrando-se em frente ao espetáculo único do Coliseu.

 

 

 

 

Inevitavelmente o carro é danificado pelos tiros. Uma forte derrapada é feita antes da entrada principal ao estádio. Rajid foge. Por outro lado Sebastian Shaw fugia pelas ruas estreitas também rumo ao Coliseu. Ryan e Elijah eliminam os invasores, mas fogem ao saber da invasão vinda por outro galpão. Sebastian Shaw fica sem saída em uma das ruas, iniciou a fuga por lugares secretos entre as ruínas adjacentes ao grande Coliseu.

Enquanto corria era atacado por tiros. Sebastian Shaw tentava se defender de algumas pilastras ainda dentro de um jardim romano próximo às ruínas. Uma luta corpo-a-corpo era feita ao perder uma metralhadora. Enquanto isso, Flammer revidava alguns tiros contra o próprio Ron Koney, o carro sofre um forte impacto em uma coluna seguindo ao Coliseu. Instintivamente abandona o veículo.

No saguão do estádio um tiroteio se formou quando Ron Koney os seguia escondido. Algumas estátuas de imperadores foram sendo destruídas enquanto Flammer fugia acompanhado de seus capangas. Jhason, avisado do ocorrido, surgiu para defendê-lo, mas saltou para trás de uma coluna ao se proteger dos tiros. Alguns oponentes eram eliminados, o conflito se estendeu por toda aquela região. No jardim romano Sebastian Shaw finalmente atinge seu último oponente que caiu subitamente na água central, fugiu através de outro carro.

No Coliseu finalmente Jhason se encontra com Flammer:

_Soube que perdeu o carro!

_Jhason.

_Por aqui! – ambos fogem.

 

 

 

Por último restou Rajid que também conseguiu fugir após um rápido conflito pela arquibancada. Infelizmente o prazo tinha terminado e o clube Wingard ainda estava em fase de desenvolvimento do plano. Algumas horas se passam, todos se reuniam na mansão de Leighland. Em pouco tempo Rajid surge com outros assistentes.

_Finalmente! – aliviou Flammer – Estava aguardando apenas sua chegada para revelar algumas informações ao grupo, serviu-lhe uma taça em seguida.

Ainda preocupado com a fuga, Flammer andava em silêncio em um determinado canto da sala onde se reuniam. Segurava uma taça de bebida servida não somente para brindar a fuga, mas também para se refrescar da agitação. Pensava sobre como seriam as coisas após o conflito enquanto aguardava pela vinda do último fugitivo.

_Infelizmente tivemos que abandonar os galpões, porém gostaria de informar que o esquema de infiltração política prossegue como planejado.

Nycolas se sobressai:

_Como previsto Emma Frost conseguiu me incluir na lista de políticos candidatos à próxima fase eleitoral. A partir de hoje me chamem de Donald Pierce!

Ergueu a taça em sinal de brinde.

_Salve. – disse Jhason Wingard.

_E a respeito dos galpões. – comentou Sebastian Shaw.

_Como disse, muitas armas foram procuradas ao longo dos tempos. Não foi em vão que nosso grupo conseguiu escapar com sucesso, na verdade teríamos chances de acabar com Ron Koney até mesmo por uma arma de destruição em massa, tal como analisada no Oriente Médio. Mas prefiro deixar tudo como está até o momento final, onde concluiremos com nosso plano.

_No entanto, - prosseguiu após um gole – precisaremos entrar em contatos com o joalheiro Ganiev o quanto antes. Os cristais deverão ser vendidos por todas as partes de Roma para que o último passo do plano seja feito, ou seja, a manipulação mental de Jhason pela aproximação com outros cristais neutros tal como o quartzo.

_Devemos nos preocupar primeiro com a campanha eleitoral.

_Quanto a isso, não nos preocupemos, Emma estará incumbida em um perfeito plano. Vamos apenas aguardar pelos resultados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ACORDO

 

 

 

Em outro setor da mansão de Leighland algo parecia dar continuidade ao assunto tratado naquela mesma manhã. Uma chamada interurbana era realizada à Bangladesh, o destinatário era Wald Ganiev, um dos mais afamados joalheiros do seu empreendimento  funcional na Índia. Possui joalherias em Nova Delhi, trabalha algumas vezes com exploração de pedras-preciosas e negociações exteriores através de distribuidoras de jóias.

Ganiev teria sido um dos primeiros negociantes de Flammer no início de suas negociações com a empresa quando o clube havia saído em busca por pedras-preciosas. Após alguns toques de telefone o destinatário finalmente atende:

_Radiance Line, gabinete presidencial, Wald Ganiev, em que posso ser útil?

_Sou Flammer, um antigo negociante de Bangladesh e dos diamantes provenientes de Sylhet.

_Sim, meu notório Flammer. Na verdade, passaram-se alguns anos após nosso primeiro acordo.

_De fato sim, porém, tenho novos negócios a propor. Para isto preciso que faça uma viajem à Roma, com urgência.

_Talvez isto venha a se atrasar um pouco, tenho discutido sobre o lançamento de uma jóia da linha Cartier na Rússia. Após a definição da pedra-preciosa a ser confeccionada nos artigos, estarei a caminho. Isto deve demorar em torno de uma semana.

 

 

_Não se preocupe, sua hospedagem estará incluído no pacote de viagem assim que confirmar.

_Comunicarei quando chegar. – desligou.

Flammer permanecia em um cômodo a parte da mansão, estava ainda insatisfeito com tudo que estava acontecendo. A invasão de Ron Koney no galpão secreto foi inesperada, tudo parecia perdido. Tomando alguns comprimidos do pequeno pote laranja feito de plástico transparente ao lado da pequena mesa revestida de vidro onde por cima se destacava um abajur metálico, Flammer se reclinava no estofado de couro cinza a procura de descanso após digeri-los. O remédio seria útil para sanar um pouco da sua agitação ao longo do dia, mas algo parece definir de fato sua aflição:

_Tenho recebido informações de que Ron Koney propõe uma quantia inestimável de dinheiro em troca do território. – disse um dos assistentes.

_Sabe quanto?

_Algo em torno de dois milhões de dólares. – confirmou Elijah.

_Salafrário! – enfureceu ao se levantar – Continue observando, cada movimento é fundamental para nosso próximo ataque que provavelmente será dado por uma arma nuclear.

_De fato, - concordou – os valores negociados desde a última proposta não são nada convenientes.

_Seria uma grande vantagem.

_Se isto acontecer estamos sujeitos à fuga e talvez o dinheiro no cofre bancário aqui em Roma não seja suficiente para os próximos investimentos.

Após uma pausa, o agente responsável pela tesouraria emite um suspiro de insatisfação:

_Prefiro pensar em aniquilar Ron Koney. – desabafou.

_Para que isto aconteça é necessário destruir o depósito em cujo interior está toda nossa economia. – disse o usurpador após saborear um gole da bebida.

_Poderíamos atraí-lo para fora das delimitações do depósito para que a bomba então seja lançada sem nenhum perigo às mercadorias. – prosseguiu sem descartar a idéia de que a arma poderia ser lançada contra o oponente.

_Nada do que seja feito terminará senão pela vinda da polícia, e nesse caso, teremos ainda a intervenção do próprio governo. Nunca acabaremos com todos ao mesmo tempo senão pela destruição do depósito. – explicou Flammer.

_Não se preocupe, vamos aguardar agora pelos resultados dos candidatos favoritos ao cargo de senador. – consolou Jhason - Tudo deverá ser feito sem nenhuma margem de erros. A propósito, já temos a soma de tudo que ficou em nossos depósitos após a invasão de Ron Koney?

_Lamento, mas toda mercadoria necessária para que um novo investimento seja feito após abandonarmos tudo. – o tesoureiro explica.

_Será que continuará com o plano político?

_Como sabe este é o único modo que temos para nos livrar da ameaça de Ron Koney. Após a usurpação teremos pouco tempo até que uma investigação minuciosa descubra sobre a armação. O plano, em fim, será recuperar nossa economia para operarmos uma fuga com segurança.

_Agora vá, quero todas as informações sobre como andam a seleção dos candidatos no fórum romano.

Uma longa conversa ocorre após uma surpreendente ameaça de Ron Koney, mas nada que modificasse a primazia do plano. Uma semana passou rapidamente, Flammer se encontrava novamente sozinho pela sala de estar. A visita de Ganiev finalmente é avisada por uma ligação interurbana:

_Flammer, - introduziu-se após a saudação – tenho ótimas noticias.

_Prossiga.

_As negociações na Rússia foram encerradas, consegui arrecadar grande percentual financeiro pelas vendas das pedras-preciosas. Portanto, estou a caminho de Roma, iremos tratar do assunto sugerido na semana passada, hoje mesmo realizarei a viajem.

_Excelente, estarei aguardando por sua vinda no aeroporto.

Ambos se despedem, um novo acordo estava para ser feito, por sinal, isto seria uma negociação fundamental quanto a absorção da pedra-jaspe.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A NEGOCIAÇÃO

 

        

 

      Após as negociações com Ganiev, um antigo sócio do grupo, um novo plano se decorre entre os componentes do clube Wingard. A ansiedade predomina os mais nobres assentos da sala de reuniões, uma proposta foi feita e para Ganiev, a importação dos quilates de diamantes apenas seria possível se as vendas atingissem um bom percentual financeiro. Ainda acomodado sobre o estofado e ao lado de Flammer, separado à poucos centímetros, Ganiev entra em questão:

      _De acordo com a negociação devo confiar-lhe toda porção requerida em troca de cinqüenta por cento do que for adquirido. Contudo existe um prazo de venda e, além disso, tenho a garantia de sua hospedagem. Talvez eu não enfatize sobre a sua responsabilidade com a mercadoria, nossas antigas negociações lhe assegura de minha confiança, porém sua primeira metade deverá ser paga antecipadamente.

      _Não se preocupe, a parcela estará em mãos quando nada obstante me isentar dos eventuais juros caso fosse computada em conta privada. Ao contrário disso farei o pagamento à vista como no saldo liquidado do saque anterior e todo o dinheiro será transferido. Antes, gostaria que sua parte fosse acrescentada por mais diamantes.

      _Vamos respeitar primeiro o prazo de venda, talvez não seja o bastante para a devolução do dinheiro excedente? – sugeriu Ganiev de modo a abster-se de qualquer imprevisto.

_Certamente não conseguirá manter o dobro do valor ofertado por muito tempo, uma desvalorização dos diamantes pode transtornar as vendas em qualquer momento. – prosseguiu.

       _Sei que será o valor mínimo desempenhado através de acordos prévios, a próxima porção provará isso.

      _Dessa forma proponho inicialmente duzentas e quinze gramas.

      _Devo abranger mais, uma grande parcela dos cidadãos romanos deverá comprar em uma região bastante restrita, portanto, solicito mais oitenta e cinco gramas totalizando os trezentos.

      Ganiev ainda preservava sobre sua face uma expressão pouco otimista, mas concordou afinal após um diálogo unânime entre os componentes do grupo. Por outro lado, chegava a hora em que os dois principais senadores seriam eleitos para ocuparem a camada administrativa equivalente a Roma e seus arredores.

Por aquele tempo vários senadores eram nomeados para presidirem os respectivos distritos do país, um só governador estaria incumbido na escolha dos principais senadores e ninguém poderia ser, senão, o governador Vincent.

Para o clube Wingard não bastava apenas a inclusão de Donald Pierce como um dos candidatos na escolha do Governador Vincent, era preciso estar atento ao dia da nomeação de ambos os senadores a disputar o cargo. Oito candidatos confidenciais já estavam selecionados, apenas o Governador conhece sobre estes e antes que um estudo mais detalhado fosse feito, Emma Frost havia alterado os papéis.

 

Outras datas seriam inúteis, talvez abordassem sobre a nomeação de senadores a ocuparem as camadas administrativas de regiões distintas de Roma, o que não seria equivalente ao plano, aplicado principalmente a resolver o assunto territorial de uma pequena região situada na própria cidade dominada recentemente por outro representante político.

      No salão do clube Flammer se aproximava de longe e passando por perto de Nycolas reparou em sua barba:

      _Mantenha o tamanho ideal dos pelos para não se diferenciar da imagem original do candidato a ser usurpado, além disso, parte do seu cabelo deverá ter tons grisalhos.

      _O dia da nomeação dos senadores está próximo, ainda penso que o acordo com Ganiev não foi uma medida segura e viável. Deveríamos esperar primeiro pela confirmação da nossa vítima. – advertiu Nycolas com um olhar petulante e calculista.

      _Assim como você para se sobressair em público, este também é um receio de Jhason, que aguarda pela nomeação de Donald Pierce para aceitar a fusão da pedra-Jaspe.

      _Além disso, não teríamos muito espaço para as vendas. - respondeu após se mover ao frigobar dos fundos por onde permaneciam as bebidas escolhidas da estante a serem apreciadas – O governo oferece pouco tempo para as campanhas políticas de cada candidato.  Neste intervalo os compradores de diamantes já deverão possuir suas jóias em mãos para que no decorrer das campanhas, o poder mental articulado por Jhason tenha maior impacto sobre a população romana.

 

 

      Um clima de tensão sonda a expectativa dos mais conservados membros do clube Wingard e uma data de nomeação dos candidatos está por vim. Para Flammer apenas as negociações com Ganiev o interessava. Com as vendas de cristais neutros tais como o quartzo, o clube teria em mão o primeiro passo do plano mental, visto que o primeiro passo do plano pragmático teria sido a inclusão do falso candidato. A infalível alteração de Emma Frost não poderia ser uma mera invencionice da articuladora do crime devido ao que já era notório e conforme constatava os noticiários.

      O segundo passo do plano mental então estava previsto para as campanhas eleitorais. Embora a inclusão do usurpador não fosse definida à eleição final, para o clube as peças deveriam ser vendidas. Os cidadãos romanos com o uso dos supostos cristais vendidos serão, portanto, as principais vítimas quando nada obstante possuírem o único elemento que pode fazer a interferência mental em contato com a pedra-Jaspe, isto é, o próprio cristal neutro.

      Porém Jhason não poderia se antecipar com a absorção da pedra-Jaspe sem a definição final do candidato, caso contrário poderia ser em vão, ainda mais porque Jhason tinha o direito de articular seu poder mental em contato com outra pedra da mesma espécie. A qual está predestinada ao próprio Governador, que influído pelo colar da pedra-Jaspe, será eventualmente impulsionado à escolha do falso candidato, isto é, Donald Pierce.

 

 

 

 

 

AS VENDAS

 

 

 

Pouco tempo passou após a negociação com Ganiev e as primeiras peças de diamantes já poderiam ser vistas usadas por muitos cidadãos. Era o resultado da continuação do plano dado pelo clube Wingard. Muitas jóias se discerniam sobre o olhar de Jhason que apreciava atento os quilates cristalizados. As peças restantes se ajustavam nas diversas formas de pulseiras, colares, anéis, brincos e pingentes. Ainda permaneciam espalhadas sobre um extenso pano aveludado quando Ganiev entrou em detalhes:

      _Como podem ver, as peças estão intactas e genuínas, entre essas existem o Crow-angle, ideal-diamond, deph e quartzo. Quanto ao material prateado circundando os diamantes, não se preocupe, já foram descontados no preço.

      _Perfeito, - admirou Jhason ao suspender um pingente – consigo sentir as vibrações mentais com o uso do meu próprio anel. – disse referindo-se a pedra-Jaspe confeccionada em seu anel.

      _Breve a população romana estará ornamentada por estas insignificantes jóias, que na verdade, são os principais mediadores do poder mental exercido por Jhason.

      Flammer vibra e em seguida ordena para que o restante do grupo se preparasse para as vendas. Em pouco tempo foram surgindo pontos estratégicos e exclusivos em Roma para negociações das jóias. Muitos capangas saiam a oferecer pelos bares durante a noite, outros tratavam em divulgar as peças.

Sebastian Shaw com o uso de suas técnicas persuasivas conquistava a atenção de alguns clientes lojistas na Barberini, não demorou muito para que as primeiras peças fossem vendidas e adicionadas ao estoque e assim como Henrry Leighland, utilizava métodos tradicionais de vendas.

Muitos compradores aderiram o material não porque ambos explicavam ser jóias de origem rara, mas sim porque Jhason, por muitas vezes usava seu famoso anel confeccionado com a pedra-Jaspe para atrair os clientes compradores.

Flammer permanecia a administrar os grupos e as vendas, agia em negociações diretas com empresas especiais. Ryan, ao contrário, saia a ofertar o material usando apenas um suporte aveludado para suspender as jóias e ao seu lado, o companheiro Rajid. Por outro lado, Elijah procurava as melhores rotas para divulgação dos diamantes.

Dessa forma, a venda de diamantes atingia seu auge. Várias peças eram negociadas através do empenho do clube e, embora ainda não fosse o bastante para eliminar toda quantidade, algumas porções ainda eram encomendadas para as entregas posteriores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ANÚNCIO

 

 

 

Uma extensa venda não deixava rastros de preocupações. O dia em que os dois principais candidatos seriam eleitos pelo governador Vincent havia chegado. O grupo permanecia apreensivo, Nycolas por muitas vezes se ocupava com as palavras a serem ditas no discurso e para Jhason, bastava apenas uma lembrança ao governador. No escritório, Sebastian Shaw se ocupava com o andamento das vendas, vários papéis se acumulavam na mesa, Jhason se aproxima, um pedido deveria ser feito:

_Ainda nos restam uma pequena porção das peças, certamente serão vendidas antes da nomeação dos senadores. - disse Sebastian Shaw ao analisar a última folha que demonstrava o resultado das vendas.

_Ao contrário disso, queria lhe fazer um pedido. - sobressaiu após se assentar - Talvez se lembre do último colar da pedra-Jaspe deixado em seu palitó para conclusão da fuga?

_Tenho guardado com segurança. Apesar da preciosidade não faço uso devido o poder mental que pode ser despertado e que realmente foi revelado em contato com a sua pedra-Jaspe no anel.

_Preciso que este colar esteja com o governador antes da nomeação. Assim conseguirei manipular a escolha de Donald Pierce pelo poder mental ao governador.

_Sinceramente não havia pensado nessa hipótese antes.

_O colar deverá ser entregue à Emma que por mera simpatia, conseguirá se aproximar do governador e lhe entregar a pedra-Jaspe.

_Diga a Emma o que deverá ser feito.

_Farei como ordenado e à noite nos encontraremos no mesmo local.

A noite do anúncio dos senadores candidatos finalmente alcança a hora marcada. Por um longo tempo Nycolas esteve ocupado para buscar a posse política, permanecia em local secreto.

Um recinto alugado pelo clube foi equipado para dar a falsa impressão de um lugar comum e habitado pelo falso candidato. Embora sua característica física em semelhança à Donald Pierce fosse recente, muitas fotografias eram transformadas em preto-e-branco e às vezes com cenários falsos dos porta-retratos o que realmente dava a impressão de ser um lugar comum e habitado por mais tempo pelo impostor. As entrevistas eram todas bem-sucedidas.

Ao lado da estante permaneciam os papéis elaborados pelo clube, foram memorados antecipadamente para o depoimento final.

Nycolas ainda em casa permanecia a espera do choffer que breve chegaria para levá-los à cerimônia, embora impaciente, tinha sua convicção da posse. Ao seu lado estava um diplomata norte-italiano. Tinha o acompanhado em algumas entrevistas pela rede de televisão, aceitou o convite de acordo político em que sua aliança parlamentar e seu apoio com o candidato lhe daria cargos honoríficos e subornos.

A sorte de ser elegido estava em pauta e ambos saiam em direção ao carro. Além desses, permaneciam mais dois seguranças de Nycolas que, apesar da aparência condolente, eram oriundos do secreto clube Wingard.

 

Na mansão de Herry Leighland o grupo permanecia a espera, Jhason se posicionava ansioso e ao seu lado, Sebastian Shaw. Esperavam por Flammer que estava por vim de um setor interno. À pouco tempo juntos e Jhason não havia comentado sobre o colar confeccionado com a pedra-Jaspe, antes porém, Sebastian Shaw o confirma:

_O colar foi seguramente entregue à Emma. Retornei uma ligação para saber sobre o plano e tudo foi feito como ordenado.

_Não se esqueceu de dizer sobre o cuidado em persuadi-lo a usar o colar no momento do anúncio?

_Não esqueci e, além disso, tratei em pedir para que o colar fosse entregue momentos antes do anúncio. A confirmação da entrega do colar não tem mais do que trinta minutos. Certamente o colar será usado como pretendido.

Alguns segundos se passam e finalmente Flammer surge. Ambos levantam, Henrry teria saído antecipadamente. O motorista Ryan e o restante completavam o grupo a chegar no local.

_Faltam poucos minutos, - observou o relógio – prepare o anel. – advertiu à Jhason.

_Soube que o nome de Donald Pierce esteve incluído junto aos outros candidatos devido o trabalho de Emma Frost e talvez antes dessa fase teríamos o perigo de não tê-lo como escolhido?

_De certa forma sim, não seria meramente sorte. O plano estava destinado à essa etapa, onde os oito candidatos já estão selecionados e essa é a segunda fase antes da terceira e última fase, isto é, a eleição final.

 

 

_Caso contrário não poderíamos contar com a sorte de tê-lo como escolhido e nesse caso a pedra-Jaspe teria que ser usada primeiro e novamente agora. – disse enquanto ainda se preparavam na sala de estar da mansão.

_De fato isso seria algo muito trabalhoso. Emma Frost, contudo, nos garantiu também pela sorte, talvez o governador Vincent soubesse a respeito dos oito candidatos selecionados e depois descartasse o nome de Donald Pierce e assim o plano político estaria fracassado. Mas tratando-se de um trabalho muito minucioso, então o nome do nosso futuro político foi recebido como já apurado pelo Fórum Romano, assim, portanto, entre os oito selecionados para a fase final. – comentou Sebastian Shaw.

_Não temos dúvidas de que foi um trabalho argiloso, os jornais confirmam a inclusão do nome de Donald Pierce, mas entre os outros candidatos somente dois serão escolhidos.

_Como sabemos apenas dois são escolhidos, talvez fossem já confirmados como na etapa anterior e isso seria impossível para o clube Wingard. Para isso o governador Vincent teria que sofrer amnésia múltipla e permanente, caso contrário, logo se desconfiaria do falso candidato. Sebastian Shaw foi informado por Emma sobre mais detalhes do anúncio.

_Nessa penúltima etapa ocorrerá um sorteio, cada pessoa candidata terá seu nome selado em envelopes e marcados por números. Então no sorteio, apenas duas cartas serão escolhidas e assim o anúncio será dado aos que continuarão para a última etapa.

_E qual seria o número de Donald Pierce? – perguntou Jhason ao se mover para a entrada do carro.

_O número quatro. - respondeu Sebastian ao se acomodar nos bancos dos fundos.

Oito envelopes estão a frente do governador. Para muitos os dois escolhidos para as eleições finais é uma questão de sorte. Talvez para o governador trate de uma questão de suborno, visto que sua escolha é indiferente, mas para Jason é uma questão mental e seu poder não poderá ser revelado senão por direcionar a escolha do governador ao envelope quatro.

_Estes números podem ser conhecidos somente pelos que atuam no setor interno do Fórum Romano. Estes têm o direito de perguntarem ao governador, mas dificilmente alguém saberia por se tratar de uma escolha de sorte e ninguém como Emma Frost ficaria sem saber a respeito do número de nosso candidato pela sua afinidade com o governador. De acordo com suas próprias informações, o número do envelope é o quatro.

_Além do mais temos a sorte da ausente polemica em relação a troca do candidato.

_Existem vários departamentos dos quais apenas o parlamento tem o direito de escolher os candidatos. A decisão do governador é irrevogável, talvez assim não se precisasse da última fase quanto a escolha dos dois.

A hora do anúncio estava próxima, alguns candidatos e seus respectivos convidados se ocupavam no saguão. O clube Wingard se unia em uma da ponta esquerda, um ambiente bastante arejado e translúcido trazia conforto à todos convivas. Um som de fundo surgia de modo agudo e discreto. Uma conversação se disseminava por toda área.

A diplomacia e o partidarismo se uniam em um único aspecto de exuberância e nada poderia ser, senão, o anúncio dos dois principais concorrentes a disputarem o eminente cargo senatorial.

Após alguns minutos introdutórios realizados por outros assessores na preparação do evento, o barulho do microfone finalmente emite o ruído de longe. Algumas pessoas que se acomodavam sobre os assentos agora eram atraídas pelo ruído. O governador Vincent, após a abertura, dava início ao sorteio. De longe Jhason tentava captar o colar sobre seu pescoço. Sebastian, ao contrário, apenas esperava pelo resultado final. Soube antecipadamente em outra ocasião sobre a entrega do colar através de Emma, que afinal, havia se retirado momentos antes para dar cobertura junto a imprensa para as entrevistas finais.

Jhason ainda insistia em identificar o colar e após um movimento lateral de Vincent para pedir os envelopes marcados, finalmente um feche de brilho se expande ao longe, era a confirmação do colar entregue por Emma. As cartas vinham acompanhadas por um guarda fardado. Deveriam ser zeladas em todo momento para garantir o sigilo da escolha. Após algumas palavras iniciais de agradecimentos e cortesias, uma pausa ocorre para a escolha das duas cartas entre as oito posicionadas sobre o púbito. Jhason, que por algumas vezes friccionava o anel na expectativa de estabelecer o primeiro contato, já tinha sua certeza pessoal e toda segurança do efeito mental a ser operado no governador Vincent.

 

 

Antes de avistar o brilho emitido pelo colar, Jhason apenas conseguia sentir algumas vibrações remotas. Posicionado à menos de cem metro de distância do púbito sabia que nada além poderia interferir. A outra pedra-Jaspe confeccionada no colar estava presente. Uma garantia parcial, porém, não poderia fazê-lo usar o poder mental imediato para ter segurança completa sobre o alvo.

Uma inesperada interferência psíquica poderia ser percebida. Alguns reflexos sensoriais surgindo do governador não seria o bastante para impedir o efeito, talvez antes a pedra-Jaspe do colar fosse eliminada por precaução na tentativa de identificar o contraste, mas Vincent tentou solucionar o problema ao pedir um copo de água. O grupo permanecia apreensivo, um dos assessores atende o pedido, novamente o microfone é movido, o ruído torna a repetir, sua mão tremula movia lentamente à determinado envelope.

Por outro lado Jhason tentava se concentrar para obter o domínio mental entre o governador e os envelopes. Um pequeno devaneio tão-somente lhe fez conhecer sobre o número do envelope a ser escolhido como também não permitiu que o poder fosse operado ainda naquele momento. Um movimento brusco do governador fez com que o envelope fosse escolhido antecipadamente e após o rápido reflexo o selo é indecorosamente rompido. O anúncio é dado com suspense:

_E o número do primeiro elegido é... – uma pausa é feita, os semblantes se associavam em expectativas, o número é revelado por um dos assessores:

_Sete. – veio subitamente após todo o silêncio.

O público ainda mantinha a imparcialidade, apesar do número, apenas o governador sabia sobre o nome do primeiro candidato. O envelope é transferido ao promotor para anunciá-lo, o suor corria pelas axilas de Jhason, o promotor ressalta:

_Albert Escobar. – as palmas finalmente se sobressaem entre os convidados.

 Flammer preocupado sinalizava à Jhason através de sua expressão, mas de modo bastante estranho e apreensivo Jhason tentava se concentrar ao máximo. Uma gota de suor lhe corria pela face, o anel novamente é friccionado e um novo devaneio lhe fez conhecer sobre a intenção do governador na escolha do envelope.

Antes de agir a energia mental produzida pelo anel lhe veio como um choque. Uma estranha sensação subitamente o conduziu ao desvio de sua decisão. Suas pupilas se contraem, sua ação se neutraliza e sua mão direcionada ao envelope do número um estava incontrolável. Porém, através de uma súbita influência, sua mão se convergia forçadamente para outro caminho. De modo misterioso o governador é obrigado a mudar sua escolha. Sua mão movia lentamente e tremula em direção ao envelope do número quatro. 

A escolha finalmente é feita, o assessor anuncia:

_E o número do segundo elegido é... – naquele momento Jhason sentia mais facilidade em conduzir seu poder mental. Sentia alívio antes mesmo do número ser anunciado.

Por outro lado, havia uma interferência na sintonia estabelecida pela emissão dos impulsos neurais, a dificuldade em obter o domínio completo da influência no primeiro anúncio não poderia ser a quantidade de pessoas ou o espaço arejado e abrangente do salão. E tão-pouco poderia ser a mesma dificuldade no segundo anúncio com algo relacionado aos aspectos exteriores, porém o número um do segundo envelope a ser escolhido aparecia vagamente em seus pensamentos na interferência mental como uma opção pré-definida do governador.  Mas nada o bastante para impedir Jhason de fazer revelá-lo sobre a escolha a ser feita através do impulso:

_Quatro. - o número é revelado. O público permanecia em silêncio e depois de entregar o envelope ao promotor cumprindo com o mesmo procedimento do primeiro anúncio, o governador Vincent sente mal-estar. Movendo-se de modo incômodo para os fundos, era auxiliado pelos assistentes que percebiam seu rosto abatido.

Após a retirada inesperada do governador, o promotor finalmente conclui:

_Donald Pierce.

A gota de sua agora caia da mandíbula de Jhason passando pelo maxilar, o plano estava feito, era o fim do impulso mental. Os aplausos soavam novamente entre os convidados e se expandindo por toda a área, mas não tanto como no primeiro anúncio. Nycolas se levanta em dissimulação, chegou ao púbito e se posicionava ao lado do primeiro elegido a esperar pelo pronunciamento final.

Um sinal de satisfação é direcionado à Jhason por através de Flammer, o mesmo sinal é emitido pelo grupo enquanto parabenizavam pela escolha. O grupo brinda. Nos fundos o governador é dispensado dos assistentes que tentavam auxiliá-lo após um mal-estar. Preferiu permanecer sozinho em seu camarim, recusou qualquer tipo de apoio.

 

A ABSORÇÃO DA PEDRA-JASPE

 

 

 

Todo alvoroço fez com que alguém misteriosamente entrasse no camarim, antes mesmo do governador. Sem percebê-lo Vincent se assenta um pouco aliviado pela reposição das energias, pensou tratar de uma queda de pressão, tentou recuperar o fôlego, mas a pessoa presente no camarim não poderia ser motivo de alívio.

Após retomar a direção do seu rosto reclinado, Vincent foca o espelho e uma pessoa é identificada por trás. O governador agora se dá conta do que seria aquela inesperada visita e ainda mais preocupado por saber que aquela visita também seria mais um motivo para não pensar que aquele mal-estar seria uma mera queda de pressão.

_Vladmir Ron Koney? – assustou e se virou em seguida de modo desajeitado através das rodas da cadeira giratória.

 _Não escolheu o número um? – pegou-lhe pela gola de modo precipitado e com um olhar afano e inquisitivo tentava encontrar a resposta.

_Eu fiz o possível – disse por palavras roucas e abafadiças.

Ron Koney o solta e se vira para si mesmo preocupado.

_Apenas dois envelopes devem ser rompidos, devo cumprir as regras! – disse aliviado ao ajustar a blusa procurando argumentos para se explicar.

_A escolha era sua e de mais ninguém. Não diga que esqueceu o número?

_Algo muito estranho interferiu nessa escolha...

Antes que Vincent terminasse de se explicar Ron Koney exige:

_Quero o dinheiro do suborno de volta. – pegou firme pela armação do colar confeccionado com a pedra-Jaspe.

_Qual dinheiro à mais poderia ter feito mudar de idéia. Será que entrou em acordos com os dois escolhidos ao mesmo tempo?

_Já disse que não sei como explicar!

_Devolverá à curto prazo. – se retirou em seguida com o colar da pedra-Jaspe em mãos.

O governador permanecia preocupado, não teria sido uma investigação policial, mas nem mesmo ele podia explicar sobre a escolha. Enquanto isso no salão, as taças de champagne novamente soavam pela mesa do clube Wingard.

O plano ocorria como esperado pelo clube, um prazo para as campanhas políticas foi estabelecido pelo governador e a absorção da pedra-Jaspe estava próximo a ser realizada assim como prometido por Jhason.

Em outra hora pelo salão da mansão de Henrry Leighland, o grupo se reunia ainda em comemoração a escolha. Flammer fazia erguer sua taça em sinal de honra à Donald Pierce. O som do brinde se expandia pelo salão. Aproveitando a ocasião e movido por uma pequena embriaguez, Henrry sugeri:

_Talvez agora seja o momento em que a máquina difusora venha agir na transfusão da pedra-Jaspe para permanência definitiva na mente de Jhason e por tempo indeterminado?

_Temos que ser ágeis, as campanhas estão por vim e Jhason deverá estar recuperado da operação para trabalhar a manipulação mental ao público com mais segurança.

_Não temos tempo a perde. – Henrry faz abrir as portas automáticas do laboratório secreto. O grupo surge em seguida.

Henrry se aproxima de uma máquina específica para transfusões neurais:

_Este é o grande artifício que será usado para a absorção da pedra-Jaspe à mente de Jhason. – retirou o pano que cobria por cima.

Uma máquina de tecnologia ultra-moderna possuía sua parte de inclinação horizontal semi-embutida na parede. Um painel de controle se alojava pela lateral e toda a cobertura emitia armações metálicas em cada repartição de abertura da cúpula. Ao deitar sobre a confortável esteira, a pessoa tende a se mover automaticamente para dentro. As repartições internas e externas de ajuste dorsal e clavicular permitiam que toda a anatomia do crânio fosse adequada ao apoio das quatro pontas de agulha que estavam prestes a serem injetadas, sendo que cada ponto se dividia para duas em cada lado do crânio.

_Como disse, esse modelo é comumente usado para pacientes com problemas neurais tais como perca de memória e distúrbios bipolares. Porém, em todos os casos, pequenas doses de substâncias específicas para recomposição dos órgãos internos do crânio deverão ser aplicadas ao cilindro. – apresentou-lhes – Após a fusão da pedra-Jaspe do estado sólido para o estado gasoso através da proeminente máquina e com o adaptador M2A de origem nuclear oferecido pelo clube, teremos a primeira fase de processo de transfusão. No entanto as partículas gasosas terão que se unir à substâncias de cálcio. – retirou uma pipeta volumétrica que se encaixava na mufla de uma das guarnições de oxigenação e por onde se exalava bastante vapor devido a incidência de nitrogênio.

_Esta pequena dosagem de cálcio deve ocorrer para que o tempo de duração do efeito da pedra-Jaspe seja maior e caso contrário não seria o bastante para Jhason permanecer recuperado até o dia da eleição do candidato. As dosagens se fundirão por toda região externa se fixando nas partes de introspecção neural. A substância contida na pedra-Jaspe passará primeiro por toda região interna agindo de modo semelhante ao fungo que é produzido por vapores da atmosfera e se fixa em algumas partes de plantas específicas.

_O adaptador do transfusor está neste laboratório, - se recordou Sebastian – temos que primeiro operar a fusão da pedra-Jaspe.

_Apenas retire o anel. – informou Henrry à Jhason.

No mesmo instante o anel é retirado do dedo, Henrry conduz a peça à uma das bandejas prateadas da mesa de objetos. Após inserir uma substância corrosiva para facilitar a remoção do cristal e usando uma tenaz de apoio com um outro cortador, a pedra-Jaspe é desprendida da confecção. Em seguida é posta em um cubo metálico próprio do transfusor e por onde seria convertida à estado gasoso após uma rotação de quase quatrocentos e quarenta watts radioativos.

_Preparados? – perguntou Henrry.

O grupo confirma o processo e em frações de segundos a máquina inicia a rotação de fusão química. Várias ramificações elétricas se circulavam em torno da peça criando um único feche brilhante em todo cilindro, por onde dali mesmo seria passado à outra máquina para injeção definitiva. Henrry usava uma luva e a temperatura permaneceria a mesma. Retirou o cilindro em seguida.

Após uma breve refrigeração, o tom natural da pedra-Jaspe retornava ao modo natural. A cor verde predominava pela superfície. Jhason é orientado a deitar sobre a cúpula de transfusão neural. Pequenas doses eram lançadas em outro cilindro semelhante contendo substâncias específicas por onde apenas fazia aumentar o vapor. Tudo foi feito como ordenado e aos poucos Jhason era movido para a parte interna pelo sistema automático. Henrry manipulava os controles em uma cabine ao lado. Um minuto de suspense circundava o ambiente. As injeções se posicionavam ao pressionar das teclas de Henrry, que no último comando, programou as agulhas para serem aplicadas.

Um toque apenas na tecla de comando operacional e as agulhas se moviam em direção aos dois lados do crânio de Jhason aproximando-se a poucos centímetros. Quatro adesivos foram simetricamente aplicados, seriam úteis para a injeção correta das agulhas, evitando também, qualquer preocupação com a interferência dos cabelos de Jhason.

Pequenas doses de morfina foram injetadas primeiras. Trinta minutos de ocorrência fez apenas com que Jhason estivesse mórbido. Outro toque na tecla do painel eletrônico é dado. Uma neblina de vapor se espalhava por toda câmara interna. Um movimento reflexivo dos pés indicava a aplicação correta das agulhas. Em seguida outras substâncias foram devidamente injetadas. Era o fim do processo de absorção.

Após algumas horas de operação, Jhason é movido para a fora já consciente do efeito. O vapor retido agora se espalhava em torno da máquina e em todo o laboratório. Ao se levantar comenta:

_Sinto-me duas vezes mais ágil.

Enquanto isso, pelos setores internos do antigo balcão do clube Wingard, o vereador Vladmir Ron Koney trabalhava com sua equipe usando as mercadorias saqueadas quando deixadas no interior de um dos depósitos. Além disso, as máquinas instaladas pelo clube eram usadas de modo abusivo. Ron Koney havia ordenado a retirada dos componentes originais usando documentos de posse legítima da área. Apesar de não ter conseguido provar sobre a posse da mercadoria e das máquinas importadas, Ron Koney ainda mantinha o uso de tudo através de ameaças colaterais.

E acima de tudo, fazia com que as máquinas trabalhassem a seu favor para produzir drogas ilícitas e de alto teor alucinógeno.

Enquanto isso, na mansão de Henrry Leighland, os componentes se ocupavam em jogos de cartas. Jogavam uma espécie de jogo tático. Para o clube Wingard, somente alguém nas mesmas condições políticas de Ron Koney poderia virar o jogo de cartas e ninguém agora estaria tão próximo da cartada final, senão, Donald Pierce.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O COMÍCIO

 

 

 

O dia do comício planejado pelo clube havia chegado. O palanque se estendia por quase seus quinze metros de largura. Pelas partes superiores algumas guirlandas em vermelho e azul se destacavam pela ornamentação do evento. O palanque bem como os auxiliares se ocupavam em determinada área da cidade. Este seria também um ponto estratégico, por onde outrora, houve maior incidência de compradores das relíquias de diamantes oferecidas pelos assistentes do clube Wingard.

Muitos convidados assim como as pessoas atraídas pela campanha se aproximavam para assistir ao discurso do candidato.

Tudo estava preparado. Donald Pierce se equipava para exibir suas propostas, que apesar da audácia persuasão, possuía em suas práticas promissórias bastante distantes e às vezes equivocas. A farsa não poderia ser identificada facilmente pelo público, senão, por estarem isentos das técnicas de atração desenvolvidas pelo clube, entre estas, práticas de hipnotismo executadas pelo próprio Donald Pierce.

As propostas estavam por ser declaradas. Ao seu lado permaneciam membros do clube e outros aliados à campanha. Entre os convidados muitas faixas indicavam o nome do candidato em sinais favoráveis à sua candidatura. Após algumas horas de expectativa, Donald Pierce inicia o pronunciamento acompanhado da abertura de fogos de artifícios.

 

O político enfatiza sobre a saúde com a promessa de remédios, antibióticos e pílulas gratuitas. Haja visto ser uma especialidade do próprio clube Wingard.

Jhason pelo canto inferior se posicionava de pé pelo lado esquerdo. Permanecia ao longe e já não mais necessitava do seu anel e, após identificar uma grande demanda de pessoas usando colares, brincos, pulseiras, pingentes e relógios confeccionados pelas mesmas relíquias de diamantes negociadas pelo clube, apenas administrava o poder mental ao transmitir sintonias positivas a respeito do voto à Donald Pierce. No fim havia urros de comemorações pelas propostas feitas e inclusive pela ação mental produzida por Jhason.

Apesar de ter sido considerada uma campanha exemplar a ponto de se assemelhar a uma comissão convocada pelo próprio Fórum Romano, o grupo ainda mantinha seus mistérios. As campanhas chegavam ao fim. O dia da eleição estava próximo e o clube Wingard achava ser necessário algo mais para garantir a vitória de Donald Pierce. Dessa forma, Emma Frost, que desde o início do plano acompanhava o grupo nas campanhas políticas, propôs-se a adulterar o resultado dos jornais em cujas estimativas foram indicados cálculos sobre a opinião do público, ao candidato favorito, a ser eleito ocupando o preeminente cargo.

Embora Donald Pierce tivesse mantido por um longo período uma diferença de oito por cento do favoritismo em comparação a Albert Roston, Emma fez evoluir para quinze por cento de diferença. E isto, após trabalhos secretos na imprensa interna.

 

 

A ELEIÇÃO

 

 

 

O último dia antes das eleições havia chegado. O grupo novamente se reunia na sala de estar da mansão de Henrry Leighland. Aguardavam para a ida ao estúdio onde estariam presentes os principais políticos candidatos no debate eleitoral. O evento foi algo rápido e amistoso. Cerca de trinta minutos foram concedidos à cada político para expor suas propostas.

À noite, após toda preocupação do grupo quanto aos erros na sobressaída de Donald Pierce em seu pronunciamento, Jhason preferiu permanecer em recinto a parte. Nada grave poderia ser a causa de sua consternação. Embora um ou dois traços faciais viesse a escapar das características originais do usurpador, nenhum erro na concordância havia surgido do debate.

As cortinas do quarto estavam fechadas. Por algumas vezes se moviam pelo vento espesso vindo de uma pequena ruptura. As luzes apagadas transmitiam um aspecto sombrio do ambiente. Seu olhar embora obliquo e arteiro, seria mais um complemento de sua preocupação do que um sentimento de satisfação. E isto surgia porque, apesar da ausência dos antigos presságios produzidos irrevogavelmente pela influência natural da pedra-Jaspe, ainda havia a responsabilidade com o uso de outros poderes mentais. Ainda mais preocupante porque os antigos presságios estavam ausentes.

 

 

 

Jhason evitou dormir, procurou concentrar e desenvolver seu poder mental. Era notório que se tratando de um presságio advindo do sonho, algum poder além do que fosse naturalmente produzido pela pedra-Jaspe poderia ser despertado por sua própria mente. Sua concentração chegava ao ápice do que poderia ser o êxito da manipulação mental produzida através dos contatos com as réplicas dos diamantes cristalizados. Uma sintonia maior era articulada para tentar descobrir sobre um novo tipo de poder. Assentado em um luxuoso estofado, permanecia neutralizado por várias horas. Alguns comprimidos eram digeridos com freqüência para manter-se despertado.

Era altas horas da matina quando Jhason foi transportado à uma dimensão produzida por sua própria mente. Algo inusitado e sobrenatural não podia se assemelhar a outro fenômeno mental. Talvez fosse apenas um sonho, porém Jhason conseguia se mover e agir espontâneo como em campo físico e terrestre. Nada obstante, desejou que diferentes tipos de eleitores viessem a comparecer naquele ambiente para serem persuadidos através de palavras de apoio ao candidato.

Uma pessoa se aproximava ao longe do ambiente que, diferente do lugar original onde Jhason estava, apresentava suas partes brancas e brilhantes, não tinha saídas. A pessoa parecia sonhar estando em serviço. Levava sua pasta ao lado. Seu aspecto era pálido e seu semblante era sonolento. Jhason se aproximando adverte:

_Vote em Donald Pierce.

 

 

A pessoa permanecia em silêncio e concentrada. Após imaginar uma sala de visitas com duas cadeiras, Jhason fez surgir outro cenário. Era semelhante a uma sala de estar. Outra pessoa surge. Uma mulher esbelta e atraente vestia uma roupa carmesim. Parecia sonhar estando em uma festa de gala.

Após se assentar, Jhason adverte sobre o candidato a ser votado:

_Deve votar em Donald Pierce.

E à medida que Jhason imaginava, um novo cenário tendia surgir.

Depois de usar um botequim, imaginando sempre duas cadeiras e ter advertido à um empresário que usava terno e gravata, Jhason usa o último cenário.

Um jardim com plantas opulentas surgia com a visita de outra vítima. Este por fim parecia ser um capitão militar a sonhar estando em serviço.

O transe mental chega ao fim. Jhason desperta e torna ao lugar de origem. Sentiu tontura, mas em toda viajem mental procurou convencer as pessoas a votar em Donald Pierce. O último implemento desenvolvido por Jhason parecia definir o candidato mesmo antes das votações. Tudo correspondia a posse de Donald Pierce.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No outro dia as urnas eram visitadas pelos eleitores. Os bilhetes eram preenchidos e assinalados em referência a um dos candidatos. Muitos entre as pessoas eram vítimas de vozes ocultas que eram percebidas pelo subconsciente e coincidentemente usavam peças cristalinas em torno do corpo. As mesmas réplicas das jóias de cristais e quartzos vendidas pelos componentes do clube. As jóias pareciam ser um simples acessório e talvez ideal para serem usadas em um feriado do dia. De fato seriam, ainda mais se tratando de um dia de votação, mas nada sabiam que para Jhason Wingard, seria o único fator que permitiria a sua influência mental.

Dessa forma, um dos eleitores no momento de votar, ao perceber o nome de Donald Pierce ressoar por sua mente, mudou sua opinião a respeito do candidato que por pouco seria Albert Roston. Porém acabou votando no político sugerido pela influência mental ao mover a caneta devagar em direção ao outro campo a ser assinalado.

No dedo menor de sua mão, o cristal do anel reverberava seu feche de brilho.

As votações vieram a cabo no final daquele dia e durante todo o dia posterior ao dia das votações muitos dirigentes se ocupavam em locais protegidos e vigiados para a apuração dos votos. Quando pouco próximo ao pôr do sol o anúncio do governador Vincent é declarado em público. Além disso as notícias se espalhavam por vários meios de comunicações e ninguém poderia ser o vencedor senão, Donald Pierce.

Finalmente o clube Wingard consegue concluir o plano de infiltração política. Vários meses de pesquisas e trabalhos secretos se passaram.

De modo muito extraordinário Donald Pierce sobe ao palanque para o pronunciamento de posse. Vários procedimentos seriam acompanhados até quando em fim o vencedor se assentaria sobre uma cadeira da tribuna política referente a administração de Roma.

No mesmo salão da mansão de Henry Leighland, o grupo se reunia em comemoração. Um Champagne era servido por Sebastian Shaw. Oferecia um brinde de honra à Donald Pierce que após todo o alvoroço, permanecia junto aos outros membros do clube. Emma Frost, mesmo depois do árduo trabalho na cobertura final das entrevistas, fazia erguer sua taça.

_Sua atuação como político lhe concede direitos públicos e jurídicos. – disse Flammer, um dos articuladores do plano – Sei que não nos desapontará ao trazer de volta o galpão secreto do clube.

_Estarei trabalhando em prioridade desse assunto. Pouco tempo nos separa até quando tudo estiver pronto.

Em seguida Henry Leighland interrompe:

_Sabia que a máquina de transfusão neural não nos decepcionaria. Antes, devemos agradecer à Jhason Wingard.

_De fato a absorção foi bastante eficaz e um dos principais motivos para a escolha do candidato. Contudo, Emma conseguiu reduzir a maior parte do trabalho com a alteração das estatísticas.

_Confesso que se não fosse Sebastian Shaw, muitas coisas não teriam acontecido.

_Em breve sairemos ao encalço de Vladmir Ron Koney e recuperaremos o galpão bem como os equipamentos. – disse Sebastian Shaw ao erguer a taça em direção aos outros e em seguida declara o brinde final:

_Ao clube Wingard.

A INVESTIDA

 

 

 

Pouco tempo depois os papéis referentes ao domínio da área que abrangia o galpão secreto estavam prontos como prometido por Donald Pierce. Uma extensa área de aproximadamente cento e vinte e cinco hectares preservava grande espaço para estacionamento além dos setores internos. Não seria algo a ser desprezado pelo clube a ponto de entrarem em conflitos paralelos. As bases de sustentação não suportariam o impacto contra Ron Koney e sua equipe, porque embora viesse a resistir no primeiro encontro, talvez não fosse o bastante no que seria revidado pelo mesmo oponente através de simples papéis políticos.

Ainda que armas nucleares estivessem acessíveis para o clube, nada poderia ser correspondido senão pelos papéis de propriedade legítima.

Enquanto isso Ron Koney se equipava com seu grupo no antigo galpão. Trabalhavam nos setores internos preparando as mercadorias de drogas a serem vendidas quando nada obstante recebem uma inesperada invasão. Vários tiros eram dados em torno do segundo andar. Algumas partes destruídas intimidavam os primeiros capangas que abandonavam as tarefas.

Na cabine superior o chefe se preparava para a fuga. No exato momento, porém, Sebastian Shaw impedia sua saída ao lado de Jhason que, apontando sua arma à um dos capangas de Ron Koney a recolher os malotes, consegue desarmá-lo sem opção para reagir.

 

Deixou o que tentava levar do cofre em cima da mesa e levantando os braços permanecia paralisado. Ron Koney ao contrário, andava passos lentos e desajustados para trás. Alguns utensílios eram esbarrados e caiam ao chão na tentativa de pegar sua arma na gaveta.

De modo afobado o oponente ameaça:

_Não conseguirão recuperar o galpão! – sorriu por um sorriso argiloso e cínico - Ainda que dominem tudo e consigam provar sobre a construção, no Fórum Romano o contrato tecnicamente está em minhas mãos e em meu domínio.

Antes que alguém convergisse Donald Pierce surge de surpresa e em seguida ressalta:

_Talvez o contrato não esteja mais em suas mãos. – apresentou-lhes os papéis com notas autenticadas.

_Senador? – pegou o revolver de súbito – Deve estar mentindo? – urrou assustado.

_E mesmo se não estivesse, - pausou revestido por um tom de suspense - isto não me impedirá de agir. – apontou seu revolver antes oculto pelo aparador da mesa e em seguida direcionou à Donald Pierce.

Seu capanga entende o sinal de ataque e mobiliza Jhason que estava mais próximo de sua posição e em desvantagem. Tudo ocorreu após uma breve distração. Enquanto o capanga lhe segurava por trás, Ron Koney diz uma nova ameaça:

_O jogo acabou! – se reposicionou astuto - Largue a arma. – bradou.

Sebastian Shaw observando a reação do oponente obedece.

Em seguida Ron Koney ordena:

_Entregue os papéis. – disse à Donald Pierce ao mover de seu revólver.

Sem se mover o alvo retruca:

_Não pode fazer nada, será preso antes de sair.

_Não diga do que sou capaz. – um misterioso tiro é disparado do revolver de Ron Koney.

 O suspense dominou o olhar de todos. Talvez fosse o fracasso do plano caso Donald Pierce estivesse ferido. Um barulho da queda ao chão ao contrário do que parecia ter sido na primeira impressão foi a prova de que o ferido foi o seu próprio capanga que se desprendia lentamente de Jhason Wingard e em cinética.

_Mas que diabos! – assustou Ron Koney ao perder o manuseio do revolver – não consigo mover o gatilho.

Jhason se aproximava lento em sua direção. Seu revolve era direcionado contra si mesmo. Aquele fenômeno parecia ser algo incomum para quem não conhecia sobre a manipulação mental produzida pelo contato das pedras-Jaspe e pegando sua arma ressalta:

_Eu digo do que sou capaz. – golpeou-lhe na face.

O cartucho é desativado, o colar confeccionado com a pedra-Jaspe estava coincidentemente suspendido em seu pescoço. A peça é agarrada como que por revelar sobre a verdadeira causa daquele fenômeno.

_Fim do jogo! – disse após desprendê-la com um forte impulso.

Com um radiotransmissor Donald Pierce ordena a entrada dos agentes que operavam na parte inferior. Aguardavam ausentes por medidas preventivas. Subiram logo após a derrota de Ron Koney. Em pouco tempo os agentes invadem a área e mobilizam o alvo.

Era o desfecho da invasão e a retomada do galpão do clube. O colar confeccionado com a pedra-Jaspe de Ron Koney era o mesmo que foi roubado do governador Vincent no dia do anúncio e por incrível que pareça, era o mesmo usado desde o inicio por Sebastian Shaw. E como em um ciclo de chuva que apresenta aspectos redundantes assim também acontecia no corredor após se dispensarem da ação dos agentes policiais. Jhason finalmente entrega o colar à seu companheiro.

Após vários meses na política, Donald Pierce age como arquitetado pelo grupo. Embora houvesse garantido a confiabilidade pública pela distribuição de remédios gratuitos, não poderia abandonar o plano, que na verdade, se exigia muito cuidado.

Um milhão de dólares estava em questão.  Enquanto isso, pelas partes internas do clube, Flammer permanecia assentado em uma das poltronas do living. Atento ao gerenciamento das pílulas transgênicas e ao mesmo tempo precavido, Flammer recebe uma notícia.

_As notas de autenticidade jurídica. - disse Donald Pierce ao passar algumas folhas admitidas por órgãos da política externa.

_Ótimo.

_Com estes papéis temos, inclusive, a prova jurídica de vendas. Com este contrato será possível vender nossos remédios genéricos e também, realizar nossas entregas sem a intromissão da polícia.

_Por algum período estive trabalhando em torno desse assunto e como sabemos, não poderia deixar de citar outro nome além do clube Wingard como alguém responsável. Veja que o nome de Jhason está ilegal no país.

 

Apesar de estar muito mais próximo do nome original do clube, ainda não seria adequado para o controle mais específico. – após foliar alguns papéis, entregou um, entre os quais seria a promissória comercial no exterior – Emma Frost permitiu que seu nome fosse usado como referência, ainda mais por sua carreira exemplar aqui no país.

_Por isso a empresa Frost está muito mais perto de se tornar o nome padrão nos Estados Unidos, - continuou – não porque talvez o comércio venha a falir após o último plano, mas porque o nome tende a evoluir de pessoa para empresa e o nome de qualquer outro dificilmente seria incluído após nossa fuga ao exterior, onde certamente não haverá nenhuma chance de progresso político.

Em seguida adverte:

_Hoje deverá convocar todos os membros do clube para uma reunião solene, uma surpresa nos aguarda.

Flammer permanecia ansioso, não sabia o que poderia ser aquele pedido simplório de reunião recebido em seu escritório interno do galpão. Uma data foi marcada e um dos setores da grande mansão de Henrry Leighland foi o lugar decidido para o encontro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESVIO DE VERBA

 

 

 

À noite logo chega acompanhada de um clima fresco. Apesar do tempo fechado e coberto por nuvens em tons avermelhados, havia ventos e nenhuma ameaça de chuva. Em pouco tempo o salão é ocupado pelos membros, inclusive outros que vinham dos setores externos. Algo muito importante estava para ser revelado.

As cadeiras foram preenchidas aos poucos, alguns capangas aguardavam de pé e outros assentados. O local não era muito espaçoso e todos que ali estavam eram de confiança. Em pouco tempo Donald Pierce chega após um árduo trabalho no Fórum Romano.

Uma maleta vinha em sua companhia e dois capangas ao seu lado. No salão Flammer o recebe aliviado após algum tempo de espera. Ao seu lado estava Sebastian Shaw. Este havia demorado um pouco devido a um encontro com Racquel Morrison, uma estudante de turismo que vinha acompanhando o clube desde a viajem da Índia.

Foi responsável pelas reservas de hospedagem no hotel Pantheon e por várias pesquisas turísticas. Recebeu o último colar de presente. A maleta é posta sobre a mesa, em seguida, as duas traves são desarmadas. Um milhão de dólares se reluziam aos olhos do grupo.

_Informarei sobre a fuga. – Flammer se posiciona e continua em tom de voz grave:

_Hoje será o dia em que a fuga será operada. As verbas financeiras foram devidamente desviadas.

_Como sabem, - prosseguiu - não podemos ficar por muito tempo. Alguma coisa pode ser desvendada pelo governo. Além disso, uma voa filial foi implantada em Roma para melhor mantermos as relações comerciais aqui no país. Alguns nomes foram selecionados para cuidarem do gerenciamento, estes saberão como agir.

O dinheiro, claro, desde o início esteve destinado a fuga.  Se não fosse por isso talvez o trabalho não viesse a equivaler pelo esforço. Antes fosse o uso de armas em troca de uma fuga pouco satisfatória, mas a permanência no clube para verificação correta das vendas, nunca poderia suceder senão acompanhada por todo aquele clima de mistério e tensão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NOTA EXTRA

 

 

 

Ainda no salão da mansão de Leighand em Toscana o clube se reunia:

_Jhason foi um importante elemento para conclusão do plano. Através da absorção da pedra-Jaspe, foi capaz de realizar coisas incríveis. Após toda a experiência, talvez haja algum novo poder mental despertado? – perguntou Flammer e em seguida Jhason se aproxima:

_Basta apenas fecharem os olhos e se concentrarem...

O grupo obedece. Enquanto isso Jhason atraía o poder mental em sintonia dimensional. Alguns segundos se passam e um misterioso cenário mental é criado.

As roupas sociais modernas, o terno e a gravata se convertiam à tecidos finos e elegantes típicos da segunda metade do século dezenove. Uma arandela central descia como uma cascata, o brilho dos cristais se fundia à toda extremidade.

As taças eram erguidas pelos convidados. Enquanto isso alguns dançavam uma música clássica que surgia aguda pelo salão. Um tipo de valsa se sintonizava com o cenário do sonho. Quatro pessoas surgiram de repente naquele instante. A primeira, apesar de ser uma dançarina de origem indiana, não se diferenciava da roupa usada pelos convidados. Rebeca Colibeuf foi direcionada por Flammer a participar da dança. Em seguida surge a advogada Sheyla Shin, mantinha também o mesmo estilo de roupa, foi recebida por Donald Pierce. Logo após da segunda pessoa, surge a cigana Wanda Kassid que se uniu à Henrry Leighland. E por último surge a estudante Racquel Morrison, dançava ao lado de Sebastian Shaw. Todas usavam coincidentemente os colares confeccionados pela pedra-Jaspe. Wanda Kassid em exceto havia feito um colar separadamente para si. Porém todas foram vítimas do efeito psíquico produzido por Jhason Wingard, inclusive pelo contato das pedras em sintonia com a influência mental do condutor.

Mestre mental poderia ser agora uma referencia ao responsável por todo aquele cenário. Assim, Emma Frost, que permanecia com o grupo desde o início, não se necessitou do colar, portanto foi a última a ser convidada e diferente das outras, usava um vestido alvejante que se reluzia aos olhos de todos os convidados. Recebeu um anel de cristal de Jhason Wingard.

No fim de todo mistério, a fuga é feita, um milhão de dólares estava em jogo. O clube se instala em território norte-americano. Com o dinheiro investiram em novos setores e tudo novamente ocorria bem aos ambiciosos recém membros da empresa Frost.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FIM

 

 

BIOGRAFIA DO AUTOR

     

 

 

Em 1988 Neil Odenkir Kholer, roteirista cômico e escritor surge da união de Weil Piter Kholer e Hallen Odenkir em Kiev, Ucrânia.  A cidade possui uma das mais antigas unidades de ensino elementar da Ucrânia. Hallen Odenkir habitou a cidade de Primorsko Akhtarsk na Rússia em 1975 para trabalhar como funcionária do restaurante indiano Sagar, teve Veroneil, Odneil como os primeiros filhos. Conheceu um dos sócios diplomatas chamado Acemir Éber que atuava como gerente em Primorski Akhtarsk e possuía um restaurante associado em Karli Bhaja na Índia. Hallen gerou Neilah em 1987, retornou à Kiev em 1988, mas as revoltas políticas de 1989 na cidade causaram a separação pelo cartório de Hallen e Piter em 1990. Os primeiros filhos receberam o nome do avô Omar Iddysthan porque Hallen ainda não havia registrado seu casamento no cartório.

      Em 1990 ocorre o reencontro de Éber que se uniu com Hallen. Passava as férias em Primorski Akhtarsk após quase um ano da separação com Weil. Os conflitos socialistas também causaram a perca do restaurante. A economia se enfraquece obrigando Éber e Hallen à se refugiarem para a cidade indiana de Karli Bhaja em 1994 à trezentos quilômetros da costa oeste na Índia, onde outro restaurante Sagar poderia manter a economia em vigor. Dos irmãos Veroneil e Odneil, apenas Odenkir Kholer e sua irmã habitaram Karli Bhaja. Aprendeu o idioma lusitano básico com a colonização portuguesa nas regiões de Pradesh.

 

Em 1997 um dos depósitos de carne do famoso restaurante Sagar da cidade foi herdado após a morte do sócio Éber que teve uma filha adotiva chamada Epfânya. Com apenas onze anos, em 1999, Odenkir Khole dava início ao seu primeiro roteiro cômico. Em 2002 Odenkir completa o aprofundamento científico e retorna à Primorsko Akhtarsk com Hallen Odenkir que usou parte da herança para habitar a cidade. No mesmo ano Odenkir Kholer retornou à casa de sua tia Enyd Odenkir em Kiev. Estudou Recursos Humanos, Noções Filosóficas e Ensino Teocrático na Universidade de Melitopol em Donetsk, poucos quilômetros de Primorsko Akhtarsk. Situada entre o Mar de Azov e a represa de Kremenchug, a metrópole de Donetsk se estende pela Bacía de Azov e chega a possuir partes do litoral leste da alfândega ucraniana com a Rússia o que facilitava as viagens à leste no intercâmbio do roteirista.

Os métodos foram responsáveis pelos primeiros livros não publicados de Odenkir. Encerrou os estudos em 2008, mas foi para o reformatório no mesmo ano por uso de bebidas alcoólicas após se debater com Hallen, que desejava sua permanência em Kiev. Hallen era contra sua carreira como roteirista em Chicago. A família Odenkir estava perto da falência, o restaurante na Índia foi desapropriado. Hallen Odenkir muda definitivamente para Donetsk e a economia do restaurante Ratna de Primorsko Akhtarsk foi toda voltada sob administração de Enyd sua irmã.

Hallen conhece Kassío em Donetsk onde uma última filial foi construída, concluindo a companhia formada pelos restaurantes Ratna em Kiev, Rhaja em Donetsk, e o Dracna em Primorsko Akhtarsk, reaberto com a emissão das verbas internas após o apoio filantrópico de sua irmã judia Silmah e a pensão de Éber admitido em cinqüenta por cento à Epfânya. O nome foi modificado por sugestão de Silmah.

Um de seus primeiros livros 'Delivery' em 2009 foi iniciado no centro de recuperação química quando Odenkir Kholer recebeu recursos de seu pai Weil Piter Kholer para estudar Aprofundamento Ortográfico. A nova tarefa o incentiva na criação de novos projetos. Após dois anos Odenkir Kholer retorna do tratamento com ajuda de sua tia Silmah Odenkir e estuda Geopolítica.

A crise ainda afetava a família, havia falta de dinheiro e dificuldades com as despesas em Primorsko Akhtarsk. O idioma inglês, usado em algumas partes da Ucrânia, nas colônias de Donetsk e Primorsko Akhtarsk, era um dialeto praticado desde o início de seus estudos na Índia até seu último curso. Após seu primeiro livro em 2009, chamado Crystal Green, Odenkir Kholer decide estudar em Krivoy quando conseguiu seu próprio financiamento publicitário e com o aluguel do Dracna, desapropriado por insuficiência administrativa em Primorsko Akhtarsk.

Os métodos foram responsáveis pelos primeiros livros não publicados de Odenkir. Encerrou os estudos em 2008, mas foi para o reformatório no mesmo ano por uso de bebidas após se debater com Hallen, que desejava sua permanência em Primorsko Akhtarsk. Hallen era contra sua carreira como roteirista em Chicago. Odenkir Kholer queima seus primeiros livros de mistério e filosofia não publicados após o incidente na delegacia. Fugiu de casa no mesmo ano. A família Odenkir estava perto da falência. O restaurante na Índia foi desapropriado, Hallen Odenkir muda definitivamente para Kiev e a economia de Primorsko Akhtarsk foi toda voltada para uma nova filial na cidade sob administração de Enyd.

Krivoy, uma cidade metropolitana da Ucrânia onde se encontra um dos mais importantes centros universitário de ensino foi habitada durante um ano. Realizou seu segundo livro Delivery em 2010, estudou Ortografia Sistemática e se graduou em Psicologia quando se fixou em Chicago. Conseguiu seu próprio financiamento publicitário. Saiu de casa no mesmo ano com recursos do Dracna, após exercer influência financeira. Decidiu desapropriá-lo por insuficiência administrativa.

Em 2011 concluiu o terceiro livro Medal Silver. Em 2012 escreveu ‘Shell’. Em 2013 deu continuidade com o seu quinto livro chamado 'Epidemic'. Odenkir Kholer conseguiu finalmente ingressar na faculdade de Chicago quando próximo de esgotar seu investimento nos Estados Unidos.

A notícia de sua viajem foi revelada somente após conseguir seu estudo por definitivo, era tarde de mais, seu avô Iwan Davi Dant Stan era falecido. Alguns parentes diziam que Odenkir Kholer seria a principal causa da crise na família, mas Odenkir Kholer não desistiria enquanto terminado seus estudos e realizados os seus objetivos. Em 2011 concluiu a terceira parte do seu trabalho com o livro 'Epidemic'. No mesmo ano conseguiu publicar seu primeiro livro ‘Dream Rock’, por uma editora local.

Seu livro foi então catalogado pela International Standard Book Number, este talvez seja o prenúncio do gênero criminal e aventureiro prometido pelo autor e finalmente o lançamento do seu sétimo livro ‘copperfield’. Em Dezembro foi reconhecido pela Library of Congress (Biblioteca do Congresso Americano) que contribuiu na divulgação do livro ‘Delivery’ e na publicação do livro ‘Shell’ em janeiro de 2012.

 

 








 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

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